Arquivo para a categoria "amigos"




Wednesday, April 14, 2004

Estudando os sonhos

yuri vieira (SSi), 12:32 am
Filed under: Ciência, amigos, extraordinárias
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Um amigo continua tentando me convencer de que minhas experiências com sonhos lúcidos e viagens astrais são nada mais nada menos que… irreais. Para tanto me envia o link desse artigo científico. Diz meu amigo: “Eis uma explicação para nossas atividade oníricas. Até onde sua tese sobre viagens astrais depende da ‘ignorância’ da ciência? hehehe….” Bom, acho louvável qualquer estudo do lado físico-químico, palpável, fisiológico, etc. do fenômeno. Nada contra. Mas a frase que mais caracteriza o artigo diz o seguinte: “O sono REM é uma charada envolvida em um mistério dentro de um enigma”. Continuo achando que só resolverão o mistério quando levarem em conta o lado… “parafísico” da questão. Caso contrário continuarão apenas descrevendo as repercussões fisiológicas do fenômeno sem alcançar qualquer certeza das causas.

Tuesday, April 13, 2004

Deu empate

yuri vieira (SSi), 7:52 pm
Filed under: amigos, baladas
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Eu e a Cássia - campeões no quesito “últimos a sair da festa” - encontramos fim de semana passado dois amigos com a mesma fama. Foi o final do campeonato. Ficamos os quatro, atéééé o fim. Mas acabou em empate. Após um acordo, claro, nenhum de nós queria perder a fama. Para divertimento - ou terror - da dona da festa…

Wednesday, April 7, 2004

Viajando

yuri vieira (SSi), 4:45 pm
Filed under: amigos, extraordinárias, interiores
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Esta semana já estive na França e na China. Em sonhos, claro, que é bem mais barato, mas bati ótimos papos. Até tentaram me ensinar chinês, veja só. Na França, em meio a algum evento cultural, eu dizia para uma garota que me acusou de não gostar de cachorros: mas se eu já morei com 80 cachorros! E ela ficou espantadíssima. E lhe contei dos cães da Hilda Hilst. Também lhe falei sobre quando a mulher do Paulo Caruso me escreveu reclamando do meu texto “Eu odeio os irmãos Caruso!!”, no qual eu realmente me mostrei demasiado grosseiro. “Mas se ninguém curte aquelas charges”, acrescentei. “Acho que só mesmo a mulher dele.” E a garota: “Vai ver é preciso dar pro Paulo Caruso pra gostar do que ele faz”. À nossa volta, mil olhares de censura…

Friday, April 2, 2004

Issadora!

yuri vieira (SSi), 1:32 am
Filed under: amigos, exteriores, internet
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Estou super feliz! Minha grande amiga Issadora Icaza, que conheci quando fiz intercâmbio no Equador (1989-1990) e que havia “sumido na vida” sem deixar rastros, voltou a me escrever!!! Viva a Internet!

Thursday, April 1, 2004

Help!!!

yuri vieira (SSi), 4:05 pm
Filed under: Cotidiano, amigos
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Amigos, o pai de uma amiga - Sr. Rufino Alves Gomes - está internado em São Paulo-SP esperando um coração para transplante. Enquanto isso, precisa de sangue. Quem puder ajudar, basta dirigir-se ao Banco de Sangue da Rua Martiniano de Carvalho nº 1009, Liberdade (próximo à estação Vergueiro do metrô). O tel é 11-3253 5022 ramal 1122. O Banco atende também aos sábados das 8 às 17 horas. (Lembre-se de dizer que o sangue é para ele.) Muito obrigado!

Monday, March 22, 2004

Amigos

yuri vieira (SSi), 7:12 pm
Filed under: amigos
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Texto enviado pela amiga Joanne, psicóloga, de Brasília, com o qual concordo plenamente:

“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida…. mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre.”
(Vinícius de Moraes)

Eu acrescentaria essa outra máxima:
“Não há amor maior do que o daquele que dá a vida por seus amigos.”
(Djísus)

Sunday, March 21, 2004

Mais Hilda Hilst

yuri vieira (SSi), 1:19 pm
Filed under: amigos, escritores
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Oportuno memorial, escrito por Deonísio da Silva, a respeito da querHilda amiga.

Tuesday, March 16, 2004

Festinha

yuri vieira (SSi), 5:28 am
Filed under: Umbigo, amigos, baladas
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Este sou eu, na casa do Pedro Novaes (GYN), do jeito que o diabo gosta - mas não a
Cássia, minha namorada… A foto é do Paulo Paiva e vê-se, da esquerda pra direita: eu, Luciana, Juliana Naves, Leon Rabelo e Andréa Leão. Aliás, peraí: diabo? Não, do jeito que o Pai gosta e a Cássia também. (Com Pedro, Paulo e Leon.) A propósito, minha calça foi um presente da estilista Carol Martins, da Galeria Ourofino, Rua Augusta, São Paulo. Interessados, procurem-na.

Friday, March 12, 2004

Depoimento sobre HH

yuri vieira (SSi), 6:04 am
Filed under: amigos, escritores, literatura
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E por falar no J. Toledo, verei se em breve coloco no site da Hilda o depoimento que ele escreveu a respeito dela para o Blocos on line. Aliás, a Ana Peluso, que parece ser do mesmo planeta que eu, também fez sua homenagem.

Thursday, February 5, 2004

Hilda Hilst vestida de vermelho

yuri vieira (SSi), 10:18 am
Filed under: amigos, escritores, memória
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Yuri e HildaAmigos, obrigado pelas palavras de carinho e conforto. Logo mais postarei meu próprio depoimento sobre essa figura maravilhosa que é - sei que ainda é - Hilda Hilst.

Quanto a você, Hildeta, saiba que apesar de todas as nossas conversas sobre morte, imortalidade da alma, Deus, transcomunicação instrumental, projeção astral, religiões, santidade, ovnis, cosmologias mil, enfim, sobre “aquelas coisas”, não pude deixar de chorar sua morte. O engraçado é que choro, imagino, mais por mim do que por você. Porque sei que você ficará muito bem, voltará a ter, como você desejava, suas formas jovens, voltará a ser na aparência a mulher linda que sempre foi interiormente. E eu ficarei aqui ainda um bom tempo, suponho. Nesse mundo louco. E você curtindo a liberdade do espírito. Fico até com ciúmes, imaginando que irá correndo atrás do seu pai, do Richard Francis Burton, do James Joyce, do Kafka, do Vinícius de Moraes, do Yogananda e de outros caras “deslumbrantes”. Espero que você possa se comunicar, conforme combinamos. Uma visita - vestida de vermelho, lembra? - um email, tanto faz. Não se esqueça de nós, do Dante Casarini, da Iara, do Zé Luis Mora Fuentes, da Olga, do Almeida Prado, do Toledo, do Vivo, do Araripe, da Inês Parada, do Gutenberg, do Jurandi, da Lygia Fagundes, da Shirley e de tantos outros seus amigos que merecem mais lembrança do que este que agora lhe escreve, apesar da minha sensação de ter entrado pra “família” no dia que me repetiu uma frase que, tenho certeza, já havia sido dita para alguns deles: “Yuri, obrigado por ser adepto da minha loucura”. Eu amo você, querida. Espero um dia me tornar um escritor digno da sua admiração. (Meu Deus, isto será dificílimo! Você é exigente demais. Tanta gente consagrada que você não curtia.) Em todo caso, já vou dizendo o que nunca senti ter moral para lhe dizer, mas que agora, sendo você uma recém nascida do espírito, irá entender: obrigado, Hildeta, por ter sido adepta da minha loucura. Se eu não a tivesse conhecido, se eu não tivesse descoberto que é possível ser um bom escritor em meio a todas “aquelas coisas”, e outras mais, eu teria ido parar num sanatório há algum tempo. Você me provou, nesses seis anos de amizade e dois de convivência diária, que é possível defrontar a loucura deste planeta sem perder a fé no Pai e na Arte. Aliás, obrigado também pelo chapéu de bobo, pela casa (do sol), pela comida e pela alma lavada. Nunca vou lhe esquecer. Fica com Deus.
Besos y besos y besos
Yuri

PS1.: Não sei se você percebeu, mas ontem eu e alguns amigos esvaziamos algumas garrafas de vinho - no apê do Pedro Novaes - em sua homenagem. A de vinho do Porto era da marca “Porto Seguro”. Pra lhe dar sorte.

PS2.: O Toledo já me havia escrito de madrugada avisando do seu passamento. Mas só fui me inteirar do ocorrido quando o Rodrigo Fiume, do Estadão, me telefonou. Eu estava justamente gravando um CD do Miles Davis pra você. Summertime é a primeira música. Vou mantê-lo para me lembrar que você partiu num verão.

PS3.: E veja se vai mudando de opinião com relação a que “gostar de mulher por cima é coisa de viado”. Poxa, tá querendo refutar todo o Kama Sutra, é? Diz isso pro Burton aí em cima pra você ver se ele não lhe dá uns tapas… :)

[Ouvindo: Angel - Massive Attack]

Wednesday, January 28, 2004

e-ditador

yuri vieira (SSi), 3:34 pm
Filed under: Mídia, Umbigo, amigos
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Um editor faz falta não apenas para nos dar trabalho, mas também para filtrar nossos textos. Se alguém me impedisse de divulgar nesse blog certos artigos, eu não precisaria ter de ler todo dia mil e um emails que abrem buracos em meu corpo emocional. Claro, muitos elogios também, mas como a gente prefere estes, aqueles são sempre mais dolorosos. Um dia aprenderei a ser meu próprio e-ditador. (Aliás, cá entre nós, e-ditador foi o apelido que meu amigo Sálvio Juliano, professor da UFG, me deu quando fui editor de um jornaleco no curso de jornalismo. Chamava-se Naraka Loka.)

Thursday, January 8, 2004

Punk forever

yuri vieira (SSi), 2:48 am
Filed under: Umbigo, amigos, música
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Em Dezembro recebi uma mensagem do Redson, vocalista da mítica banda punk Cólera, na estrada desde 1979. Nos anos 80, cheguei a assistir a uns dois shows dos caras. (Aliás, precisei freqüentar muita rave para parar de pogar.) É até surreal me corresponder com o figura hoje em dia. Ir para um show punk era como sair para escalar um vulcão em erupção, principalmente se se tinha 14 ou 15 anos de idade. Como se diz hoje, no bom sentido, siniiiiiistro. E pensar que o cara curte algumas coisas que escrevo… Bom, hoje em dia não sou anarquista senão intelectualmente. Na minha consciência só mando eu. (Embora o Daniel Christino tenha razão quando diz que eu às vezes absorvo as idéias de quem prova dominar com excelência a língua portuguesa. Resquícios de esteticismo. É a vida literata.) Enfim, punk forever.

Sunday, December 28, 2003

Friends shakin’ hands

yuri vieira (SSi), 2:52 pm
Filed under: amigos
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“The colours of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shakin’ hands, sayin’ “How do you do?”
They’re really saying ‘I love you’.”

Wednesday, December 17, 2003

Vários emails…

yuri vieira (SSi), 1:04 am
Filed under: Avisos, amigos
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Amigos, estou com um zilhão de emails pra responder. (Ô cara exagerado!) Se vc é uma dessas pessoas que me escreveram - e já está pensando em passar a me ignorar - please, paciência, logo mais meterei a cara no Outlook. Valeu! (E já respondendo às fãs do Friends: “How’re you doing?”)

Friday, December 12, 2003

Estado ladrão

yuri vieira (SSi), 7:16 am
Filed under: Política, amigos, extraordinárias
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Meu pai veio se lamentar comigo: a municipalidade - tentáculo estatal - não lhe deu ganho de causa. Dizem que ele invadiu, com uma pequena laje diante da porta de entrada de sua casa, um espaço público. Mentira, as fotos anexadas ao processo provam o contrário. Nunca aquele local foi mais público e bem tratado do que agora: mil e um transeuntes fugindo da chuva se abrigam ali naquele nicho. E o muro não avançou um centímetro sequer. Mas é claro que viver numa cidade sob o julgo do PT é assim mesmo: roubo atrás de roubo. (E o IPTU progressivo vem aí!) O pior é que mais tarde, bem mais tarde, essa corja de politiqueiros e funcionários - cheia de má vontade - ainda vai nos dar o maior dos trabalhos: teremos de contribuir para resgatá-la inteirinha do inferno. (Claro, se a ira não me dominar a ponto de acompanhá-la ao suplício.) Essa gente, quando desencarna, pesa feito chumbo…

Saturday, December 6, 2003

A alma de uma civilização

yuri vieira (SSi), 1:01 am
Filed under: Arte, Educação, amigos, exteriores, livros
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Um amigo me escreveu de Florença dizendo que já está cansado de apreciar edifícios velhos e obras de arte. Para ele, o passeio já perdeu a graça, tendo confessado já estar com os sentidos embotados. Após lhe receitar uma rave (tratamento de choque), disse a ele que, se eu fosse embarcar semana que vem pra Europa, iria correndo reler pelo menos a “História da Arte” do Gombrich, o básico dos básicos. Sim, porque sair pelas cidades européias sem saber, por exemplo, a diferença entre o estilo românico e o renascentista fará com que tudo pareça uniforme. Seria semelhante à leitura de Proust por um analfabeto funcional. Ele pode até achar curioso, diferente ou, o mais provável, chato, mas não perceberá o que interessa, as sutilezas. A evolução dos estilos na arte - em particular na arquitetura - é pura expressão da alma de uma civilização. A mera apreciação dos sentidos, sem o apuro do conhecimento, só pode mesmo embotar: “ai, mais um prédio velho!” É, amigo, é duro viajar e, já longe, perceber que se deixou algo importante em casa…
PS.: Principalmente se esse “algo importante” for um cobertor de orelha feminino anti-frio europeu tabajara. Nem tudo é cultura…



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