Primeiro passo
A época que morei em Brasília foi a que mais me aproximou do Real. Provavelmente porque eu nunca me inteirava dos mesquinhos acontecimentos mundiais. Dos fenômenos, apenas o imediato importava. Certa feita, cheguei a passar todo um dia achando as pessoas inexplicavelmente sombrias, depressivas, para só entender o que se passava tarde da noite: Ayrton Senna havia morrido. Da mesma forma, em 1994, passei horas e horas folheando livros e mais livros numa biblioteca estranhamente deserta, toda minha. Na lanchonete do subsolo compreendi o mistério: o Brasil acabava de se classificar pra final da Copa do Mundo! Mas como, se eu nem sabia que a seleção estava na semifinal? A realidade é mais em cima e dentro do próximo. Desligar a televisão é o primeiro passo pra meditação…
Minha querida Míriam Virna, diretora teatral brasiliense, me enviou o texto abaixo sobre uma das efusões de José Celso Martinez Corrêa no Plano Piloto, texto esse - O Guru do Cu ou o Cu do Guru - bastante esclarecedor se não do trabalho pelo menos da personalidade do conhecido diretor. (Bom, na verdade, trata-se do excerto de um ensaio.) Noutra ocasião, escreverei a respeito de 





