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Friday, 6 de October de 2006

Mãe é mãe, piada é piada.

daniel christino, 3:23 pm
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Olha, o Bruno Costa disse, com toda a propriedade, que a piada não diminui em nada as - como direi?? - capacidades totalitárias do PT. É verdade. Mas o Yuri parece ter levado para o lado pessoal um post endereçado exclusivamente a posicionamentos políticos impermeáveis ao bom senso. O meu argumento, brilhantemente ilustrado pelo caso da ONG plutônica, é o de que se vive um contexto de luta política e, neste caso, não há lá muita preocupação com o compreender. Há, na verdade, esforço doutrinário. A ironia, claro, é só a cereja do bolo.

(Continua…)

E era piada… (a Sociedade dos amigos de Plutão)

daniel christino, 12:19 am
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E não é que a história sobre a ONG Sociedade dos Amigos de Plutão era, na verdade, estória (para usar uma distinção bem fora de moda). Por isso eu sempre digo: cuidado com as identificações fortes demais em política. Parece a alguns tão clara a essência maligna de outros, parecem-lhes tão claros os fatos, que não lhes custa muito tomar como verdadeiras informações falsas, se estas confirmam o caráter imaginado destes outros (como disse o Olavo a respeito da ciência: os fatos tornam-se meramente uma ilustração do que o intelecto, a priori, descobriu por si). E isso acontece, principalmente, quando o pathos do texto é o desprezo.

Curioso como esquecemos facilmente o caráter singular dos indivíduos. Quando me dizem que a maioria dos conservadores é hipócrita - escondem interesses esgoístas sob uma fachada moralista -, penso: “será que o Yuri seria capaz disso?”. A resposta, obviamente, é não. Logo, deve haver algo de bom em ser conservador e, com certeza, tem a ver com esta característica moral. Faço o mesmo com meus amigos esquerdistas. Quando pregam por aí a essência totalitária e mau-caráter da esquerda, penso: “Será que meu amigo Ricardo é totalitário e mau-caráter?”. A resposta, obviamente, é não. Logo, deve haver algo de bom em ser esquerdista e, com certeza, tem a ver com uma legítima preocupação social. Emparedados entre a amizade e suas conclusões lógicas, muitos optam pela saída muito cafajeste de reclassificar os amigos como idiotas ou estúpidos (embora “idiota” seja a preferida, por sua óbvia origem etimológica). É de uma prepotência inimaginável. Primeiro, porque quem usa este expediente supõe, sempre, estar correto, mesmo que não consiga explicar o porquê. Segundo, ele acredita que a verdade é uma disjunção exclusiva. Deveria estudar um pouco de lógica modal.

Ah, sim! E mando ao inferno qualquer discurso aterrorizante - o medo é uma arma totalitária -, cujo objetivo seja me fazer ver um amigo como hipócrita ou mau-caráter ou estúpido. O resto é assunto para a psicanálise.

Thursday, 5 de October de 2006

Nossas visitas

yuri vieira, 12:24 am
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Estas eleições e o Professor Jucelino Nóbrega deram uma alavancada radical nas visitas deste site. Nossa média anterior oscilava entre 900 e 1100 visitas diárias. Esta semana a média subiu para 2800 visitas/dia e, hoje, recebemos um total de 8951 visitas com 14395 páginas lidas. Ainda bem que fizemos o upgrade do nosso serviço de hospedagem. Podem vir quentes que nossa taxa de banda ainda está fervendo…

Saturday, 30 de September de 2006

¿Que pasa?

yuri vieira, 10:57 pm
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Este site, que costuma receber em média 1000 visitas/dia, de repente passou a receber mais de 2000/dia. Ontem chegamos a 3000. Humm. (Cofiando o cavanhaque.)

Catiça! Catiça! Catiça sarará!!

yuri vieira (SSi), 9:32 pm
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Pra quem não sabe, esse é um feitiço básico que aprendi na infância - não me lembro se em São Paulo ou se com meus primos no Rio de Janeiro - utilizado para azedar os planos alheios. Hehe, costuma dar certo…

Wednesday, 27 de September de 2006

Cansei de ser bonita e gostosa

yuri vieira, 10:39 am
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Chega. Cansei de ser uma mulher bonita e gostosa. Voltarei a ser o escritor macho e tarado por uma mulher bonita e inteligente de sempre. Credo, foi uma experiência quase traumática. Não consegui entrar mais que cinco ou seis dias, com um belíssimo avatar feminino esculpido por mim, no Second Life. (Poxa, o Second Life, lembra? Aquela realidade virtual online com milhares de participantes mundo afora.) A quantidade de zé-manés que abordam as mulheres bonitas e gostosas é tão asfixiante, que até estou com pena da Gisele Bündchen. É horrível, quase um filme de terror: A Volta dos Manés Vivos! Cruzes. Você ali a fazer compras, olhando um vestidinho ou um sapato de salto bem sexy, descontraído, quero dizer, descontraída, e os caras a puxar conversa da forma mais descerebrada do planeta: “How you doing, baby? What a nice body you have! Wanna have some fun?” Só faltava escreverem em suas testas: “I wanna fuck you right now, bitch!” Pior ainda são os brasileiros: “E aí? Que é que vc manda, hem? Pô, maior corpo bonito vc tem, gata. Quer andar no meu helicóptero?” Caramba: “maior corpo bonito vc tem”? Andar de helicóptero num lugar onde as pessoas voam? Neguinho acha que ficar empurrando os brinquedos e passatempos dele pra cima da mulher é algo super sedutor. Que papo mais mané. Só respondi à segunda pergunta — a esse “o que é que vc manda?” — e o mandei catar coquinho. Poxa, e a minha beleza interior cheia de pelos no peito? E o meu interesse barbudo por assuntos filosóficos, artísticos, religiosos e políticos? Isso não vale nada? Ok, ok. Ao me apresentar como uma mulher linda e gostosa, o que eu poderia esperar desse estudo antropológico informal? Atrair um gênio? O Woody Allen? Os gênios costumam ser tímidos e certamente devem morrer de medo de serem rejeitados por uma mulher linda e gostosa, sobretudo se for uma que não tenha nada na cabeça. Imagine que coisa terrível para eles: a beleza a vencer a inteligência! E, se a mulher linda e gostosa for também inteligente, mais fácil será ela dar atenção ao gênio do que o inverso, mas… enfim. O fato é que fiz um avatar tencionando criar a garota “fisicamente” perfeita, a garota dos meus sonhos, e acabei criando a garota dos sonhos de um bando de marmanjos. Logo eu que imaginei ter um gosto diferenciado… Será que não passa pela cabeça dessa gente que pode haver um antropólogo por trás da avatar fêmea? Que moçada mais doida.

A experiência toda me lembrou uma conversa que tive, durante uma rave em São Paulo, com uma amiga, a modelo paulistana Jennifer Vaz, que já enfeitou a capa da revista Trip uma vez. (Sim, as diáfanas “vantagens” de ter sido sócio dum estúdio fotográfico. No fundo é tudo “vaidade, vaidade das vaidades.”) A garota — linda e divertida, uma geminiana — me dizia que as raves estavam se tornando insuportáveis devido à quantidade de cantadas babacas e assédios inconvenientes que vinha sofrendo. E eu lá, dançando ao lado dela, sutilmente demarcando um território que não me pertencia, me sentindo um privilegiado. Exato! Nada mais nada menos que um imbecil disfarçado, um mané, um agente inimigo infiltrado. Sim, é preciso orar e vigiar muito para não cair em armadilhas egóicas desse gênero. Contudo, apenas esta semana fui sentir na minha pele virtual feminina o drama da coisa toda. Como os homens somos chatos e nojentos quando pensamos apenas com a cabeça de baixo! Pobres mulheres lindas… Um inglês, por exemplo, depois de um papo interessante sobre a situação no Iraque — ele contava fatos vividos por amigos pertencentes às tropas inglesas –, passou a botar o pinto para fora cada vez que me reencontrava, como se isso fosse um ato extremamente sedutor. É difícil evitar um comportamento maquiavélico e sádico nesses momentos, usando e abusando de idiotas desse tipo. São muitos os presentes que se pode ganhar de um otário apaixonado, tantos quanto as deusas certamente recebiam em seus altares pagãos. Mas a consciência, mesmo numa realidade virtual, começa a falar mais alto e fica difícil prosseguir com a tortura e a manipulação. Sobretudo quando finalmente aparece um cara legal — do tipo que poderia ser seu amigo no mundo real — e estraga seu disfarce, obrigando a gente a evitá-lo. Só que aí — quem diria? — o cara fica enlouquecido e passa a agir como um babaca qualquer. Fueda, é de dar dó. Em suma, a situação ficou tão apremiante que o único recurso válido foi mesmo o lesbianismo, já que ao menos as mulheres queriam ter comigo uma conversa edificante. Se bem que, pensando melhor, o lesbianismo é que foi o ponto de partida da coisa toda. Sim, foi para conseguir entrar numa área de lésbicas — não duvidaria nada se alguém me dissesse que as lésbicas ali são todas homens no mundo real — foi para entrar ali que uma amiga me aconselhou a criar um avatar mulher. Mas disso eu já falei…

Enfim, o negócio é o seguinte: o poder, seja lá qual for — o poder da força, da beleza, do dinheiro, da inteligência, etc. — traz em si ou uma benção ou um terror. No meu caso, ser uma mulher virtual gatíssima foi muito interessante, uma vez que a beleza abre mil portas (fui convidado a conhecer várias residências e áreas privativas, meu inglês melhorou bastante, um belga teve paciência para ouvir o tatibitate que sobreviveu das minhas aulas de francês e até um alemão quis me ensinar sua língua), mas — puta que o pariu! — há coisa pior nesse mundo do que homens estúpidos? Os piores são aqueles caras sarados, com cem músculos até no dedinho do pé, e apenas vinte palavras no vocabulário. Eu pergunto: de que vale ser um cara marombado num mundo virtual? Mulheres, por favor, me respondam: haverá algo mais broxante do que um cara mais sarado que o Rambo, mas sem um pingo de inteligência, imaginação e senso de humor? Sim, eu sei, a recíproca é verdadeira. Mas estou tratando dos coitados que vinham cantar minha falecida avatar. Com meia dúzia de palavras eu facilmente destruía cada um deles. (Segundo os hindus, além de a vida neste mundo concreto também ser uma ilusão, as batalhas no céu teriam sido travadas com mantras, isto é, com palavras.) E não adianta dizer que eram provavelmente todos moleques. A média de idade no Second Life é de 30 anos! Cada otário! Cheguei ao ponto de virar puta, afinal, se os caras queriam tanto me comer que pelo menos pagassem. Sim, o horror! o horror!, vida de puta, mesmo virtual, é o fim da picada. Um absurdo ter de dizer o que não se quer dizer, gemer quando não se quer gemer, apenas para conseguir uma grana para comprar aquele vestido lindo! Que deprimente! Pobres mulheres lindas, a que riscos e tentações estão submetidas! Que Deus as proteja. Estou morrendo de dozinha de vocês. Se precisarem dum ombro amigo, falem comigo, ok? Muah hahaha!

P.S.: Qualquer dia narrarei as experiências em seus pormenores…

lesbico.jpg

Com meu rosto apagado - para evitar reconhecimentos problemáticos, hehe - eis este lésbico com uma de suas namoradas, uma britânica de Manchester…

Oriana Fallaci (1929-2006)

No dia 15 de Setembro, a jornalista italiana Oriana Fallaci encerrou sua missão: partiu desta pra melhor. Bom, melhor em termos, vá lá saber o que é o pós-vida de uma atéia honesta e corajosa, talvez ela preferisse ter deixado de existir, sei lá, mas… enfim, a mulher trabalhou muito por aqui entrevistando, conforme diz a revista Época citando a própria, “os filhos da puta estúpidos que mandam em nossas vidas”. (Faltou entrevistar o Chávez e o Lula, provavelmente.) Eu a li pela primeira vez ainda garoto graças à coleção de revistas Playboy que meu pai mantinha. Sempre que rolava uma entrevista com algum ditador, terrorista, líder revolucionário, aiatolá e assim por diante, lá estava a assinatura dela: Oriana Fallaci. Uma mulher de fibra que, ainda pré-adolescente, participou da resistência florentina contra os alemães na Segunda Guerra. Indignada com a violência e com os ataques à liberdade, tornou-se correspondente de guerra e, por fim, uma entrevistadora que parecia jogar pimenta na cara dos entrevistados. Há uma entrevista com ela, na revista Época, concedida ao jornalista dinamarquês Flemming Rose, o editor do Jyllands-Posten, o mesmo que lançou o concurso de caricaturas de Maomé. Sim, porque seus últimos três livros são alertas contra a islamização da Europa que, conforme me disse o Olavo de Carvalho outro dia, foi prevista por Frithjof Shuon, discípulo de René Guénon, ainda no início do século XX. (Citei alguns dos artigos da Oriana sobre o mesmo tema, por ocasião dum comentário do jornalista Janer Cristaldo.) Bom, leia este trecho da entrevista publicada pela revista Época:

Rose - Você se encontrou com o Papa Bento XVI no ano passado. Sobre o que vocês conversaram?

(Continua…)

Monday, 25 de September de 2006

Cupins na Casa do Sol

yuri vieira, 8:14 pm
Filed under: Avisos, amigos, escritores
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Do meu amigo José Luis Mora Fuentes, responsável pela Instituição Hilda Hilst:

A Casa do Sol, sede da Instituição Hilda Hilst, foi construída pela escritora em 1966. Trata-se de uma construção diferenciada, estilo colonial mineiro, com 700m2, rodeada por árvores e um paisagismo diferenciado num terreno de 12.000m2. Foi aí que a escritora viveu por quase quarenta anos e onde realizou praticamente 80% do seu trabalho.
É Patrimônio Cultural que deve ser preservado.

PARTE DA MADEIRA E MÓVEIS QUE COMPÕE A CASA DO SOL VEM SENDO DEVORADA POR… CUPINS!

(Continua…)

Saturday, 23 de September de 2006

Vou lavar meu cachecol

pedro novaes, 10:27 am
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O post do Yuri sobre o demônio do Lula querendo acordar e o do Paulo reproduzindo o artigo do Reinaldo Azevedo sobre “Origens do Totalitarismo” primeiro me deprimiram, depois me deram uma preguiça danada.

Aí fiquei pensando pra onde vou me mandar na hora em que essa escumalha fechar o Congresso e começarem os fuzilamentos. Até troquei uma idéia com o Paulo sobre o assunto e chegamos à conclusão de que primeiro nos exilaríamos nos Estados Unidos só de implicância. Eu faria até um discurso exaltando o capitalismo, o que não combina comigo, antes de levantar o dedo e bater a porta atrás de mim. Depois, provavelmente iria para Buenos Aires tirar onda usando meu cachecol com ar blasé, tomando mate e fazendo de conta que lia Ernesto Sábato em bancos de parque, enquanto remoía meu ódio e me autoflagelava por já ter dito palavras como “neoliberal”, por ter feito parte de uma chapa do DCE e, pior, por ter digitado 13 duas vezes em 2002.

Mas depois fiquei racional e lembrei que o verdadeiro equilíbrio do poder aqui, o fiel da balança desta pobre democracia, não está nos checks and balances e blá blá blá, mas em que tem o cacete guardado, isto é, nos milicos. Essa escumalha do PT e o demônio do Lula só podem aprontar qualquer aventura deste naipe se os militares concordarem em ficar quietos nos quartéis ou até em sair de lá para ajudar a fechar o Congresso. Se não, não vai.

Eu queria saber um pouco mais sobre o perfil dos comandantes das forças armadas e sobre as idéias que circulam pela caserna hoje. Eu acho que, neste segundo mandato, se esta turma do PT sentir que tem suporte dos tanques, o bicho pega. Mas eu acho que não tem. Acho que os milicos, para o nosso bem, não se aventuram.

Por via das dúvidas, vou reforçar os contatos com meus amigos nos EUA e na Argentina e mandar lavar meu cachecol.

Wednesday, 20 de September de 2006

Com Daniel Ahmed no SL

yuri chandra, 12:41 am
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No último final de semana, enquanto eu discutia a relação com Pelagia, my wife - além de bons argumentos tive de usar dos meus poderes de metamorfose e provar que sou apenas um príncipe convertido em sapo (e não o contrário) - recebi uma mensagem do Daniel Ahmed, avatar do colaborador deste blog, o professor de filosofia Daniel Christino. Depois de acertar nossas diferenças - Pelagia perdoou minha infidelidade e reatamos - fui me encontrar com Ahmed que, segundo imaginei, deveria estar em algum anfiteatro grego dialogando socraticamente com algum alemão. Qual nada! Ele estava no Barbie Club - acho que é esse o nome - dialogando platonicamente com uma stripper norte-americana. Veja as fotos do nosso primeiro encontro:

Quem conhece o Daniel Christino - tal como o Yuri Vieira - verá que há grande semelhança entre ele e seu avatar. Veja mais de perto: (Continua…)

Tuesday, 19 de September de 2006

Manifesto Holodomor 1932-33

yuri vieira, 2:00 am
Filed under: Política, memória
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DOS PARICIPANTES DO 4º FORUM MUNDIAL DE UCRANIANOS (KYIV,24.08.06) PARA A COMUNIDADE INTERNACIONAL, GOVERNOS E PARLAMENTOS DOS PAISES DO MUNDO, INSTITUIÇÕES MUNDIAIS

A Grande Fome (Holodomor) de 1932-33 na Ucrânia não é um simples passado histórico, é antes de tudo uma maciça ação terrorista do regime comunista contra a pacífica população, a qual não possui características de antiguidade e de esquecimento.

Foram 10 milhões de ucranianos mortos pela fome artificialmente organizada, a fim de um criminoso objetivo político – enfraquecer e destruir a laboriosa e amante da paz classe camponesa, a base social da nação ucraniana.

Essa tragédia espanta não tão somente pelo número de suas vítimas, principalmente entre as crianças. Espanta, antes de tudo, pelo frio, criminoso e insistente silenciamento, negação do acontecido, motivados pelos princípios ideológicos e políticos. Os ucranianos assassinados nunca foram reconhecidos pelo regime comunista como vítimas do terror político.

Amnésia moral de certas forças políticas, que herdaram a criminosa ideologia comunista, retardam o reconhecimento da Grande Fome de 1932-33 como genocídio do povo ucraniano. O número de testemunhas do crime está diminuindo, ficando como prova documentos; a memória histórica está se apagando; sobrando nos cemitérios placas e, destruídas pelo tempo, as cruzes de madeira.

(Continua…)

It’s raining again

yuri vieira, 1:18 am
Filed under: Educação, Podcast e videos, memória, música
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Eu tinha uns 11 anos de idade quando nossa linda professorinha de inglês - lá no Colégio Spinosa, em São Paulo - teve a ótima idéia de nos fazer cantar I’s raining again, do Supertramp. A princípio, com a letra em mãos, parecia uma tarefa impossível. Mas ela conseguiu: no final da aula já éramos um côro infantil afiadíssimo. Tanto que o todo-poderoso e temido Marco César Spinosa, capitão-aviador reformado e diretor do colégio, veio à nossa sala presenciar o fenômeno. Todos se calaram e ficaram de pé. A professora ficou branca, sem saber se receberia ou não uma bronca. Já o Marco César, na época ainda solteiro, cravou uns olhos inesquecíveis sobre a linda maestra e nos mandou continuar. Pintou um clima. Toda a sala percebeu e as risadinhas das meninas foram constrangedoras. O diretor, um ex-militar, era fã de hinos e estava sempre nos fazendo cantar o Hino à Bandeira, o Nacional, o da Independência, do Aviador, da Liberdade, etc., etc. Mas ele nunca vira seus alunos cantarem em inglês. Seus olhos brilhavam. Ah, as mulheres…

Monday, 18 de September de 2006

Humanose

yuri vieira, 10:47 pm
Filed under: Cotidiano, Viagens, amigos, memória
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Meu amigo Ricardo Calaça, antropólogo e documentarista com quem dividi um apartamento na UnB, pode ter, na minha humilde opinião, péssimas opiniões políticas - acha que o Evo Morales está certo em roubar a Petrobrás, que devemos votar nulo, que os EUA são uns imperialistas do mal, etc. - mas é impossível negar: o Ricardo é um ótimo patafísico. Na Unb, por exemplo, ele vivia esquecendo o leite no fogão. Várias vezes, ao sentir cheiro de gás, tive de descer do mesanino para desligar a boca cujo fogo já havia sido apagado pelo leite derramado. Eu não ligava muito quando o leite era dele. Mas ficava grilado quando era comprado em sociedade. Um dia, ele fez de novo: quase metade do leite fugiu pelas bordas da leiteira, apagando novamente a chama. E olha que eu acabara de dizer: “Ricardo, deixe esses discos e não se esqueça do leite que você botou pra ferver, cara. Que mania de leitinho quente..” Depois, ele já botando o leite que sobrou numa caneca e eu puto de raiva: “Pô, meu, precisa ferver o leite? É pasteurizado, não é de fazenda.” E ele, com aquele seu sorriso cínico típico: “Yuri, você não entende nada de leite, rapaz. A gente precisa deixar derramar sempre. Você e a indústria dos laticínios acham que os germes morrem com a mudança de temperatura, mas eles morrem mesmo é na queda…” E tecia mil teorias a respeito da enorme altitude que a lateral duma leiteira tem diante das pequeninas bactérias e semelhantes.

Pois é, lembrei desse caso porque, neste último final de semana, as bactérias voltaram à baila. (Continua…)

Esse não volta mais…

yuri vieira, 5:47 pm
Filed under: Second Life, este blog, sites
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O Yuri Chandra já mergulhou tanto no Second Life que o perdi de vista. Mas descobri hoje que ele e o colunista oficial do Linden Lab, Hamlet Au - aliás, avatar do jornalista Wagner James - já andam trocando informações, tanto que no final do blogroll dele você encontratá um link para este blog em nome do Yuri Chandra, que nem sequer me pediu licença. É o primeiro blog brasileiro com uma seção voltada exclusivamente àquele mundo virtual. Ao menos segundo o Hamlet. Esse Chandra ainda vai acabar se dando melhor do que eu…

Sunday, 3 de September de 2006

Ronaldo no Cronópios

yuri vieira, 9:57 am
Filed under: amigos, escritores, literatura, sites
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Eis alguns contos do Ronaldo Brito Roque no Cronópios.

Saturday, 2 de September de 2006

Bruno Tolentino e o Cânone Ocidental

Morro de preguiça de ler meus vários diários/cadernos de anotações, mas às vezes abro um deles ao acaso. (Comecei a escrever diários aos 14 anos de idade, isto é, em 1985.) Hoje dei com essa anotação, de quando morava na Casa do Sol da Hilda:

25/08/00 - Hoje, o Bruno me emprestou The Great Divorce de C.S.Lewis. Acha que, de acordo com meus atuais interesses, é o melhor que posso ler. Ontem, aliás, o Bruno ficou lendo professoralmente, para mim, meu próprio exemplar de O Cânone Ocidental, do Harold Bloom. (Não estou com ele aqui agora para confirmar a grafia correta do nome, logo…) Bruno admira esse autor (seu ex-colega de docência), embora creia que não se pode avaliar e fruir completamente livros dos quais não se tem uma profunda vivência do idioma. Discorreu sobre vários escritores que, para ele, não deveriam - ou o contrário, deveriam - estar coligidos ali. Ele assume - por não ter amado, sofrido, pirado, trepado e cagado em alemão ou russo - ser incapaz de dizer se um autor qualquer, dentro dessas línguas, é grande, médio ou irrelevante. (E mais mil papos.)



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