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Friday, 30 de March de 2007

O chefe de cozinha sueco

yuri vieira (SSi), 11:17 pm
Filed under: Humor, memória
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Este vídeo é do fundo do baú. Esse cara ensinava suas receitas num quadro de um minuto (ou dois) durante o Muppet Show. Este clip reúne vários quadros. Gosto muito do esquete em que as lagostas vêm salvar sua companheira, o da rã pedindo socorro ao Caco (Kermit) e daquele em que o chefe prepara um “Moose de chocolate” (alce de chocolate!, hehehe).

Wednesday, 28 de March de 2007

Fomos hackeados!

yuri vieira, 5:36 am
Filed under: Avisos, este blog
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Este site já sofreu outros ataques antes, mas o problema nunca foi além da alteração de senhas, emails de contato e permissões. Desta vez, aproveitando-se de alguma falha de segurança do Wordpress, que estava desatualizado há alguns meses, conseguiram deletar todo o banco de dados do blog. Meu becape era de Fevereiro e pensei que teria de sair recolhendo os posts de Março “Googleputer” afora, isto é, no cache criado pelo robot do Google, o que de fato acabei fazendo. Mas meu serviço de hospedagem (Routhost.com) finalmente respondeu positivamente à minha angustiada mensagem - afinal, em sua página há a garantia de becape diário - e, após me lembrar de que a culpa não era deles, mas minha, pois não tenho mantido o script up-to-date, voilà, o blog está de volta. (Ufa!…)

Claro que isso tudo gerou mais uma discussão interna. Neste blog coletivo, basta alguém peidar e logo um outro vai dizendo, “não concordo com seu peido, foi muito cheiroso”. Enfim, disseram que sou paranóico. Com algumas adaptações, eis minha resposta:

Cara
Passei a noite inteira reinstalando o script do blog e esperando uma resposta positiva do Routhost.com, que, por fim, havia mesmo feito o becape do MySQL. (Na página deles, há a promessa de becape diário.) Repito, não foi uma simples falha: desta vez, o banco de dados do Wordpress zerou completamente, enquanto o do Joomla (meu site) e o do Loudblog (podcast) continuaram intactos. Fiquei espantado com a técnica dos caras: descobriram uma falha no Wordpress e invadiram de fato o phpMyAdmin. (O Routhost fez questão de me lembrar que a culpa não era deles, uma vez que vivem insistindo para mantermos os scripts up-to-date .) Em suma, que eu saiba paranóia é algo que vive dentro da nossa imaginação, não é um bichinho que sai por aí apagando conteúdo de sites…

Tal como escrevi provisoriamente na página inicial - já retirei o texto - não afirmo que alguém tenha feito isso a mando de algum figurão ou sei lá eu - somos seguramente mais irrelevantes do que imaginamos -, mas certamente foi o ato espontâneo de alguém que não concorda com o que escrevemos. A rede de influência revolucionária (bolivariana, se preferir) age por contágio, passa de bobo para bobo, e isso se chama hegemonia.

Quanto à saída do “armário conspiratório” do Paulo, bem, ele jamais se tornará um paranóico profissional como eu. Eis a prova: e se esse tal de Mozy.com, recomendado por ele, não for senão um serviço de becape bancado pela turma da Nova Ordem Mundial? Quem garante que eles não fuçam em nossos dados? Tenho quase certeza de que, se eu subisse meu HD ali, em poucos minutos um helicóptero preto sobrevoaria minha casa e desovaria um bando de soldados trajados à la Swat.

Alguém quer competir comigo? :)
Abraços
Yuri

Para finalizar, quero dizer aos meus colegas que, se não tenho atualizado o script com maior freqüência, isto se deve a que ele utiliza muitos plugins diferentes. Cada nova versão do Wordpress exige a atualização de boa parte deles. E seus criadores nem sempre têm tempo para acompanhar o andar da carruagem. Daí a demora.

E tudo isso, por algum motivo, me fez lembrar que faz vinte e três anos que ganhei meu primeiro computador: um CP400 Color II, da Prológica. Credo, não sei o que é pior: ser atacado por hackers ou ser atacado pelo tempo?

Tuesday, 20 de March de 2007

O tio e os sobrinhos

yuri vieira (SSi), 11:11 pm
Filed under: Cotidiano, Humor, fotografia, interiores, memória
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isa_dimi_eu.gif

Esta é a fotomontagem que ganhei da minha irmã e dos meus sobrinhos: eu sou o lindão de charuto. Foi feita online no Pikipimp.com, um site para passar uns bons minutos rindo. (Principalmente em companhia de crianças.) A imagem me lembra algo ocorrido dois anos atrás, na escola do meu sobrinho. Segundo minha irmã, Dimitri, então com quatro anos, discorria com os colegas a respeito das profissões de seus pais, mães, tios, etc. “Meu pai é médico”, dizia um. “O meu é piloto”, dizia outro. “Minha mãe também é médica”, acrescentava um terceiro, orgulhoso. Outros permaneciam em silêncio, o olhar perdido de quem procura dados na memória, provavelmente por não terem a menor idéia sobre a profissão dos pais ou, quem sabe, por jamais terem imaginado que seus progenitores tinham outra ocupação além da própria paternidade. Meu sobrinho então se pronunciou, cheio de si, arrancando expressões de admiração de todos: “Meu tio é lobisomem!” Ganhou, obviamente. (Médico? Piloto? Dentista? Bobagens.) Todos o olharam com uma mistura de espanto e interesse, uma pitada de inveja também, que criança não é de ferro. Afinal de contas era o garoto cujo tio (eu, claro) tinha a mais fantástica e curiosa das ocupações - se é que virar lobo uma vez por mês tem algo a ver com trabalho. “Pois é”, concluiu minha irmã, “melhor você parar de dizer essas coisas a eles”. E eu, quieto, o olhar fixo no passado, roxo de inveja do meu sobrinho: sempre quis ter um tio lobisomem. Ao menos me resta um consolo: por algum tempo acreditei que meu pai fosse um agente secreto. (Ah, quer saber? Imaginar é flutuar. Às vezes sobre nuvens branquinhas e fofas, às vezes sobre abismos…)

Monday, 12 de March de 2007

A Resistência do Vinil

yuri vieira, 8:59 am
Filed under: Podcast e videos, amigos, cinema, tecnologia
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E por falar no making of da Mostra Curtas, quero tocar rapidamente no nome do nosso amigo Eduardo Castro, autor das imagens do dito cujo e diretor do divertidíssimo documentário A Resistência do Vinil. Foi ótimo dirigir o Eduardo. Tudo o que eu tinha a fazer era interromper a conversa que ele estava tendo com alguém, em geral comigo mesmo, e lhe pedir para gravar. O resto era praticamente automático. Daí o apelido “piloto automático” e tal. :) Aliás, logo logo o cara vai arrebentar com um documentário bomba que está montando - com dez anos de imagens e entrevistas gravadas (em VHS, miniDV e HDV) - sobre a Guerrilha do Araguaia.

Segue abaixo A Resistência do Vinil, em duas partes de 10 minutos cada. (Tem um bobo lá dizendo que o capitalismo é culpado pelo “fim” do vinil. O problema é que ele adquire seus discos velhos em lojas/sebos, isto é, no mercado. Cada um…)

Segunda parte: (Continua…)

Sobre o Aquecimento Global e etc.

paulo paiva, 8:25 am
Filed under: amigos, meio ambiente
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O Pedro me fez quebrar o silêncio de meses aqui. Mas é que meu santo nome foi citado em vão e eu não resisti a escrever algo no intervalo de tempo que ainda tenho antes do cinema de domingo. Tudo começou com uma troca de emails entre os membros do Garganta, iniciada por mim, já citada pelo Yuri neste post. Basicamente eu defendia o seguinte ponto de vista: é provável que estamos passando por um período de aquecimento no planeta, é pouco provável que o motivo sejam as atividades humanas, é altamente provável que, em estando aquecendo, o planeta não vai sofrer as calamidades alardeadas no filme do Al Gore, e, finalmente, é certo que essa história toda está sendo usada politicamente pelos socialistas para atacar os EUA, o capitalismo e a liberdade individual, como fez claramente um representante do Greenpeace num programa Roda Viva sobre o tema, a mais ou menos um mês atrás. Complementando, também disse que há problemas ambientais muito mais graves que o aquecimento global, como a perda da biodiversidade e solo, e que a melhor maneira da comunidade internacional lidar com esse provável aquecimento é se preparar pra ele e não gastar mundos e fundos para combatê-lo. Se for pra gastar é melhor gastar com o combate à AIDS, malária e desnutrição e investir em educação e saneamento básico. Minha argumentação partiu de Tomas Sowell, Bjorn Lomborg e Richard S. Lindzen, tentando demonstrar que a discussão sobre aquecimento global ocorre num nível muito diferente fora do Brasil, onde a mídia é parcial ao extremo. Não vou entrar em detalhes aqui. Quem quiser que leia os originais em latim, linkados acima. Só traduzi um trechinho de Lindzen sobre Al Gore, para que tenham noção do nível de incerteza sobre a questão:

O Sr. Gore nos garante que “o debate na comunidade científica está acabado”. (…) Quando a Newsweek tratou do aquecimento global numa edição de 1988, alegou-se que todos os cientistas concordavam. Daí para frente, periodicamente, era revelado que embora houvessem dúvidas persistentes até aquele momento, agora sim, os cientistas concordavam. Até o Sr. Gore qualificou sua afirmação na ABC minutos após tê-la emitido, clareando as coisas de uma forma muito importante. Quando o Sr. Stephanopoulos confrontou o Sr. Gore com o fato de que as maiores estimativas de aumento do nível do mar são muito menos assustadoras do que as que ele sugere no seu filme, o Sr. Gore defendeu sua afirmação ressaltando que os cientistas “não tem qualquer modelo que lhes dê um alto nível de confiança” e clamou - em sua defesa – que os cientistas “não sabem… eles simplesmente não sabem”.

Depois dessa, passo a abordar um outro ponto da argumentação do Pedro que não entendi mesmo, talvez por eu ser engenheiro ou “de direita”, sei lá. Ele disse que o que define a nossa modernidade é a distância entre o discurso e a prática. Ele criticou negativamente essa nossa característica moderna e ao mesmo tempo a usou como desculpa. Ou seja: minha prática é diferente do meu discurso, portanto criticar essa falha não é um procedimento válido, o Al Gore pode gastar mais energia que todo mundo porque eu sou falho, nós somos falhos e, portanto, todos inimputáveis. O radicalismo desse pensamento me assusta. Nossa imperfeição não pode ser usada como desculpa para fugirmos de uma análise objetiva da realidade. Unir o discurso com a prática é um objetivo civilizatório! Eu poderia resumir minha vida como uma tentativa de atingir esse objetivo, acentuada, inclusive, com a leitura de um livro que o próprio Pedro me deu de presente, chamado “O Monge e o Filósofo” (interessante ele ter citado no post um asceta tibetano como algo inalcançável e caricatural). A prática é a prova de ouro da verdade do discurso e se abandonarmos essa crença, se pararmos de defendê-la, de apontá-la como uma coisa boa e rejeitar conscientemente os hipócritas, estamos todos ferrados. A degeneração será absoluta e só restará a barbárie (Vírra!). Portanto, partindo do pressuposto que a busca da união entre discurso e prática ser um imperativo moral comum entre eu e Pedro, caso contrário eu nem seria amigo dele, é bastante relevante sim sabermos que o Al Gore é um perdulário ao passo que ele defende que a humanidade reduza drasticamente seu padrão de consumo. É um serviço ao bem comum esse texto que o Eduardo Ferreira fez. Mas talvez eu ache isso por também ser chatinho.

Sunday, 11 de March de 2007

Goiânia Mostra Curtas - making of

Eis o making of, que dirigi, da 6a. Goiânia Mostra Curtas, mais conhecido entre nós como “Onde está o Paulo Paiva?”, hehehe.

Vale lembrar que a cena onde Paulo César Peréio aparece com o dedo em riste foi excluída por motivos bastante claros - bastante claros para quem viu em que trecho tal cena aparecia…

Gosto muito da entrevista com o Juliano Moraes, durante os créditos finais. :)

Mais detalhes, logo abaixo do vídeo.

Making of da sexta edição da Goiânia Mostra Curtas - que inclui a 5.a Mostrinha (infantil) e a Mostra Cinema nos Bairros (exibições ao ar livre) - ocorrida entre 10 e 15 de Outubro de 2006, sob coordenação de Maria Abdala (ICUMAM). O tema da mostra foi o cinema experimental, tendo contado com as presenças de Edgar Navarro, Joel Pizzini, Jomard Muniz de Britto, Christian Saghaard e José Eduardo Belmonte. Estes dois últimos, juntamente com o compositor André Abujamra, foram os responsáveis pelas oficinas de Cinema Experimental, Direção Cinematográfica e Música para cinema, respectivamente. Dos 590 curtas-metragens inscritos, 127 foram selecionados e distribuídos em 5 mostras competitivas. Além destes, foram exibidos 19 filmes convidados dentro da mostra Cinema Experimental. A direção do making of e as entrevistas são de Yuri Vieira, com imagens de Eduardo Castro, produção de Paulo Paiva e Cássia Queiroz, e edição de Aline Nóbrega, pela Cora Filmes. A produção executiva é de Pedro Novaes.

Saturday, 10 de March de 2007

Fazendo Sala

pedro novaes, 11:17 am
Filed under: Humor, amigos, memória
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Vi esta beleza de notícia sobre um tipo inusitado de serviços que o Ronaldo Roque me enviou, e lembrei de uma outra empresa prestadora de serviços que há tempos eu venho querendo montar. É lucro certo. Pena que um de nossos principais sócios e prestadores de serviços em potencial - o Chris, que Alá cuide dele - tenha batido as botas. Mas o Daniel Christino e o Yuri são os outros e estão bem vivinhos, graças a Deus.

É o seguinte: se o senhor ou a senhora precisa receber aquela tia chata, um amigo pentelho, o patrão que dá sono ou se simplesmente deseja tornar mais animada aquela festinha, o jogo de bridge do Clube de Senhoras, o chá das cinco ou um gathering social no Country Club, SEUS PROBLEMAS ACABARAM!

Temos especialistas em “fazer sala”. Eles nunca têm sono, sempre tiram da manga um assunto genial ao gosto dos convidados e tornam qualquer ambiente super descontraído e agradável. E, melhor, tudo isso sem recorrer a jogos de salão. Mais barato e melhor que um karaokê e dispensa a necessidade de se embebedar para aguentar seus convidados. Eles os aguentam em seu lugar e você ainda leva a fama de ser um excelente anfitrião.

Tivemos essa idéia quando, certa vez, eu trabalhava, muito atarefado e superimportante, em um evento e, ademais, fora encarregado de ciceronear um casal de figurões que passariam por lá. Sem pestanejar, o Daniel e o Chris se ofereceram para me ajudar, acompanhando-nos para jantar e fazendo a necessária sala para nossos convidados.

Eu estava todo nervoso e preocupado, mas não houve tempo ruim. Os visitantes ficaram encantados com meus amigos. “Eles são muito simpáticos”, dizia ele levemente embriagado a caminho do hotel. “Seus amigos são ótimos!”, ela falava uma oitava acima do normal, “São todos cineastas e filósofos. Adorei tudo! Muito obrigada”. Eu, comigo mesmo, agradecia a meus amigos e confirmava o fato de que realmente sou uma fraude, levando a fama por coisas que não fiz.

É uma benção ter amigos assim. Se eu estivesse sozinho com eles o mais provável seria que, após a troca de triviais frases soltas, do tipo “A cidade aqui é muito agradável” e “Será que vai chover”, baixasse um silencião constrangedor sobre a mesa: “Vamos nos servir…” Longa pausa. “Obrigado por nos receber, em?” Longa pausa. “Você trabalha com o que mesmo, em?” E logo eu seria incapaz de conter meu primeiro bocejo e, muito cedo e sem graça, os levaria para o hotel.

Nesse dia, o Yuri não estava, mas se estivesse com certeza teríamos ficado ainda até mais tarde. Cinco da manhã talvez.

Por isso, se precisar, não hesite. Mande um email através do contato do blog aí acima e contrate meus amigos. Eles irão com prazer a seu evento.

Tuesday, 6 de March de 2007

O Garganta de Fogo em erupção

Eu certamente já esclareci isto em algum post, mas, se ainda não o fiz, faço-o agora: este blog deve seu nome ao vulcão equatoriano Tungurahua (do quechua Garganta de fogo), de 5060 metros, que a duras penas escalei anos atrás, antes que reiniciasse a série de erupções em que se meteu a partir de 1999. (Veja as fotos no meu perfil.) A foto abaixo foi eleita a foto do dia pela Folha de São Paulo. (Isso é o que eu chamo de propaganda subliminar…) Que Deus olhe pelo povo de Baños e de Ambato, Província de Tungurahua, e pela família Naranjo, minha família de intercâmbio, que vive próxima ao vulcão Cotopaxi (5890m), alguns quilômetros mais ao norte, que também escalei, e que ainda é ativo. Viver à base dum vulcão é como viver coletivamente sob a espada de Dâmocles.

tungurahua3.jpg

Sunday, 4 de March de 2007

“Permaneço um racionalista”

daniel christino, 2:55 am
Filed under: Ciência, escritores, este blog, literatura
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Seria psicanalítico demais, depois de postar o texto do Graciliano, citar o José Guilherme Merquior? Acho que não. Ter consciência da crítica do Graça - é… sou íntimo dos meus heróis - aos “intelectuais de miolo mole” faz da minha citação algo mais do que um ato falho freudiano (falho exatamente quando inconsciente). Faz dela justamente uma filiação, apesar do Merquior nada ter a ver com meus devaneios de “sumo pontífice em brochura”.  Ser amigo dos mortos tem esta vantagem. Além disso, ela diz muito sobre minha posição intelectual e pessoal a respeito do meu último debate travado no blog.

Doa a quem doer, permaneço um racionalista - embora firmemente convencido de que o único racionalismo consequente é o que se propõe, não a violentar o mundo em nome de seus esquemas, mas a apreender em seus conceitos, sem nunca render-se ao ininteligível, sem jamais declarar o inefável, a essência de toda realidade, ainda a mais esquiva, mais obscura e mais contraditória. Somente as almas cândidas, os cegos voluntários e os contempladores do próprio umbigo não percebem e não aprovam a virilidade desta Razão; mas ela é apenas a própria e íntima razão de todo verdadeiro conhecimento humano.

Linhas Tortas

daniel christino, 2:35 am
Filed under: Cotidiano, escritores, este blog, literatura
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Quando comecei a escrever para o blog corri à livraria mais próxima e comprei o livro. Quem dera eu tivesse 10% da capacidade do Graciliano para a ironia fina! Desisti muito cedo de ser escritor, em alguma medida por conta do texto que segue. Foi uma porrada bem dada no meu ego.

O literato em esboço é um sujeito que tem sempre no cérebro um pactolo de idéia e que ordinariamente não tem na algibeira um vintém.

É poeta na acepção vulgar da palavra - é desocupado. Anda com a cabeça no ar, como convém a um indivíduo que faz versos. Através da fumaça branca de seu cigarro percebe vagamente alguma coisa muito brilhante e muito grande a acenar-lhe. É afoito, ri muito, gesticula em excesso, fala alto, principalmente a respeito de sua pessoa.

(Continua…)

Monday, 19 de February de 2007

O polêmico aquecimento global

Rolou, no correr da semana passada, uma discussão interna entre os colaboradores deste blog, via email, a respeito do aquecimento global. Na verdade, participei mais enquanto observador - não tenho acompanhado esse tema com a devida atenção -, mas meus colegas de nome bíblico (Pedro, Paulo e Daniel) andaram medindo os bigodes. Paulo e Pedro já trabalharam nessa área por anos, tendo o Paulo sido superintendente do Parque Ecológico de Goiânia e o Pedro, geógrafo e consultor na área, além de cineasta, com documentários tratando do assunto circulando por aí. Ah, vale dizer que ele também traz os genes do pai, o jornalista Washington Novaes, com anos e anos de dedicação ao debate ambiental. Já o Daniel é mais como o autor deste post, imagino: assim como eu fui um militante da Fundación Natura, no Equador, foi ele membro de um grupo de militância ambiental anos atrás. Enfim, na referida discussão, meu único comentário foi: vcs deviam ter escrito isso tudo no blog. Já que ainda não vejo sinais do debate por aqui, aproveito para dar a deixa ao sugerir a leitura do post do Pedro Sette Câmara, Václav Klaus sobre o aquecimento global, no blog O Indivíduo.

Sunday, 18 de February de 2007

Sobre ciência e religião III

daniel christino, 7:20 pm
Filed under: Ciência, Religião, este blog
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Eu deveria gerenciar os temas vinculados à discussão em seus respectivos posts originais e não pentelhar a área principal do blog com comentários sobre comentários dos comentários. Mas fiquei com pregüiça e resolvi colocar tudo num último post - que é último apenas porque não vou mais postar sobre isso, não porque resolvi a questão. Deveria também continuar o post anterior (o nº 2), mas como houve desdobramentos bastante interessantes, optei por comentá-los. Vamos lá. (Continua…)

Saturday, 17 de February de 2007

O Troll nosso de cada dia

yuri vieira, 2:47 pm
Filed under: Cotidiano, este blog, internet
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O Pedro Novaes publicou esta semana a mensagem que recebemos de um dos nossos Trolls. Eu havia deletado o comentário do figura e ele então o reenviou via formulário de contato. Quem tem blog sabe o que é um Troll: um troglodita ignorante que vem berrar e nos xingar em nossa própria casa (home), acreditando que, por sermos defensores da democracia, isto será aceito de bom grado. O Rafael Arcanjo publicou um ótimo texto sobre o tema. (Tal como ele, eu também já detectei, pelo IP, comentários fakes em que o Troll faz um novo comentário, sob diferente identidade, apenas para apoiar um seu comentário anterior. Ahahaha. Esses caras são muito otários.)

Wednesday, 14 de February de 2007

Leitor Nelvoso

pedro novaes, 8:47 am
Filed under: este blog
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“Guspir” soa estranho. De resto, a despeito dos erros de português, “matutos alienados” achei elogioso. Dá nome de banda.

voces e esse site sao pateticos. Voce ssao americanos para estarem defendendo quem gospe em suas caras e na cara dos filhos de voces??
sei.. voces só sao caboclos querendo ser americanos. Publiquem ago decente nessa pocilga de voces.. Terroristas!… voces sao piores..
matutos alienados. voces nao entendem nada sobre terrorismo..

Friday, 19 de January de 2007

Elis

rodrigo fiume, 9:53 pm
Filed under: memória, música
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Hoje, em 1982, eu estava na praia em Guarapari, no Espírito Santo, quando minha irmã me disse que a cantora de que meu pai gostava havia morrido. Coisas que guardamos na memória…

Friday, 5 de January de 2007

Melhores do Ano IV

pedro novaes, 5:38 pm
Filed under: Cotidiano, Umbigo
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MELHOR FRASE DO ANO

Ainda no balanço de 2006, me lembrei da melhor frase que ouvi em 2006:

“Ou sai do chão ou sai no jornal.”

Do nosso piloto, Marcelo, na cabeceira da pista da Aldeia Panará, no Pará, ao ser perguntado se o monomotor decolaria com tanto peso numa pista tão curta e com um barranco de uns 20 metros seguido pela densa floresta na ponta oposta. Como depreenderão as mentes mais argutas, decolamos.



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