Arquivo para a categoria "interiores"




Friday, 9 de January de 2004

Yogananda e João Gilberto

yuri vieira (SSi), 10:49 pm
Filed under: extraordinárias, interiores
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Esta noite tive um sonho muito nítido. Estava num grupo que esperava a visita de Paramahansa Yogananda. Estávamos todos sentados num enorme tapete, num pátio ao ar livre. Yogananda chegou com sua irmã e um outro acompanhante que não sei quem era. Conversou com cada um de nós individualmente. Lembro de algumas coisas que ele me disse, mas não irei afirmar que acredito ter sido uma experiência real. (Extrafisicamente falando, é claro.) Ando muito relapso para merecer tais atenções. Depois, sonhei que estava no apartamento do João Gilberto! Claro, pura piração onírica. Passamos por três portas cheias de trancas e travas, uma coisa totalmente paranóica. Lá dentro rolava uma feijoada e tinha uma mulher pê da vida porque alguém estava soltando rojões dentro de casa…

Wednesday, 17 de December de 2003

Matrix Revolutions ou Matrix Deceptions?

yuri vieira (SSi), 1:59 am
Filed under: Religião, cinema, interiores
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Não imaginei que ficaria tão decepcionado com a trilogia Matrix. E não é porque os últimos dois filmes “não têm conteúdo”, “são apenas filmes de ação” ou críticas do gênero. O primeiro Matrix foi uma espécie de clave de sol que a orquestra, nas duas sequências, interpretou como clave de fá. Se tivessem se afinado com o primeiro filme, eu até poderia não concordar com a cosmogonia dos caras, mas bateria palmas. E não tem nada a ver culpar o virtuosismo técnico do John Gaeta, dizer que os efeitos especiais oprimiram a idéia original. O problema é bem outro: os irmãos Wachovsky tentaram juntar zen-budismo com messianismo salvador, uma coisa que nem o Li Hongzhi da Falun Gong ainda se atreveu a fazer. E, claro, só podiam mesmo criar um monstro de mil e uma cabeças de Mister Smith. Aliás, o maior símbolo da decadência da trilogia é a figura de Morfeus. No primeiro filme, ele é um Mestre, um Iniciado em Altos Mistérios. No segundo não é senão um militar. E no último, apenas o namorado espantado de uma garota que dirige feito doida. Sim, os brothers rimaram Buda com bunda…
(Continua…)

Monday, 15 de December de 2003

Antes da Conversão

yuri vieira (SSi), 8:32 am
Filed under: HQs, Religião, interiores
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Posso dizer que antes eu era assim. Sim, porque ver coisas que supostamente não existem, além de pegar mal pra nossa imagem, ainda deixa esse mundo muito mais complicado do que já é. Mas agora convenhamos: viver fora da LEI, ignorando o SLTP (Spiritual Life Transfer Protocol), é que realmente dá uma puta paranóia…

Friday, 12 de December de 2003

Primeiro passo

yuri vieira (SSi), 6:52 am
Filed under: Esportes, interiores, livros
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A época que morei em Brasília foi a que mais me aproximou do Real. Provavelmente porque eu nunca me inteirava dos mesquinhos acontecimentos mundiais. Dos fenômenos, apenas o imediato importava. Certa feita, cheguei a passar todo um dia achando as pessoas inexplicavelmente sombrias, depressivas, para só entender o que se passava tarde da noite: Ayrton Senna havia morrido. Da mesma forma, em 1994, passei horas e horas folheando livros e mais livros numa biblioteca estranhamente deserta, toda minha. Na lanchonete do subsolo compreendi o mistério: o Brasil acabava de se classificar pra final da Copa do Mundo! Mas como, se eu nem sabia que a seleção estava na semifinal? A realidade é mais em cima e dentro do próximo. Desligar a televisão é o primeiro passo pra meditação…

Thursday, 4 de December de 2003

Honestidade intelectual

yuri vieira (SSi), 6:40 pm
Filed under: escritores, exteriores, interiores
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Foi durante uma conversa em que eu narrava minhas experiências de projeção astral que o Bruno Tolentino me definiu “honestidade intelectual”: nunca dizer que sabe o que não sabe, nem dizer que não sabe o que sabe. E eu lhe disse que aprendi isso com certa “brincadeira do copo”, quando então, em 1995, enganei dois amigos por quase duas horas de conversas com “espíritos”. Desmenti no dia seguinte, mas ainda hoje, sempre que “realmente me afogo”, eles pensam que sou aquele garoto que “finge se afogar”. Não pretendo mais perder meu crédito com ninguém. Aliás, o Waldo Vieira é honestíssimo e discorre acuradamente sobre os vários tipos e níveis de experiências extrafísicas. Acredite, Bruno: essas coisas acontecem.

Wednesday, 3 de September de 2003

Sobre viagens astrais

yuri vieira (SSi), 4:04 pm
Filed under: extraordinárias, interiores
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Caro José

Antes de tudo, preciso esclarecer que não tenho essa, digamos, super habilidade de circular por outras esferas. Sim, já tive diversas experiências de projeção astral (projeção de consciência, arrebatamento, viagem astral, etc.), mas já não são tão numerosas e, quando ocorrem, nunca sei bem onde estou. Na verdade, todos temos essas experiências, como o próprio Swedenborg comenta em seu livro “O céu e o inferno”, mas quase nunca nos lembramos. Aliás, os exercícios existentes, que supostamente provocariam as projeções, na verdade, têm uma finalidade distinta: permitir que nos lembremos das experiências fora do corpo e, quando exteriorizados, permitir que tomemos consciência de tal estado e, em conseqüência, que passemos ao controle de nossas ações. E há um grande porém: se você não for uma pessoa devota a Deus, se não bate uns papos com o Cara de vez em quando, se não põe em prática, no dia-a-dia, a tolerância, a compaixão e a observância da verdade - como diz o Li Hongzhi - essas experiências podem ser mais negativas que positivas. Essas velhinhas igrejeiras, que nunca ouviram falar de projeção astral, acabam sendo, em sua devoção, mais úteis aos nossos mentores expirituais - quando exteriorizadas - do que um alucinado por viagens astrais que não crê em Deus e no Amor. Tais experiências podem ser muito reais, mas, dependendo de como são encaradas, podem é nos levar cada vez mais para longe da Realidade.
(Continua…)

Monday, 25 de August de 2003

Mudar o mundo

yuri vieira (SSi), 5:15 pm
Filed under: Religião, interiores
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Retirei o artigo abaixo, de autoria de Pedro Sette Câmara, do site O indivíduo.com. Fala sobre a burrice que é querer “mudar o mundo” ao invés de conhecê-Lo. Quem apreciar tal leitura encontrará, no referido site, outros artigos tão bons quanto este.

[Ouvindo: You Find the Earth Boring - Portishead]

(Continua…)

Tuesday, 5 de August de 2003

A lucidez de Fernando Pessoa

yuri vieira (SSi), 10:31 am
Filed under: escritores, interiores, literatura
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Fernando PessoaPessoa sempre afirmou ser um neurastênico (categoria muito difundida hoje em dia), sendo, além disso - eis seu diferencial - capaz de criar uma personalidade para cada sentimento que lhe acometesse: “Dar a cada emoção uma personalidade, a cada estado de alma uma alma”, escreveu. Daí seus heterônimos. Mas a lucidez, não sendo uma emoção, mas um “enxergar apesar de toda emoção”, não era uma prerrogativa do, digamos, Álvaro de Campos. Bernardo Soares era, como “outros Pessoas”, muito lúcido também. Veja como ele possuía, na primeira metade do século vinte, a clara noção do estado de coisas que se prolonga até os nossos dias:
(Continua…)

Wednesday, 28 de August de 2002

A importância da Imaginação

yuri vieira (SSi), 1:08 am
Filed under: Religião, especulativas, interiores
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Não deixe de ler o artigo “O homem-relógio” da autoria de Olavo de Carvalho. É um dos melhores textos que já li sobre a importância da imaginação. Claro, da imaginação sadia, porque quem tem uma imaginação biruta - tal como a minha - necessita incluir esse trecho nas suas orações diárias: “Senhor, não me deixeis errar pelos caminhos perversos da minha imaginação…”

Thursday, 6 de June de 2002

O guru ocidental

yuri vieira (SSi), 11:23 pm
Filed under: escritores, interiores, livros
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Jiddu KrishnamurtiLi recentemente o livro El Mandril de Madame Blavatsky - Historia del Guru Occidental, de Peter Washington, e reforcei minha impressão de que essa onda de grupos “esotéricos” e de sociedades mais-ou-menos-secretas é bem mais que uma moda surgida de tempos em tempos nesse mundinho. Trata-se antes de verdadeiras batalhas - travadas mais por homens de grande vontade que por homens de grande espírito - pelo domínio das consciências de determinados grupos. Poucas são as exceções, tais como um Krishnamurti, por exemplo (foto). E é incrível como, ao tentar se isolar dos males do mundo externo, quase todo grupo ou comunidade se esfacela em mil e um conflitos internos, refletindo em seu microcosmos o drama macrocósmico exterior. Como já concluía o Riobaldo no Grande Sertão: Veredas (Guimarães Rosa):

“Às vezes eu penso: seria o caso de pessoas de fé e posição se reunirem, em algum apropriado lugar, no meio dos gerais, para se viver só em altas rezas, fortíssimas, louvando a Deus e pedindo glória do perdão do mundo. Todos vinham comparecendo, lá se levantava enorme igreja, não havia mais crimes, nem ambição, e todo sofrimento se espraiava em Deus, dado logo, até a hora de cada uma morte cantar. Raciocinei isso com compadre meu Quelemém, e ele duvidou com a cabeça: - ‘Riobaldo, a colheita é comum, mas o capinar é sozinho…‘ - ciente me respondeu.”



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