Arquivo para a categoria "Educação"




Wednesday, May 16, 2007

O Quiz do UOL sobre Cuba

paulo paiva, 9:35 am
Filed under: Educação, Política
Tags: , ,

A página de abertura do meu navegador é a página do UOL e hoje encontrei esse “Quiz” sobre a revolução cubana que denota claramente, no que ele não aborda, a linha ideológica esquerdista dominante no setor educacional brasileiro. É chocante essa abordagem insípida dada a Fidel Castro e Che Guevara, homens de estatura moral equivante a de um ditador africano. O desprezo dos mais inteligentes pelo curso de pedagogia deu nisso! Segue abaixo uma cópia do Quiz, para registro e para os bem aventurados que não assinam o UOL.

1- Instalado o governo revolucionário em Cuba, em 1959, o primeiro cargo exercido por Fidel Alejandro Castro Ruz foi de:

*Presidente

*Primeiro-ministro

*Ditador

*Governador

*Presidente do Partido Comunista Cubano

(Continua…)

Friday, May 11, 2007

A invasão da reitoria da USP

paulo paiva, 11:14 am
Filed under: Educação
Tags: 

Parece que temos uma nova onda de citação ao Reinaldo Azevedo aqui no blog. Não pude resistir. O cara tá impossível. O quente agora é a invasão da reitoria da USP pelos “estudantes” (Hehehehe, aspas neles!).

Tenho a impressão nítida de que este caso e sua cobertura pelo Blog do Tio Rei representam uma ruptura no modus operandi do movimento estudantil. Este se caracteriza pela utilização de estudantes como massa de manobra dos partidos para realizar a guerra cultural. Lembro-me das reinvidicações do movimento à época que eu me envolvi com o dito. Eram pérolas como “Estudantes unidos em defesa de Cuba”, “Contra a entrega do países do Leste Europeu ao Capitalismo”, “Socialismo já” e por aí vai. A última coisa que importava era a educação em si, apesar das alegações em contrário. Assistindo a tudo havia uma imensa maioria de estudantes que achavam aquilo uma empulhação, mas acabavam se conformando à passividade, diante da indiferença da grande mídia e dos poucos meios disponíveis à época para se reconhecerem como força política. Mas aí surgiu a internet. Graças à ela, estes estudantes “alienados”, que nunca tiveram voz ativa encontram respaldo na rede, onde podem se encontrar e ver que não estão sozinhos. Este é um momento histórico!

Reproduzo abaixo um post bastante didático do Reinaldo. caso queiram acompanhar a discussão, começem por este: “Porque é importante“.

Como Lula, o PT, as Mafaldinhas, os remelentos e os “Carneiros” destroem a universidade pública
Lula é o maior agente do ensino universitário privado do país. E, por isso, eu, que privatizaria até Jardim da Infância, deveria apoiá-lo nesse particular. E por que não apóio? Porque Lula é o maior agente do pior ensino universitário privado destepaiz: o de baixa qualidade. E conta, como militantes de sua causa, com os petistas, a extrema esquerda, os reitores autocratas, parte considerável da imprensa. Vou explicar direitinho para vocês como as coisas se dão.

(Continua…)

Marque a alternativa engajada

yuri vieira, 10:04 am
Filed under: Educação, Política
Tags: , , ,

Segundo o blog do professor Simon Schwartzman - que publicou um artigo de José Luiz Delgado, veiculado no Jornal do Commércio de 17/4/2007 - eis a questão que caiu na prova do vestibular da Universidade Federal de Pernambuco:

(…) Muitíssimo mais me chocou, e me horroriza (até porque obviamente consciente e intencional, não um erro), foi, na mesma prova, o teor da questão anterior pedindo que o candidato apontasse “os exemplos de homens éticos com visão filosófica engajada (para além da hipocrisia)” e dando como alternativas: “a) Bush, Olavo de Carvalho, Editora Abril, Inocêncio Oliveira, Roberto Marinho, b) Dalai Lama, Gandhi, Marina da Silva, Frei Beto, D.Helder, c) FHC, Marco Maciel, ACM, Ratinho, Reginaldo Rossi, d) Leonardo Boff, Irmã Dulce, Ariano Suassuna, Betinho, Zilda Arns, e) Dalai Lama, Gandhi, ACM, Frei Beto, Leonardo Boff”.

Não se tratava de um juízo apenas de fato - por exemplo: indicar os que se dedicaram sobretudo às questões sociais - mas de um juízo de valor: quem seria “ético” e quem não seria, quem teria “visão filosófica engajada” e quem não teria, acrescentando-se que essa visão teria de ser “para além da hipocrisia”, ou seja, que algumas das personalidades arroladas poderiam apenas parecer, mas seriam substancialmente hipócritas. Ora, além de gravemente ofender personalidades públicas como sendo “do mal”, ensejando que elas até processem a Universidade por injúria e difamação, - aquele questionamento é completamente inadmissível numa universidade, que deve ser, por excelência, o lugar da liberdade de pensamento e de crítica. (…)

Friday, May 4, 2007

A Educação que seus filhos recebem

paulo paiva, 12:12 pm
Filed under: Educação, Política
Tags: 

No início do ano passado fiz um concurso público e uma coisa que me deixou espantado foi a natureza enviesada dos exercícios respondidos que estudei nas apostilas, coletados em concursos no brasil inteiro. Era para um concurso na área de orçamento e finanças e me refiro especificamente à questões das áreas de conhecimentos gerais, economia, administração e direito. Descobri que a resposta “certa” era quase sempre a mais à esquerda. Fiquei abismado com essa lógica distorcida e tive que “simular’ esse pensamento rasteiro, para que eu fosse aprovado. Pensava: “Como responderia a essa questão se eu fosse o universitário que era a 19 anos atrás, quando simpatizava com o Che Guevara e achava que a Albânia era o paraíso na Terra?”. Pois agora vejo a razão pela qual a dificuldade que tive não é mais partilhada pela nova geração (quando eu interpelava meus colegas mais novos de cursinho sobre estas manipulações, eles me olhavam como a um alienígena!). A doutrinação hoje começa bem mais cedo. Antes era só nas universidades, agora é desde o jardim de infância. Vejam só o artigo seguinte, do Diego Casagrande, e à seguir a resposta da Rede Salesiana de Escolas, devidamente comentada.

A REVOLUÇÃO SILENCIOSA

por Diego Casagrande
Não espere tanques, fuzis e estado de sítio. Não espere campos de concentração e emissoras de rádio, tevê e as redações ocupadas pelos agentes da supressão das liberdades. Não espere tanques nas ruas. Não espere os oficiais do regime com uniformes verdes e estrelinha vermelha circulando nas cidades. Não espere nada diferente do que estamos vendo há pelo menos duas décadas.

(Continua…)

Saturday, April 7, 2007

Sétimo bate-papo com Olavo de Carvalho

Este podcast foi gravado no final do ano passado:

Neste sétimo podcast, “lado A”, Olavo discorre sobre os seguintes temas: gnosticismo; Eric Voegelin; Hans Urs von Balthasar; mania brasileira de tomar posição sobre tudo; desconstrucionismo; seu percurso na filosofia; Simone Weil; o gnosticismo é uma experiência de duração variável; o que é filosofia; diferença entre sabedoria e conhecimento gnóstico; Deus e o intelecto; certas opiniões do Dalai Lama; hierarcas católicos que condenam a masturbação e apoiam regimes comunistas; relação entre a sabedoria e a realidade; a verdade está na tensão entre o universal e o particular; papagaios filósofos e filósofos de fato; interpretar a realidade; conhecer os fatos para prever as tendências futuras; o Brasil não será o mesmo depois do PT (será uma merda); a fraude eleitoral de 2006; o teste para a sabedoria não está nas disciplinas acadêmicas, mas na realidade; não há problema pequeno para a sabedoria; não se pode contestar a verdade; a manipulação da juventude; a divinização do tempo e do espaço; a atitude perante o infinito; o medo do desconhecido; a contemplação amorosa; um estudo sobre a natureza do milagre.

(Há problemas com o som apenas no primeiro minuto. Sugiro a audição com fones de ouvido.)

Para baixar o arquivo, visite este site.

Para ouvir o mesmo arquivo no You Tube, clique aqui.

Saturday, March 31, 2007

Racismo na UnB? Duvido

Morei cinco anos no alojamento da UnB, conheço bem aquela “ilha”. Inclusive um dos contos d’A Tragicomédia Acadêmica trata dele: Memórias da Ilha do Capeta. Por isso sei que sempre moraram africanos ali, em geral oriundos de países de língua portuguesa - Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau - sendo os demais francófonos ou anglófonos. A presença deles sempre me fez sentir que eu estava matriculado numa universidade que, se não era uma instituição de primeiro time, era ao menos uma de algum renome internacional. (Seria de primeiro time se estudantes do primeiro mundo brigassem por vagas ali.) No bloco B, tive até mesmo um príncipe como vizinho, o qual costumava, em datas específicas, esperar uma mercedes dourada para levá-lo à embaixada de seu país. Sim, eis o outro lado da questão, o lado oculto: a grande maioria dos africanos que estudam na UnB são endinheirados. Andam bem vestidos, aprumados. São em geral saudáveis, altos, bonitos. Dentre as mulheres lembro de algumas deslumbrantes, com ar distinto e de excelente gosto no vestir. Os homens, se não estão de gravata, compartilham com as mulheres o hábito de usar no mínimo roupas ocidentais de corte elegante ou trajes africanos coloridos com certa pinta de nobreza. Sim, também são vistos em jeans e camiseta, mas enquanto boa parte dos brasileiros se comporta como se estivesse numa comunidade hippie, os africanos parecem estar em Oxford. Bem, no início, parecem. Mas depois…

Não me recordo de hostilidades para com eles, ao menos não tão ostensivas quanto os incêndios criminosos desta semana. (Houve o caso isolado onde um africano gay - ou seria um jamaicano gay? -, após assediar e tocar um estudante heterossexual descendente de coreanos em suas partes, quase apanhou com um bastão de beisebol. Só.) Mas me lembro do ressentimento que surgia ora aqui, ora ali, em meio a conversas de “cachimbo da paz” e a cochichos de corredor, entre aqueles que se sentiam insultados pela riqueza dos estrangeiros: “Pô, pra gente conseguir uma vaga aqui tem de provar que é ‘carente’, pobre… Já esses caras têm carros e o apê cheio de eletrodomésticos!” (Veja, por exemplo, a queixa do nigeriano Muyiwa Sean: alguém chegou a rasgar os pneus do seu carro. Ouviram? Do seu carro.) Alguns estudantes “carentes” ditos “conscientes”, isto é, estudantes de história, ciências sociais, filosofia, etc., especulavam se aqueles africanos pertenceriam ou não à casta nobre de alguma tribo que certamente estaria explorando todo um país para mantê-los ali. Em suma: havia a semente do ódio de classe, um vírus marxista. Não que não houvesse tal possibilidade, isto é, a possibilidade de alguns daqueles estudantes serem filhos de tribos opressoras - sabemos que as guerras intertribais são recorrentes -, mas o critério para averiguar quem fazia parte da tal classe exploradora era sempre o econômico. Não passava pela cabeça de ninguém que um daqueles estudantes poderia ser filho dum empresário africano próspero, e não filho de algum ditador. Se bem que, para a mente marxista, ser empresário é ser opressor, e ser opressor é ser capitalista. Mas… e se fossem filhos de políticos socialistas corruptos e totalitários? Ah, isso era impensável. Enfim, a timidez ocasionada pelo fato de se estar num país estrangeiro, ou por não falar bem o português, apenas aumentava a aparência de “metidos” e de “presunçosos” dos africanos. Sem falar em suas festas barulhentas, não abertas aos demais moradores, regadas a bebidas caras, e a conseqüente confusão e sujeira nos corredores. Como se não estivessem em Oxford, mas apenas num paisinho tipo… hmmmm… o Brasil. (Veja o que foi pichado nos muros do alojamento: “Morte aos playboys africanos”.) Assim, sendo o Brasil um país cujas raças sempre ultrapassaram seus limites genotípicos para mesclar-se com as demais - vide Gilberto Freyre - o racismo, na minha opinião, seria o último fator a causar semelhante ato de vandalismo. Se não for o ódio de classe - transfigurado em xenofobia, uma vez que os únicos endinheirados a conseguir vagas ali oficialmente eram estrangeiros -, então é alguma treta pessoal, tal como a que envolveu o estudante coreano. (Festas e desrespeito? Provavelmente.) Não há de ser racismo puro e simples. Nos cinco anos que ali vivi (1992-1997), cheguei a imaginar que algo assim poderia ocorrer, mas jamais me veio à mente uma situação causada por motivos raciais, mesmo porque, entre os ressentidos, havia negros também. Então eu pergunto: que conseqüências isto terá?
(Continua…)

Thursday, March 22, 2007

Borat em Cambridge

yuri vieira, 2:41 pm
Filed under: Educação, Humor, Podcast e videos
Tags: , , , ,

Chamo sua atenção sobre o trecho em que um professor afirma serem as mulheres tão inteligentes quanto os homens, residindo a diferença no fato de que não são criativas. (Mmmmm. Deve ser o professor do Ronaldo Roque…) Diz o Borat: “No Kazaquistão, dizemos que encontrar uma mulher com cérebro é como encontrar um cavalo com asas”. Credo, parece a Hilda Hilst falando. A parte em que um aluno fica puto com as perguntas taradas do Borat também é muito boa: “A pergunta é inapropriada. Esta é uma universidade séria! Acabou a entrevista!” Eu quis gravar um vídeo semelhante em 1995, lá na UnB, vestido de bobo da corte e tal, mas meu primo, Jesus Fernando Vivas, que também era meu professor no Instituto de Artes, achou que a gente ia se meter numa bela encrenca. Foi então que comecei aquele livro

Monday, March 12, 2007

A camisinha e a Igreja Católica

daniel christino, 5:06 pm
Filed under: Cotidiano, Educação, Humor, Política, Religião
Tags: , , ,

Pois é. O Governo Federal resolveu distribuir camisinhas nas escolas e os mais apressadinhos aproveitaram a grita geral dos conservadores (moralmente falando) para atacar a Igreja Católica por ainda ser contra a camisinha. Ela tem seus motivos, imagino. O melhor deles, entretanto, está neste vídeo do Monty Phython. Veja se não é uma contribuição bastante seminal para o debate.

DAD:
There are Jews in the world.
There are Buddhists.
There are Hindus and Mormons, and then
There are those that follow Mohammed, but
I’ve never been one of them.

I’m a Roman Catholic,
And have been since before I was born,
And the one thing they say about Catholics is:
They’ll take you as soon as you’re warm.

You don’t have to be a six-footer.
You don’t have to have a great brain.
You don’t have to have any clothes on. You’re
A Catholic the moment Dad came,

Because

Every sperm is sacred.
Every sperm is great.
If a sperm is wasted,
God gets quite irate.

CHILDREN:
Every sperm is sacred.
Every sperm is great.
If a sperm is wasted,
God gets quite irate.

GIRL:
Let the heathen spill theirs
On the dusty ground.
God shall make them pay for
Each sperm that can’t be found.

CHILDREN:
Every sperm is wanted.
Every sperm is good.
Every sperm is needed
In your neighbourhood.

MUM:
Hindu, Taoist, Mormon,
Spill theirs just anywhere,
But God loves those who treat their
Semen with more care.

MEN:
Every sperm is sacred.
Every sperm is great.
WOMEN:
If a sperm is wasted,…
CHILDREN:
…God get quite irate.

PRIEST:
Every sperm is sacred.
BRIDE and GROOM:
Every sperm is good.
NANNIES:
Every sperm is needed…
CARDINALS:
…In your neighbourhood!

CHILDREN:
Every sperm is useful.
Every sperm is fine.
FUNERAL CORTEGE:
God needs everybody’s.
MOURNER #1:
Mine!
MOURNER #2:
And mine!
CORPSE:
And mine!

NUN:
Let the Pagan spill theirs
O’er mountain, hill, and plain.
HOLY STATUES:
God shall strike them down for
Each sperm that’s spilt in vain.

EVERYONE:
Every sperm is sacred.
Every sperm is good.
Every sperm is needed
In your neighbourhood.

Every sperm is sacred.
Every sperm is great.
If a sperm is wasted,
God gets quite iraaaaaate!

Monday, February 12, 2007

Señoritos satisfechos

“Ortega y Gasset já dizia que os principais inimigos da cultura são os “señoritos satisfechos” que desfrutam do legado da civilização sem ter a menor idéia de como foi conquistado e, por ignorância das condições que o geraram, acabam por destruí-lo.”

O puxão de orelha que o Olavo de Carvalho está dando no Rodrigo Constantino deveria ser lido por todo aquele que insiste em dizer que a “crença religiosa dogmática” é inimiga da liberdade, que a Inquisição foi o pior flagelo criado pela e contra a humanidade, que os cristãos são fundamentalistas que não aceitam discutir sua fé, etc., etc. Novamente, Olavo with lasers…

Friday, February 9, 2007

A expulsão do Homem Biscoito

homem biscoito

Estávamos em meio a um debate a respeito dos fundamentos filosóficos da moral, quando, inevitavelmente, entrou na roda o velho assunto dos políticos pretensamente bonzinhos que só fazem maldades. O moderador, um professor de filosofia duma obscura faculdade de Nova York (obscura ao menos para mim), até que segurava bem as rédeas das opiniões, argumentos e idéias que iam entrando. (Sim, é óbvio que toquei na questão do Foro de São Paulo, do qual os gringos ali presentes nunca ouviram falar. Aliás, eu era o único representante da América do Sul.) Enfim, alguém, mais que depressa, retirou da manga o amarrotado tema do desrespeito às minorias, desrespeito esse bastante criticado por Verum, representante do Diversity 2007 e proprietária do Verum’s Place - uma área dedicada a este gênero de discussões - quando então, assim do nada, surgiu o gigantesco Homem Biscoito de Gengibre. Caminhando feito uma mistura de zumbi bêbado com Carlitos - e provavelmente comandado pelo dono de algum computador de pouca memória e baixa velocidade - o Homem Biscoito foi se aproximando da nossa roda que, um tanto perplexa, assistiu à aparição silenciosa e um tanto tímida do estranho avatar. Aparentemente cego, chutou dois ou três dos presentes e se dirigiu a uma das almofadas vagas, sentando-se com estrépito. O problema é que o sicrano era tão grande que suas pernas ficaram por cima de outros dois membros do nosso grupo, aqueles que o flanqueavam de imediato. O estudante norueguês de asas negras simplesmente saltou uma almofada e voltou a se sentar a uma distância segura. Já a professora de artes canadense se levantou e resmungou algo um tanto irritada, mantendo-se de pé daí em diante. Assim que o Homem Biscoito de Gengibre finalmente emitiu um “Good morning”, desapareceu deixando uma nuvem de estrelinhas.

“Ih, o cara caiu”, disse o moderador.

Verum se manifestou: “Não, eu o expulsei. Ele estava atrapalhando a reunião”.

Surgiram risadas e observações ácidas de todos os lados. O moderador comentou:

“Ora, ora… E não é que nossa anfitriã defensora das minorias acabou de excluir o único Homem Biscoito da nossa reunião?”

E teve início, pois, uma série de argumentos e contra-argumentos a respeito do significado ético do ocorrido. Alguém comparou o caso à hipotética expulsão de um passageiro com obesidade mórbida de um avião. Outro atacou o Homem Biscoito afirmando que era certamente alguém com complexo de inferioridade e sem nenhuma outra razão de ser senão a de aparecer. O Homem Raposa, sentado ao meu lado (eu sou o punk de crista da foto) disse que o Homem Biscoito tinha todo o direito de se manifestar como um Homem Biscoito, pouco importando seu tamanho e seu sabor. Se ele podia comparecer em forma de raposa, por que o outro não poderia em forma de biscoito? (”Yeah, you have a good point!”) E, claro, não se chegou a qualquer conclusão.

Sinceramente, não sei se o Homem Biscoito ficou triste e solitário diante de seu computador ou se sua intenção era ser de fato expulso, ficando então entregue às suas próprias risadas de ator de pegadinha. Sei apenas que certas situações são muito rápidas em sua implícita volúpia de nos fazer pagar a língua. Quase fiquei com pena da Verum. Segundo-vivendo e aprendendo…

____
P.S.: Enquanto alguns bobos ficam a ladrar “joguinho! joguinho!”, a caravana do Second Life vai passando, sem deixar de levar, em seu bojo, pessoas que, de todos os cantos do mundo, querem se conhecer e trocar idéias…

Saturday, January 6, 2007

As árveres somos nozes

yuri vieira, 11:16 am
Filed under: Educação, Podcast e videos
Tags: , ,

Jesus é de fato um excelente jardineiro. Pena que as árveres somos nozes.

Monday, December 11, 2006

A labuta acadêmica

daniel christino, 1:57 am
Filed under: Ciência, Educação, especulativas
Tags: ,

Um dos efeitos colaterais de se dar aulas nas Universidades Federais são as conferências. Na Europa e nos EUA, conferências são oportunidades para o debate de idéias elaboradas pelos próprios conferencistas, o que proporciona momentos ímpares de disputa intelectual. No Brasil conferências são parecidas com aquelas convenções de fãs (do tipo Star Trek). “Lá vai o grupo que é fã do Weber”. “Olha lá o grupo fã do Marx, eles não constumam ter muito senso de humor”. Hegelianos para lá, heideggerianos para cá; e as tão esperadas e seminais discussões acabam se tornando debates maçantes sobre picuínhas hermenêuticas. Mas pode ficar pior. (Continua…)

Monday, November 13, 2006

Quinto podcast com Olavo de Carvalho

Neste podcast, Olavo discorre sobre as eleições para o Congresso norte-americano, sobre democratas e republicanos, “liberals” e “conservatives”, imprensa brasileira, Folha de São Paulo, a esquerda nas universidades norte-americanas, professores universitários brasileiros, o desconstrucionismo, a lógica formal de Frege, o Caso Emir Sader e Jorge Bornhausen, “raça” e racismo, analfabetismo funcional, pseudo-profissionais brasileiros, a guerra do Iraque, a luta pela hegemonia mundial, o conceito de genocídio, a matança de cristãos, a patrulha ideológica, o porquê de ele não ser um “touro indomável”, a corrupção no Brasil, Lula e Lulinha, a organização da “resistência conservadora”, os “dois maiores brasileiros da história” e, por fim, Olavo solicita apoio para criar uma rádio online.

Em duas partes:

    Lado A

    Lado B

Quem quiser baixar os arquivos mp3, visite o Archive.org.

Quem quiser ouvi-los através do You Tube, clique aqui.

Monday, November 6, 2006

Entrevista com Bruno Tolentino (vídeo)

yuri vieira (SSi), 6:37 pm
Filed under: Educação, Podcast e videos, escritores, literatura
Tags: , , , ,

Via O Indivíduo e TV Câmara (Sempre um Papo):

O Sempre Um Papo traz a Brasília um dos mais premiados poetas brasileiros, Bruno Tolentino. Seu mais recente livro de poemas reúne 538 sonetos escritos ao longo de 26 anos, entre 1979 e 1994. O livro, dividido em 3 partes chamadas de “movimentos”, é precedido por um soneto intitulado “Em frontispício”, que situa seu projeto poético. A epígrafe do soneto, um versículo de Joel, estabelece as finas relações que o poeta delineia entre o cristianismo e as orientações para a vida humana, sendo desdobrada criticamente no próprio poema.

(Continua…)

Wednesday, October 11, 2006

Um bate-papo com Olavo de Carvalho (podcast)

Conforme prometi, eis meu primeiro podcast gravado em conjunto com o jornalista, escritor e filósofo Olavo de Carvalho. Vale lembrar que certos trechos mais apimentados e recheados com “insultos não fundamentados em fatos” foram excluídos, a pedido dele, em respeito ao ouvinte. Até o final da semana, publicarei outro bate-papo gravado logo após o debate entre Lula e Alckmin. Ah, vale lembrar: este arquivo tem uma duração aproximada de 46 minutos. (O arquivo também pode ser baixado através deste site.)

Monday, October 9, 2006

A lousa do MIT

yuri vieira (SSi), 10:32 pm
Filed under: Educação, software, tecnologia
Tags: , , ,

Bom, eu acho que muita gente ainda continuaria babando durante uma aula de Mecânica…



Page 2 of 5«12345»