Arquivo para a categoria "Economia"




Friday, February 17, 2006

Desse Marxismo até meus companheiros de blog compartilham…

pedro novaes, 1:54 pm
Filed under: Economia, Política
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Do historiador (marxista) João Fragoso, na Folha de S. Paulo (via Gustibus):

Mais radicais que o [Fernando] Novais são seus seguidores atuais, que eu chamo de xiitas. Que querem sublinhar alguma coisa que nos anos 60 já havia sido descartada, as teorias da dependência, no sentido amplo. Aqui e talvez a Venezuela são os únicos lugares no mundo em que ainda se leva a sério isso. Você tem aí um ranço que é da Guerra Fria.

Isso é uma coisa. A outra é que ainda se acredita que as pessoas são criaturas de um modo de produção — ou das estruturas. Você tem o capitalismo, e as pessoas se comportam conforme essa estrutura. Ele é gestado, conseqüentemente as pessoas têm que ter um comportamento pertinente àquilo que o capitalismo algum dia será. As pessoas são tratadas como marionetes.

(Continua…)

The real enemy of american indian people

yuri vieira, 4:26 am - portugues
  • espanol
  • Excerto de um artigo de Thomas J. DiLorenzo:

    (…)

    Não foram nem todos os brancos nem todos os capitalistas os que brutalizaram os índios americanos. A espoliação dos índios - culminada em fins de 1880, quando as tribos sobreviventes do oeste foram aglutinadas em reservas - foi o resultado duma relação corrupta e imoral entre certos industriais do norte, particularmente das ferrovias subsidiadas pelo governo, e os políticos federais cujas carreiras eles financiavam e promoviam.

    A erradicação dos índios das planícies pelo exército da União foi uma forma indireta de assistência corporativa para as companhias ferroviárias politicamente conectadas, que recrutaram os poderes coativos do Estado central para roubar a propriedade indígena enquanto se envolviam com uma política genocida. Tal como muitos cidadãos da atualidade, os índios foram vítimas do poder governamental, não do capitalismo ou da cultura européia, como insistem os historiadores politicamente corretos de hoje em dia.

    (Continua…)

    Monday, January 30, 2006

    As delícias da banca

    pedro novaes, 8:37 am
    Filed under: Cotidiano, Economia, Política
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    Em artigo ontem na Folha, Luís Nassif aponta como um dos principais obstáculos a quedas mais consistentes nos juros, o fato de que um grupo restrito de bancos e grandes empresas, com acesso a créditos no exterior, faz cotidianamente fortunas à custa da viúva aqui, tomando dólares e euros a juros de 4% ao ano lá fora e aplicando-os aqui dentro em títulos públicos que rendem 20% ao ano. Segundo ele, de 45% a 50% (!!!) de nossa dívida pública lastrea hoje operações deste tipo. Num exemplo fictício, Nassif calcula que um investidor que, em 2003, tenha tomado US$ 10 milhões no exterior e os reaplicado no Brasil, três anos depois paga sua dívida lá fora com os juros devidos, sobrando-lhe um lucro de US$ 14 milhões!

    É para isso que serve o superávit fiscal conseguido à custa dos impostos noruegueses que o senhor ou a senhora paga e dos serviços públicos africanos que recebe. E depois os juros não caem por conta da inflação e da inadimplência. Acredita quem quer.

    Friday, January 13, 2006

    Sobre a revolta da alga contra o fungo

    paulo paiva, 4:13 pm
    Filed under: Economia, Política
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    Um dia, no mundo do Bob Esponja, onde até chove, uma alga achou que sua relação com o fungo não estava correta, pois o sistema líquen, sob o qual viviam, era muito impessoal. Ela achava que a mediação entre eles era baseada somente em interesses frios e calculistas, sem rolar nenhum sentimento “nobre”. Mas o fungo, mais antigo ainda que a alga, não entendeu: “Mas como, se nós estamos nos dando tão bem vivendo dentro do sistema líquen? Você me dá alimento e eu te dou abrigo e ambos temos os dois?”. Tá, mas e as outras algas, tadinhas, você não gosta delas? Porque você não dá abrigo para elas também? Seu insensível! “Mas talvez elas prefiram vagar sozinhas, já nós, preferimos fazer esta cooperativa, lembra?”. Cooperativa? Você explora as algas, isto sim, você só pensa em seu próprio interesse. (Continua…)

    Thursday, January 12, 2006

    Anarco-indigenismo

    pedro novaes, 3:36 pm
    Filed under: Economia, Política, Índios
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    Vamos voltar ao tema suscitado pelo Paulo ali embaixo com seu amigo David D. Friedman. Eu li alguns dos textos do cara e até achei legais, mas todos, sem exceção, são uma elocubração teórica só. Coisa típica de economista, embora ele não seja um.

    E, não se enganem comigo, eu adoro Economia. No meu trabalho acadêmico e sobre políticas públicas, grande parte das minhas referências vem de economistas que eu admiro muito, como, do lado da Economia das Instituições, o Prêmio Nobel Douglass North, e, nos estudos do desenvolvimento, outro Nobel, o indiano Amartya Sen (aliás, motivo de grande revolta contra o Microsoft Word, que insiste em sempre corrigir automaticamente o nome dele para “Sem”).

    Meu propósito é tentar chegar exatamente ao que nos une e desune aqui nesse blog em relação à sociedade ideal. Acho que isso é importante porque esses pontos de discordância estão exatamente ao redor de alguns dos grandes nós da modernidade.
    (Continua…)

    Tuesday, January 10, 2006

    De Gustibus Non Est Disputandum

    paulo paiva, 5:41 pm
    Filed under: Cotidiano, Economia, sites
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    Tem um blog que adoro. É um dos melhores da internet. Ele é escrito por Claudio e Leo, que, ao que parece, são professores de economia, ciência tão mal compreendida quanto importante. Segue um post que fez minha imaginação fervilhar, diante do assunto revolucionário que aborda:

    Hoje eu resolvi efetivar o que já pensava há tempos: exercer meu altruísmo. Como não sou muito confiante em nosso governo, resolvi ajudar quem precisa realmente através do KIVA.

    O que eu fiz foi comprar um cartão de US$ 25.00 e então “resgatá-lo” transformando o recurso em algo transferível em forma de empréstimo para algum micro-nano-pequeniníssimo empresário na África. Por enquanto não há negócios para empréstimos mas, assim que aparecer um, eu vou analisar e doar.

    (Continua…)

    Saturday, December 24, 2005

    A entrevista do Gabeira

    yuri vieira, 12:24 am
    Filed under: Economia, Política
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    Só agora o Gabeira abriu o bico para dizer o que muitos já afirmavam séculos antes da eleição do presidente Mula:

    “Lula parece um daqueles grandes cafajestes, extremamente simpáticos, envolventes, que nos emocionam, mas nos enganam o tempo todo.”

    “Não há mais conteúdo transformador nenhum. A única preocupação deles é se manter no poder. Querem ter um carro preto oficial e as garotinhas correndo atrás com o microfone querendo ouvir o poder”, critica. “Dói ver os antigos amigos se transformarem em pessoas mesquinhas que vivem dando chutes para ninguém chegar perto e ameaçar o poder deles.”

    (Continua…)

    Friday, July 8, 2005

    África

    yuri vieira (SSi), 10:56 am
    Filed under: Economia, Política
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    O Paulo Paiva me enviou uma entrevista interessantíssima: “Pelo amor de Deus, parem de ajudar a África!”. Nela, “o especialista em economia James Shikwati, 35, do Quênia, diz que a ajuda à África é mais prejudicial que benéfica. O entusiástico defensor da globalização falou com a SPIEGEL sobre os efeitos desastrosos da política de desenvolvimento ocidental na África, sobre governantes corruptos e a tendência a exagerar o problema da Aids”. Para ele, a ajuda da ONU e demais organismos internacionais “bonzinhos” apenas alimenta a corrupção dos políticos e funcionários públicos, estimula a indolência, quebra os incipientes mercados e impede uma maior interação econômica entre os países africanos.

    Sunday, May 15, 2005

    Tolices bizonhas

    yuri vieira (SSi), 8:43 am
    Filed under: Economia, Política
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    “A essa altura, resta-nos dizer o quê? O fracasso da cúpula árabe-sul-americana é mesmo um sucesso!

    “Não apenas deixaram de comparecer os países mais alinhados com os EUA como, entre uma gafe e outra, viu-se, afinal, qual era o propósito dos participantes e a que se resume o tal protagonismo brasileiro: somos candidatos àquilo que já somos por força até da geografia e do tamanho da economia — uma potência regional de um lugar do planeta que não tem a menor importância — e também a chefiar os rapazes bagunceiros do fundo da sala com antiamericanismo barato. A política externa brasileira se resume a jogar bolotas de papel na professora quando ela se vira para escrever alguma coisa na lousa. E, como sói, rimos de nossa esperteza.”
    (Reinaldo Azevedo, no Primeira Leitura).

    Saturday, August 21, 2004

    Soldo e ouro

    yuri vieira (SSi), 2:08 pm
    Filed under: Economia, Política, livros
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    “‘Que o soldo é, não digo fictício, mas efetivo - isto é, está vinculado a uns lucros - nota-se bem no mundo do trabalho. No caso extremo, num blecaute, o soldo carece de valor ao passo que o ouro o conserva e até aumenta.’ (…) O anarca está do lado do ouro, mas não se deve tomar isto como se tivesse sede de ouro. Reconhece no ouro o poder central, imutável. Ama-o, não como Cortés, mas como Montezuma, não como Pizarro, mas como Atahualpa: são estas as diferenças entre o fogo plutônico e o resplendor solar, tal como era adorado nos templos do sol. A qualidade mais apreciada do ouro é sua luz: difunde-se apenas com sua existência.”
    Eumeswil, Ernst Jünger.

    Mercado

    yuri vieira (SSi), 1:31 pm
    Filed under: Economia, Política, livros
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    “É uma verdadeira festa dar uma volta pelo mercado semanal(…). O mercado produz uma excitação vital, um torvelinho de liberdade e prazer. É o autêntico centro da sociedade… Tirar-lhe a liberdade e a abundância é o que tenta o Estado. Basta visitar o cemitério e o mercado de uma cidade para saber se tudo está em ordem, física e metafísica.”
    Eumeswil, Ernst Jünger.

    Friday, December 19, 2003

    Empresas não são o Mal

    yuri vieira (SSi), 2:04 am
    Filed under: Economia, Política, Religião
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    Um amigo me escreveu para criticar um dos meus artigos - diz que sou reacionário - e, em seu email, no qual falava das “belezas” do Estatismo e dos “terrores” do capitalismo, escreveu UMA EMPRESA, em caixa alta, mostrando que tem pavor de empresas. E isto é estranho porque empresas são apenas instrumentos ideias para se sair da condição de escassez inerente à vida humana, afinal, os produtos que consumimos não nascem todos a esmo, em árvores. Empresa é ação em grupo sem esquizofrenia. (Vide “O Homem e a Técnica”, de Oswald Spengler.) Empresas que fazem merda apenas o fazem porque quem as dirige é imoral ou amoral. São como as facas: se acharmos que todas são do mal, que matam, como vamos cortar nossos pães? Os políticos acham que podem melhorar a qualidade de vida das pessoas, mas não produzem nada. A grana que gastam saiu dos impostos dos donos e empregados das empresas. A política é necessária, mas deve ser enxuta e colocar-se em seu próprio e humilde lugar. (Assista ao filme “A Invasão dos Bárbaros” e veja como são os hospitais canadenses controlados pelo governo e pelos sindicatos. Você verá que não adianta nada ser um país rico.) O grande problema dos empresários que queimam o filme do “instrumento empresa” é a motivação baseada no lucro. O lucro deveria ser não o fim, mas um meio de se realizar serviços. Serviços esses arbitrados pelos próprios donos, diretores e empregados da empresa, não por um governo externo. O governo apenas articularia os serviços das diferentes empresas, impedindo que duas empresas decidissem realizar o mesmo serviço social, ou que passassem uma por cima da outra, ou pior, por cima do povo. O governo deveria pensar apenas na segurança e na saúde, mais pela fiscalização que pela ação direta. Não deveria ficar sugando o sangue da iniciativa individual através de impostos abusivos. Da mesma forma que religião não pode se misturar com política, dinheiro tampouco o pode. Como vê, não se pode fazer qualquer “revolução” através da ação política. O dinheiro fácil, conseguido por meio de tributos, é muita tentação pra essa gente politiqueira. Como já disse minha querida Hilda Hilst: “a única revolução é a santidade”. Só a santidade pode ser vista, pelo próprio indivíduo, como ideal a ser almejado. E não diga que isso é utópico. utopia é o socialismo. A santidade não, mesmo a dos empresários. Por exemplo: Sri Rajarsi Janakananda, aliás, James J. Lynn foi dirigente de empresas de petróleo e presidente da maior companhia do mundo no ramo de seguros contra incêndio. Iniciado em Kriya Yoga, viveu uma vida equilibrada e atingiu o samadhi, a “graça da paz impertubável”. (Vide “A Autobiografia de um Iogue Contemporâneo”, de Paramahansa yogananda.)

    Quem agüenta esses defensores do totalitarismo? Credo.

    Wednesday, November 26, 2003

    Nóis é bão

    yuri vieira (SSi), 10:47 am
    Filed under: Economia, Política
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    A economia norte-americana, mesmo em meio aos enormes gastos de guerra, cresceu para caramba. E por quê? Simplesmente porque o governo deles abaixou os impostos. Já aqui, o Ministro Paloci vai à TV para dizer que, caso haja crescimento econômico, o governo reduzirá a tributação, o que, claro, é o mesmo que dizer: se o Tiradentes respirar, afrouxaremos a forca… Como costuma dizer diante do noticiário a Hilda Hilst: “Nóis é bãããããããoo! Nóis é jóóóóóóia!!”

    Thursday, September 19, 2002

    Si hay gobierno… - a missão

    yuri vieira (SSi), 8:00 am
    Filed under: Cotidiano, Economia, Política
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    Sim, soy contra. O governo me dá nos nervos. E não é por motivos ideológicos. É que essa gangue de mulocratas (burrocratas que empacam) já estão pisando demais nos meus calcanhares. Hoje, por exemplo, gastei um bom tempo com um fiscal da prefeitura, que veio até aqui dizer que o “parecer foi favorável”. Ele se referia a um trecho de 3m2 do qual supostamente teríamos nos apropriado e que, graças à boa vontade do governo do PT de Goiânia (para onde me “exilei”), poderíamos adquiri-lo em prestações absurdas. Ou seja, o município era favorável a que comprássemos os “5m2” de terreno público usurpado do povo. “5m2“?! Parecer favorável a eles, eu disse. Coisa mais ridícula, seo. Veja o desenho que fiz às pressas.
    (Continua…)

    Friday, August 23, 2002

    Quer ajudar? Então não atrapalha!

    yuri vieira (SSi), 8:41 pm
    Filed under: Economia, Política, cinema
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    Fim de semana passado, tive uma dessas discussõezinhas de bar com um amigo que trabalha no governo. Assunto: leis de incentivo ao Cinema. Ele me dizia que não tínhamos - eu e minha namorada, que é da Associação Brasileira de Documentaristas - por que reclamar dessas leis, uma vez que o papel delas é tão somente o de dar um empurrãozinho no Cinema, o de educar os empresários, fazendo-os perceber que apoiar a Cultura vale a pena. Meu Deus, eu dizia, como é que isso é possível? Se eu fosse empresário - e eu seria um empresário inteligente - e, sob o pretexto de me ensinar a apoiar a cultura do meu país, chegasse alguém com uma das seguintes propostas: a) reverter parte dos impostos da minha empresa para a produção do filme; ou b) dar uma grana do meu próprio bolso em troca de uma série de vantagens junto a regulamentos e/ou a tributos estatais X, eu abriria um bocão e diria: “guerapááááááá…” (Sabe, né, o guerapá daquele idiota da propaganda que ouvia “guerapá” ao invés do “Get up” do James Brown.) Ôrra, meu, além de o governo andar estrangulando cada dia mais o empresariado com mil impostos - daí a origem do desemprego -, ainda faz com que inocentes úteis, como eu, saiam por aí achando que é legítimo esse tipo de proposta indecente. Não seria mais fácil seqüestrar a esposa do cara, com permissão do governo, claro, e exigir como resgate que ele banque um filme? (Olhaí o argumento, já dá um roteiro.) Dito isto, meu amigo me pergunta, então, o que é que eu queria que o governo fizesse. Ora, em primeiro lugar o trabalho desses caras, desses empresários, não tem nada a ver com cinema, o negócio deles é sapato, rapadura, cuecas, camisinhas. O que a gente precisa é de gente nova, de gente que se tornasse empresário ao decidir se meter no babado, na produção de filmes. Para tanto o governo deveria fazer, não no mínimo mas no máximo, apenas o seguinte:
    (Continua…)

    Wednesday, June 5, 2002

    Crítica à mensagem anterior

    yuri vieira (SSi), 11:15 pm
    Filed under: Economia, Política, cinema
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    Meu amigo Daniel Christino - professor de filosofia com quem ainda mantenho construtivos “arranca-rabos” - me enviou uma crítica bem interessante a respeito do que falei sobre a lei 10.454. O que eu disse, apesar de escrito de supetão e com certas incorreções, pode se resumir nesta minha opinião: os capitalistas brasileiros - esses ocultos detentores da bufunfa - morrem de medo de arriscar sua grana em nosso cinema. Quando digo arriscar quero dizer isso mesmo: tentar obter lucro sob o risco de não consegui-lo. Não estou falando de filantropia, e muito menos extrapolei a área cinematográfica. Aliás, num país com impostos tão elevados como o nosso, qualquer empreendimento torna-se um risco elevado ao cubo em comparação com outros países onde a tributação é racional.

    Também sei que o governo realmente gasta muito com publicidade. Aliás, uma ex-namorada minha de São Paulo - que trabalhou na campanha do Fernando Henrique - me contou como a produção do comercial sobre Itaipú teve de se virar com computação gráfica para aplicar “fios de alta tensão” nas nuas torres de transmissão filmadas, dias antes, numa tomada aérea. Tudo para mostrar aquilo que o governo havia… feito. Sim, o governo gasta muito com publicidade. Mas não são os únicos clientes.
    (Continua…)



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