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Wednesday, August 28, 2002

A importância da Imaginação

yuri vieira (SSi), 1:08 am
Filed under: Religião, especulativas, interiores
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Não deixe de ler o artigo “O homem-relógio” da autoria de Olavo de Carvalho. É um dos melhores textos que já li sobre a importância da imaginação. Claro, da imaginação sadia, porque quem tem uma imaginação biruta - tal como a minha - necessita incluir esse trecho nas suas orações diárias: “Senhor, não me deixeis errar pelos caminhos perversos da minha imaginação…”

Thursday, August 8, 2002

Pensar no problema

yuri vieira (SSi), 10:27 am
Filed under: especulativas, sites
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Krishnamurti 1895 - 1986 Dizia Jiddu Krishnamurti: “pensar no problema é fugir do problema“. Esse polêmico - mas nada polemista - instrutor indiano costumava dizer que não podemos buscar a verdade simplesmente porque, se quiséssemos mesmo encontrá-la, deveríamos então conhecê-la desde o princípio, caso contrário, como a reconheceríamos se a encontrássemos? Ora, a verdade, diz ele, é - para nossas mentes espaço-temporais - sempre nova, dinâmica, viva, eterna não podendo ser reduzida à memória - que é como o pensamento realiza seus registros - operação que a tornaria portanto temporal, estática, morta. Afinal, o pensamento só é capaz de re-conhecer aquilo que ele já conhecia de antemão. Confuso? Abstrato? Nem tanto. Trata-se antes de um ceticismo metódico, o qual almeja a verdade sobre nós mesmos pelo afastamento do falso, já que é exatamente isto o que ele propõe. Para ele, a verdade é o que é, e não um de nossos desejos, condicionamentos ou projeções, os quais, aliás, não seriam senão imagens de algo já conhecido, temporal e, portanto, falso. Toda idéia, toda ideologia pode até funcionar se a intenção é criar uma máquina ou mecanismo similar (material ou não), mas jamais será benéfica se aplicada às relações humanas ou a de um indivíduo com sua própria consciência. Porque se uma máquina é um meio de se atingir um fim, as relações humanas, por sua vez, não são uma coisa à qual devemos aplicar ou identificar um meio qualquer, seja ele político ou econômico, para se atingir um pretenso fim. Nas relações humanas meio e fim são uma só coisa, uma unidade: se utilizarmos a guerra para chegar à paz, não teremos paz, apenas guerra. Nas relações humanas - ou “mediações humanas” - o meio (do lat. mediu) é não apenas a própria relação mas seu único fim. Krishnamurti afirma reiteradamente: procuremos perceber o ilusório como ilusório e assim, desfeitos todos os véus, a verdade é quem nos encontrará. Pois a vida é um desafio de momento a momento, e a mente precisa estar atenta para reagir de acordo com cada um desses momentos. A verdade nos espera no atemporal.

P.S.: E por falar em baixar os véus, saiu o número 1 do Mídia Sem Máscara.

Thursday, July 25, 2002

Are you living in the Matrix?

yuri vieira (SSi), 12:17 am
Filed under: especulativas, sites
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Enquanto verificava minha correspondência atrasada, encontrei um email do Daniel Christino (de Abril!!) me convidando pra um joguinho bem interessante: Strange New World. É uma espécie de teste pra saber - digamos assim - se você é ou não imune à Matrix. Meu ego ficou muito satisfeito com o diagnóstico dado à minha forma de lidar com a realidade: “heróica”. Palavra bonita… forte…

Aliás, esse site - The Philosophers’ Magazine - tem outros “jogos” bem bacanas, como, por exemplo, o Shakespeare vs. Britney Spears, que testa sua maneira de encarar a arte, e um outro que verifica o quão lógico você realmente é. Agora, se você acha toda essa história de filosofia uma bobagem - já que vamos todos morrer mesmo - dê uma checada no The Death Clock e descubra o dia da sua morte. Aliás, cá entre nós, Platão achava que a filosofia não era senão uma preparação para a morte…

Sunday, July 7, 2002

Clones de Buda

yuri vieira (SSi), 9:02 am
Filed under: Religião, especulativas, extraordinárias
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Outro dia, alguém me enviou um texto sobre idolatria que fez com que me lembrasse novamente do Li Hongzhi, aquele da Falun Gong (óia eu com o cara de novo). Ele diz, em um de seus livros (cito de memória), que, após o assassinato pelo governo comunista chinês dos mestres ortodoxos budistas - segundo ele, os verdadeiros guardiões do esoterismo da “Escola Buda” - os novos templos ficaram vulneráveis a um certo tipo de “vampirismo astral“. Ele afirma que, enquanto a tradição era mantida, toda estátua de Buda de um templo recém inaugurado era, digamos, “linkada” ao mundo astral budista (ou etérico, como queiram) por um desses mestres ortodoxos, o qual detinha o conhecimento de como estabelecer a tal ligação. Isto significa que, sempre que uma pessoa se ajoelhasse diante daquela imagem, sua intenção seria canalizada para os altos planos. (Uma espécie de pára-raios invertido…) Após a morte desses mestres e a conseqüente interrupção dos ensinamentos (rompimento da cadeia mestre-discípulo), os novos templos ficaram com imagens de Buda desprotegidas. Desprotegidas de que? Li Hongzhi afirma ter ouvido de muitos de seus discípulos: “mestre, eu estava meditando no templo blablablá e então meus ‘olhos celestiais’ se abriram e eu vi Buda caminhando por entre os crentes…”

E pela descrição da aparência e do comportamento do suposto Buda, Li Hongzhi afirma tratar-se, na verdade, de um golem plasmado, a partir da estátua localizada ali no templo, graças à energia doada pelos crentes. Esse ente (não é um ser mas um ente) torna-se uma espécie de vírus, uma pseudo-entidade cujo único propósito é sugar a energia dos crentes para manter sua sobrevida. Muitos discípulos honestos, ao conseguir abrir seus “olhos celestiais” (visão astral), acabam se iludindo por tomar a imagem de Buda pelo próprio. Pelo que eu entendi, os chineses teriam sido tão avançados em sua técnicas espirituais que sabiam até mesmo como evitar, de forma prática, os males da idolatria tão temidos pelos judeus, mulçumanos e certas seitas cristãs. Por este raciocínio, será assim tão inconseqüente a adoração de imagens? Ou, como querem os céticos radicais, isso tudo não passa de enredo de RPG?

Thursday, May 30, 2002

Viagens intergaláticas

Ed MitchellVeja o que disse o astronauta Edgar D. Mitchell, chefe da expedição Apollo 14 (de 1971) em entrevista a Alan Vaughan, da New Realities Magazine:
“Quanto à vida mais inteligente, não duvido de que exista em algum outro lugar do universo e, muito provavelmente, em nossa própria galáxia. (…) Precisamos fazer novas aberturas científicas para ir além da limitação da velocidade da luz, ou provavelmente não encontraremos outros seres, porque as distâncias são imensas. Esse é um longo caminho para o futuro, mas acredito que algum dia faremos contato com vida inteligente em outro sistema solar. E não tenho muita certeza se precisaremos do programa espacial para tanto. Pode estar extremamente longe e ser hipotético, mas, se o fenômeno da projeção astral tiver qualquer validade, poderia ser uma forma viável de viagem intergalática e certamente muito mais segura do que o vôo no espaço.”
Alguns dos meus amigos me acham um tanto louco por também afirmar esse tipo de coisa. Claro, há a diferença de que, segundo depoimentos que ouvi, este sonho do Mitchell já é realidade pra muita gente. Eu, por exemplo, não me lembro de ter saído da Terra. Mas do meu corpo material certamente já saí. E foi muito bom. Provavelmente, como andar na Lua.

Friday, May 24, 2002

Quem nasceu primeiro: Deus ou o homem?

yuri vieira (SSi), 10:42 pm
Filed under: Religião, especulativas
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Um leitor - que assina com o adorável pseudônimo de “Clô Aka” - me escreveu a respeito do texto Neste Natal, Solte Sua Imaginação, afirmando que, apesar de ser fã de literatura fantástica, acha uma sandice acreditar que o universo possa ter uma organização tão “humana” quanto aquele ali descrito. Ora, podemos dizer que essa questão não é senão uma espécie de antinomia, um antagonismo entre duas posições igualmente defensáveis: uma primeira afirmando que nós, ou melhor, nossa “humanidade” é que é semelhante à Divindade que a tudo preside; outra que, como a do Clô Aka, acredita que essa suposta Divindade, com que tantos “desperdiçam sua fé”, é que é criada por nós à imagem e semelhança de nossas próprias imperfeições. Enquanto não houver provas concludentes para qualquer dos lados, o negócio é soltar a imaginação. Alguns preferem achar que o universo se parece mais a uma grande máquina que a um de nós, pobres mortais, ou a um Deus. O filósofo Olavo de Carvalho - sempre imperdível - escreveu um ótimo texto sobre o tema: O homem-relógio. Não deixe de ler, amigo leitor de nome cheiroso.



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