Lost in America
Este é o meu texto de estréia aqui no Garganta. Recentemente me mudei para os Estados Unidos (precisamente há 4 dias). Ainda é tudo novidade, afinal, embora haja muitos brasileiros por aqui, ainda tem alguma coisa de cidade típica americana. Falo de Hartford, Connecticut.
——————
Depois de 9 longas horas enclausurado num avião cheio de gente estressada e metida a besta, cheguei à América. Claro, havia excessões, como um distinto senhor que, quando não estava dormindo, estava sorrindo. Mas não me iludi, pois ele aparentava ser italiano e capi di tutti capi da máfia novaiorquina; já outro era carioca da gema, mas com residência em New Jersey. Tinha o inusitado nome de Washington (tudo a ver, né?) e uma pitoresca paixão por pipas. Pipas? Sim, o cara levava uma pipa muito louca com rabiola e tudo, além de uma bandeira enorme do flamengo, mas já é outra história!
Meu primeiro contato com um americano foi no aeroporto. Um negão tava organizando a fila e foi muito mal-educado. Tinha lá um crachá de supervisor e encaminhava as pessoas para o guichê que tivesse a fila menor (depois pensei bem e entendi o porquê do mau humor, puta trampinho de merda o do cara…né?). Na entrada, peguei um japa com cara de samurai-sem-mestre, mas que foi bem gente boa. Liberada a minha entrada, fui pegar as malas na esteira e ajudei duas latinas (a mala delas era gigante) que retribuiram me olhando feio. Pode parecer preconceito (ou até ser), mas os latinos nos EUA são meio esquisitos. E não inspiram confiança. Não sei, mas é aquele sexto sentido brasileiro para tramóias que fica bem mais apurado aqui. Latinos sempre vêm como quem não quer nada, puxando papo, reclamando da dura realidade da vida, etc, etc! Melhor manter os olhos atentos à carteira, passaporte, crianças…(quanto preconceito, não?).
Como sou um rapazinho muito bem educado, continuei fazendo atos caridosos, ajudei desta vez uma americana que trazia uma criança no colo. Peguei sua mala, e ela me recompensou com um sorriso seguido de um THANK YOU bem entonado, diferentemente das latinas que preferiram a ingratidão da cara feia. Depois, uma amiga me disse que talvez elas estivessem carregando drogas na mala, e o fato de eu estar pegando a droga delas teria gerado todo o mau humor, vai saber!
Já em Hartford, fiz minha primeira refeição na América. MacDonald’s, nada mais justo! Com 5 dólares comi: 1 double-cheeseburger+coca-cola+batata-frita+6nuggets+1applepie. Já sei, já sei: se eu entrar na onda vou ficar obeso!
Hartford - é a capital dos seguros. Uma cidadezinha bem agradável. O clima lembra Campos do Jordão com um pouco mais de frio (em verdade, muito mais frio). À primeira-vista, o que me chamou a atenção foi a divisão econômica e social dos bairros, determinada pela distância entre as casas. Na periferia, por exemplo, vemos casas quase grudadas umas nas outras. E a distância entre elas vai aumentando conforme a conta bancária do proprietário.
(West Hartford)
Outra coisa muito interessante é a sensação de segurança em meio a casas sem muros altos com cacos de vidros, grades nas janelas ou portões de ferro com câmeras e interfones. Claro, todas têm alarmes, mas seria melzinho-na-chupeta pros nossos escolados ladrões.
Nem preciso dizer que as ruas são limpas e bem cuidadas. Eu pagaria (e tô pagando!) impostos sem reclamar. Quem for flagrado jogando lixo na rua paga U$250 pilas de multa! Tenho que tomar cuidado! Sabe como é, manias de brasileiros… i’m sorry!
Não vamos falar de consumo, porque lembra de como somos roubados no Brasil. Isto vai estragar o post e ainda me deixar de mau humor (ontem já tive que falar do Lula e lembrar que ele existe me esgotou o limite de aborrecimentos da semana). Já falamos dos latinos, falemos, então, dos e negões com cara de mau na periferia. Fala sério! Todos metidos a rappers, ficam lá encarando as pessoas tentando se passar por malandrão. Diga-me como um cara de nike shox e com roupas mais caras do que a minha vai me deixar com medo? A vontade é dar um tapa na orelha, chamar de fanfarrão e lembrar que no Brasil temos 50 mil homicídios ao ano, e não é uma cara feia (e são feios os desgraçados) que vai me deixar com medo. Sem dizer que a periferia deles é praticamente igual aos bairros de classe média no Brasil. Então, little stupid, pede pra sair! Porque se jogá-los numa favela, vão todos se borrar!













