Arquivo para a categoria "Política"




Tuesday, May 15, 2007

33 anos de corrupção

yuri vieira, 3:33 pm
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Há, na Wikipedia, uma lista com os escândalos de corrupção, no Brasil, dos últimos trinta e três anos: governo Geisel (10 casos em 6 anos de governo), governo Figueiredo (11 casos em 6 anos), governo Sarney (6 casos em 6 anos), governo Collor (19 casos em 2 anos), governo Itamar Franco (32 casos em 3 anos), governo FHC (44 casos em 8 anos) e, finalmente, governo Lula (101 casos em 4 anos). Ô, beleza!

Monday, May 14, 2007

A mulherzinha da Câmara

ronaldo brito roque, 11:12 pm
Filed under: Cotidiano, Imprensa, Podcast e videos, Política
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As mulheres são mesquinhas por natureza. Elas se ofendem facilmente, levam tudo para o lado pessoal. Não conseguem entender nada de um ponto de vista impessoal, estão a quilômetros de entender o que seja o universal. E como a lei tende à universalidade, por natureza, é inútil discutir leis com uma mulher. Mais inútil ainda é permitir que uma mulher seja legisladora. Isso é enganar o povo, e a elas mesmas.

Elas nasceram para avaliar uma questão, qualquer que seja, do ponto de vista de suas implicações particulares, nunca do ponto de vista de seu alcance universal.

Confiram:

No vídeo você vê claramente que a mulher está tendo uma crise de nervos. Alguém capaz de se ofender assim por causa de um mero juízo estético não passa de uma neurótica. E esse tipo de gente acha que tem maturidade para legislar.

KGB: missão cumprida

Segundo o ex-agente da KGB Yuri Bezmenov, apenas 15% do efetivo e dos gastos da KGB estavam relacionados com espionagem. Os demais 85% foram utilizados num massivo ataque às bases da inteligência ocidental, que efetuou o que ele chama de “subversão ideológica” (ou “guerra psicológica”), isto é, uma “completa alteração na percepção da realidade” por parte de suas vítimas. Infiltrada nas universidades, na imprensa, na produção artística e cultural norte-americanas (principalmente), a KGB conseguiu eliminar a capacidade de julgamento moral daquela sociedade, atingindo seu triunfo nos dias atuais (na verdade, a entrevista é de 1983), uma vez que a geração que estudava nos anos 60, a mais bombardeada pelos slogans e pela semeadura de reflexos condicionados, havia então chegado ao poder. A corrupção moral dessas pessoas tornou-se tão profunda que já não conseguem ser atingidas por fatos, não importando o número de provas autênticas que se lhes apresentem. Nem se esfregassem o nariz da Jane Fonda num campo de concentração soviético, ela iria acreditar na realidade daquilo. (Parece o povo de certo país dominado por bandidos petistas, pelo Foro de São Paulo, etc.) Ele diz que, para o indivíduo, esta corrupção das bases morais é um processo irreversível.

Contudo, o mais interessante é saber o que é que um novo regime, nascido dessas lindas idéias de “igualdade e justiça social”, faria com os propagadores das tais. E o pior é que a onda de corrupção moral atingiu os quatro cantos do mundo e, claro, a América do Sul, seja através da “revolução bolivariana”, seja através do Foro de São Paulo e do PT. Sem esquecer a Nova Ordem Mundial que segue caminhando a passos largos… E a KGB que hoje atende pelo nome de “máfia russa”…

Uma reportagem completa, de 29min, também está disponível no Google Video.




Via True Oustspeak e swimming against the red tide.

Friday, May 11, 2007

Marque a alternativa engajada

yuri vieira, 10:04 am
Filed under: Educação, Política
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Segundo o blog do professor Simon Schwartzman - que publicou um artigo de José Luiz Delgado, veiculado no Jornal do Commércio de 17/4/2007 - eis a questão que caiu na prova do vestibular da Universidade Federal de Pernambuco:

(…) Muitíssimo mais me chocou, e me horroriza (até porque obviamente consciente e intencional, não um erro), foi, na mesma prova, o teor da questão anterior pedindo que o candidato apontasse “os exemplos de homens éticos com visão filosófica engajada (para além da hipocrisia)” e dando como alternativas: “a) Bush, Olavo de Carvalho, Editora Abril, Inocêncio Oliveira, Roberto Marinho, b) Dalai Lama, Gandhi, Marina da Silva, Frei Beto, D.Helder, c) FHC, Marco Maciel, ACM, Ratinho, Reginaldo Rossi, d) Leonardo Boff, Irmã Dulce, Ariano Suassuna, Betinho, Zilda Arns, e) Dalai Lama, Gandhi, ACM, Frei Beto, Leonardo Boff”.

Não se tratava de um juízo apenas de fato - por exemplo: indicar os que se dedicaram sobretudo às questões sociais - mas de um juízo de valor: quem seria “ético” e quem não seria, quem teria “visão filosófica engajada” e quem não teria, acrescentando-se que essa visão teria de ser “para além da hipocrisia”, ou seja, que algumas das personalidades arroladas poderiam apenas parecer, mas seriam substancialmente hipócritas. Ora, além de gravemente ofender personalidades públicas como sendo “do mal”, ensejando que elas até processem a Universidade por injúria e difamação, - aquele questionamento é completamente inadmissível numa universidade, que deve ser, por excelência, o lugar da liberdade de pensamento e de crítica. (…)

Thursday, May 10, 2007

A vida cotidiana na Venezuela

yuri vieira, 8:04 am
Filed under: Cotidiano, Economia, Política
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Para você saber o que realmente está acontecendo na Venezuela

Friday, May 4, 2007

A Educação que seus filhos recebem

paulo paiva, 12:12 pm
Filed under: Educação, Política
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No início do ano passado fiz um concurso público e uma coisa que me deixou espantado foi a natureza enviesada dos exercícios respondidos que estudei nas apostilas, coletados em concursos no brasil inteiro. Era para um concurso na área de orçamento e finanças e me refiro especificamente à questões das áreas de conhecimentos gerais, economia, administração e direito. Descobri que a resposta “certa” era quase sempre a mais à esquerda. Fiquei abismado com essa lógica distorcida e tive que “simular’ esse pensamento rasteiro, para que eu fosse aprovado. Pensava: “Como responderia a essa questão se eu fosse o universitário que era a 19 anos atrás, quando simpatizava com o Che Guevara e achava que a Albânia era o paraíso na Terra?”. Pois agora vejo a razão pela qual a dificuldade que tive não é mais partilhada pela nova geração (quando eu interpelava meus colegas mais novos de cursinho sobre estas manipulações, eles me olhavam como a um alienígena!). A doutrinação hoje começa bem mais cedo. Antes era só nas universidades, agora é desde o jardim de infância. Vejam só o artigo seguinte, do Diego Casagrande, e à seguir a resposta da Rede Salesiana de Escolas, devidamente comentada.

A REVOLUÇÃO SILENCIOSA

por Diego Casagrande
Não espere tanques, fuzis e estado de sítio. Não espere campos de concentração e emissoras de rádio, tevê e as redações ocupadas pelos agentes da supressão das liberdades. Não espere tanques nas ruas. Não espere os oficiais do regime com uniformes verdes e estrelinha vermelha circulando nas cidades. Não espere nada diferente do que estamos vendo há pelo menos duas décadas.

(Continua…)

Lula e Chávez só diferem em grau

Muita gente anda acreditando que Lula e Chávez diferem em gênero, número e grau. Na verdade, a diferença está apenas neste último aspecto. As instituições e a visão liberal, no Brasil, estenderam ao longo da história raízes mais profundas do que na Venezuela. Daí o Lula não poder radicalizar de cara. Um leitor me enviou o email abaixo que traz a tradução dum trecho desta matéria da Agência Bolivariana de Noticias (entenderam? é da Venezuela, não é desinformação da CIA não):

Lula negou as especulações sobre um distanciamento do mandatário venezuelano, reafirmando o que o próprio Chávez já dissera durante o Fórum Social Mundial de 2004, pois ambos obedecem aos planos delineados pelo Foro de São Paulo, esta entidade que toda a mídia nacional e internacional esmera-se em ocultar a influência política e malignidade a todo o continente Latino Americano. Disse Lula em sua própria defesa e rafirmação dos laços que o unem indelevelmente ao mandatário venezuelano: “Chávez corre com um Fórmula 1 mais veloz que os nossos: ele vai a 300 quilômetros por hora e nós só podemos ir a 230 ou 270”, assinalando que “cada um trabalha com o tempo que seu próprio país permite”. Em outras palavras, ambos caminham no mesmo sentido e direção; apenas as circunstâncias aceleram ou retardam o processo de comunização rumo à Pátria Grande.

É preocupante essa indireta, DIRETA! (Bobby Grouver)

Tuesday, May 1, 2007

Sí­lvia Pfeiffer, da Aeromí­dia

yuri vieira, 9:47 am
Filed under: Cotidiano, Política
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Fiquei umas duas ou três semanas envolvido com a pré-produção do meu curta-metragem, o que me afastou das notícias quentes de última hora, e acabei postergando a alimentação do meu perene estado de espanto. O Brasil não é - como diz o José Simão - o país da piada pronta, mas o país do senso moral inexistente. O que me assusta não são essas novas revelações, mas a total atonia da sociedade perante tudo o que vem rolando… morro abaixo. Talvez seja esta a técnica de esquiva utilizada por esse governo corruPTo: “aumente os impostos, deixe todos muito ocupados a nos bancar, trabalhando de sol a sol, e eles sequer terão tempo para se inteirar do que vem ocorrendo”.

As denúncias da empresária Sílvia Pfeiffer envolvem amigos do Lula (Valter Sâmara), a secretária do Lula (Mônica), os petistas de sempre (José Dirceu, Marcos Valério, Duda Mendonça, etc.), toda a diretoria da INFRAERO (Eleuza Therezinha Lopes, Eurico José Bernardo Loyo, Fernando Brendaglia, etc.), o ex-presidente da INFRAERO (Carlos Wilson), o Ministro da Agricultura (Reinhold Stephanes), o ex-prefeito de Curitiba (Cássio Taniguchi), empreiteiros, arquitetos, publicitários, deputados, etc., etc. Todos metidos num daqueles esquemas de corrupção, Caixa 2, desvio de divisas e obscenidades do gênero, que, segundo ela, ainda estão em funcionamento. Ô país podre, é de dar nojo. Fica cada vez mais fácil discernir que tipo de literatura esse paiseco precisa.

A matéria é da revista Isto É #1956 e a entrevista pode ser lida aqui. Se preferir, baixe o arquivo em doc.

Monday, April 30, 2007

“No Brasil, cinema não é indústria, é arte”

yuri vieira, 7:45 pm
Filed under: Economia, Política, cinema, escritores
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Resposta ao comentário do escritor Wilson Mello, que me indagou se vale a pena entrar no mercado cinematográfico enquanto roteirista:

Wilson, meu caro, não sei não. Se o frenesi de narrar está em seu sangue, vá em frente, escreva roteiros. Mas, conforme venho dizendo, se a situação do Brasil continuar a mesma por muito tempo, desista de ganhar dinheiro com isso. Eu mesmo sou um maluco que nunca - NUNCA - conseguiu juntar dinheiro. E que acha que vai morrer à maneira do pedinte Henry Miller, isto é, vizinho de alguém como Ronald Reagan. Doido, claro.

Há uma chamada ridícula no Canal Brasil e nos Telecines (NET) que afirma, cheia de orgulho e pompa, esta pérola: “Cinema no Brasil não é indústria, é Arte”. Ahahaha. Porque não há dinheiro aqui - está todo nas mãos do Estado - e tudo tem de ser feito basicamente com força de vontade, os caras acham isso lindo, é arte. Só que os profissionais de cinema, se quiserem aprimorar sua técnica e manter sua família, precisam ganhar seu sustento regularmente - e recorrem à indústria da publicidade. Prefeririam ir todas as semanas a um estúdio de cinema gravar ficção - seria melhor para a auto-estima de cada qual - mas, para pagar a escola dos filhos, as contas, a comida, ficam com a única indústria capaz de mantê-los. É simples assim. Os caras acham que a mediocridade da grande maioria dos filmes americanos se deve ao fato de eles, americanos, serem capazes de produzir filmes em escala industrial. Mentira. A maior parte do que se produz é medíocre porque o gênio é exceção e não regra. A maior parte dos cineastas do mundo - do MUNDO - são medíocres porque esta palavra significa apenas “mediano”, “comum”, “ordinário”. Se todos fossem gênios, essa palavra (gênio) nem existiria, seria anulada pela falta de contraste conceitual. A melhor prova para o que estou dizendo é que, no Brasil, onde o cinema é “arte” (ahahaha, lá fora ele não é), ou seja, é produzido aos trancos e barrancos, a qualidade média dos filmes é medíocre, o que é até redundante de se dizer, já que os termos “média” e “medíocre” tem a mesma raíz. Neguinho não se toca de que o vocábulo “indústria”, antes de se referir à produção em grande escala através de “linhas de montagem”, a essa coisa não-artesanal, significava “atividade”, “invenção”, “perícia”, “engenho”, “aptidão”. A indústria é necessária não para os nossos diretores egoístas, mas para sua equipe técnica, que precisa se aprimorar e sobreviver. (O Cassius Pucci, que foi diretor de fotografia do meu curta-metragem, me disse: “é por causa desse estresse de gravar tudo num dia só que acabo fazendo um único curta por ano”. Se houvesse indústria, haveria horários, um trabalho como qualquer outro.) O diretor pode sobreviver sem a indústria, mas não vai pra frente sem a equipe, que é o corpo que gera seu filho, sendo ele meramente a cabeça. Há poucos filmes excelentes, no Brasil, porque boas cabeças se vêem sem chance de entrar na $onda$ do cinema. Imagine uma praia cheia de surfistas e com pouquíssimas ondas. Em geral, não será o melhor surfista aquele que pegará a melhor onda, mas o que souber dar mais cotoveladas. É assim o cinema-arte brasileiro. E essas cotoveladas muitas vezes são sutis, tipo “quem indica”, “filho de quem?”, “ideologia tal”, “escrúpulos zero para captar dinheiro” e assim por diante.

Se quer ganhar dinheiro com roteiros, Wilson, procure uma indústria. A única que temos é a publicitária. Se quer fazer “arte”, vá colocando-os num site, registrando-os na Biblioteca Nacional e anunciando a empreitada aos nossos cineastas, que são muitos e que, por mais que neguem, não sabem escrever bons roteiros e precisam de alguém que o saiba. Ah, outra coisa: não escreva sobre política no seu site, não faça como eu. Do contrário atrairá sobre si mais antipatias que simpatias e os tais cineastas nem se darão ao trabalho de perceber que vc poderia fazê-los ganhar prêmios. É isso.
Boa sorte, abraço
Yuri

Tiro ao alvo (versão chinesa)

Encontrei este vídeo no Saindo da Matrix. Um cinegrafista romeno, juntamente com outros montanhistas europeus, depara-se na área próxima ao Everest com um espetáculo que, pelo comportamento fleumático das vítimas, há de ser rotineiro: soldados chineses de fronteira abatem peregrinos tibetanos. (”Muro?”, devem pensar os comunistas chineses. “Muro para quê? Chumbo é mais barato…”)

Wednesday, April 25, 2007

Igreja também é Cultura

pedro novaes, 7:17 pm
Filed under: Política, Religião
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Como disse o Yuri, era só que faltava.

Não bastasse a produção cultural nacional ser viciada em incentivos fiscais, assim como o esporte, com todos os problemas e dificuldades que isso acarreta, agora os evangélicos resolveram também crescer o olho pra cima dos recursos da viúva.

O ímpio senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), aquele da Universal do Reino de Deus, apresentou projeto de lei no Senado, que inclui as igrejas entre os beneficiários da Lei Rouanet. A justificativa é a de que “nada expressa melhor a formação de nossa cultura que o caldeamento das diversas religiões, seitas, cultos e sincretismos que moldaram o processo civilizatório nacional” — explica o senador, que é sobrinho de Edir Macedo.

O projeto está em discussão na Comissão de Educação do Senado. Se aprovado, segue para o plenário e posteriormente para a Câmara dos Deputados.

Aqui o link para a notícia do Globo.

Saturday, April 14, 2007

“Getúlio Vargas foi assassinado”

virginialane.jpg
A ex-vedete Virgínea Lane, que foi amante de Getúlio Vargas, em entrevista ao jornalista Roberto Canázio, da Rádio Globo, logo após o carnaval deste ano, afirmou que estava na cama com o então presidente quando quatro homens mascarados o assassinaram. O suicídio teria sido balela. Ouça o podcast com sua declaração:

Tuesday, April 10, 2007

Sic semper tyrannis

yuri vieira, 5:05 pm
Filed under: Economia, Política
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Assim sempre aos tiranos. Nosso amigo, diretamente da Virgínia, continua mandando bala. Música para o intelecto.

sicsemper.jpg

Saturday, April 7, 2007

Sétimo bate-papo com Olavo de Carvalho

Este podcast foi gravado no final do ano passado:

Neste sétimo podcast, “lado A”, Olavo discorre sobre os seguintes temas: gnosticismo; Eric Voegelin; Hans Urs von Balthasar; mania brasileira de tomar posição sobre tudo; desconstrucionismo; seu percurso na filosofia; Simone Weil; o gnosticismo é uma experiência de duração variável; o que é filosofia; diferença entre sabedoria e conhecimento gnóstico; Deus e o intelecto; certas opiniões do Dalai Lama; hierarcas católicos que condenam a masturbação e apoiam regimes comunistas; relação entre a sabedoria e a realidade; a verdade está na tensão entre o universal e o particular; papagaios filósofos e filósofos de fato; interpretar a realidade; conhecer os fatos para prever as tendências futuras; o Brasil não será o mesmo depois do PT (será uma merda); a fraude eleitoral de 2006; o teste para a sabedoria não está nas disciplinas acadêmicas, mas na realidade; não há problema pequeno para a sabedoria; não se pode contestar a verdade; a manipulação da juventude; a divinização do tempo e do espaço; a atitude perante o infinito; o medo do desconhecido; a contemplação amorosa; um estudo sobre a natureza do milagre.

(Há problemas com o som apenas no primeiro minuto. Sugiro a audição com fones de ouvido.)

Para baixar o arquivo, visite este site.

Para ouvir o mesmo arquivo no You Tube, clique aqui.

Wednesday, April 4, 2007

Polêmicas expressas

yuri vieira, 5:35 pm
Filed under: Política, Viagens, escritores, literatura
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Eu ainda não me meti na tal polêmica dos escritores bancados para se inspirar mundo afora - Projeto Amores Expressos - porque acho que seria melhor fazê-lo através duma ficção. Se calhar, escreverei um conto. Por enquanto, para quem não sabe do que se trata, vale a leitura do artigo do Janer Cristaldo - Corrupção no mundo das letras - e a resposta do Joca Reiners Terron, futuro turista literário no Cairo: Queridos Filhos-da-Puta. Aliás, cá entre nós, eu tenho um canal para viajar até outro planeta de carona com o Karran, ministro de Klermer, o planeta Semente. Será que serve? Ele não cobraria nada.

Saturday, March 31, 2007

Racismo na UnB? Duvido

Morei cinco anos no alojamento da UnB, conheço bem aquela “ilha”. Inclusive um dos contos d’A Tragicomédia Acadêmica trata dele: Memórias da Ilha do Capeta. Por isso sei que sempre moraram africanos ali, em geral oriundos de países de língua portuguesa - Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau - sendo os demais francófonos ou anglófonos. A presença deles sempre me fez sentir que eu estava matriculado numa universidade que, se não era uma instituição de primeiro time, era ao menos uma de algum renome internacional. (Seria de primeiro time se estudantes do primeiro mundo brigassem por vagas ali.) No bloco B, tive até mesmo um príncipe como vizinho, o qual costumava, em datas específicas, esperar uma mercedes dourada para levá-lo à embaixada de seu país. Sim, eis o outro lado da questão, o lado oculto: a grande maioria dos africanos que estudam na UnB são endinheirados. Andam bem vestidos, aprumados. São em geral saudáveis, altos, bonitos. Dentre as mulheres lembro de algumas deslumbrantes, com ar distinto e de excelente gosto no vestir. Os homens, se não estão de gravata, compartilham com as mulheres o hábito de usar no mínimo roupas ocidentais de corte elegante ou trajes africanos coloridos com certa pinta de nobreza. Sim, também são vistos em jeans e camiseta, mas enquanto boa parte dos brasileiros se comporta como se estivesse numa comunidade hippie, os africanos parecem estar em Oxford. Bem, no início, parecem. Mas depois…

Não me recordo de hostilidades para com eles, ao menos não tão ostensivas quanto os incêndios criminosos desta semana. (Houve o caso isolado onde um africano gay - ou seria um jamaicano gay? -, após assediar e tocar um estudante heterossexual descendente de coreanos em suas partes, quase apanhou com um bastão de beisebol. Só.) Mas me lembro do ressentimento que surgia ora aqui, ora ali, em meio a conversas de “cachimbo da paz” e a cochichos de corredor, entre aqueles que se sentiam insultados pela riqueza dos estrangeiros: “Pô, pra gente conseguir uma vaga aqui tem de provar que é ‘carente’, pobre… Já esses caras têm carros e o apê cheio de eletrodomésticos!” (Veja, por exemplo, a queixa do nigeriano Muyiwa Sean: alguém chegou a rasgar os pneus do seu carro. Ouviram? Do seu carro.) Alguns estudantes “carentes” ditos “conscientes”, isto é, estudantes de história, ciências sociais, filosofia, etc., especulavam se aqueles africanos pertenceriam ou não à casta nobre de alguma tribo que certamente estaria explorando todo um país para mantê-los ali. Em suma: havia a semente do ódio de classe, um vírus marxista. Não que não houvesse tal possibilidade, isto é, a possibilidade de alguns daqueles estudantes serem filhos de tribos opressoras - sabemos que as guerras intertribais são recorrentes -, mas o critério para averiguar quem fazia parte da tal classe exploradora era sempre o econômico. Não passava pela cabeça de ninguém que um daqueles estudantes poderia ser filho dum empresário africano próspero, e não filho de algum ditador. Se bem que, para a mente marxista, ser empresário é ser opressor, e ser opressor é ser capitalista. Mas… e se fossem filhos de políticos socialistas corruptos e totalitários? Ah, isso era impensável. Enfim, a timidez ocasionada pelo fato de se estar num país estrangeiro, ou por não falar bem o português, apenas aumentava a aparência de “metidos” e de “presunçosos” dos africanos. Sem falar em suas festas barulhentas, não abertas aos demais moradores, regadas a bebidas caras, e a conseqüente confusão e sujeira nos corredores. Como se não estivessem em Oxford, mas apenas num paisinho tipo… hmmmm… o Brasil. (Veja o que foi pichado nos muros do alojamento: “Morte aos playboys africanos”.) Assim, sendo o Brasil um país cujas raças sempre ultrapassaram seus limites genotípicos para mesclar-se com as demais - vide Gilberto Freyre - o racismo, na minha opinião, seria o último fator a causar semelhante ato de vandalismo. Se não for o ódio de classe - transfigurado em xenofobia, uma vez que os únicos endinheirados a conseguir vagas ali oficialmente eram estrangeiros -, então é alguma treta pessoal, tal como a que envolveu o estudante coreano. (Festas e desrespeito? Provavelmente.) Não há de ser racismo puro e simples. Nos cinco anos que ali vivi (1992-1997), cheguei a imaginar que algo assim poderia ocorrer, mas jamais me veio à mente uma situação causada por motivos raciais, mesmo porque, entre os ressentidos, havia negros também. Então eu pergunto: que conseqüências isto terá?
(Continua…)



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