Gonçalves

É uma cidadezinha no sul de Minas, bem bacana, onde faz um frio danado. Pus mais fotos em um site. Por favor, dê uma olhada. (São poucas, não vai demorar; basta ir clicando em NEXT para ir acompanhando a seqüência)

É uma cidadezinha no sul de Minas, bem bacana, onde faz um frio danado. Pus mais fotos em um site. Por favor, dê uma olhada. (São poucas, não vai demorar; basta ir clicando em NEXT para ir acompanhando a seqüência)
Se você quiser saber para onde vai após a morte, entre no Second Life. Eu já sei que passaria - antes de cair a ficha e pedir socorro aos Filhos da Luz, como dizia a Hilda Hilst - ao menos uns quinze dias no inferno. E olha que não estou falando de lugares, mas de formas de relacionamento. Estou todo chamuscado. E ainda perdi minha linda wife, que também é linda neste mundo. Quando passar a vergonha(real), colocarei aqui o texto em que descrevo o caso…
Chandra, vc tem razão: pirei total. Hoje foi foda. Sai com “nossa” wife para ajudá-la a escolher uma lingerie sexy. Ela ficava desfilando para mim em toda loja que entrávamos, como aquela sua namorada fazia aí na vida real. Depois fomos a uma casa muito louca e transamos até o PC travar. Ela então desligou o laptop - estava caindo uma chuva de relâmpagos em New Jersey, onde mora a “alma” dela - e eu fui sozinho até um paraíso sadô-masô, só para ver qual era, eu, que nunca curti isso. Lá chegando, ao ver tantos horrores, lembrei duma figura que se vestia muito estranho, uma brasileira do Paraná com quem conversava de vez em quando. Mandei um recado para ela e a figura veio conhecer o lugar. Estava vestida como uma diaba fashion. Descobri que ela era totalmente masô e, através dum papo absurdo que nem vou descrever (uma versão luciferina do diálogo socrático), a tornei minha escrava sexual. Ela me chamava de senhor pra cá, senhor pra lá e eu lhe dando ordens, mandando ela dançar pra mim, chupar meu pau, ficar de quatro e assim por diante. Ela quis ficar na coleira, ser minha cadela. Dei-lhe umas chicotadas depois de prendê-la num mecanismo infernal. Eu disse que possuía outras mulheres ali no SL e que ela poderia ser minha escrava predileta se obedecesse direitinho. Foi muito louca a transformação. Antes nós conversávamos como qualquer par de amigos e, quando ela descobriu que eu era mutcho matcho, virou outra coisa, o tempo inteiro ajoelhada aos meus pés. Que gente doida.
Bom, depois ela também foi dormir e eu voltei ao Black Rose, o paraíso SM. Fiquei conversando com uma figura dos Países Baixos, que gerenciava o lugar, até que chegou a garota que iria substituí-la. Essa primeira deu muita risada comigo, mas disse que estava muito grilada por ter perdido L$5000 e que não iria rolar nada, que eu tirasse o cavalo engraçadinho da chuva.
A que veio depois era do Minnessota, americana. Ficou dançando na minha frente com uma roupa cheia de véus transparentes e, depois que troquei algumas palavras, me colocou para dançar com ela. Ficamos um tempão conversando, durante todo o seu turno, e foi batendo aquele tesão. Ela me perguntou o que eu achava que ela era: “submissa” ou “dominante”? Respondi: eu quero que vc seja submissa. Ela adorou: é submissa. Tem 33 anos e é gatíssima na foto real. Ela também curtiu a minha. Me chamou para conhecer a casa dela, numa região de acesso privativo. Ela me teletransportou e chegamos a um lugar muito doido, cheio de cachoeiras, piscina, lago, a casa completíssima com cozinha e todos os detalhes e mil e um lugares para transar. Um paraíso de mulher raver, tudo colorido, fosforescente, de pelúcia. Me sentei no trono do Mestre, que ela tinha em seu quarto, e ela começou a dançar com uma outra roupa deliciosa, esfregando a bunda na minha cara. Disse que queria que eu a fodesse hard. Aí a merda do meu IM acusou a volta da Pelagia Helios, minha wife. Digo, sua wife. Ela começou a conversar comigo numa janela de chat bem ao lado da outra fazendo strip-tease. Me disse, “hon, I crashed, sorry. Now I will sleep, take care yourself”. Hon é honey, claro. Eu: “ok, babe, see you later”. E ela: “Ok, mas eu vou sair com outros homens agora”. Pra quê… Me deu uma taquicardia muuuuito real. Eu gosto dela, ela tem 19 anos, é engraçada, divertida, tem uma avatar maravilhosa e é linda na foto real do perfil. “What?!! Why, my little fang?!” Ela estava vestida de vampira quando a conheci, por isso o little fang. “Se você pode transar com outras mulheres eu também irei dar para outros homens”. Brochei na hora. Como ela tinha sacado? Eu sei que há no programa um tipo de “GPS”, mas como ela tinha certeza de que eu estava com outra garota? Então fiquei com medo de a região da casa da figura ser uma área de puteiros e comecei a gaguejar, meu inglês foi pro espaço e eu já não era mais nem o Tarzã, mas a própria Chita em pessoa. “But, baby, no, waht si you think, not, quer dizer, I didn’t do anything rong, I mean, wrong…” Dancei. Ela deve ter blefado e eu caí direitinho. Começou a fazer um discurso daquele que a gente conhece bem, muito real por sinal, e eu sem saber o que dizer, só negando o crime. De repente abre uma janela do LidenLab no canto superior direito - ou seja, uma mensagem geral do Arquiteto dessa Matrix - advertindo que o sistema iria ser desligado em 3 minutos para manutenção e upgrade dos servidores. “Saiam da água, guys, vamos esvaziar a banheira!!” E a figura me ignorando, sem responder. “Please, baby, don’t do that”, eu insistia, e a outra americana já sentando no meu pau sem saber que eu estava num chat…
Que pesadelo, bróder. O Linden Lab podia ao menos acabar com esse negócio de se poder localizar qualquer um no mapa. Cadê a privacidade? Eu sei que você é um cristão - urantiano, diz vc - e que essa história toda pode lhe parecer o preâmbulo do inferno, já que, segundo vc, há uma pessoa real por trás de cada avatar que merece respeito e consideração. Mas eu tenho culpa se vc tem personalidade dupla? Dá um jeito na vida, porra.
Abraço do seu
Mister Hyde
Nada como sobrevoar Paris numa manhã de denso nevoeiro…

A felicidade da mulher moderna não depende do homem, mas da empregada.
Já há a desconfiança, baseada em dados técnicos, de que as pesquisas que dão ampla vantagem a Lula não passam de mentiras a visar a manipulação póstera dos resultados das urnas eletrônicas por meio de modificações no software. Eu já tinha indicado outro texto com o mesmo tema em Junho.
Quantas pessoas vc conhece que irá votar no Lula? Eu não sei de ninguém. A não ser que nossa ex-colega de blog - que nos abandonou por me achar muito “reacionário” (se eu fosse mesmo reacionário a teria expulsado daqui, coisa que não fiz) - a não ser que ela seja ingênua a esse ponto.
Na verdade, não busco nada no Livro de Urântia. Ele apareceu na minha vida completamente ao acaso - uma amiga me emprestou um exemplar em 1997, lá na UnB, dizendo que eu certamente o acharia interessante - e o li inteiro, pela primeira vez, achando que não lia senão um desses livros que descrevem o mundo de um jogo de RPG. O problema é que o tal “mundo” esboçado por ele é, na minha humilde opinião, o mais vasto e profundo que nossa imaginação pode alcançar. Não é um livro perfeito - não é uma revelação direta de Deus - e tenho minhas críticas a muito do que está ali escrito. Mas o tempo me mostrou que, se a vida é um jogo, ela é um jogo de RPG (Role Playing Game), um jogo no qual desenvolvemos e aperfeiçoamos nossa personalidade, sendo esta um dom de Deus - exatamente o que diz o livro. E, a vida (e não o livro), me confirmou que esse RPG também tem um Mestre, a saber, o Arcanjo Miguel, que esteve entre nós como Jesus. Eu sei que tudo pode parecer muito louco ali. Mas não creio que o universo seja bobo e sem Graça como querem os céticos sistemáticos. A Hilda Hilst, o Bruno Tolentino e o Olavo de Carvalho me ensinaram pessoalmente que a fé não apenas não atrapalha a inteligência e a criatividade como, muito pelo contrário, as estimula e fortalece. Eu sei que não necessito d’O Livro de Urântia para chegar a tal conclusão. Eles não precisaram dele. Mas o planeta Terra precisa.
(Continua…)
Você vai ficar deprimido, mas veja o documentário “Vocação do Poder”, de Eduardo Escorel.
A gente aprende na escola que a democracia foi uma conquista. O povo passou a escolher seus governantes e legisladores, e com isso as leis ficaram mais justas, mais favoráveis à igualdade. Há maior controle da população sobre os detentores do poder. O sistema de mandatos faz com que a câmara se renove ou se conserve, segundo o desempenho e a aprovação social dos políticos. Tudo muito lindo na teoria. Mas e na prática, como a coisa funciona? É isso que o filme procura mostrar. A equipe acompanhou seis candidatos a vereador na cidade do Rio. O diretor foi muito feliz na montagem, alternando momentos do dia da eleição, quando a adrenalina dos candidatos era máxima, com cenas das campanhas que vinham ocorrendo meses antes. Aos poucos você vai percebendo — quando não percebe logo de cara — que a maioria, mesmo que quisesse, nada poderia fazer pela população que a elegeu, a não ser pequenos favores como doar cadeiras de rodas e caixões. Os candidatos parecem nem saber a diferença entre executivo e legislativo. Acreditam que o vereador possa exercer funções como controle da polícia ou do sistema de saúde. É até difícil de acreditar, mas nenhum dos candidatos revela sequer uma proposta, nem nas reuniões internas dos partidos. Tudo que sabem fazer é recorrer a termos vagos, como “justiça social”, “debate”, “democracia”, que eles mesmos não saberiam definir. Alias, estou fazendo uma injustiça. Um dos candidatos tem uma proposta concreta. A construção de uma grande danceteria com palco para shows e desfiles. E é justamente o candidato do setor mais pobre da população. É claro que ele não fala em saúde e educação, todo mundo sabe que pobre precisa é de sexo e música ruim. Os candidatos de nível social melhor, que poderiam apresentar propostas mais concretas, sabem apenas abordar as pessoas na rua e dizer “Posso contar com você?”, ou coisa pior. E é isso que é mais deprimente: Justamente os mais instruídos, que têm um curso de Direito ou coisa aparecida, que poderiam expor propostas sérias e viáveis, ficam só naquele papo de “a gente precisa de alguém do Leblon lá em cima”. O filme só não deprime mais porque é bem feito. Pelo menos nossos documentaristas são bons.
(Continua…)
Do Cláudio Humberto:
Disse bem
Ex-esquerdista que renegou o “terrorismo” na ditadura, Marcos Vinício Fernandes revelou a Fernando Molica, da GloboNews, que foi torturado, mas não quer indenização: “O povo brasileiro não me deve nada”.
Eu que pensei que nenhum deles - a começar pelo Carlos Heitor Cony e pela alta cúpula do PT - tinha vergonha na cara.
P.S.: Atenção companheiros do Garganta: graças a esse post fui obrigado a criar a tag “milagre”. Use-a em casos como esse.
O Fiume morreu ontem, daqui a 51 anos. Está no Quem somos aí em cima.
Lembram-se deste documentário do GNT? Ele foi realizado pelo cineasta Luiz Fernando de Carvalho durante uma viajem ao Líbano, juntamente com Raduan Nassar, cujo objetivo principal era pesquisar o ambiente social para o filme Lavoura Arcaica. Aliás, um belíssimo filme. Não era um documentário político, por isso apenas tangencialmente intrometia-se com Hamas e Hezbollah. Seu objetivo era mostar como viviam, diariamente, os libaneses. Há ali um Líbano que não aparece nas manchetes dos jornais, que não é filiado ao partido de Deus (nenhum deles todos que são um? Alguém entende?); um Líbano de existência milenar.
Ao assistir o documentário, a certa altura, me dei conta de que havia uma perspectiva de vida se formando no Líbano, algo que nunca foi claro para as gerações que nasceram durante os 20 anos de guerra civil aditivada pelo eterno conflito Israel-Palestina (1970 - 1990). Depois de passar a década de 90 inteira reconstruindo seu país, os libaneses - principalmente a juventude - podiam começar a conviver com uma coisa bastante trivial para nós: uma idéia de futuro.
As sincronicidades são mesmo fabulosas. O vulcão equatoriano Tungurahua (Garganta de fogo, em quechua) começou a vomitar cascalho, cinza e lava novamente. (Veja no Google Maps.) Aliás, ainda não expliquei o porquê de eu ter usado o nome e a foto desse vulcão no blog, mas qualquer dia o farei. (Há algumas fotos da minha escalada ao dito cujo no meu perfil. Fotos com mais de dez anos.) Pois é, o cume do vulcão, onde estive sentado (veja a foto) e em cuja neve enterrei um papel com uma citação de Nietzsche, já não existe desde 1999, quando explodiu. (A erupção anterior havia sido em 1925.) O fato é que, em 1999, alguns anos depois da minha escalada, eu também sofri algumas explosões internas que não vêm ao caso. Assim como estou novamente prestes a entrar em erupção: - “Não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.” (Ah, essa raça irritável dos homens de letras! Tão cheia de frescuras…)
Enfim, eis os versos nietzscheanos que viraram fumaça:
“Vós outros olhais para cima quando aspirais elevar-vos.
Eu, como estou alto, olho para baixo.
Qual de vós podeis estar alto e rir-vos ao mesmo tempo?
O que escala elevados montes ri-se de todas as tragédias da cena e da vida.”
Zaratustra
No alto do vulcão, pensei com os zíperes do meu anorak North Face que Nietzsche certamente nunca subira ao cume dum “elevado monte”. Ao menos não nos Andes. (Enquanto o Tungurahua tem mais de 5000 metros, o Monte Branco, ponto culminante da Europa, não passa dos 4800 metros.) Do contrário, conheceria o microclima dessas montanhas, que as enche de nuvens, justamente no ápice da aventura, e não nos deixa ver ninguém lá de cima, muito menos rir das cenas da vida. A gente, tanto quanto o vulcão, fica é a ponto de explodir…
Que Deus ilumine o caminho daqueles que ali morreram esta semana. Hermanos, oiga lo que les digo, vivir cerca de un volcán es como vivir con una espada colgada sobre la cabeza… de toda la gente.
Quantos satélites existem na órbita da Terra? Quer descobrir? É possível seguir a trilha dos satélites artificiais (o único natural é a Lua, ok?), em tempo real, neste site: www.n2yo.com.
O Brasil tem dois aparelhos, construídos em parceria com a China. O CBERS-1 foi lançado em 1999 e o CBERS-2, em 2003 — a parceria ainda prevê a construção do CBERS-3 e do CBERS-4.
O TDRS 4, dos EUA, está exatamente acima do Brasil. É um satélite geoestacionário, isto é, se move na mesma velocidade que a Terra (o deslocamento de um anula o do outro; daí ser “estacionário”)
É um site interessante para quem curte o assunto. E dá até para acompanhar a ISS (ou Estação Espacial Internacional).
Ou as pessoas ainda não entenderam que do outro lado da net há gente de verdade ou de fato não há mais o menor traço de senso moral no coração das novas gerações. Um garoto de 16 anos anuncia com antecedência seu suicídio através dum blog e a turma internacional decide ajudá-lo. Ajudá-lo a morrer, claro. E o figura realmente se mata. A polícia gaúcha foi avisada pelos canadenses, imagine.
(Por falar em suicídio, aquele livro “Memórias de um suicida” tem cenas mais aterrorizantes que o filme “A volta dos mortos vivos”. Pena que ninguém disse isso pro figura.)
Acho que o eDitador terá de demitir o Paulo Paiva do Garganta. O cara foi a Cuba com nossa amiga Andréa Leão, tirou várias fotos (divulgou pouquíssimas), passou por vários apertos e até agora não nos contou nada a respeito. Tanto que, em Fevereiro, eu mesmo tive de narrar um dos inúmeros causos. Em geral, apenas os amantes da ideologia comunista vão a Cuba e, exatamente por acreditarem no que acreditam, voltam contando maravilhas do regime. Tudo mentira ou ilusão, por supuesto. A Andréa, por exemplo, adorou a paisagem, a comida, a música, a bebida, mas, caso fosse uma cubana exilada em Miami, teria sido a primeira a ir comemorar nas ruas a doença do Fidel Castro. Odiou a ditadura e as barbaridades que esta faz aos cubanos.
E então, Paulo?
Eu não ia postar tantos vídeos em seqüência, mas esse merece. (Muito engraçado.) Recebi da Aryna, uma amiga, e representa muito bem a diferença apontada pelo Wittgenstein entre “dizer” e “mostrar”. Bem, segundo os autores trata-se de uma “obra de ficção”: Tapa na pantera. O problema é que, na internet, as coisas que afirmam ser reais costumam ser fictícias e vice-versa, logo, vai saber. Enfim, quer ter uma idéia humorística dos efeitos do uso prolongado da maconha numa atriz? Não é preciso dizer nada, ei-los.
Como dizia meu professor de Taxonomia e morfologia das fanerógamas, lá na UnB, “tudo em excesso faz mal, até mesmo água. Afogar-se afinal é o quê? Não é overdose de água?” (Cá entre nós, excesso de dinheiro na mão do narcotráfico também faz muito mal…)