Arquivo para a categoria "Viagens"




Thursday, June 29, 2006

Eita, mundo pequeno!

yuri vieira, 6:09 am
Filed under: Ciência, extraordinárias, meio ambiente
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Recebi essas imagens do amigo Ricardo Azim, de Alto Paraíso. Veja na ordem, isto é, da esquerda para a direita.

(Clique nas imagens para ampliá-las.)

Monday, June 26, 2006

Schopenhauer e os ideogramas

yuri vieira, 11:27 pm
Filed under: escritores, especulativas, livros, tecnologia
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Já escrevi algumas vezes sobre o futuro dos ideogramas chineses, que certamente conquistarão todo o mundo. (Veja este artigo e estes posts:Pão em coreano e As línguas do futuro.) O que eu não sabia é que Schopenhauer já previra o mesmo há mais de um século:

Nós desprezamos os ideogramas chineses. No entanto, como a tarefa de toda escrita é evocar conceitos mediante sinais visíveis na mente alheia, apresentar à vista, em primeiro lugar, apenas um sinal equivalente ao sinal audível e fazer com que ele se transforme no único portador do próprio conceito representa, evidentemente, um grande desvio: com isso, nossa escrita por letras é apenas um sinal do sinal. Poderíamos então nos perguntar qual vantagem teria o sinal audível em relação àquele visível, a ponto de nos fazer deixar o caminho direto da vista à mente para tomar um desvio tão grande, como o de fazer o sinal visível falar à mente alheia apenas por meio do sinal audível; enquanto seria obviamente mais simples, à maneira dos chineses, fazer do sinal visível o portador direto do conceito, e não o mero sinal do som; tanto mais que o sentido da vista é sensível a modificações ainda mais numerosas e delicadas do que o da audição e, além disso, permite que as impressões sejam dispostas uma ao lado da outra, o que as afeições da audição, por sua vez, não são capazes de fazer, pois são dadas exclusivamente no tempo. Os motivos aqui indagados poderiam ser os seguintes:

(Continua…)

Monday, June 19, 2006

O pouso

elv peka fluss, 5:14 pm
Filed under: Cotidiano, Viagens
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Aconteceu num agosto…

Não faço idéia de que tipo era — se Boeing ou Airbus, etc. Havia na cabine, além das poltronas de piloto e co-piloto, duas outras, menores, nas quais nos abrigamos. Voltava de Buenos Aires pela Transbrasil — faz uns 10 anos já. Estava comigo um conhecido que trabalhava na finada empresa. Ele me fez a pergunta que eu não ouvia desde garoto: “Quer conhecer a cabine?”

Era noite. O tempo estava magnífico. Poucas nuvens, apenas suficientes para embelezar a vista. O comandante foi nos explicando o básico do funcionamento da aeronave, para que serviam alguns daqueles reloginhos, botões, alavancas… Não gravei muita coisa, mas foi uma conversa agradável. (Continua…)

Thursday, June 15, 2006

O poder da mente

yuri vieira (SSi), 9:52 pm
Filed under: Humor, extraordinárias
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Este vídeo é para o Daniel Christino, o Rodrigo Fiume, o Paulo Paiva e demais céticos que não crêem na magia…


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Wednesday, June 14, 2006

Exorcizando o Zeitgeist

ronaldo brito roque, 7:14 am
Filed under: Religião, especulativas, interiores
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Do Júlio Lemos:

Muitas pessoas dizem que a doutrina da Igreja deveria mudar, porque “os tempos mudaram”. Esta proposição implica que antes havia uma concordância entre “os tempos” e a doutrina da Igreja, ou ainda que “os tempos” são a causa da doutrina da Igreja, e não a Revelação. Mais do que desejar que a Igreja se adeque ao mundo, os proponentes dos “tempos” desejam que a Igreja abdique de qualquer fundamento sobrenatural, desde o qual os tempos possam ser julgados.

Mas também negam, por tabela, que exista qualquer verdade natural e perene, e é aí que está a sua autocontradição: afinal, por que deveríamos tomar a mudança dos “tempos” como critério fixo e acima dos tempos? É a velha e primária discussão: quem diz que não há verdade não pode dizê-lo sem crer estar enunciado uma verdade; quem estabelece o tempo não pode ser critério para o tempo porque uma coisa só pode ser medida por outra coisa. Posso medir minha mesa em centímetros; se eu medisse a minha mesa por ela mesma, eu nada diria a respeito da minha mesa. Portanto há sempre um absoluto contra vários relativos, um fixo em relação a vários móveis, algo que fica e que por isso mesmo nos faz ver que há algo que passa.

Tuesday, June 13, 2006

A Coisa Simples

ronaldo brito roque, 1:39 pm
Filed under: Arte, interiores, literatura
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Certos espíritos dificilmente admitem que uma coisa simples possa ser bela, e menos ainda que uma coisa bela é, necessariamente, simples, em nada comprometendo a sua simplicidade as operações complexas que forem necessárias para realizá-la. Ignoram que a coisa bela é simples por depuração, e não originariamente; que foi preciso eliminar todo elemento de brilho e sedução formal (coisa espetacular), como todo resíduo sentimental (coisa comovedora), para que somente o essencial permanecesse. E diante da evidente presença do essencial, não o percebendo, até mesmo fugindo a ele, o preconceituoso procura o acessório, que não interessa e foi removido. Mais pura é a obra, e mais perplexa a indagação: “Mas é somente isto? Não há mais nada?” Havia; mas o gato comeu (e ninguém viu o gato).

(Carlos Drummon de Andrade, Confissões de Minas — Caderno de Notas. In OBRA COMPLETA. Rio, Aguilar, 1964, p. 591)

Tuesday, May 30, 2006

A Europa de Berlinski

Trecho dum artigo de Jeffrey Nyquist, via MSM:

Os bárbaros já estão aos portões. Na verdade, eles já passaram dos portões. Não é só um atentado terrorista que temos de conter. O niilismo europeu é um problema interno de todo o Ocidente. Dado o fato de que armas de destruição em massa estão por aí, um evento catastrófico é uma questão de tempo (embora Berlinski saiba mais do que diz). Admitamos um paradoxo metafórico: o mundo está perdendo sua mente coletiva. Com o tempo, sofreremos por causa disso. Além do mais, creio numa iminente catástrofe econômica ligada a uma catástrofe militar. (Isto é, crise econômica e uso maciço de armas de destruição em massa derivam da mesma fonte demente).

No caso da Europa, a crise é impressionantemente óbvia. Perambulando por Perugia, na Itália, Berlinski fez as seguintes observações: “Não há pais empurrando carrinhos de bebê na frente do palácio, não há avós ajudando netinhos hesitantes a descer as escadas da catedral. Vejo milhares de italianos andando, comprando, batendo papo, sentados nos degraus de San Lorenzo vendo as pessoas passarem – mas não vejo uma única criança”.

A taxa de natalidade da Europa desabou. “A não ser que essa tendência reverta-se por conta própria”, notou Berlinski, “em breve os países europeus serão incapazes de pagar suas caras pensões e programas de saúde”. Linhas depois, ela escreve: “A imigração é a única esperança da Europa”. Isso porque a Europa não desistirá de seu modelo de Estado assistencialista. E, portanto, a Europa precisa importar mais e mais muçulmanos para satisfazer sua demanda por mão-de-obra barata. Segundo Berlinski, a Europa precisará aumentar sua taxa de imigração de cinco a dez vezes apenas para sustentar-se. “Mas a imigração em número suficiente para retificar o declínio populacional certamente terá enormes custos em termos de estabilidade social”, explicou. A Europa não conseguirá assimilar tantos não-europeus. Os sentimentos raciais na Europa já podem ser sentidos. O homem é um animal tribal e os europeus não são tão esclarecidos quanto imaginam. (…)

Wednesday, May 24, 2006

E as meninas sumiram…

rosa maria lima, 2:47 am
Filed under: Cotidiano, especulativas, este blog
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Ao checar meus emails hoje de manhã, dei risada de uma mensagem encaminhada pela querida Lunaroja! É, daquelas mesmo, em powerpoint, e que recebemos sempre!!! Diz uma certa autora desconhecida:

“Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos à mulher e por quê ela fez isso conosco, que nascemos depois dela. Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós, elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, freqüentando saraus. A vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.

Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre ‘vamos conquistar o nosso espaço’.

(Continua…)

Monday, May 22, 2006

Aprendendo com os cubanos

yuri vieira, 3:22 am
Filed under: Política, Viagens
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Deputados, prefeitos e vereadores brasileiros foram a Cuba aprender como melhorar nossa educação, saúde, turismo e fontes de energia.

También visitaremos varias provincias del país para conocer in situ las experiencias que desarrollan, y fundamentalmente las conquistas sociales de la Revolución, agregó [o deputado paulista Renato Simões].

Somos solidarios con los cubanos y los apoyamos, concluyó Simoes.

É bom mesmo os caras já irem aprendendo como essas coisas funcionam sob uma ditadura comunista, assim, se a nossa ditadura se concretizar, não haverá tempo perdido com experiências tolas. Se é que há algo no sistema comunista que não seja tolo…

Friday, May 19, 2006

From New York to Paulo Francis

yuri vieira, 4:59 am
Filed under: Viagens, cinema, escritores, especulativas, exteriores
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Já faz mais de um mês que o cineasta João Rocha - sobrinho do Glauber Rocha - e o pesquisador Lécio Augusto Ramos me enviaram cópias duma carta que xeroquei ainda na UnB, mas que perdi anos atrás: From New York to Paulo Francis, uma carta onde Glauber demonstra sua verve inconfundível e tece comentários impagáveis sobre a capital do mundo, seus artistas, personalidades e a relativa bobagem que é, para o artista criador, a necessidade de viajar geograficamente. Eu pretendia transcrevê-la por inteiro, mas como ainda não me organizei o suficiente para tanto, seguem as imagens da revista (Status, 1968) em que foi publicada.

(Clique nas imagens da esquerda para a direita.)

Conheça o site Tempo Glauber, administrado por João Rocha.

ETA, MST e PCC

Do Alerta Total:

A onda de terror sobre São Paulo não foi concebida por presos rebelados. Confirma-se a tese de que a organização criminosa Primeiro Comando da Capital não foi mesmo a articuladora principal dos atos terroristas que amedrontaram e paralisaram São Paulo desde a madrugada de sexta-feira. A advogada criminal da ONG Nova Ordem, Iracema Vasciano, que visitou os líderes do PCC isolados no presídio de Presidente Bernardes, revelou que os detentos lhe indagaram por que haviam sido transferidos para a cadeia de segurança máxima, se o sistema carcerário estava calmo – segundo informações dos presos.

Os serviços de inteligência das Forças Armadas descobriram que a bem organizada ação de guerrilha urbana foi montada por “forças subterrâneas” treinadas e coordenadas por especialistas em terrorismo do grupo separatista basco ETA. O mesmo grupo, secretamente, vem dando treinamento de guerrilha, há dois anos, a membros do Movimento dos Sem Terra e à Via Campesina (que invadiu, em março, a Aracruz Celulose no Rio Grande do Sul). O objetivo de tais ações de terror é travar uma guerra psicológica para desmoralizar as autoridades de segurança e enfraquecer, politicamente, os governos estaduais, como teste para futuras ações revolucionárias.

(Continua…)

Um observador de farândolas

j. toledo, 1:32 am
Filed under: Cotidiano, especulativas
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    “Embora vista como desgraçada insossa, a estupidez ainda grassa na paisagem”
    (lavra pessoal)

Impressionante! Embora habite um tronco oco no meio da floresta, nunca deixo de receber notícias frescas do que se passa no Orbe. Incrível! E, claro, isso tudo me leva a fazer a única coisa que os médicos ainda não proibiram, isto é: raciocinar. E como não fazê-lo vendo coisas tão exóticas existindo ao redor, hein?

Sucessivamente vejo coisas assim acontecer: em Lisboa, um gêmeo português tenta o suicídio e acaba matando o irmão por engano. Do outro lado do mundo, uma família inteira de — supostos idiotas — turcos anda de quatro o tempo todo enquanto que aqui, uma deputada erecta — e confirmadamente idiota — metida a saltatriz maluca, dança, comemorando a impunidade que rola solta.

Está aí o motivo para grandes lucubrações. No mesmo instante que pretendo iniciá-las, uma amiga cancela seu sagrado uisquezinho vespertino porque iria doar sangue no dia seguinte. Meu Deus! Todos enlouqueceram, menos o pequeno Toledo, é claro, que agora inicia o deambulatório filosófico das quintas lembrando-lhes que, bem antes dos ufanismos do astronauta brasileiro subir ao espaço, eu já estava com o saco na Lua.
(Continua…)

Monday, May 8, 2006

Dia da Libertação dos Solteiros

yuri vieira, 8:04 pm
Filed under: amigos, cinema, escritores, interiores
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Pedro e JulianaDia 13 de Maio, nosso bróder e colaborador Pedro Novaes se casará com nossa bela sister Juliana. Sim, mais dois a obedecer o “crescei e multiplicai-vos”. Monteiro Lobato, em cartas a seu amigo Rangel, costumava fazer críticas ao casamento e ao conseqüente fim da liberdade que só o solteiro supostamente tem. Claro, ele tinha apenas vinte e poucos anos de idade e não sabia de quase nada. Porque, depois que se casou com Purezinha (”linda e mais inteligente do que eu”), descobriu que os solteiros é que vivem escravizados à idéia de encontrar “a escolhida” ou, o que é pior, escravizados à perene necessidade de arranjar outra, mais outra e ainda outra provisória cara metade. Tal é o grilhão que prende o ego à concepção de que a experiência se ganha com quantidade e não com qualidade de relações. Quem está casado, descobriu ele, se abre ao mundo inteiro e ao além; quem está solteiro só pensa no sexo oposto, pensamento este que ofusca todos os demais…

Francis Ford Coppola, por seu turno, falou algo muito próximo disso em sua entrevista ao James Lipton no Inside Actors Studio. Ao ser indagado se seu casamento precoce não atrapalhou sua carreira, disse que muito pelo contrário, que, se não tivesse se casado tão cedo, teria demorado muito mais para realizar seus projetos, porque a família o fez colocar os pés no chão e finalmente avançar, a passos largos, pela realidade, pois os filhos precisavam comer, a vida tornou-se urgente. De fato, Coppola disse que fica impressionado cada vez que ouve um jovem diretor ou roteirista afirmando que pretende primeiro construir uma carreira estável para só depois se casar. Disse ele: “Apenas minha mulher e meus filhos me deram a motivação e a inspiração necessárias para fazer os filmes que fiz. Tenho pena desses jovens que pensam o contrário…”

Por fim, há também a excelente frase do tio dum amigo meu de São Paulo. Diz ele: “Homem que não casa, vira um traste…” Eu, por exemplo, estou em pleno processo de trastização:)

Enfim, que Deus abençoe sua união, Pedro e Juliana. Sejam felizes e, antes de felizes, sejam a força um do outro. Se um dia eu me tornar um homem trilhardário - ahahahahaha, pobre de mim - comprarei um quadro como este do Marc Chagal para vocês:

Marc Chagal

Besos y abrazos
del amigo
Yuri

Vida, e morte, e…

yuri vieira, 7:13 pm
Filed under: amigos, interiores
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Esta animação (gif) eu recebi da Tatiana Ribeiro:

Vida e morte e...

Não é bacaninha? Pena que só fique nesse eterno retorno oriental…

Saturday, May 6, 2006

“Tem de fechar esse Congresso!”

Cada vez que ouço, na rua, alguém descomendo essa frase, sinto um calafrio sinistro. Nos últimos três meses, já a ouvi diversas vezes na boca de diferentes pessoas, em geral gente honesta, trabalhadora e séria. Hoje, por exemplo, meu pai a repetiu para mim pela terceira vez, e isso contando desde o início do famigerado Mensalão. Meu pai, um cara do bem. Nessas horas, meu lado Mister Hyde fica imediatamente paranóico, imaginando uma reunião de cúpula (ou de cópula) entre o antigo “Núcleo Pau Duro” do PT que, visando foder com a casa dos sei lá quantos picaretas (vide Lula), planeja e executa uma maneira genial de mergulhar o Congresso ainda mais na lama, corrompendo-o de forma inaudita e, em seguida, deixando vazar as informações. O povo fica tão anestesiado com as notícias que acaba acreditando que o melhor mesmo é chutar o pau da barraca legislativa. E, como o Bob Lula Bunda Quadrada é santo, iluminado, inocente, puro, um verdadeiro Jamanta, que não sabe de nada, é reeleito, sentindo-se então de posse da autoridade necessária para fechar o Congresso Nacional e iniciar a terceira proto-ditadura da América do Sul…

Ah, como já dizia uma das formas do Pai Nosso ensinada pelo Mestre aos seus apóstolos, Senhor, no nos dejes errar por los perversos caminos de nuestra imaginación

Friday, May 5, 2006

Malhando atores

yuri vieira, 3:52 am
Filed under: Cotidiano, Mídia, especulativas
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Outro dia, zapeando, dei de cara com a Cláudia Ohana naquela novela Malhação. Já tinha visto a Lucélia Santos e o André de Biasi ali, o que me pareceu bem surreal para estes intérpretes de antigos personagens de sucesso. Algo me diz que esse programa é uma espécie de reciclagem - bem, reciclagem é um eufemismo para castigo, mas vá lá, ce entendeu - reciclagem para atores que ficaram muito tempo longe da Globo. É um castigo certamente bem remunerado, mas ficam lá, sendo malhados pelos egões dos atorzinhos novatos e, claro, daí o título da novela: Malhação. Dureza, hem.



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