Arquivo para a categoria "Economia"




Saturday, 4 de March de 2006

Para ecochatos e fundamentalistas do mercado

pedro novaes, 12:11 am
Filed under: Economia, livros, meio ambiente
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Na segunda-feira, dia 20 de março, Eduardo Giannetti (professor do Ibmec e autor de O Valor do Amanhã e Felicidade, entre outros livros) e Sérgio Besserman, ex-presidente do IBGE, debaterão o livro Meio Ambiente & Desenvolvimento recém-lançado pelo professor José Eli da Veiga (FEA/USP). O imperdível debate acontece, a partir das 11 horas, na sala A-1 da FEA, Cidade Universitária, São Paulo.

O livro é evidentemente leitura obrigatória, sobretudo para fundamentalistas do mercado, que não acreditam na realidade da questão ambiental, e ecochatos, que não acreditam na realidade da economia. (Continua…)

Thursday, 2 de March de 2006

Sobre os fundamentalistas do mercado

pedro novaes, 8:47 pm
Filed under: Economia, Política, meio ambiente, sites, Índios
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Ando me sentindo um pouco sufocado entre o anaerobismo da esquerda, de um lado, e o fundamentalismo dos mercados do outro. Quem dera o mundo fosse simplificável à possibilidade de um Estado monolítico e da iluminação de sábios como os petistas, ou de um mercado onipresente. Oito ou oitenta.

O Rodrigo Constantino, do Instituto Millenium, cujo blog foi recomendado no post abaixo, explica didaticamente como a propriedade privada é a solução para quase tudo, inclusive para a devastação da Amazônia. Eu quero concordar em parte com ele. (Continua…)

Blog do Rodrigo Constantino

yuri vieira, 5:11 pm
Filed under: Economia, Política, sites
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Eis um blog com excelentes artigos. (Dica do Vinicius Bitencourt, nosso visitante mais assíduo.) Na verdade, eu já havia lido alguns artigos do Constantino em outros sites, mas não conhecia seu blog. Já está em nossa lista.

Monday, 27 de February de 2006

Instituto Millenium

yuri vieira, 6:23 pm
Filed under: Economia, Política
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Eu ainda não conhecia o ótimo Instituto Millenium. Veja qual é sua missão.

Sunday, 19 de February de 2006

Mais uma vez, a vida imita a ficção…

pedro novaes, 12:22 pm
Filed under: Economia, escritores, literatura, livros
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Em 1960, o escritor argentino Adolfo Bioy Casares, comparsa de Borges, escreveu Diario de la guerra del Cerdo. Neste livro, as ruas de Buenos Aires são tomadas por uma implacável onda de violência perpetrada por gangues de jovens contra idosos. Toda a ação deste romance perturbador é vista da perspectiva solitária e angustiada de Isidoro Vidal, pacato aposentado, e seus amigos.
Com um arrepio na espinha, leio a manchete da página A23 da Folha de hoje: “Argentina vive onda de violência contra idosos”. (Continua…)

Saturday, 18 de February de 2006

Negócio da China: como funciona

yuri vieira, 4:32 pm
Filed under: Cotidiano, Economia, Política
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Antônio C. Veloso, irmão do meu cunhado, é empresário do ramo de autopeças. Recentemente participou de um encontro, em São Paulo, com representantes de indústrias chinesas interessadas no mercado brasileiro. Passadas as formalidades e o grosso da reunião, sentou-se a conversar com um desses negociantes. A certa altura veio à tona a observação, corrente entre nós, a respeito da baixa qualidade dos produtos importados da China e o impacto destruidor de seus baixos preços.
(Continua…)

Friday, 17 de February de 2006

Desse Marxismo até meus companheiros de blog compartilham…

pedro novaes, 1:54 pm
Filed under: Economia, Política
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Do historiador (marxista) João Fragoso, na Folha de S. Paulo (via Gustibus):

Mais radicais que o [Fernando] Novais são seus seguidores atuais, que eu chamo de xiitas. Que querem sublinhar alguma coisa que nos anos 60 já havia sido descartada, as teorias da dependência, no sentido amplo. Aqui e talvez a Venezuela são os únicos lugares no mundo em que ainda se leva a sério isso. Você tem aí um ranço que é da Guerra Fria.

Isso é uma coisa. A outra é que ainda se acredita que as pessoas são criaturas de um modo de produção — ou das estruturas. Você tem o capitalismo, e as pessoas se comportam conforme essa estrutura. Ele é gestado, conseqüentemente as pessoas têm que ter um comportamento pertinente àquilo que o capitalismo algum dia será. As pessoas são tratadas como marionetes.

(Continua…)

The real enemy of american indian people

yuri vieira, 4:26 am - portugues
  • espanol
  • Excerto de um artigo de Thomas J. DiLorenzo:

    (…)

    Não foram nem todos os brancos nem todos os capitalistas os que brutalizaram os índios americanos. A espoliação dos índios - culminada em fins de 1880, quando as tribos sobreviventes do oeste foram aglutinadas em reservas - foi o resultado duma relação corrupta e imoral entre certos industriais do norte, particularmente das ferrovias subsidiadas pelo governo, e os políticos federais cujas carreiras eles financiavam e promoviam.

    A erradicação dos índios das planícies pelo exército da União foi uma forma indireta de assistência corporativa para as companhias ferroviárias politicamente conectadas, que recrutaram os poderes coativos do Estado central para roubar a propriedade indígena enquanto se envolviam com uma política genocida. Tal como muitos cidadãos da atualidade, os índios foram vítimas do poder governamental, não do capitalismo ou da cultura européia, como insistem os historiadores politicamente corretos de hoje em dia.

    (Continua…)

    Monday, 30 de January de 2006

    As delícias da banca

    pedro novaes, 8:37 am
    Filed under: Cotidiano, Economia, Política
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    Em artigo ontem na Folha, Luís Nassif aponta como um dos principais obstáculos a quedas mais consistentes nos juros, o fato de que um grupo restrito de bancos e grandes empresas, com acesso a créditos no exterior, faz cotidianamente fortunas à custa da viúva aqui, tomando dólares e euros a juros de 4% ao ano lá fora e aplicando-os aqui dentro em títulos públicos que rendem 20% ao ano. Segundo ele, de 45% a 50% (!!!) de nossa dívida pública lastrea hoje operações deste tipo. Num exemplo fictício, Nassif calcula que um investidor que, em 2003, tenha tomado US$ 10 milhões no exterior e os reaplicado no Brasil, três anos depois paga sua dívida lá fora com os juros devidos, sobrando-lhe um lucro de US$ 14 milhões!

    É para isso que serve o superávit fiscal conseguido à custa dos impostos noruegueses que o senhor ou a senhora paga e dos serviços públicos africanos que recebe. E depois os juros não caem por conta da inflação e da inadimplência. Acredita quem quer.

    Friday, 13 de January de 2006

    Sobre a revolta da alga contra o fungo

    paulo paiva, 4:13 pm
    Filed under: Economia, Política
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    Um dia, no mundo do Bob Esponja, onde até chove, uma alga achou que sua relação com o fungo não estava correta, pois o sistema líquen, sob o qual viviam, era muito impessoal. Ela achava que a mediação entre eles era baseada somente em interesses frios e calculistas, sem rolar nenhum sentimento “nobre”. Mas o fungo, mais antigo ainda que a alga, não entendeu: “Mas como, se nós estamos nos dando tão bem vivendo dentro do sistema líquen? Você me dá alimento e eu te dou abrigo e ambos temos os dois?”. Tá, mas e as outras algas, tadinhas, você não gosta delas? Porque você não dá abrigo para elas também? Seu insensível! “Mas talvez elas prefiram vagar sozinhas, já nós, preferimos fazer esta cooperativa, lembra?”. Cooperativa? Você explora as algas, isto sim, você só pensa em seu próprio interesse. (Continua…)

    Thursday, 12 de January de 2006

    Anarco-indigenismo

    pedro novaes, 3:36 pm
    Filed under: Economia, Política, Índios
    Tags: 

    Vamos voltar ao tema suscitado pelo Paulo ali embaixo com seu amigo David D. Friedman. Eu li alguns dos textos do cara e até achei legais, mas todos, sem exceção, são uma elocubração teórica só. Coisa típica de economista, embora ele não seja um.

    E, não se enganem comigo, eu adoro Economia. No meu trabalho acadêmico e sobre políticas públicas, grande parte das minhas referências vem de economistas que eu admiro muito, como, do lado da Economia das Instituições, o Prêmio Nobel Douglass North, e, nos estudos do desenvolvimento, outro Nobel, o indiano Amartya Sen (aliás, motivo de grande revolta contra o Microsoft Word, que insiste em sempre corrigir automaticamente o nome dele para “Sem”).

    Meu propósito é tentar chegar exatamente ao que nos une e desune aqui nesse blog em relação à sociedade ideal. Acho que isso é importante porque esses pontos de discordância estão exatamente ao redor de alguns dos grandes nós da modernidade.
    (Continua…)

    Tuesday, 10 de January de 2006

    De Gustibus Non Est Disputandum

    paulo paiva, 5:41 pm
    Filed under: Cotidiano, Economia, sites
    Tags: 

    Tem um blog que adoro. É um dos melhores da internet. Ele é escrito por Claudio e Leo, que, ao que parece, são professores de economia, ciência tão mal compreendida quanto importante. Segue um post que fez minha imaginação fervilhar, diante do assunto revolucionário que aborda:

    Hoje eu resolvi efetivar o que já pensava há tempos: exercer meu altruísmo. Como não sou muito confiante em nosso governo, resolvi ajudar quem precisa realmente através do KIVA.

    O que eu fiz foi comprar um cartão de US$ 25.00 e então “resgatá-lo” transformando o recurso em algo transferível em forma de empréstimo para algum micro-nano-pequeniníssimo empresário na África. Por enquanto não há negócios para empréstimos mas, assim que aparecer um, eu vou analisar e doar.

    (Continua…)

    Saturday, 24 de December de 2005

    A entrevista do Gabeira

    yuri vieira, 12:24 am
    Filed under: Economia, Política
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    Só agora o Gabeira abriu o bico para dizer o que muitos já afirmavam séculos antes da eleição do presidente Mula:

    “Lula parece um daqueles grandes cafajestes, extremamente simpáticos, envolventes, que nos emocionam, mas nos enganam o tempo todo.”

    “Não há mais conteúdo transformador nenhum. A única preocupação deles é se manter no poder. Querem ter um carro preto oficial e as garotinhas correndo atrás com o microfone querendo ouvir o poder”, critica. “Dói ver os antigos amigos se transformarem em pessoas mesquinhas que vivem dando chutes para ninguém chegar perto e ameaçar o poder deles.”

    (Continua…)

    Friday, 8 de July de 2005

    África

    yuri vieira (SSi), 10:56 am
    Filed under: Economia, Política
    Tags: 

    O Paulo Paiva me enviou uma entrevista interessantíssima: “Pelo amor de Deus, parem de ajudar a África!”. Nela, “o especialista em economia James Shikwati, 35, do Quênia, diz que a ajuda à África é mais prejudicial que benéfica. O entusiástico defensor da globalização falou com a SPIEGEL sobre os efeitos desastrosos da política de desenvolvimento ocidental na África, sobre governantes corruptos e a tendência a exagerar o problema da Aids”. Para ele, a ajuda da ONU e demais organismos internacionais “bonzinhos” apenas alimenta a corrupção dos políticos e funcionários públicos, estimula a indolência, quebra os incipientes mercados e impede uma maior interação econômica entre os países africanos.

    Sunday, 15 de May de 2005

    Tolices bizonhas

    yuri vieira (SSi), 8:43 am
    Filed under: Economia, Política
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    “A essa altura, resta-nos dizer o quê? O fracasso da cúpula árabe-sul-americana é mesmo um sucesso!

    “Não apenas deixaram de comparecer os países mais alinhados com os EUA como, entre uma gafe e outra, viu-se, afinal, qual era o propósito dos participantes e a que se resume o tal protagonismo brasileiro: somos candidatos àquilo que já somos por força até da geografia e do tamanho da economia — uma potência regional de um lugar do planeta que não tem a menor importância — e também a chefiar os rapazes bagunceiros do fundo da sala com antiamericanismo barato. A política externa brasileira se resume a jogar bolotas de papel na professora quando ela se vira para escrever alguma coisa na lousa. E, como sói, rimos de nossa esperteza.”
    (Reinaldo Azevedo, no Primeira Leitura).

    Saturday, 21 de August de 2004

    Soldo e ouro

    yuri vieira (SSi), 2:08 pm
    Filed under: Economia, Política, livros
    Tags: 

    “‘Que o soldo é, não digo fictício, mas efetivo - isto é, está vinculado a uns lucros - nota-se bem no mundo do trabalho. No caso extremo, num blecaute, o soldo carece de valor ao passo que o ouro o conserva e até aumenta.’ (…) O anarca está do lado do ouro, mas não se deve tomar isto como se tivesse sede de ouro. Reconhece no ouro o poder central, imutável. Ama-o, não como Cortés, mas como Montezuma, não como Pizarro, mas como Atahualpa: são estas as diferenças entre o fogo plutônico e o resplendor solar, tal como era adorado nos templos do sol. A qualidade mais apreciada do ouro é sua luz: difunde-se apenas com sua existência.”
    Eumeswil, Ernst Jünger.



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