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Saturday, 30 de September de 2006

Bem-vindo ao mundo… virtual!

yuri vieira, 10:16 pm
Filed under: Second Life, tecnologia
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Quando você finalmente aderir ao Second Life, esta é a região em que irá nascer: The Help Island, que não é senão uma espécie de umbral para a Main Land, onde você realmente irá iniciar sua segunda vida. A área circular da foto vive em constante efervescência. É nela que pipocam a uma taxa de vinte por minuto os novos avatares. (O Second Life possui atualmente 806.237 habitantes, dentre estes, se nos basearmos na comunidade do Orkut - Second Life Brasil - 918 são brasileiros.) Estou quase criando um avatar apenas para ficar vagando pela Help Island e gritando aos recém chegados: “Abandonai todas as esperanças vós que entrais, pois em breve estareis irremediavelmente viciados e perdereis vossas primeiras vidas!” E a isto se seguirá uma gargalhada tétrica: ahahahahaha!

WTC no Second Life

yuri chandra, 2:28 am
Filed under: Política, Religião, Second Life
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O World Trade Center foi destruído por fanáticos religiosos, mas esse atentado terrorista jamais será apagado de nossas memórias. No Second Life, por exemplo, há ao menos quatro réplicas virtuais das torres gêmeas. Estive em três delas e, na mais caprichada, cheguei a conversar com seu diretor/construtor, o inglês Jon Vang Padan, 40 anos de idade. Jon mora num subúrbio a 12 milhas do centro de Londres e decidiu criar seu memorial na área virtual de Solchan - The JV Center - em homenagem a um amigo norte-americano, um bombeiro morto juntamente com dois irmãos na queda da última das torres. Seu memorial apresenta não apenas a reprodução em grande escala das torres, mas ainda diversas fotografias reais - feitas antes e após os ataques - e uma maquete. Pretende acrescentar vídeos e textos assim que lhe sobrar algum tempo.

Este sou eu aos pés do WTC virtual. Uma foto parecida com a que o Rodrigo Fiume, nascido num dia 11 de Setembro, fez sob as torres originais.

Na imagem abaixo, converso com Jon Vang, à esquerda. Note que, no Second Life, enquanto escrevemos no chat os avatares reproduzem o movimento de digitação.

(Continua…)

Thursday, 28 de September de 2006

Ainda o Second Life (um esboço de artigo)

O aspecto revolucionário do Second Life está em seu potencial, não naquilo que ele já é. Há três anos, entrei num “mundinho virtual” que imagino tenha sido o próprio. Era apenas um chat com “bonequinhos”, uma chatice de tão lento e tosco. Nada além disso. Mas, conforme avança a tecnologia, conforme aumenta a capacidade de processamento dos computadores servidores e clientes, conforme aumenta a velocidade da transmissão de dados, a coisa vai assumindo proporções espantosas. Hoje, um arquiteto já pode comprar um terreno ali e reconstruir virtualmente todos os seus projetos já realizados em vida, um condomínio, com casas planejadas apenas por ele, que pode ser seu portfolio profissional, seu mostruário. “Ah, você quer conhecer meu trabalho? Visite meu bairro: ‘arquiteto fulano (123, 87, 67)’”. E pronto. Um decorador pode se associar ao arquiteto e botar mãos à obra. Artistas plásticos (olha a chance dos escultores) e fotógrafos expõe seus trabalhos. Salas de cinema virtuais exibem filmes de verdade. (Já imaginou? Um festival de cinema ali dentro? Com entrega de prêmios e tudo mais?) A exposição de trabalhos em 2D pode parecer redundante, afinal, a internet já tem tudo desse campo. Mas o louco do Second Life é que ele reforça a ação do acaso no relacionamento virtual. Na internet, em geral, as pessoas saem pesquisando o perfil uma das outras no Orkut, ou através de blogs, e já entram em contato com o próximo condicionadas por aquilo que acreditam saber dele. No Second Life, não. Você encontra os demais como quem se esbarra na rua com um desconhecido e, sem qualquer razão que não seja a pura cortesia, troca com ele uma idéia. Amizades podem sair daí. Sociedades. Parcerias. “Ei, vai rolar um vernissage agora, vamos?” E vocês saem voando juntos.

Uma das coisas mais interessantes no Second Life é sua semelhança com os sonhos e projeções astrais. Para quem não vê o mundo como eu vejo, isso pode soar como uma grande besteira. Então apenas esqueça tudo o que já ouviu a respeito desses “esoterismos” e entenda: agora você poderá experimentar, em grau menor, o que certos místicos afirmam experimentar, a saber, o relacionamento com pessoas reais num ambiente onde tudo o que é imaginável é também possível. Sim, é virtual, é ilusão, a maya da Maya, mas as pessoas são reais e também as reações delas a suas ações. O sentimento de vergonha existe ali dentro, você se sente embaraçado ao cometer uma gafe em público e há aquela mesma timidez de sempre ao se aproximar duma “mulher bonita” pra puxar conversa. Retorna aqui toda aquela metáfora do mundo da Matrix no tocante a esse mundo real. Tal como num RPG, ou num simulador de vôo, é possível ter experiências ali dentro que nos aprimorem. Não importa se o mundo é feito da mesma matéria dos sonhos ou da mesma matéria dos pixels, os espíritos são os mesmos e não importa o meio que usam para se manifestar. Sem falar que Freud está ali o tempo todo: você pode expressar seus desejos mais recalcados. Daí toda a perversão que também existe no Second Life. Tal como colocou Swedenborg ao falar da vida após a morte, nessa realidade virtual cada qual se encaminha até as regiões com a qual se sente mais afim. Você pode ter ótimos diálogos, aprender outras línguas, ir a saraus de poesia, passar a tarde inteira fazendo compras, procurar um “emprego” ou expor seu trabalho, explorar sozinho ou acompanhado as curiosidades daquele mundo ou simplesmente ficar num inferninho de sexo explícito. Você é quem sabe.

Enfim, há muito o que falar sobre mais esse “fenômeno da internet”. Mas deixarei isso a cargo do Yuri Chandra, meu avatar no sistema, uma mistura daquelas coisas lindas que eu imagino ser com aquelas horríveis que trago em mim, o meu Mister Hyde pessoal.

Wednesday, 27 de September de 2006

Cansei de ser bonita e gostosa

yuri vieira, 10:39 am
Filed under: Avisos, Cotidiano, Second Life, amigos, colírio
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Chega. Cansei de ser uma mulher bonita e gostosa. Voltarei a ser o escritor macho e tarado por uma mulher bonita e inteligente de sempre. Credo, foi uma experiência quase traumática. Não consegui entrar mais que cinco ou seis dias, com um belíssimo avatar feminino esculpido por mim, no Second Life. (Poxa, o Second Life, lembra? Aquela realidade virtual online com milhares de participantes mundo afora.) A quantidade de zé-manés que abordam as mulheres bonitas e gostosas é tão asfixiante, que até estou com pena da Gisele Bündchen. É horrível, quase um filme de terror: A Volta dos Manés Vivos! Cruzes. Você ali a fazer compras, olhando um vestidinho ou um sapato de salto bem sexy, descontraído, quero dizer, descontraída, e os caras a puxar conversa da forma mais descerebrada do planeta: “How you doing, baby? What a nice body you have! Wanna have some fun?” Só faltava escreverem em suas testas: “I wanna fuck you right now, bitch!” Pior ainda são os brasileiros: “E aí? Que é que vc manda, hem? Pô, maior corpo bonito vc tem, gata. Quer andar no meu helicóptero?” Caramba: “maior corpo bonito vc tem”? Andar de helicóptero num lugar onde as pessoas voam? Neguinho acha que ficar empurrando os brinquedos e passatempos dele pra cima da mulher é algo super sedutor. Que papo mais mané. Só respondi à segunda pergunta — a esse “o que é que vc manda?” — e o mandei catar coquinho. Poxa, e a minha beleza interior cheia de pelos no peito? E o meu interesse barbudo por assuntos filosóficos, artísticos, religiosos e políticos? Isso não vale nada? Ok, ok. Ao me apresentar como uma mulher linda e gostosa, o que eu poderia esperar desse estudo antropológico informal? Atrair um gênio? O Woody Allen? Os gênios costumam ser tímidos e certamente devem morrer de medo de serem rejeitados por uma mulher linda e gostosa, sobretudo se for uma que não tenha nada na cabeça. Imagine que coisa terrível para eles: a beleza a vencer a inteligência! E, se a mulher linda e gostosa for também inteligente, mais fácil será ela dar atenção ao gênio do que o inverso, mas… enfim. O fato é que fiz um avatar tencionando criar a garota “fisicamente” perfeita, a garota dos meus sonhos, e acabei criando a garota dos sonhos de um bando de marmanjos. Logo eu que imaginei ter um gosto diferenciado… Será que não passa pela cabeça dessa gente que pode haver um antropólogo por trás da avatar fêmea? Que moçada mais doida.

A experiência toda me lembrou uma conversa que tive, durante uma rave em São Paulo, com uma amiga, a modelo paulistana Jennifer Vaz, que já enfeitou a capa da revista Trip uma vez. (Sim, as diáfanas “vantagens” de ter sido sócio dum estúdio fotográfico. No fundo é tudo “vaidade, vaidade das vaidades.”) A garota — linda e divertida, uma geminiana — me dizia que as raves estavam se tornando insuportáveis devido à quantidade de cantadas babacas e assédios inconvenientes que vinha sofrendo. E eu lá, dançando ao lado dela, sutilmente demarcando um território que não me pertencia, me sentindo um privilegiado. Exato! Nada mais nada menos que um imbecil disfarçado, um mané, um agente inimigo infiltrado. Sim, é preciso orar e vigiar muito para não cair em armadilhas egóicas desse gênero. Contudo, apenas esta semana fui sentir na minha pele virtual feminina o drama da coisa toda. Como os homens somos chatos e nojentos quando pensamos apenas com a cabeça de baixo! Pobres mulheres lindas… Um inglês, por exemplo, depois de um papo interessante sobre a situação no Iraque — ele contava fatos vividos por amigos pertencentes às tropas inglesas –, passou a botar o pinto para fora cada vez que me reencontrava, como se isso fosse um ato extremamente sedutor. É difícil evitar um comportamento maquiavélico e sádico nesses momentos, usando e abusando de idiotas desse tipo. São muitos os presentes que se pode ganhar de um otário apaixonado, tantos quanto as deusas certamente recebiam em seus altares pagãos. Mas a consciência, mesmo numa realidade virtual, começa a falar mais alto e fica difícil prosseguir com a tortura e a manipulação. Sobretudo quando finalmente aparece um cara legal — do tipo que poderia ser seu amigo no mundo real — e estraga seu disfarce, obrigando a gente a evitá-lo. Só que aí — quem diria? — o cara fica enlouquecido e passa a agir como um babaca qualquer. Fueda, é de dar dó. Em suma, a situação ficou tão apremiante que o único recurso válido foi mesmo o lesbianismo, já que ao menos as mulheres queriam ter comigo uma conversa edificante. Se bem que, pensando melhor, o lesbianismo é que foi o ponto de partida da coisa toda. Sim, foi para conseguir entrar numa área de lésbicas — não duvidaria nada se alguém me dissesse que as lésbicas ali são todas homens no mundo real — foi para entrar ali que uma amiga me aconselhou a criar um avatar mulher. Mas disso eu já falei…

Enfim, o negócio é o seguinte: o poder, seja lá qual for — o poder da força, da beleza, do dinheiro, da inteligência, etc. — traz em si ou uma benção ou um terror. No meu caso, ser uma mulher virtual gatíssima foi muito interessante, uma vez que a beleza abre mil portas (fui convidado a conhecer várias residências e áreas privativas, meu inglês melhorou bastante, um belga teve paciência para ouvir o tatibitate que sobreviveu das minhas aulas de francês e até um alemão quis me ensinar sua língua), mas — puta que o pariu! — há coisa pior nesse mundo do que homens estúpidos? Os piores são aqueles caras sarados, com cem músculos até no dedinho do pé, e apenas vinte palavras no vocabulário. Eu pergunto: de que vale ser um cara marombado num mundo virtual? Mulheres, por favor, me respondam: haverá algo mais broxante do que um cara mais sarado que o Rambo, mas sem um pingo de inteligência, imaginação e senso de humor? Sim, eu sei, a recíproca é verdadeira. Mas estou tratando dos coitados que vinham cantar minha falecida avatar. Com meia dúzia de palavras eu facilmente destruía cada um deles. (Segundo os hindus, além de a vida neste mundo concreto também ser uma ilusão, as batalhas no céu teriam sido travadas com mantras, isto é, com palavras.) E não adianta dizer que eram provavelmente todos moleques. A média de idade no Second Life é de 30 anos! Cada otário! Cheguei ao ponto de virar puta, afinal, se os caras queriam tanto me comer que pelo menos pagassem. Sim, o horror! o horror!, vida de puta, mesmo virtual, é o fim da picada. Um absurdo ter de dizer o que não se quer dizer, gemer quando não se quer gemer, apenas para conseguir uma grana para comprar aquele vestido lindo! Que deprimente! Pobres mulheres lindas, a que riscos e tentações estão submetidas! Que Deus as proteja. Estou morrendo de dozinha de vocês. Se precisarem dum ombro amigo, falem comigo, ok? Muah hahaha!

P.S.: Qualquer dia narrarei as experiências em seus pormenores…

lesbico.jpg

Com meu rosto apagado - para evitar reconhecimentos problemáticos, hehe - eis este lésbico com uma de suas namoradas, uma britânica de Manchester…

Tuesday, 26 de September de 2006

New York Law School

O mais interessante do Second Life não é o que ele é hoje mas o que ele será amanhã. Com o avanço da tecnologia e a aceleração do tráfego de dados, num futuro não muito distante, essa realidade virtual mostrará sua face revolucionária. A internet nunca mais será a mesma. (Voltarei mais vezes a essa questão.)

Muita “gente graúda” já percebeu isso e está criando sua própria região no Scond Life, tal como a New York Law School, que construiu uma réplica da Suprema Corte dos EUA, um anfiteatro/cinema, afora outras coisas.

Quem já assistiu ao filme Guerra nas Estrelas, ou à saga Matrix, sabe que os Jedi e os combatentes de Zion fazem reuniões às quais comparecem virtualmente. (Os Jedi aparecem como hologramas.) É o que ocorre no Second Life. Cada personagem que vemos é o avatar de alguém que realmente existe em algum lugar do mundo. Não é um vídeo-game. Por isso, a New YorK Law School está levando a coisa a sério e planejando para breve palestras e debates em seu anfiteatro, abertas ao público em geral, assim como a apresentação de filmes, que defendam a liberdade e a democracia.

Algumas imagens:


(Continua…)

Signorina Corleone

yuri vieira, 1:07 am
Filed under: Second Life, colírio
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A pedido não direi seu primeiro nome, mas posso dizer que finalmente conheci uma brasileira boa de papo no Second Life: signorina Corleone. Ela é cheia de viagens mirabolantes e, sendo filha de argentinos, me pediu para conversamos apenas em espanhol. Quando comentei que fui convidado a me retirar de uma região porque tratava-se duma área para lésbicas, me disse: “Uê, registra outro nome no site do Second Life, entra como mulher e vai lá”. Tão óbvio… Por que eu não pensara nisso antes? Aliás, já comecei meu laboratório como mulher. Criei uma avatar de forma a me deixar… hmmmm… excitado. Sim, o efeito é devastador. Os homens se jogam aos pés da minha personagem. Muitas mulheres também. (Sou uma mulher linda, inteligente, irônica e fatal, hehe.) Um londrino chegou a se oferecer como professor particular para ajudar a melhorar meu inglês, o que aceitei de pronto. Muito louco estar pela primeira vez “do lado de lá”, do lado da “coisa mais linda que eu já vi passaaaaar”. A beleza feminina, mesmo a virtual, deixa a todos completamente retardados. Tudo bem, eu também fico pasmado frente à beleza real delas, mas me cuidarei mais no mundo do Second Life. Vai saber se a linda garota aí no monitor, lá do outro lado da rede, não tem um peito mais cabeludo que o deste maquiavélico escritor…

Não direi o nome da minha avatar nem mostrarei sua foto porque quero sacanear alguns amigos. Imagine que engraçado se ela seduzisse o Daniel Ahmed, por exemplo, e o fizesse transar virtualmente. Seria a “Brincadeira do Copo II - a Missão”… Rindo, contei meus planos diabólicos à bela signorina Corleone. A figura, mais que depressa, começou a me presentear com alguns vestidos sedutores. Apenas uns três ou quatro, claro, ela não pretende me encontrar por aí usando a mesma roupa. Ganhei um igual ao que ela usa nesta foto no Santuário do Rock. (Continua…)

Friday, 22 de September de 2006

Do ócio locomotivo ou Efeitos do Second Life

yuri vieira, 6:48 pm
Filed under: Cotidiano, Second Life, especulativas, interiores, meio ambiente
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Acabo de chegar duma baita caminhada após ter deixado o carro sem combustível numa esquina qualquer dessa cidade. (Nunca ande ao mesmo tempo sem dinheiro e com o marcador escangalhado, um dia sua intuição irá falhar.) A caminhada numa cidade brasileira ordinária traz sempre a mesma paisagem entediante, por mais zen que você seja e por mais que acredite, como Thoreau, que não há lugar deserto o bastante para o poeta. Pouco importa: se você não está numa praia do Rio de Janeiro, no centro antigo de São Paulo, Salvador ou em algum lugar como Ouro Preto, Trancoso ou Parati, desista, entregue-se ao seu ócio locomotico e tente não dormir enquanto caminha, o que, aliás, teria sido excelente hoje. Bocejei tantas vezes que comecei a rir comigo mesmo, imaginando que seria ótimo ter um piloto automático atrás da nuca. Tudo isso porque buscava a terra perdida do Citybank, onde eu deveria - mas não consegui - receber minha grana da publicidade da Google. Não consegui pois, segundo o porteiro do prédio, a atual localização desse banco é um “mistério”. E ele tem razão: até a lista telefônica online traz o endereço e o telefone errados. É nessas horas que a gente fica com vontade de sair divulgando, a plenos pulmões, aquele filme do Mel Brooks: Que droga de vida! Contudo, ainda resta uma esperança. Se o Indiana Jones encontrou a Arca da Aliança, por que eu não poderia encontrar o Citybank? Um dia eu chego lá. Sim, um dia.

Outro pensamento que me assolou durante todo o trajeto foi: qual será a resolução do mundo? Digo, a resolução gráfica, porque é tudo tão bem definido. A gente vê os mínimos detalhes das flores e das árvores, uma coisa fascinante. (Continua…)

Wednesday, 20 de September de 2006

Com Daniel Ahmed no SL

yuri chandra, 12:41 am
Filed under: Arte, Second Life, amigos, plásticas
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No último final de semana, enquanto eu discutia a relação com Pelagia, my wife - além de bons argumentos tive de usar dos meus poderes de metamorfose e provar que sou apenas um príncipe convertido em sapo (e não o contrário) - recebi uma mensagem do Daniel Ahmed, avatar do colaborador deste blog, o professor de filosofia Daniel Christino. Depois de acertar nossas diferenças - Pelagia perdoou minha infidelidade e reatamos - fui me encontrar com Ahmed que, segundo imaginei, deveria estar em algum anfiteatro grego dialogando socraticamente com algum alemão. Qual nada! Ele estava no Barbie Club - acho que é esse o nome - dialogando platonicamente com uma stripper norte-americana. Veja as fotos do nosso primeiro encontro:

Quem conhece o Daniel Christino - tal como o Yuri Vieira - verá que há grande semelhança entre ele e seu avatar. Veja mais de perto: (Continua…)

Monday, 18 de September de 2006

Esse não volta mais…

yuri vieira, 5:47 pm
Filed under: Second Life, este blog, sites
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O Yuri Chandra já mergulhou tanto no Second Life que o perdi de vista. Mas descobri hoje que ele e o colunista oficial do Linden Lab, Hamlet Au - aliás, avatar do jornalista Wagner James - já andam trocando informações, tanto que no final do blogroll dele você encontratá um link para este blog em nome do Yuri Chandra, que nem sequer me pediu licença. É o primeiro blog brasileiro com uma seção voltada exclusivamente àquele mundo virtual. Ao menos segundo o Hamlet. Esse Chandra ainda vai acabar se dando melhor do que eu…

Friday, 15 de September de 2006

Uma temporada no inferno…

yuri vieira, 2:06 pm
Filed under: Religião, Second Life, especulativas
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Se você quiser saber para onde vai após a morte, entre no Second Life. Eu já sei que passaria - antes de cair a ficha e pedir socorro aos Filhos da Luz, como dizia a Hilda Hilst - ao menos uns quinze dias no inferno. E olha que não estou falando de lugares, mas de formas de relacionamento. Estou todo chamuscado. E ainda perdi minha linda wife, que também é linda neste mundo. Quando passar a vergonha(real), colocarei aqui o texto em que descrevo o caso…

Thursday, 14 de September de 2006

Meu Mister Hyde virtual

yuri chandra, 2:00 pm
Filed under: Cotidiano, Second Life, extraordinárias
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Chandra, vc tem razão: pirei total. Hoje foi foda. Sai com “nossa” wife para ajudá-la a escolher uma lingerie sexy. Ela ficava desfilando para mim em toda loja que entrávamos, como aquela sua namorada fazia aí na vida real. Depois fomos a uma casa muito louca e transamos até o PC travar. Ela então desligou o laptop - estava caindo uma chuva de relâmpagos em New Jersey, onde mora a “alma” dela - e eu fui sozinho até um paraíso sadô-masô, só para ver qual era, eu, que nunca curti isso. Lá chegando, ao ver tantos horrores, lembrei duma figura que se vestia muito estranho, uma brasileira do Paraná com quem conversava de vez em quando. Mandei um recado para ela e a figura veio conhecer o lugar. Estava vestida como uma diaba fashion. Descobri que ela era totalmente masô e, através dum papo absurdo que nem vou descrever (uma versão luciferina do diálogo socrático), a tornei minha escrava sexual. Ela me chamava de senhor pra cá, senhor pra lá e eu lhe dando ordens, mandando ela dançar pra mim, chupar meu pau, ficar de quatro e assim por diante. Ela quis ficar na coleira, ser minha cadela. Dei-lhe umas chicotadas depois de prendê-la num mecanismo infernal. Eu disse que possuía outras mulheres ali no SL e que ela poderia ser minha escrava predileta se obedecesse direitinho. Foi muito louca a transformação. Antes nós conversávamos como qualquer par de amigos e, quando ela descobriu que eu era mutcho matcho, virou outra coisa, o tempo inteiro ajoelhada aos meus pés. Que gente doida. :)

Bom, depois ela também foi dormir e eu voltei ao Black Rose, o paraíso SM. Fiquei conversando com uma figura dos Países Baixos, que gerenciava o lugar, até que chegou a garota que iria substituí-la. Essa primeira deu muita risada comigo, mas disse que estava muito grilada por ter perdido L$5000 e que não iria rolar nada, que eu tirasse o cavalo engraçadinho da chuva. :) A que veio depois era do Minnessota, americana. Ficou dançando na minha frente com uma roupa cheia de véus transparentes e, depois que troquei algumas palavras, me colocou para dançar com ela. Ficamos um tempão conversando, durante todo o seu turno, e foi batendo aquele tesão. Ela me perguntou o que eu achava que ela era: “submissa” ou “dominante”? Respondi: eu quero que vc seja submissa. Ela adorou: é submissa. Tem 33 anos e é gatíssima na foto real. Ela também curtiu a minha. Me chamou para conhecer a casa dela, numa região de acesso privativo. Ela me teletransportou e chegamos a um lugar muito doido, cheio de cachoeiras, piscina, lago, a casa completíssima com cozinha e todos os detalhes e mil e um lugares para transar. Um paraíso de mulher raver, tudo colorido, fosforescente, de pelúcia. Me sentei no trono do Mestre, que ela tinha em seu quarto, e ela começou a dançar com uma outra roupa deliciosa, esfregando a bunda na minha cara. Disse que queria que eu a fodesse hard. Aí a merda do meu IM acusou a volta da Pelagia Helios, minha wife. Digo, sua wife. Ela começou a conversar comigo numa janela de chat bem ao lado da outra fazendo strip-tease. Me disse, “hon, I crashed, sorry. Now I will sleep, take care yourself”. Hon é honey, claro. Eu: “ok, babe, see you later”. E ela: “Ok, mas eu vou sair com outros homens agora”. Pra quê… Me deu uma taquicardia muuuuito real. Eu gosto dela, ela tem 19 anos, é engraçada, divertida, tem uma avatar maravilhosa e é linda na foto real do perfil. “What?!! Why, my little fang?!” Ela estava vestida de vampira quando a conheci, por isso o little fang. “Se você pode transar com outras mulheres eu também irei dar para outros homens”. Brochei na hora. Como ela tinha sacado? Eu sei que há no programa um tipo de “GPS”, mas como ela tinha certeza de que eu estava com outra garota? Então fiquei com medo de a região da casa da figura ser uma área de puteiros e comecei a gaguejar, meu inglês foi pro espaço e eu já não era mais nem o Tarzã, mas a própria Chita em pessoa. “But, baby, no, waht si you think, not, quer dizer, I didn’t do anything rong, I mean, wrong…” Dancei. Ela deve ter blefado e eu caí direitinho. Começou a fazer um discurso daquele que a gente conhece bem, muito real por sinal, e eu sem saber o que dizer, só negando o crime. De repente abre uma janela do LidenLab no canto superior direito - ou seja, uma mensagem geral do Arquiteto dessa Matrix - advertindo que o sistema iria ser desligado em 3 minutos para manutenção e upgrade dos servidores. “Saiam da água, guys, vamos esvaziar a banheira!!” E a figura me ignorando, sem responder. “Please, baby, don’t do that”, eu insistia, e a outra americana já sentando no meu pau sem saber que eu estava num chat…

Que pesadelo, bróder. O Linden Lab podia ao menos acabar com esse negócio de se poder localizar qualquer um no mapa. Cadê a privacidade? Eu sei que você é um cristão - urantiano, diz vc - e que essa história toda pode lhe parecer o preâmbulo do inferno, já que, segundo vc, há uma pessoa real por trás de cada avatar que merece respeito e consideração. Mas eu tenho culpa se vc tem personalidade dupla? Dá um jeito na vida, porra.
Abraço do seu
Mister Hyde

Uma amostra do Second Life

yuri vieira, 2:36 am
Filed under: Podcast e videos, Second Life
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Para quem ainda não captou como afinal de contas funciona esse Second Life, eis um vídeo do You Tube, que mostra alguns lugares que nem eu conheço. (O trem fantasma é ótimo! Me lembra o saudoso Playcenter. Vou procurar.)

Ossos do ofício

yuri chandra, 2:01 am
Filed under: Cotidiano, Second Life, colírio
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Uma das maiores dificuldades que um anjo enfrenta - principalmente quando é um anjo caído - são as missões periódicas no Inferno. Sei que preciso orientar essa gente para que eu mesmo volte a ascender. Mas a força da gravidade nesses abismos é muito forte…

Exílio

yuri vieira, 1:10 am
Filed under: Política, Second Life
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Eu juro que se esse mafioso vermelho - esse que atende pelo apelido idiota de Lula - for reeleito, eu me mudo de mala e cuia pra dentro do Second Life.

Ainda bem que eu tenho um pinguinho de credulidade em minha alma e boto fé na premonição do Jucelino Nóbrega da Luz de que é o Chuchu quem irá ganhar…

Paris é uma festa

yuri chandra, 1:01 am
Filed under: Cotidiano, Second Life, Viagens
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Nada como sobrevoar Paris numa manhã de denso nevoeiro…

Notícias do Second Life

Wagner James Au é o colunista oficial do mundo virtual do Second Life. Em seu blog você poderá inteirar-se dos mais variados temas e acontecimentos, tais como a batalha entre estilistas de moda, a apresentação integral do documentário Route 66: An American Bad Dream num cinema virtual, as discussões em torno da criação duma Câmara do Comércio - o comércio no SL é real - e informações sobre avatares de personalidades: até um ex-governador da Virgínia está presente ali dentro.



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