Arquivo para a categoria "Política"




Wednesday, 5 de November de 2003

Rachel de Queiroz diz adeus ao caos

yuri vieira (SSi), 7:00 am
Filed under: Política, escritores
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Rachel de QueirozOntem faleceu Rachel de Queiroz. Exatamente uma semana antes, ao folhear o exemplar número 10 da revista Grandes Acontecimentos da História (Editora Três), de Março de 1974, dei com este depoimento da escritora cearense a respeito do regime militar (o negrito é meu):

Não caberá em 20 linas uma tentativa de síntese dos prós e contras à Revolução de 31 de Março. Vamos antes ressaltar um dos aspectos que a distinguem entre os demais movimentos regeneradores havidos no Brasil e no mundo: é que esta Revolução nossa, nem durante o seu deslanchar, nem depois, na fase de consolidação, jamais suscitou aparecimento de um chefe carismático, um salvador. Escapou assim da fatalidade obrigatória às revoluções de esquerda e de direita, que é se cristalizarem em torno de um ditador, líder ou caudilho. Pois até no Chile, onde o comunismo se pretendia instalar “por via democrática”, o malogrado Allende se ia configurando como homem-símbolo, insubstituível.

(Continua…)

Monday, 1 de September de 2003

O IPTUzão de Hilda Hilst

yuri vieira (SSi), 5:13 am
Filed under: Cotidiano, Política, escritores
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Como você se sentiria se ganhasse pouco menos de dois mil reais por mês e ainda estivesse devendo quinhentos mil de IPTU? Eu, por exemplo, já estaria pirado, ou recebendo as visitas de sob a cama, ou caçando vereadores com estilingue. (Posso até ver suas testas cravejadas de mamonas embebidas em curare.) Sim, porque a situação seria muito surreal, digna de um conto do excelente José J. Veiga, com direito a cobradores astrais - daqueles que vêm nos cobrar nos sonhos - e Castelos gulaguianos para onde seriam enviados todos os kafkas inadimplentes. Claro, a não ser que você seja um especulador imobiliário profissional, tal dívida hipotética não passa de um absurdo… Mas eis que, ontem, meu amigo José Luis Mora Fuentes, escritor, que se divide entre seu apê, em São Paulo, e a Casa do Sol, chácara da escritora Hilda Hilst, me deu essa notícia chocante: a dívida de IPTU da Hilda já atingiu o lindo montante de R$500.000,00! Dá pra imaginar?
(Continua…)

Thursday, 28 de August de 2003

Atentado à ONU

yuri vieira (SSi), 10:18 am
Filed under: Imprensa, Política
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É incrível, mas numa enquete da revista Isto É Dinheiro, que indaga sobre quem seria o responsável pelo atentado que matou o Sérgio Vieira de Mello, o vencedor no rol dos suspeitos não é ninguém senão… a própria CIA!! (Com cerca de 68% dos votos.) Isso sim é que é um anti-americanismo muito bem difundido…

[Ouvindo: Porcelain - Moby]

Software é linguagem

yuri vieira (SSi), 9:43 am
Filed under: Política, software, tecnologia
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Tentei entrar num site de letras de músicas e me deparei com o aviso abaixo:

This page is temporarily closed in protest against the plan to introduce software patents in Europe. Websites may soon be closed down regularly due to software patents. Software patents can get you prosecuted for publishing texts you wrote yourself! Software patents are a threat to Open Source software.

(Continua…)

Sunday, 3 de August de 2003

Carta de uma sem-nada

yuri vieira (SSi), 4:16 pm
Filed under: Cotidiano, Política
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Recebi este email de Marô de Freitas, o qual me pareceu extremamente relevante em vista das últimas atividades do MST. Ele também tem sido comentado na imprensa.

Carta de uma sem-nada

Tenho 60 anos e vivi os últimos 12 anos em Colméia, numa fazenda, estado de Tocantins. Sou casada há 40 anos, meu marido é engenheiro agrônomo, 65 anos. Meu filho que trabalhou conosco até 1995 também é engenheiro agrônomo e tem 34 anos.

Éramos, talvez, a única família razoavelmente educada que morava naquele fim de mundo. A nossa casa era lá, era lá que passávamos as festas em família, lá estavam as nossas árvores, nossas flores, a casinha da nossa neta. Há 20 anos, periodicamente, dou aulas de arte no exterior (desenho, composição, pintura em porcelana). Assim conciliei a vida do Terceiro Mundo (ou no avesso do Terceiro Mundo) com três ou quatro viagens por ano aos Estados Unidos e Europa. Tenho o prazer de dar aulas a grupos realmente interessados e enfrento o “stress” de ter que explicar a inflação, a
destruição da Amazônia, a violência etc. a pessoas que faziam perguntas até por delicadeza. Pareciam preocupadas com uma “very nice person” “pessoa muito simpática” sofrendo tanto.

(Continua…)

Friday, 1 de August de 2003

A Reforma Agrária

yuri vieira (SSi), 3:25 pm
Filed under: Cotidiano, Política
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Repito o que escrevi a um amigo: a “mobilização dos camponeses sem terra é a princípio legítima e digna de toda atenção”. Tem que fazer reforma agrária sim, mas sem violar o Estado de Direito. Ou seja, tem que respeitar a propriedade privada e, portanto, o governo, pobre como está, só pode mesmo fazer a coisa lentamente, uma vez que já está endividado até o pescoço. (Claro, pois é preciso compensar de forma justa, sem roubalheiras, quem detém hoje a propriedade das terras. Nem muito, nem pouco: o justo.) A única alternativa a esse modo de ação é o uso da força, o que corresponde a governos totalitários, sejam eles fascistas ou comunistas. Toda mudança profunda, que pretenda respeitar a maioria sem violar os direitos do indivíduo, deve ser gradual, racional e sensata. Não adianta abolir o direito à propriedade e sair invadindo. Qualquer prisioneiro sabe disso: o direito à propriedade pode não ser absoluto, mas nem mesmo numa cadeia haverá ordem se não houver a propriedade de um local, pequeno que seja, para encostar a cabeça e dormir. Quem garantiria a um “assentado” a posse de seu novo pedaço de terra em tais circunstâncias? Quem garantiria que ninguém iria tirá-lo de lá? Apenas um governo totalitário. Em última instância só o Estado seria o dono das novas terras e poderia fazer daqueles que ali habitam o que lhe desse na telha. Reforma agrária sim, baderna e violência não.

Saturday, 12 de July de 2003

Fábulas de Leonardo da Vinci

yuri vieira (SSi), 1:02 pm
Filed under: Política, escritores, literatura
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Eu já disse diversas vezes que a política me causa terríveis náuseas, tanto como esses vinhos doces e baratos que, em nossa adolescência, nos fizeram rolar pelo chão, cheios de vertigens e promessas de não mais repetir a dose. Grande parte dos políticos vivem de embriaguês, tanto a deles quanto a do povo. Semana passada, a revista Época finalmente publicou uma matéria dando a verdadeira face do MST. Quem leu ou o livro “Doutor Zhivago” ou o os escritos do Che Guevara sabe que a mobilização dos camponeses sem terra - a princípio legítima e digna de toda atenção - não é senão, quando em mãos de politiqueiros revolucionários, mais uma forma de embriagar e atordoar o restante da sociedade. É um perigo. Sempre o mesmo papo totalitarista da coletivização dos meios e modos de produção. Sempre o mesmo papo anti-indivíduo, anti-iniciativa individual, anti-liberdade humana. Bom, não estou a fim de voltar a essas coisas podres, a essa gente que insiste em se apegar a idéias mortas e comprovadamente falíveis. (Quantos não morreram no século XX devido a tantas boas intenções?) Basta a leitura dessa fábula do Leonardo da Vinci para se compreender a total falta de bom senso dessa gente:
(Continua…)

Wednesday, 2 de April de 2003

Governo Mundial

yuri vieira (SSi), 4:07 pm
Filed under: Livro de Urântia, Política
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Um dos temas que mais me causam arrepios - quando leio o livro de Urântia - é o tal Governo Mundial. É mais do que óbvio que nosso planeta se encaminha para algo do gênero - taí a ONU que não me deixa mentir. O problema é que, após a leitura do excelente livro O Jardim das Aflições, de Olavo de Carvalho, fica difícil engolir facilmente as boas intenções dessa gente que, pensando em fazer o bem, pode é gerar o mal através de algum tipo de totalitarismo.
(Continua…)

A gênese da guerra

yuri vieira (SSi), 2:31 am
Filed under: Livro de Urântia, Política
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Nestes tempos de guerra - no Iraque, na Colômbia, etc. - é sempre bom dar uma relida nas duas primeiras seções do Documento 70 do livro de Urântia: A gênese da guerra e O valor social da guerra (em espanhol ou em inglês).

Sunday, 24 de November de 2002

De quem é o racismo?

yuri vieira (SSi), 10:06 am
Filed under: Política, especulativas
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O PT tá afim de processar o Garotinho por racismo, simplesmente porque o panaca disse que iria “desinfetar”, antes da posse de sua mulher, o escritório da Governadora Benedita da Silva. Isso é típico de fanáticos, sejam eles políticos ou religiosos: não há o menor traço de senso de humor, só querem saber de colocar mordaça nas pessoas. Afinal, o garoto não fez qualquer referência à raça da governadora. Será que o PT não sabe que é preciso desinfetar a cadeira onde qualquer político tenha sentado? Seja ele branco, preto, amarelo, rosado ou anil? Será que eles acham que só se desinfeta as cadeiras de políticos negros? Então, de quem é o racismo afinal?

Wednesday, 9 de October de 2002

Universos paralelos e eleições

yuri vieira (SSi), 10:50 am
Filed under: Ciência, Cotidiano, Política
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Eu queria saber em que se baseia a afirmação de que a física ainda é uma ciência exata. Ora, veja este trecho de “O universo numa casca de noz“, do cerebral Stephen Hawking:

“Como o universo continua lançando dados para ver o que acontece depois, ele não tem uma única história, como se poderia pensar. Pelo contrário: o universo deve ter várias histórias possíveis, cada uma com sua própria probabilidade. Deve haver uma história do universo na qual Belize ganhou todas as medalhas de ouro dos Jogos Olímpicos, embora a probabilidade disso seja baixa.

(Continua…)

Thursday, 3 de October de 2002

Ainda sobre as eleições

yuri vieira (SSi), 9:23 am
Filed under: Humor, Política
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Clique

É verdade, tenho preferido fazer brincadeiras a respeito da campanha e do bocó do Lula do que partir pra crítica direta. Percebi que as pessoas - até mesmo amigos - confundem uma visão fria e lúcida dos fatos com insensibilidade para com os excluídos e, quem diria, até mesmo com desamor. Como se o amor necessitasse da política para renovar o mundo. Como Krishnamurti, creio que “a revolução fundamental é revolucionar-se” e que “a única revolução real é o amor“. Não entrarei na questão do porquê acho o Lula um completo farsante. Aliás, não apenas ele, mas todos os candidatos são péssimos, todos têm a semente do totalitarismo em suas almas. Ou partem de um populismo raso (Garotinho) ou vivem sob as asas do marxismo (Serra, Lula, Ciro, etc.). E o marxismo até hoje se diz “científico”, dono da verdade, mas - como já dizia o Jacques Bergier (um dos pais do realismo fantástico) - “o marxismo é tão científico quanto o lobo é avó“.

Enfim, se esse Lula for eleito - Deus nos livre! - vamos ver quanto tempo levará - e quantas merdas ele precisará fazer - para que seus equivocados eleitores se arrependam amargamente por tê-lo escolhido. Podem anotar o que digo…

PS.: Clique na imagem para ouvir o discurso do Lula…

Thursday, 19 de September de 2002

Si hay gobierno… - a missão

yuri vieira (SSi), 8:00 am
Filed under: Cotidiano, Economia, Política
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Sim, soy contra. O governo me dá nos nervos. E não é por motivos ideológicos. É que essa gangue de mulocratas (burrocratas que empacam) já estão pisando demais nos meus calcanhares. Hoje, por exemplo, gastei um bom tempo com um fiscal da prefeitura, que veio até aqui dizer que o “parecer foi favorável”. Ele se referia a um trecho de 3m2 do qual supostamente teríamos nos apropriado e que, graças à boa vontade do governo do PT de Goiânia (para onde me “exilei”), poderíamos adquiri-lo em prestações absurdas. Ou seja, o município era favorável a que comprássemos os “5m2” de terreno público usurpado do povo. “5m2“?! Parecer favorável a eles, eu disse. Coisa mais ridícula, seo. Veja o desenho que fiz às pressas.
(Continua…)

Thursday, 5 de September de 2002

Criticando um crítico

yuri vieira (SSi), 3:59 pm
Filed under: Política, cinema, especulativas
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Eugênio Bucci, em sua crítica ao filme Cidade de Deus (Jornal do Brasil-04/09), pega como mote o comentário do personagem Buscapé - “se o tráfico de drogas não fosse crime, o bandido Zé Pequeno seria o homem de visão do ano” - para com ele concluir que todo executivo, que todo empresário, enfim, que todo empreendimento capitalista é killer, é do mal. Ora, aquela afirmação corresponde a esta: se expressar preconceitos não fosse uma miopia mental, certos colunistas ganhariam o Prêmio Esso de jornalismo. E, no entanto, o fato de ele ser sim um colunista equivocado não atenta contra a profissão do jornalista em si mesma. Afinal, a maldade evidente do personagem Zé Pequeno nasce de sua motivação interior, ela já existia antes de que ele se tornasse um “negociante de drogas”. Querer excluir todo mercado, todo executivo, todo empresário da face da Terra, a partir desse raciocínio, seria o mesmo que banir todas as facas de todas as cozinhas apenas porque é possível cortar gargantas com elas. Capital é ferramenta.
(Continua…)

Tuesday, 27 de August de 2002

A morte dos presidentes

yuri vieira (SSi), 2:44 am
Filed under: Política, extraordinárias, livros
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O texto abaixo também foi retirado daquele meu livro de cabeceira da infância: “O Grande Livro do Maravilhoso e do Fantástico” (Reader’s Digest).

Os assassínios dos presidentes Abraham Lincoln e John F. Kennedy estiveram ligados por uma espantosa série de coincidências.

Abraham Lincoln foi eleito pela primeira vez para o Congresso em 1846. O mesmo aconteceu a John Kennedy exactamente 100 anos depois. Lincoln foi eleito como 16.º presidente dos EUA no dia 6 de Novembro de 1860. Kennedy foi eleito como 35.º presidente a 8 de Novembro de 1960. Após a sua morte, sucederam a ambos homens do Sul com o nome de Johnson, respectivamente Andrew Johnson, nascido em 1808, e Lyndon Johnson, em 1908. John Wilkes Booth, o homem que matou Lincoln, nasceu em 1939, enquanto Lee Harvey Oswald, o assassino de Kennedy, nasceu em 1939. Eram ambos homens do Sul e foram abatidos a tiro antes de serem julgados.

Booth cometeu o seu crime num teatro e correu depois para um armazém. Oswald disparou contra Kennedy da janela de um armazém e refugiou-se num teatro.

No dia em que foi assassinado, Lincoln declarou a um guarda, William H. Crook: “Creio que há homens que me querem tirar a vida… E não tenho dúvida de que o farão. Se tem de ser feito, é impossível impedi-lo.”

E Kennedy, insuspeitadamente, disse a sua mulher, Jackie, e ao seu conselheiro pessoal, Ken O’Donnell: “Se alguém quiser realmente matar o presidente dos Estados Unidos, não lhe será muito difícl. Tudo o que tem a fazer é subir um dia a um edifício alto, com uma espingarda de mira telescópica, e nada poderá evitá-lo.”

Esse “dia” foi esse mesmo dia. Kennedy foi morto duas horas e meia depois.

Lincoln e Kennedy, ambos reconhecidos defensores dos direitos civis (embora o Lincoln fosse um totalitarista, digo eu, Yuri), foram mortos a uma sexta-feira, atingidos na nuca. As mulheres acompanhavam-nos.

Lincoln foi assassinado no Teatro Ford. Kennedy num automóvel fabricado pela Ford Motor Company - modelo Lincoln.

Outra infeliz coincidência é que Lincoln tinha um secretário de nome Kennedy, que o aconselhou a não ir ao teatro de Wasshington nesse dia fatal… E Kennedy tinha um secretário chamado Lincoln, que o desaconselhou fortemente de ir a Dallas.

[Ouvindo: Seven Steps to Heaven - Miles Davis]

Friday, 23 de August de 2002

Quer ajudar? Então não atrapalha!

yuri vieira (SSi), 8:41 pm
Filed under: Economia, Política, cinema
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Fim de semana passado, tive uma dessas discussõezinhas de bar com um amigo que trabalha no governo. Assunto: leis de incentivo ao Cinema. Ele me dizia que não tínhamos - eu e minha namorada, que é da Associação Brasileira de Documentaristas - por que reclamar dessas leis, uma vez que o papel delas é tão somente o de dar um empurrãozinho no Cinema, o de educar os empresários, fazendo-os perceber que apoiar a Cultura vale a pena. Meu Deus, eu dizia, como é que isso é possível? Se eu fosse empresário - e eu seria um empresário inteligente - e, sob o pretexto de me ensinar a apoiar a cultura do meu país, chegasse alguém com uma das seguintes propostas: a) reverter parte dos impostos da minha empresa para a produção do filme; ou b) dar uma grana do meu próprio bolso em troca de uma série de vantagens junto a regulamentos e/ou a tributos estatais X, eu abriria um bocão e diria: “guerapááááááá…” (Sabe, né, o guerapá daquele idiota da propaganda que ouvia “guerapá” ao invés do “Get up” do James Brown.) Ôrra, meu, além de o governo andar estrangulando cada dia mais o empresariado com mil impostos - daí a origem do desemprego -, ainda faz com que inocentes úteis, como eu, saiam por aí achando que é legítimo esse tipo de proposta indecente. Não seria mais fácil seqüestrar a esposa do cara, com permissão do governo, claro, e exigir como resgate que ele banque um filme? (Olhaí o argumento, já dá um roteiro.) Dito isto, meu amigo me pergunta, então, o que é que eu queria que o governo fizesse. Ora, em primeiro lugar o trabalho desses caras, desses empresários, não tem nada a ver com cinema, o negócio deles é sapato, rapadura, cuecas, camisinhas. O que a gente precisa é de gente nova, de gente que se tornasse empresário ao decidir se meter no babado, na produção de filmes. Para tanto o governo deveria fazer, não no mínimo mas no máximo, apenas o seguinte:
(Continua…)



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