Agenda de vida: as grandes caminhadas no planeta
Aqui está minha agenda de vida. Fazer os 15 trekkings mais espetaculares do mundo. Todos são evidentemente caminhadas pesadas de mais de um dia, com mochila às costas, nas paisagens mais incríveis deste planeta. Vergonha total, em meus 13 anos de montanhismo, fiz apenas uma delas. A seleção é baseada em minhas impressões pessoais e na análise de várias seleções de outras pessoas:
- Circuito de Torres del Paine (Patagônia chilena);
- Circuito Cordillera Huayuash (Andes peruanos);
- Subida do Monte Roraima (Gran Sabana venezuelana);
- Circuito do Annapurna (Himalaia, Nepal);
- Subida ao Campo-Base do Everest (Himalaia, Nepal);
- Glaciar Baltoro e Campo-Base do K2 (Cordilheira Karakoram, Paquistão);
- Drakensberg Mountains (Kwazulu-Natal, África do Sul);
- Circuito do Monte Quênia (Quênia);
- Yukon Charley River National Preserve (Alaska/EUA);
- John Muir Trail (Califórnia, EUA);
- Grand Canyon de ponta a ponta (Arizona, EUA);
- Cânion do Cobre (Sierra Madre Oriental, México);
- Circuito do Mont Blanc (Alpes, França-Suíça-Itália);
- Travessia Sul dos Picos de Europa (Cantábria, Espanha);
- Routeburn Track (Ilha Sul, Nova Zelândia).
No Instituto de Artes da UnB, cursei Fundamentos da Linguagem com a falecida professora Nena Leonardi. Embora ela adorasse lembrar fatos tais como sua fuga do Brasil nos anos 1960, seus terríveis dias de exílio, a ocasião em que quase fora fuzilada - salvo engano, no Chile -, sua chegada em Paris em pleno Maio de 1968, as diversas reuniões a que compareceu no apartamento de Sartre e Beauvoir, e assim por diante, apesar de todas essas lembranças, Nena jamais falava de política em suas aulas e, segundo pude perceber, foi uma subversiva mais por amor ao seu marido (um professor de história) do que por paixão a uma ideologia. Nena era uma junguiana e baseava seus estudos de linguagem nessa linha da psicologia. E é por me lembrar de suas aulas que digo: Hugo Chávez cometeu um “ato falho junguiano” ao modificar o Escudo de Armas da Venezuela.
Gosto, particularmente, de viagens pessoais. Por isso me interessei por Hora de Voltar, filme idependente dirigido e roteirizado por Zach Braff, um cara que faz a série televisiva Scrubs – que eu nunca vi. Passou esta madrugada num dos Telecines. Como nunca tinha ouvido falar de Braff ou deste filme, fui me surpreendendo com a história. É despretensiosa e funciona bem.