Santa desatenção
Dia 21 de Agosto foi aniversário do Senhor do Universo e eu nem comentei nada. Santa desatenção, Batman! Mas vamos lá: Feliz cumpleaños, Lord Djísus!!!
Dia 21 de Agosto foi aniversário do Senhor do Universo e eu nem comentei nada. Santa desatenção, Batman! Mas vamos lá: Feliz cumpleaños, Lord Djísus!!!
Estive lendo recentemente “O universo numa casca de noz” e relendo “Uma breve história do tempo“, ambos de Stephen Hawking. Entre outras coisas, eu pretendia verificar se determinados detalhes da cosmologia do Livro de Urântia não estariam equivocados. Sim, porque este livro, mesmo tendo sido publicado pela primeira vez apenas nos anos 50, não se referia nunca aos tais “buracos negros”, o que muito me incomodava. E agora vem à baila Mr. Hawking, atual “proprietário” da cadeira de Newton em Cambridge, para dizer que estava enganado, que os buracos negros não engolem realmente tudo que lhes cai na boca e que não são um “atalho através do espaço-tempo”. Isto quer dizer: mais um ponto para o Livro de Urântia, que, como já disse numa entrada anterior, afirmava a existência de um décimo planeta em nosso sistema solar mais de 50 anos antes da descoberta dos cientistas.
“Não há dúvida que os deuses apareceram, não só nos tempos primitivos como também mais tarde, na história. Comeram e combateram conosco. Mas de que serve para o faminto o esplendor de banquetes já passados? De que serve ao pobre o tilintar do ouro que percebe através do muro do tempo? O que se pede é sua presença.” Eumeswil, Ernst Jünger.
E não é que até Jesus “me deu uma dura” através do Livro de Urântia? Veja o que ele diz no Documento 141, quando Simão tenta tirar uma “idéia errada” da cabeça de um futuro prosélito:
(Continua…)
“A maneira mais simples de promover o entendimento será o de promover uma língua que seja compreendida por todos.” (Arthur Koestler)
Apesar de o “Livro” afirmar a mesma coisa, isso certamente não será possível em menos de mil anos…
Eis um texto dos mais interessantes sobre o conflito entre evolucionistas e criacionistas, ciência e fé.
A propósito: o famigerado Livro de Urântia apresenta a mais sedutora síntese daquelas duas teses. Nele, a evolução natural é colocada como etapa posterior da criação de vida, a qual jamais poderia surgir ao acaso.
Segundo o último senso, há 3.840.101 planetas habitados no universo local de Nébadon. O sistema de Satânia, no qual estamos, possui 619 mundos habitados. (Sim, mundos porque alguns não são planetas, mas satélites de algum outro planeta habitado ou não.)
E já que estamos falando de física, quando é que algum pesquisador irá se debruçar sobre essa informação pirada do livro de Urântia: “O ultímaton, a primeira forma mensurável de energia, tem como núcleo o Paraíso. (…) Os ultímatons funcionam por atração mútua, respondendo apenas à atração circular da gravidade da Ilha Estacionária do Paraíso. Sem a reação à gravidade linear, eles mantêm-se vagando assim em um espaço universal. (…) A atração mútua mantém cem ultímatons juntos na constituição do elétron; e nunca há mais nem menos do que cem ultímatons em um elétron típico.”
Eis alguns comentários bastante interessantes, de Javier Garduño, que tentam refutar a suposta origem não-humana do Livro de Urântia. Ele toca em pontos que não podemos deixar de lado.
Ao contrário do que pensam alguns dos meus amigos, não são apenas escritores malucos - como Benítez ou mesmo euzito - que se interessam pelo Livro de Urântia. Em fevereiro, estive em Brasília, juntamente com Nemias F. Mól, na casa do diplomata Frederico Abbott. (Veja seus dados biográficos). Motivo da visita: o Livro. Conversamos por horas. Foi Frederico que me falou pela primeira vez sobre o suposto Príncipe Planetário ainda a solta por aí.
O artigo A “mente” da Al-Qaeda (1a. Parte) é realmente de arrepiar os cabelos. E me faz pensar: se só há um campo onde é possível combater essa gente - Deus e um livro revelado - então tá mais do que na hora de se divulgar O Livro de Urântia…
Estou sempre buscando, sem sucesso, vale dizer, uma pessoa inteligente que tenha lido todo o Livro de Urântia e, ainda assim, não tenha gostado do que leu. Com uma pessoa assim teria ótimas conversas. Mas o problema é que todos que o lêem ou são abatidos logo nas primeiras páginas por seus próprios preconceitos, abandonando a leitura, ou se entregam ao livro de braços abertos. Sim, mais ou menos como eu, após certa resistência, fiz. Mas hoje, passada a euforia, tenho cá minhas críticas. Com quem discuti-las? Por que não com o próprio Príncipe Planetário, aliás, Caligástia (para os íntimos) ou Robert Burgess (para os não-iniciados)? Para ele, o livro não passa de “publicidade dos ditadores do super-universo, os Anciãos dos Dias”, estrangeiros intrometidos. Taí um subproduto do livro bastante interessante. Logo mais tratarei do assunto com a devida atenção.
Finalmente assisti à Paixão, mas, sinceramente, fiquei decepcionado. Certos detalhes importantes estragaram o todo da obra. E o que tenho a dizer - se é que direi - não tem nada a ver com essa conversa boba de anti-semitismo, de sadismo do diretor, da suposta homossexulidade do diabo, ou coisas do gênero. E olha que fiquei satisfeito e comovido com a representação de Jesus enquanto Deus e homem. Talvez minha crítica não seja senão a de um roteirista a outro. Coisa de chato. Ou seria de urantiano?
Enquanto o filme não chega por aqui, o negócio é entrar na maratona de preparação: reler ao menos São Mateus e o correspondente capítulo do Livro de Urântia. Claro, e torcer pra que a burrice não vença e impeça a veiculação do filme no país. Aliás, um dos textos mais claros que li a respeito dessa, sejamos sinceros, polêmica pueril é este aqui.
No conto Tlön, Uqbar, Orbis Tertius, de Jorge Luis Borges, a fantástica enciclopédia sobre o planeta Tlön consegue mudar a face da Terra. Contudo, não era real, mas sim criada por uma sociedade secreta, bancada por um milionário sob a condição de “não compactuar com o impostor Jesus cristo”. O Livro de Urântia, por sua vez, também é praticamente uma enciclopédia. Quem o escreveu? Ninguém sabe. Mas adivinhe com quem ele compactua…
Caio Mario Caffé, presidente da Associação Urântia do Brasil, foi muito gentil ao me enviar um exemplar do Newsflash, boletim da Fundação Urântia destinada a seus colaboradores, no qual está explicitado o motivo da não publicação do Livro de Urântia em português: dinheiro. Qualquer um que entenda um pouco sobre edição de livros sabe que “impressão” e “investimento” são termos praticamente sinônimos. E a Fundação Urântia, no presente momento, mesmo tendo em mãos as traduções do Livro para o português, alemão e lituano, não possui dinheiro em caixa para imprimi-los. Calcula-se que a primeira edição em cada uma dessas línguas sairia em torno de U$ 50.000,00. Logo, aqueles que não quiserem aventurar-se a ler todo o livro on line ou em CD-ROM poderão, se estiver dentro de suas possibilidades, contribuir para que se atinja o montante necessário. Claro, quem já possuir o Livro noutra língua pode também colaborar para a disseminação de seu conteúdo nos países lusófonos. Para tanto, vá até este site: www.urantia.org/contributions.html.
Gostaria ainda de me desculpar com Caio Mario Caffé pela demora em passar adiante essas informações.
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