Arquivo para a categoria "Viagens"




Saturday, August 27, 2005

Vaidade

yuri vieira, 3:48 am
Filed under: especulativas
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“A vaidade está de tal forma arraigada no coração do homem que um soldado, um criado, um cozinheiro, um malandro, se gaba e pode ter seus admiradores; e os próprios filósofos pretendem o mesmo. E os que escrevem contra isso querem a glória de escrever bem, e os que os lêem querem ter a glória de os ter lido; e eu, que escrevo isto, talvez tenha essa vontade, e talvez os que me lerem…”
Pascal

Monday, August 22, 2005

Fotos de Brasí­lia

yuri vieira, 4:13 pm
Filed under: exteriores, fotografia
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Neste site, há bonitas fotos de Brasília - provavelmente a única capital do mundo dentro de um “condomínio fechado”-, a maioria assinada por Augusto Areal. Finalmente encontrei imagens que me deixam com saudade…

Saturday, August 20, 2005

Tá difícil, Nélson…

yuri vieira, 11:33 am
Filed under: escritores, especulativas
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“No ano 2010, o Brasil será maior que os Estados Unidos, a Rússia e qualquer outro. O Brasil é que dirá a grande Palavra Nova.” (Nélson Rodrigues)

Thursday, July 28, 2005

A despedida

yuri vieira, 8:50 pm
Filed under: Religião, interiores, memória
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Coube a mim fazer o panegírico, de improviso, diante de parentes, amigos e desconhecidos, à minha avó materna, em seu funeral. Eu nunca havia discursado ao lado de um caixão, quanto mais do caixão de uma pessoa amada. O Espírito baixou e, ao contrário dos demais, já nem me lembro do que disse. Foi uma experiência metanóica.

Fidel, um brasileiro?

yuri vieira, 5:33 pm
Filed under: Política, especulativas
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E como se já não bastasse o Lula ser um brasileiro beirando o típico, ainda aparece essa história doida da revista Época: Fidel, um brasileiro?. (toc-toc-toc.) Deus nos livre desse karma coletivo.

Wednesday, July 27, 2005

Um planeta vizinho

yuri vieira, 2:34 pm
Filed under: Livro de Urântia, especulativas, extraordinárias
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Já que a Lu ET anda me fazendo certas perguntas via email, vou sugerir a leitura deste texto dos mais interessantes: O Governo em um Planeta Vizinho. Claro que meus amigos que pregam o uso do Estado como remédio para todos os males iriam gostar desse texto mil vezes mais do que eu, que sou ligeiramente anarquista (na verdade, libertarian). Mas como ter certeza disso se são tão preconceituosos com a fonte desse texto?

Tuesday, July 19, 2005

Arendt e a Internet

yuri vieira, 11:31 am
Filed under: Política, escritores, especulativas, internet
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Outra questão que poderia ser levantada é o possível papel - em constante atualização - da Internet enquanto veículo de uma “esfera pública”. Quando escreveu seu livro (anos 1950), Hannah Arendt conhecia o crescente isolamento dos indivíduos na sociedade moderna, mas, tal como muitos autores de ficção científica, a quem ela dedica respeito, tampouco conseguiu prever o advento da “rede mundial de comunicação”. Embora a Internet ainda seja um mero campo onde brotam, aqui e ali, arremedos mais ou menos relevantes de “esferas públicas”, no futuro, talvez não tão distante, ela é bem capaz de abrigar ou ao menos propiciar o surgimento da verdadeira “esfera pública” mundial. Não é difícil imaginar assembléias de debates realizadas em grandes arenas - reais ou virtuais - interconectadas mundo afora como numa gigantesca video-conferência. A democracia pode ser representativa, mas a palavra e o testemunho devem ser de todos.

Wednesday, July 6, 2005

Machado rejeitado

yuri vieira (SSi), 5:14 am
Filed under: escritores, especulativas, literatura
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Segundo o Pedro Novaes, há cerca de dois anos a Folha de São Paulo (salvo engano) enviou, para publicação em coletâneas, um conto não muito conhecido do Machado de Assis, mas sob um nome falso, a diversas editoras. Foi recusado em todas. (Será que acharam o texto ruim? Ou será que o acharam muito… machadiano?)

Big brother do avesso

yuri vieira (SSi), 5:05 am
Filed under: Política, amigos, exteriores
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Participar como mero observador dessa reunião no Ministério do Meio Ambiente - eu entrara de gaiato ao decidir acompanhar o Pedro Novaes - me fez pensar que seria bastante interessante um Big Brother ao contrário: colocar câmeras que mostrassem em tempo-real, na Internet, todas as reuniões das repartições e órgãos públicos. (Os demais ambientes de trabalho não seriam monitorados.) Claro, um projeto para os próximos vinte anos. Esteja certo que seria mais interessante que o BBB. A reunião a que assisti - cheia de engenheiros e técnicos - transcorreu civilizadamente e chegou mesmo a decidir coisas. Sim, coisas que estendem os tentáculos estatais, mas coisas. Só que eu queria mesmo é assistir a uma reunião no prédio ao lado, no estapafúrdio Ministério da Promoção da Igualdade Racial. (Sim, isso existe.) Acho que não conseguiria evitar algumas sugestões: que se pintasse de azul todos os brasileiros, assim ficaríamos mais iguais; que se definisse uma aparência autóctone ideal e que todos os que nela não se encaixassem fossem submetidos a cirurgias plásticas; que todos os descendentes de japoneses, chineses, coreanos, alemães, sírios, etc. fossem obrigados a jogar capoeira e comer acarajé; que os índios recebessem injeções de hormônios para deixarem de ser tão glabros, e assim por diante. As reuniões desse Ministério devem ser surreais, cheias de bate-bocas e conversa fiada travestida de academicismo. Segundo já ouvi, 90% do tempo dessas reuniões são perdidos em pura definição de conceitos. Essa gente das ciências humanas nunca fala a mesma língua…

Tuesday, June 28, 2005

Zaratustra

yuri vieira (SSi), 1:17 am
Filed under: escritores, interiores, literatura, livros
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Terminei de reler um livro para todos e para ninguém: Assim falava Zaratustra, de Friedrich Nietzsche. Desta vez, foi a tradução de Mário Ferreira dos Santos, com notas explicativas da simbólica nitzscheana. Eu diria que a leitura do Mário Ferreira é das mais luminosas - ele é fã do Nietzsche - mas sob uma ótica totalmente distinta das que costumamos ver por aí. A maioria vê o copo ou meio vazio ou toma o vazio pelo cheio. Mário Ferreira consegue ver com exatidão o copo cheio e aponta com real sabedoria onde o próprio Nietzsche demonstra confusão de conceitos: “Como Nietzsche pouco conhecia a Teologia escolástica, tinha do Deus dos cristãos uma visão falsa. A culpa não era dele, mas sim do seu século, ignorante da filosofia medieval (do que não isentamos o nosso), e que tinha da religião uma visão exotérica, que em parte a culpa cabe à mentalidade de sacristia de muitos crentes e muitos padres, que cooperam, desta forma, para que se faça do Deus cristão uma verdadeira caricatura, fácil, depois, para combater. Nietzsche desprezava os estudos escolásticos, como o fazem hoje muitos, que pensam haver ultrapassado a filosofia medieval e, no entanto, patinam nos velhos erros já refutados”. Mário Ferreira também escreveu, a respeito de Nietzsche, outro livro: “O Homem que Nasceu Póstumo“, que ainda não li. E não pensem que ele se limita a corrigir o pensador prussiano. Não. Ele o esclarece e purifica. “O meu amor à obra desse grande poeta e a minha lealdade para com o seu pensamento não me permitiram que procedesse de outro modo.”

Friday, June 24, 2005

A previsão de Jung

yuri vieira (SSi), 5:33 am
Filed under: extraordinárias, interiores
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“Pouco antes de sua morte em 1961, C.G. Jung teve uma série de visões de uma futura grande catástrofe. Segundo Marie-Louise von Franz, que manteve a custódia das anotações e cartas relativas a essas declarações, Jung viu uma catástrofe de extensão global, possivelmente da natureza de um abrasador holocausto, a ocorrer nos próximos cinqüenta anos (isto é, por volta de 2010).”
(Do livro Jung and the Lost Gospels, de Stephen Hoeller, citado por J.R. Nyquist.)

Thursday, June 9, 2005

Seu nome

yuri vieira (SSi), 12:34 pm
Filed under: Viagens, sites
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Você sabe como se escreve seu nome em chinês? O meu é assim: .

Wednesday, June 8, 2005

Dúvida

yuri vieira (SSi), 12:33 am
Filed under: cinema, especulativas
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É o Woody Allen quem paga para ser ouvido ou é o psicanalista quem paga para ouvi-lo? (Melissa, minha irmã, acredita que o psicanalista, cansado de woodyallenzices, cobra o triplo dele. Será?)

Friday, May 20, 2005

Droga do medo

yuri vieira (SSi), 3:03 am
Filed under: Cotidiano, interiores
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Eu sei que praticamente todas as drogas podem trazer a experiência do inferno, a paranóia total. Mas ninguém as toma por esse motivo. Logo, como é que pode alguém experimentar uma coisa chamada Droga do medo, uma substância cuja viagem dura pra lá de 30 horas?! Puts, meu Santo Daime! Se querem viagem forte, por que não vão tomar a Droga do vômito? Antes chamar o juca que se borrar de pânico…

Saturday, May 14, 2005

Caverna

yuri vieira (SSi), 3:42 am
Filed under: Religião, interiores
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Nunca me esqueço de certa passagem da Autobiografia de um Iogue Contemporâneo, de Paramahansa Yogananda. Ele conta que, aos 14 anos, fugiu de casa com o intuito de ir até o norte da Índia encontrar certo guru famoso e, sob orientação deste, pretendia internar-se numa caverna do Himalaia para meditar sobre o amor de Deus. Driblou a polícia, viu seu colega de fuga desertar do empreendimento e, após dias de caminhadas e buscas, achou o tal guru. Este, após ouvir as ansiosas súplicas do garoto, apenas perguntou: “Você tem um quarto só seu na casa dos seus pais?” Tenho, respondeu Yogananda. “Então, volte para lá, sente-se e medite. Seu quarto é a sua caverna.” Parece que ele tinha razão…

Jorge Porcel

yuri vieira (SSi), 3:01 am
Filed under: Humor, Viagens
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Jorge Porcel
Em Alto Paraíso, encontrei duas argentinas a quem perguntei como andava o Gordo Porcel. Elas se espantaram muito: como é que eu conhecia o Gordo Porcel?! Logo eu, um brasileiro!… Bom, mas eu o conheço sim e gostava muito de vê-lo na TV. Jorge Porcel era - segundo elas me disseram, agora vive em Miami - o Jô Soares da Argentina. Tinha também um programa muito parecido com o Viva o Gordo, com quadros cômicos, bailarinas semi-nuas e coisas do gênero. O esquete que eu mais curtia era o da Tota, uma personagem que ele mesmo fazia, travestido como uma enorme matrona descendente de italianos de uma periferia qualquer de Buenos Aires. Tota recebia uma amiga, a Porota - um ator magro (Jorge Luz) também travestido - e ficavam ambas fofocando sobre os acontecimentos políticos. Engraçadíssimas! Duas comadres bocomoco, cheias de bobes, solteironas ou viúvas, lamentando-se. Aliás, os melhores programas humorísticos que vi na TV equatoriana eram argentinos. Mas só falei disso tudo porque, neste momento, está passando na Globo o filme “Pagamento final” com Al Pacino e… Jorge Porcel(Saso)! Bravo, Gordo!



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