Arquivo para a categoria "memória"




Wednesday, March 8, 2006

A história da Internet

yuri vieira, 11:35 pm
Filed under: internet, memória, sites
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Já comentei sobre o Internet Archive outras três vezes: de como o encontrei e de como através dele encontrei um clone do meu primeiro site e outro da primeira versão do site que fiz pra Hilda Hilst.

Pois é, agora os caras tiveram mais uma idéia interessante: arraste e cole este link - Wayback - na barra de favoritos do seu navegador. Agora, quando estiver visitando um site qualquer, clique nele e o Wayback Machine, do Internet Archive, irá lhe mostrar como era o tal site há alguns anos atrás. (Bom, se é que ele já existia.)

Thursday, March 2, 2006

Nostradamus na avenida

yuri vieira, 2:58 pm
Filed under: baladas, fotografia, memória
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Durante minha infância e pré-adolescência, passei praticamente todos os feriados de carnaval no Rio de Janeiro, na casa dos meus avós paternos. Mas eu nunca ia aos desfiles das escolas de samba. Meu carnaval se limitava às brincadeiras de rua e a fugir do Clóvis, o famigerado bate-bola. Além, é claro, de jogar futebol de botão com meu primo André - ele era sempre Flamengo e eu tinha de me contentar em ser Botafogo (nunca havia São Paulo) - e de comparar gírias e costumes paulistas com os cariocas. Era bom à beça
(Continua…)

Friday, February 24, 2006

A Comunhão dos Monstros Malucos

yuri vieira, 12:14 pm
Filed under: Avisos, Podcast e videos, memória
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Um dos grandes traumas da minha infância - sim, da minha infância “pequeno burguesa” - foi ter perdido, graças a uma aula de catecismo, a reapresentação na Sessão da Tarde do filme de animação A Festa dos Monstros Malucos, de Jules Bass, o mesmo que dirigiu The Hobbit.
(Continua…)

Wednesday, January 18, 2006

Somaterapia

yuri vieira, 2:49 pm
Filed under: Cotidiano, memória, sites
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Eu estava justamente escrevendo sobre minha experiência com a famigerada somaterapia - assim que terminar, colocarei o texto aqui - quando recebi uma mensagem do Adriano Facioli através do Livro de Visitas deste site. Fui então conhecer o site dele - Inquilinos do Além - e dei de cara com essa ótima crônica, Vivências e vexames, sobre a mesmíssima falcatrua terapêutica. A quantidade de pessoas que irá se identificar com ele não há de ser pequena. Quanto à minha própria experiência, vale dizer que ocorreu em 1993, em Ouro Preto, durante um daqueles Festivais de Inverno. Participei então da maior oficina já realizada pelo próprio Roberto Freire: cerca de 120 pessoas seminuas ao mesmo tempo, um verdadeiro surubão light. Aguardem…

Monday, January 16, 2006

Sawamu, o demolidor

yuri vieira, 1:25 pm
Filed under: Avisos, Podcast e videos, memória
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Sawamu, o demolidorOutro dia, encontrei a música de abertura do animê Sawamu, o demolidor, que passou no início dos anos 80 aqui no Brasil. Quem morou em São Paulo nesta época, ou em alguma outra cidade que transmitia a TV Record, certamente se lembrará. Tratava-se da história do karateca Sawamu que, após ser surrado por um lutador de boxe tailandês, decide aprender essa nova modalidade. Eu curtia muito o desenho, tanto quanto um outro que marcou toda uma geração: A Princesa e o Cavaleiro.

(Veja a letra abaixo.)
(Continua…)

Thursday, January 12, 2006

Meu Aniversário

paulo paiva, 9:25 am
Filed under: interiores, memória
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Hoje é meu aniversário e resolvi postar um balanço de minha vida até o momento. Divirtam-se.

Quem sou eu? Hoje é clichê dizer que não se sabe quem é. Sou inseguro, disso tenho certeza, ou talvez nem tanta certeza assim. Minha vida é uma história de desilusão e de revelação, e, parece, só tenho encontrado comigo na medida em que essa história avança. Primeiro achei que eu era o centro do universo, mas minha irmã candidamente me revelou que não. Aí achei que eu era o cara mais feio e magro do universo, e uma namorada me revelou que não. Fiz o curso de engenharia achando que eu era engenheiro, mas as aulas de concreto armado me revelaram que não. Depois pensei que eu poderia me adaptar tranquilamente em qualquer lugar do universo, e minha estada na Alemanha me revelou que não, pois as adaptações são sempre turbulentas e falar alemão é difícil. (Continua…)

Wednesday, December 28, 2005

Um blog bilíngüe

yuri vieira, 8:18 pm - portugues
  • espanol
  • Acho que já deu pra notar que este blog está com a pretensão de tornar-se bilíngüe, né. Agora, além de textos em português (pra não dizer em brasileiro), e sempre que tiver saco, publicarei versões em castellano de cada entrada. Dentro de alguns anos - quando eu sair da minha fase Tarzã no inglês e no francês - quem sabe eu não venha a incluir mais essas duas línguas? Tudo é possível.

    Vale lembrar que essa é minha forma de voltar a me aproximar da minha inesquecível e ótima família de intercâmbio equatoriana que, graças à minha eterna dureza, ainda não consegui rever. Les quiero y les estraño mucho!

    O que aprendi na Casa do Sol

    yuri vieira, 6:58 pm - portugues
  • espanol
  • Não posso evitar. Cada vez que alguém me pergunta o que foi que eu aprendi lá na Casa do Sol, residência da falecida Querhilda Hilst, as primeiras respostas que me vêm à cabeça são as seguintes: com o Mora Fuentes (escritor) aprendi a fazer um ótimo peixe assado; com o Bruno Tolentino (poeta) aprendi que é preciso cortar a couve bem fininha, senão ela não se casa bem com a feijoada (fizemos juntos ao menos umas quatro feijoadas); com o Guttenberg, amigo da Hilda e professor na USP, finalmente descobri como é que se faz um bom café; com o Chico (o caseiro) fiquei sabendo que realmente tem gente comendo rato (assado) no sertão deste país e que não há nada melhor do que um “zoião” frito; e, finalmente, com a Hilda… puts, com a Hilda não aprendi bulufas, afinal, ela não sabe sequer fritar um ovo, isto é, não sabe fazer nem mesmo um zoião…

    Do resto eu falo outra hora.

    Tuesday, November 22, 2005

    Casório da maninha

    yuri vieira, 9:16 pm
    Filed under: fotografia, memória
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    Melissa e Yuri
    Eu e Melissa, minha irmã caçula, que se casou sexta-feira passada com Flávio Valente. A eles meus melhores votos!

    Friday, November 18, 2005

    A inveja do Père-Lachaise

    yuri vieira, 5:38 pm
    Filed under: escritores, fotografia, memória
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    Tudo bem. O cemitério Père-Lachaise possui os “indícios” de Apollinaire, Balzac, Sarah Bernhardt, Chopin, Delacroix, Saint-Hilaire, Ingres, Kardec, la Fontaine, Méliès, Molière, Édith Piaf, Oscar Wilde, Proust, Pissarro, Yves Montand, Jim Morrison, Rossini, etc. e tal - até Abelardo e Heloísa estão ali, imagine - mas… mas… ele, o Père Lachaise, está morrendo de inveja do cemitério da Consolação, sim, o cemitério paulistano. Simplesmente porque este o impediu de abrilhantar ainda mais sua coleção de figurinhas fúnebres. Talvez seja porque o dono do defunto em questão, isto é, o espírito que o habitou, tenha combatido a influência opressiva da cultura francesa nas letras e nas artes brasileiras do princípio do século XX. Claro, também ele bebeu dela, mas sabia que a monotonia francesa enfraquecia nossa expressão. Quem é a figurinha que o Père-Lachaise perdeu? Ora, quem… Clique aí e veja…
    (Continua…)

    Garapa de limão

    yuri vieira, 1:10 pm
    Filed under: Cotidiano, memória
    Tags: 

    Aprendi com minha falecida avó materna - uma camponesa até a raiz dos cabelos, destas que falam “em riba” (em cima), “duda” (dúvida), “pousar” (dormir, pernoitar) - que “garapa” não era outra coisa senão caldo de cana. Mas minha avó paterna acaba de me dizer que no interior da Bahia, sua terra natal, garapa é praticamente sinônimo de suco, refresco. Por isso, lá, pode-se chamar limonada de “garapa de limão”. E também o maluco da rua era garapa. Segundo minha avó, em Valença, quando não passava duma menina, havia um doidinho que perambulava pelas ruas do seu bairro fazendo sabe lá Deus o quê. As crianças o chamavam de garapa, o que o deixava furioso, levando-o inclusive a distribuir umas palmadas nos pequenos que conseguia alcançar nas inúmeras perseguições de saída de colégio. Portanto inventou-se um sistema. Quando a molecada via o tal doidinho, separavam-se e cada qual recitava seu aparte. Dizia um: “Água!” Outro: “Limão!!” E um terceiro: “Açúcar!!!” Berrava então o doidinho: “Vai, seus descarados! Junta tudo que eu quero ver!!” Finalmente alguém arriscava um “Garapa!!!!” e saíam todos em disparada.

    Saturday, October 15, 2005

    Não sei se é poema

    yuri vieira, 2:39 am
    Filed under: Avisos, memória
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    Eu estou sempre dizendo que sou um péssimo poeta e não é para bancar o humilde. É porque, na minha opinião, sou ruim mesmo. Mas me é sempre inevitável pagar “micos poéticos”. Encontrei o “poema” abaixo - talvez apenas uma letra sem melodia de uma banda que nunca existiu (Os Toalhas) - naquele meu arquivo que recuperei aqui em São Paulo, espalhado em duas caixas de papelão. É de 1994 e foi escrito em Brasília, numa provável noite de vácuo interior…
    (Continua…)

    Tuesday, October 4, 2005

    A visitante do planeta X

    yuri vieira, 9:41 pm
    Filed under: Avisos, extraordinárias, memória
    Tags: 

    A Visitante do Planeta XEntre 1997 e 1999, publiquei crônicas mensais na revista Guia da Farmácia, da ABAFARMA (Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico), editada pela Editora Price e com distribuição nacional. (Cada farmácia associada recebia ao menos um exemplar.) Eu ainda não encontrei os disquetes com as cópias desses textos, mas, como venho dizendo ao longo desta semana, a cada dia me deparo com algo novo nas caixas que havia deixado aqui em São Paulo. Hoje encontrei algumas provas gráficas dessas crônicas em papéis do tipo Imation Matchprint, gentilmente cedidas, na época, pelo Rogério Franco, sócio da editora. Seria muito melhor, claro, se eu transcrevesse texto por texto para o site. Mas estou morreeeeeendo de preguiça de tal trabalho mecânico. Por isso, por enquanto, me limitarei a escolher algumas e colocar suas cópias escaneadas neste blog. A primeira se chama A visitante do planeta X e foi publicada na edição de Julho de 1998.

    Sunday, October 2, 2005

    Primeiro conto publicado

    yuri vieira, 12:36 am
    Filed under: Avisos, Imprensa, memória
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    E prosseguindo com minha busca pelas caixas abarrotadas de passado, eis que também encontrei meu primeiro conto publicado: Gusto de sangre, de Março de 1990, jornal El Día, Latacunga, Equador. Também foi escrito originalmente em espanhol e dentro da mesma linha adolescente-militante do artigo citado abaixo.

    Saturday, October 1, 2005

    Meu primeiro artigo

    yuri vieira, 8:47 pm
    Filed under: Imprensa, meio ambiente, memória
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    Ainda revirando meus arquivos, que encontrei em duas caixas aqui em São Paulo, dou de cara com o exemplar do jornal no qual publiquei meu primeiro artigo: Gaya, Nuestra Diosa, pide auxilio. Trata-se obviamente dum reflexo da minha chatérrima fase ecoxiita, o que prova a meus amigos ecologistas que eu já era um agitador enquanto muitos deles agitavam chocalhos e, por isso, passada essa etapa de aborrescência mental, isto é, de agitação, ecologismos radicais e místicos já não me emocionam em nada. O jornal chama-se El Día e é o principal jornal da cidade de Latacunga, no Equador, onde fiz intercâmbio estudantil entre 1989 e 1990. (Não é chique? O primeiro texto que publiquei foi escrito originalmente em espanhol…)

    Friday, September 30, 2005

    A Nível D

    yuri vieira, 6:50 pm
    Filed under: Avisos, amigos, memória
    Tags: 

    Ainda na casa dos meus amigos Joana e Dante, em São Paulo, eis que encontro duas caixas minhas entupidas de livros, textos que abandonei ou publiquei e, claro, mil e uma lembranças da época em que ali residi. Numa delas encontrei um exemplar da revista uspiana A Nível D, na qual publiquei alguns dos meus contos. Nem sei se essa revista ainda existe. Imagino que não. O número que tenho - Nº1, Ano 4 - deve ser de 1997 ou 1998. Seu editor, Sunami Chun, na época estudante de sociologia, é hoje diretor-presidente (e idealizador) da Monkey LAN House. Eis a capa:
    A Nível D
    O conto que publiquei nesse número foi Paralíticos e Desintegrados, para o qual os caras arranjaram ilustrações bem engraçadas:
    Mauro Austris
    Roberto Eca
    Logo mais falarei sobre outros achados, alguns bem interessantes. Nada como fuçar no baú de antanho…



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