Standby
Este blog andou meio devagar de Dezembro pra cá por dois motivos: o servidor caiu por quase quinze dias; algumas mudanças na estrutura do site estão a caminho. Logo mais retomarei o ritmo anterior. Feliz 2005 a todos!
Este blog andou meio devagar de Dezembro pra cá por dois motivos: o servidor caiu por quase quinze dias; algumas mudanças na estrutura do site estão a caminho. Logo mais retomarei o ritmo anterior. Feliz 2005 a todos!
Convite da Miriam Virna: “Estréia nesta sexta feira (10 de dezembro) o espetáculo UM BAR CHAMADO DESEJO. Dirigido por mim, este trabalho é resultado de projeto de intepretação com alunos da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Adaptamos o clássico de Tennessee Williams “Um bonde chamado desejo” que, nesta montagem, recebe os personagens dentro de um bar muito pouco elegante.
Blanche DuBois continua perturbada e agora viciada em sessões de hipnose para acalmar os nervos.
Stanley Kowalski cada vez mais tosco.
Stella anda subindo pelas paredes.
E Mitch… ainda um grande pusilânime.
Aguardo vocês.”
10 a 13 de dezembro (de sexta à segunda) sempre às 21:30. No anexo da Sala Conchita de Moraes. (Subsolo da Faculdade Dulcina, CONIC, Brasília.)
Eu e a Cássia - ou melhor - a Cássia e eu apresentamos o Go Rock, evento que reuniu diversas bandas do Cerrado. Fui com minha calça de bobo da corte - presente da minha amiga Carol Martins, estilista com loja na Galeria Ouro Fino (Madalena, Rua Augusta, 2690, loja 410, Tel. 11 3898-1838) - e, claro, falei diversas bobagens ao microfone. Difícil evitar…
Acho muito cômica a reação indignada de alguns de meus amigos à minha convicção na eternidade da vida. Será tão ruim assim viver para sempre? Ou melhor: será tão horrível ser para sempre meu amigo? O Dante, meu ex-sócio no estúdio, é um dos poucos que encaram a idéia como um fato. E um dos poucos com quem consigo elaborar planos cósmicos…
Fui novamente o último a deixar a festa. Parece uma obsessão, mas não é. Quando dou por mim, só estamos eu, a Cássia, os donos da casa e a aurora. Dessa vez foi com a Juliana e o Rodrigo Lustosa. Mas quem fica até o final tá cansado de saber que as festas melhoram na proporção em que os convidados diminuem. Muitas risadas e papos viajantes… Os convidados petistas haviam debandado depois que reclamei de sua ausência nas reuniões da famigerada TFP… ![]()
Tô dando uma estudada num novo CMS, o Mambo. Manterei o Movable Type para o blog, mas quero um novo sistema para organizar os contos, os livros online, eBooks, artigos publicados, etc. O blog será um coadjuvante. Prefiro gastar meu tempo com meus projetos literários. Esse negócio de blog é para blogueiros profissionais, desses que atraem muitos internautas e mantém certa constância nas publicações.
A gente passa pela vida tendo fé em dó, em ré, em lá… Demora tanto a ter fé em si. Em si mesmo. Hoje, reli as 70 páginas de uma novela (que é como se deveria referir a certo gênero narrativo, ao invés de romance) uma novela que comecei a escrever seis anos atrás e, quer saber?, curti. Não queima meu filme. Começarei a publicá-la neste site. (É preciso fechar os ciclos que iniciamos, ou os próximos também permanecerão abertos. Como tem rolado…)
Ao chegar lá pela página 100 de O Coração das Trevas - cerca de 3/4 do livro - com o próprio coração já saindo pela boca, chega o inevitável momento de tomar um banho, porque é preciso sair de casa. A vida. O cotidiano. Busco, pois, um CD para trilha sonora de chuveiro e nada, nada satisfaz, nada à altura daquele primeiro encontro com Kurtz. Até que me cai na mão o CD que ganhei de aniversário do Rodrigo Lustosa - Arnold Schoenberg - e a faixa A Noite Transfigurada é simplesmente perfeita. E tomo o banho ainda n’O coração das trevas.
Numa noite de chuva, bebendo vinho com bons amigos, até bem tarde. A inteligência e o humor das conversas parecem aumentar a cada taça. Passa-se dos sofas para as almofadas e para o tapete em torno da mesa de centro. De repente surge o gatinho da casa, felpudo, elétrico como todo filhote, e desfia as meias da garota mais bonita e com as pernas mais compridas da reunião. Ah, não será isto a felicidade?
Preciso ampliar meu círculo de amizades… Ou não! Afinal, o fato de que, em toda discussão sobre política, arte, moral, filosofia ou religião, eu fique sempre sozinho de um lado e os demais todos do outro me disparando petardos talvez não seja senão mais uma aulinha da vida. Imagino que um leitor do meu site pensaria que meus amigos compartilham meus pontos de vista. Nãnanina. Na última vez em que estive no Glória, até o pessoal doutra mesa resolveu dar palpite no debate. E o problema dos meus amigos intelectuais é o mesmo de toda a classe: seu relativismo é absoluto. Eu me senti o Dartagnan interpretado pelo Gene Kelly, dançando e duelando simultaneamente com dez inimigos. Credo. Haja álcool.
Continuo com o mau costume de ser o último convidado a deixar as festas. Na última, ainda me empurraram pra uma, digamos, jam-session, na qual fiz as vezes de vocalista. (Faço parte da comunidade Eu canto no chuveiro do Orkut.) Dizem - minha namorada e amigas - que foi um sucesso, mas eu já estava tão louco que não tenho certeza. Por via das dúvidas apresentei a banda como The king Kongs and the Avatar Metal. Improvisei algumas letras, veja só. E finalizamos, eu e o Pedro Novaes, com um heavy metal em homenagem à derrota da Marta Suplicy: “Fuck the Buceteixom” ou, se preferir, bucetation. (Nota: não ouço heavy metal nem amarrado.)
Tô precisando engolir um kambo - aquele sapo amazônico que dá barato - pra ver se consigo terminar de escrever meus livros. Uma semana ligadão, de bem com a vida, sem dormir. Ou, quem sabe, contratar um personal-sargent Tabajara para controlar minhas horas produtivas: “Largue já esse livro e vá escrever o seu! Afinal você veio aqui pra ler ou pra escrever?! Vamos! Quinze flexões, agora!” Enfim, talvez a razão esteja mesmo é com a Maria Inês de Carvalho: “Yuri, tá na hora de você tomar vergonha na cara…” E ela me disse isso há tanto tempo…
Morro de saudades da bengala - no Rio, salvo engano, bisnaga - um pão enorme, em que eu, quando criança, metia o braço até a axila, extraindo e comendo o miolo. Depois aquela casca tostada, quebradiça… Nada a ver com essas porcarias do Carrefour, os baguetes da vida, magrinhos, borrachudos e envernizados, coitados. Outro dia, em São Paulo, fui à padaria Ibérica, da minha infância, que tem hoje um nome que não sei qual é. Pedi uma bengala. O padeiro, com um sotaque sertanejo incerto, me disse que não sabia o que era isso. Um outro, mais velho, veio nos acudir e disse que já não faziam bengala há anos: “Depois que os portugas venderam suas padarias pros nordestinos, não tem mais variedade. Hoje só tem pão. Você só tem que pedir isso: pão“. Algo me diz que o sentimento desencadeado por esse fato tem qualquer coisa a ver com envelhecer…
O bom de ter um bom roteiro em mãos é que os atores dão o sangue para participar do projeto.
Carol, eu aprendi a cantar “Jiv Jâgo Jiv Jâgo” ouvindo o CD Vaisnava Songs do Atmarama Dasa. Muito bom. (É mais fácil cantar em sânscrito que em alemão.)
Como já disse noutra oportunidade, é óbvio que tem gente muuuuito mais requisitada do que eu na Internet. Blogueiros adolescentes inclusive. Mas chegar às 70.001 visitas, para mim, já está passando de bom.
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