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Saturday, 31 de March de 2007

Racismo na UnB? Duvido

Morei cinco anos no alojamento da UnB, conheço bem aquela “ilha”. Inclusive um dos contos d’A Tragicomédia Acadêmica trata dele: Memórias da Ilha do Capeta. Por isso sei que sempre moraram africanos ali, em geral oriundos de países de língua portuguesa - Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau - sendo os demais francófonos ou anglófonos. A presença deles sempre me fez sentir que eu estava matriculado numa universidade que, se não era uma instituição de primeiro time, era ao menos uma de algum renome internacional. (Seria de primeiro time se estudantes do primeiro mundo brigassem por vagas ali.) No bloco B, tive até mesmo um príncipe como vizinho, o qual costumava, em datas específicas, esperar uma mercedes dourada para levá-lo à embaixada de seu país. Sim, eis o outro lado da questão, o lado oculto: a grande maioria dos africanos que estudam na UnB são endinheirados. Andam bem vestidos, aprumados. São em geral saudáveis, altos, bonitos. Dentre as mulheres lembro de algumas deslumbrantes, com ar distinto e de excelente gosto no vestir. Os homens, se não estão de gravata, compartilham com as mulheres o hábito de usar no mínimo roupas ocidentais de corte elegante ou trajes africanos coloridos com certa pinta de nobreza. Sim, também são vistos em jeans e camiseta, mas enquanto boa parte dos brasileiros se comporta como se estivesse numa comunidade hippie, os africanos parecem estar em Oxford. Bem, no início, parecem. Mas depois…

Não me recordo de hostilidades para com eles, ao menos não tão ostensivas quanto os incêndios criminosos desta semana. (Houve o caso isolado onde um africano gay - ou seria um jamaicano gay? -, após assediar e tocar um estudante heterossexual descendente de coreanos em suas partes, quase apanhou com um bastão de beisebol. Só.) Mas me lembro do ressentimento que surgia ora aqui, ora ali, em meio a conversas de “cachimbo da paz” e a cochichos de corredor, entre aqueles que se sentiam insultados pela riqueza dos estrangeiros: “Pô, pra gente conseguir uma vaga aqui tem de provar que é ‘carente’, pobre… Já esses caras têm carros e o apê cheio de eletrodomésticos!” (Veja, por exemplo, a queixa do nigeriano Muyiwa Sean: alguém chegou a rasgar os pneus do seu carro. Ouviram? Do seu carro.) Alguns estudantes “carentes” ditos “conscientes”, isto é, estudantes de história, ciências sociais, filosofia, etc., especulavam se aqueles africanos pertenceriam ou não à casta nobre de alguma tribo que certamente estaria explorando todo um país para mantê-los ali. Em suma: havia a semente do ódio de classe, um vírus marxista. Não que não houvesse tal possibilidade, isto é, a possibilidade de alguns daqueles estudantes serem filhos de tribos opressoras - sabemos que as guerras intertribais são recorrentes -, mas o critério para averiguar quem fazia parte da tal classe exploradora era sempre o econômico. Não passava pela cabeça de ninguém que um daqueles estudantes poderia ser filho dum empresário africano próspero, e não filho de algum ditador. Se bem que, para a mente marxista, ser empresário é ser opressor, e ser opressor é ser capitalista. Mas… e se fossem filhos de políticos socialistas corruptos e totalitários? Ah, isso era impensável. Enfim, a timidez ocasionada pelo fato de se estar num país estrangeiro, ou por não falar bem o português, apenas aumentava a aparência de “metidos” e de “presunçosos” dos africanos. Sem falar em suas festas barulhentas, não abertas aos demais moradores, regadas a bebidas caras, e a conseqüente confusão e sujeira nos corredores. Como se não estivessem em Oxford, mas apenas num paisinho tipo… hmmmm… o Brasil. (Veja o que foi pichado nos muros do alojamento: “Morte aos playboys africanos”.) Assim, sendo o Brasil um país cujas raças sempre ultrapassaram seus limites genotípicos para mesclar-se com as demais - vide Gilberto Freyre - o racismo, na minha opinião, seria o último fator a causar semelhante ato de vandalismo. Se não for o ódio de classe - transfigurado em xenofobia, uma vez que os únicos endinheirados a conseguir vagas ali oficialmente eram estrangeiros -, então é alguma treta pessoal, tal como a que envolveu o estudante coreano. (Festas e desrespeito? Provavelmente.) Não há de ser racismo puro e simples. Nos cinco anos que ali vivi (1992-1997), cheguei a imaginar que algo assim poderia ocorrer, mas jamais me veio à mente uma situação causada por motivos raciais, mesmo porque, entre os ressentidos, havia negros também. Então eu pergunto: que conseqüências isto terá?
(Continua…)

Friday, 23 de March de 2007

A régua do Lula

yuri vieira, 11:01 am
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Inteligentíssima a forma que o Brasil encontrou para mostrar que cresceu: alterando a escala da régua. Agora 1cm não mede mais 10mm, mas 8mm. Assim, nossa economia anã, que não chega senão aos 80cm, fica com a sensação de que tem 1m de altura. Muito boa essa reformulação do IBGE, muito boa sua maneira de resgatar a economia brasileira do marasmo. (Só não sabemos se, com esse novo método de cálculo de crescimento, a China agora mostrará que cresceu, sei lá, uns 25% ao ano.) Aliás, seria uma boa idéia estender esse insight genial para outras áreas. Por exemplo. Se você é gordo, compre uma balança em que cada quilo meça, não 1000g, mas 800g. Assim você emagrecerá 200g por quilo. Não é maravilhoso? Você verá como se sentirá bem. Poderá até comemorar o feito tal como Lula e seus quarenta novos comparsas andam festejando o milagroso crescimento brasileiro dos últimos anos. Se você tem um pinto pequeno - cá entre nós, acho que foi daí que algum espertinho do IBGE (ou o próprio Lula) tirou a idéia - arranje uma régua luliana em que cada 10cm meçam, na verdade, 6cm. Depois, entre as quatro paredes de sua alcova, mostre para sua amada o quanto é bem dotado. (Já pensou? 12cm de puro quase-prazer se tornarão 20cm de puro… quase-prazer. Chato, né?) Ah, não posso esquecer da violência. Segundo os cálculos mais recentes, nos últimos anos não morreram 50.000 brasileiros ao ano por morte violenta, mas cerca de 100.000. De acordo com o site do IBGE, apenas “em 2004, morreram 110.685 pessoas por causas violentas, 90.776 homens e 19.866 mulheres”, isto é, em um único ano, o Brasil bateu o número de vítimas da guerra do Iraque. (É o espetáculo do crescimento. No site da Folha, lemos que “somados os quatro anos de guerra, mais de 59 mil civis morreram no Iraque - 66,5 mil com as mortes durante a invasão -, segundo o IBC”.) Assim, o IBGE, com a benção do PT e de Lula, pode alterar isso. Basta decretar que, agora, morte violenta não é o processo pelo qual o corpo perde a vida por ação de algum ato… mmmm… violento, mas, sim, o processo em que o corpo é decapitado, isto é, onde o corpo não apenas morre mas também perde a cabeça. (A gente tem de explicar tudo por aqui, ou não entenderão bulufas.) Isso deverá reduzir a violência em cerca de 97%. É maravilhoso!! Viva a inteligência brasileira!!!

Saturday, 17 de February de 2007

O DC-6 do John Wayne

yuri vieira, 5:59 pm
Filed under: Economia, Política, cinema, tecnologia
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Dia 28 de fevereiro será reprisado, no Telecine Cult, o filme Um fio de esperança (The High and the Mighty) (1954), protagonizado por John Wayne. Trata-se, salvo engano, do primeiro filme a explorar o drama de passageiros e tripulação de um vôo comercial em pane. Ou seja: é o avô da série de filmes Aeroporto dos anos 70, que, nos anos 80, desembocou em Apertem os cintos o piloto sumiu. Bom, minha intenção não é tratar exatamente do filme, mas sim do avião Douglas DC-6 utilizado nas filmagens.

Esse avião foi comprado em 1957 por uma das maiores empresas brasileiras de aviação à época, a Lóide Aéreo Nacional, da qual meu pai foi funcionário. Em 1961, o presidente Jânio Quadros foi informado de que o coronel Marcílio Gibson Jacques - veterano da Segunda Guerra e um dos proprietários da Lóide - estava contrabandeando motocicletas para o Brasil em caixas que supostamente traziam peças de avião. Filmes como O Selvagem, com Marlon Brando, haviam alavancado o interesse por motos, mas os impostos cobrados pelo governo brasileiro tornavam a compra desse sonho de consumo mais sonho que consumo. Jânio Quadros fez então aquilo que nossos políticos chamam de política, a saber, colocou o coronel Gibson contra a parede: ou ele vendia por uma quantia irrisória a Lóide Aéreo para a Vasp (uma autarquia do governo paulista) ou iria para a prisão por contrabando. Assim, neste mesmo ano, a Vasp, para espanto do mercado, comprou sua rival várias vezes maior e mais cara que ela própria. Mas essa é uma outra história…

O DC-6 do filme tornou-se, pois, propriedade da Viação Aérea de São Paulo, com quem permaneceu até mais ou menos 1968, quando então a Vasp passou a adquirir apenas jatos da Boing. O avião, aliás, tinha uma placa de metal logo à entrada da cabine: “Este avião serviu como palco do filme Um fio de esperança, protagonizado por John Wayne”. Em 1968, já funcionário da Vasp, meu pai tentou vender o avião para uma empresa de Buenos Aires, que preferiu adquirir um dos Vickers Viscount da empresa paulista. Hoje, se o avião ainda existir, deve pertencer a alguma empresa do Peru, Bolívia ou Colômbia - meu pai não se lembra quem ao certo o comprou. Em meio à desordem dos nossos aeroportos, isto talvez signifique que não somente a Vasp, mas também todo um leque de companhias de aviação nacionais, realmente perdeu seu último fio de esperança…

Monday, 12 de February de 2007

Eduardo Giannetti no Sempre um papo

yuri vieira, 12:17 am
Filed under: Economia, livros
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Eduardo Giannetti fala sobre o livro O Valor do Amanhã.

Friday, 19 de January de 2007

Ói Nóis Aí!

pedro novaes, 10:07 am
Filed under: Economia, tecnologia
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Na Folha de hoje (para assinantes):

Brasil tem Ipod mais caro do mundo

Aparelho custa US$ 328 no país, US$ 105 a mais do que o do 2º colocado, a Índia

Canadá é onde o iPod nano custa menos, US$ 144, em comparação com 26 países; na China, onde é fabricado, produto sai por US$ 180.

Wednesday, 17 de January de 2007

Do buracão paulista

daniel christino, 12:58 am
Filed under: Cotidiano, Economia, meio ambiente
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No centro do Brasil está São Paulo e, no centro de São Paulo, um buracão. Como diria o atroz macaco Simão: “O que é o que é? Quanto mais se tira maior fica? O buracão de sampa, rá rá rá”. Quanto mais corpos são retirados do buraco, maior fica a cobertura jornalística. Nem sempre de qualidade. Além de ignorar totalmente a questão ambiental citada pelo Pedro abaixo, ninguém diz o nome dos donos do buracão. Com algum atraso, via blog do Cláudio Weber Abramo

Os responsáveis pela obra do metrô que desabou em São Paulo são as empresas CBPO Engenharia (pertencente à Norberto Odebrecht), Queiroz Galvão, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Trata-se de informação de que o leitor de jornais e o telespectador de telejornais não dispõe. Nesses veículos, fala-se em “Consórcio Linha Amarela”, como se consórcio não tivesse participantes.

Salvo lapso, tampouco vi o nome da pessoa que fala pelo consórcio. Os jornais não dão.

Mais irritante ainda, contudo, é o aparelhamento ideológico do buracão pelos bocós de plantão. Diz aí Tio Rei

Está em curso um esforço cotidiano, incansável, para politizar ou, melhor ainda, partidarizar a questão. E junto vêm os camaradas de sindicatos ligados ao PC do B e ao PSOL para denunciar a ganância capitalista. Boa parte da imprensa também tem ódio ao capitalismo. Seguro, no Brasil, como sabemos, é voar nos céus administrados pelo Estado…

Tudo muito bom, tudo muito lindo. Há gente reclamando maior fiscalização do Estado, um absurdo, lógico, uma vez que fiscalizar, nestes casos, siginifica apenas bater um carimbo. Contudo, não há engano ao se afirmar que a responsabilidade é do tal consórcio. Que eles, então, arquem com o prejuízo. Capitalismo bom é assim.  

Sunday, 17 de December de 2006

Fazer cinema no Brasil… um cu!

Pedro
O roteiro de curta-metragem Espelho (antigo No Espelho do Cinema) foi um presente de dia dos namorados que dei à Cássia há dois anos, quando ainda estávamos juntos. Se o roteiro foi aprovado numa lei de incentivo (20 mil e não 30) o mérito é todo dela, porque, além de eu achar uma chatice toda a burrocracia envolvida, sem falar das panelinhas, me sinto sim um peixe completamente fora d’água nessa questão vampiresca, tanto que não receberei cachê pelo projeto, pelo roteiro e pelo trabalho que eu por ventura ainda venha a ter com ele. Já disse a ela que não quero nada e vc pode confirmar. Quanto ao meu PC, eu o paguei com dinheiro que recebi de um trabalho como monitor do Dib Lutfi (aliás, fui praticamente diretor da coisa, porque ele mesmo pediu para ser dirigido ou a coisa não iria andar) e como roteirista do making of do FICA, juntamente com uma grana emprestada por minha irmã. (Meu eterno obrigado a vc pela oportunidade, não esqueço essas coisas.) Se o dinheiro era do Estado ou da sua produtora, Pedro, isso não importa para quem vende a própria força, talento e capacidade de trabalho, o que é muito diferente de a pessoa ganhar aquilo que ela mesma estipula num orçamento muitas vezes arbitrário. (Aliás, quatro anos atrás, fiz 19 roteiros para uma agência publicitária de Brasília, que fazia a campanha do Detran e do Procon, e nunca fui pago, não porque abri mão da grana, mas porque eram desonestos mesmo. Prometeram, prometeram e no final nada. Quem mandou eu confiar em petistas e não exigir contrato de trabalho? Quem trabalha tem de receber, porra!) E, falando em orçamento arbitrário, o Eduardo Castro, que está montando aquele documentário explosivo sobre a Guerrilha do Araguaia, me falou sobre um certo documentário bobo, a que assisti no Festcine, que, segundo ele, não custou mais de R$3000 mas recebeu da lei R$50.000. Onde foi parar essa grana? Está certo isso?

Na minha opinião, o Ricardo deveria receber não 80 mil reais, mas 80 mil dólares para fazer seu curta. Só que esse dinheiro deveria vir de empreendedores, não de produtores indiretos e compulsórios, tal como é agora, mas de gente que queira viver do cinema e ter lucro com ele. (Daí meu manifesto para estudantes de administração e empreendedores em geral. Porra, já existiram empresas de cinema nos anos 50 do século passado, por que não podem existir agora?) E se um curta não dá retorno financeiro, é porque se trata dum cartão de visitas, dum trabalho de marketing para quem o fez. E isso também seria vantajoso para quem quisesse se estabelecer como produtor de cinema.

Eu acho que esse sistema de incentivo está viciado sim, e tem muita gente por aí comprando até carro com a grana. (Eu ando de Caravan 1983 até hoje.) Conheço gente em Brasília que abriu editora e, para cada livro que lança, entra com um projeto diferente numa lei de incentivo. E ainda ganha mais que o triplo do autor! Ou seja: é uma empresa privada cujo capital de giro vem sempre do Estado! Isso é muuuuito esquisito e só funciona para quem tem o famigerado Q.I., o Quem Indica. A Cássia mesmo tentou me convencer várias vezes a publicar meus livros através dessas leis, mas nem fodendo, não me meto mesmo com isso, prefiro ficar na internet. Só não me tornei editor (de mim mesmo) este ano porque minha família não aprovou a venda de um terreno nosso, que eu propus especificamente para isso, por 80.000 reais. Dinheiro nosso!!! Aceitei a decisão porque afinal tenho três irmãs, meus pais estão mais vivos do que eu e, por isso, não posso pretender ser o único herdeiro de algo que ainda pode ser usufruído por toda a família. Além de publicar dois novos livros que tenho engatilhados, eu iria reeditar A Tragicomédia Acadêmica e sair arregimentando vendedores (estudantes interessados, Centros Acadêmicos, etc.) pelas universidades do país, divindo o lucro pau a pau. Mas… a vida não é mole, principalmente para quem tá cagando e andando para esses incentivos que só têm incentivado uma maioria de gente muito ruim, sem qualquer talento, pretenciosa, amoral e com o ego nas nuvens. Até parece que isso irá levar o cinema a algum lugar. Faz-me rir…
(Continua…)

Tuesday, 12 de December de 2006

Melhores do Ano I

pedro novaes, 6:43 pm
Filed under: Economia, Política
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ACONTECIMENTO MAIS IMPORTANTE

Final de ano é época de balanços e coisas semelhantes. Não sei se apresentarei outros itens neste balanço- eu tinha até uma frase que poderia ser considerada a melhor ou pior do ano, mas já me esqueci. Desde já entretanto, convido os colegas a postarem também seus melhores e piores do ano.
Na minha opinião, um dos mais importantes e positivos acontecimentos do ano no Brasil, foi a aprovação pela Câmara Municipal de São Paulo da lei que proíbe todo tipo de propaganda externa, incluindo aquela em outdoors, bilboards, telões, ônibus e até mesmo em aviões, na paisagem da maior cidade da América do Sul.
Conforme disse Roberto Pompeu Toledo, em sua coluna na Veja, é um acontecimento que faz renascer a esperança na política brasileira, na possibilidade de gestão do caos urbano das metrópoles e do interesse público prevalecer sobre (poderosos) interesses privados. (Continua…)

Pinochet e Desenvolvimento

pedro novaes, 4:27 pm
Filed under: Economia, Política
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César Maia, sempre informadíssimo e lúcido em suas análises históricas e políticas. Na Folha de hoje:

Terça-feira, Dezembro 12, 2006

Pinochet, traição e embuste econômico

CESAR MAIA
ESPECIAL PARA A FOLHA

Os sinais foram dados ainda na transição, antes da posse de Salvador Allende. O general René Schneider, relacionado com a Democracia Cristã, foi assassinado por um comando que se dizia de ultra-esquerda. Quem escolhia o presidente no Chile, sempre e quando não alcançava a maioria absoluta nas urnas, era o Congresso. A tradição era escolher o mais votado. Com Allende poderia ser diferente.

(Continua…)

Tuesday, 28 de November de 2006

Sociedade X Mercado

pedro novaes, 7:21 am
Filed under: Economia
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Nada mais saudável em termos científicos hoje do que desfazer certas oposições que já mais atrapalham do que ajudam a compreender a realidade. Artigo de Ricardo Abramovay no Valor de ontem:

O mercado na sociedade e a sociedade no mercado

Por Ricardo Abramovay

27/11/2006
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Os mercados não são apenas pressionados pela sociedade como dois entes de
lógicas distintas, mas se influenciam mutuamente
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As técnicas de empréstimo que consagraram Mohammad Yunus, o fundador do Grammen
Bank, com o Prêmio Nobel de 2006, não são particulares ao microcrédito e não se
restringem ao trabalho com populações vivendo em situação de pobreza. Nada mais
falso que a dicotomia segundo a qual, para os pobres, o crédito apóia-se em
grupos solidários, formas localizadas e personalizadas de controle, enquanto
que, para os ricos, ele se fundamenta apenas em garantias patrimoniais e
contrapartidas. Por esta imagem, o mundo da informalidade, da solidariedade
social e do apoio mútuo seria uma espécie de fase inicial da entrada no
mercado, cujo ápice culminaria em relações totalmente impessoais. Em mercados
imperfeitos e incompletos, os atores teriam necessidade de recorrer a laços
personalizados, ao mundo social, para levar adiante sua interação, enquanto que
ali onde as trocas se desenvolveram, ao contrário, os mercados responderiam
exclusivamente aos sinais anônimos e neutros emitidos pelo sistema de preços.

(Continua…)

Sunday, 12 de November de 2006

Comentário Conservador

O Vinícius Dorian me enviou o link de um ótimo podcast - Comentário Conservador - que traz entrevistas e depoimentos de Olavo de Carvalho, Graça Salgueiro, Luís Afonso Assumpção, Heitor de Paola e outros. O site pretende apresentar “idéias de vários intelectuais liberais e conservadores do mundo, em especial dos pensadores brasileiros da atualidade”.

Dois exemplos:

    “Entrevista de Olavo de Carvalho para o programa Frente a Frente, da TVE de Porto Alegre. Ocorreu no mesmo período do Fórum da Liberdade do ano de 2005. Os temas, novamente, atualíssimos.” (Podcast original.)

    “O comentário de estréia da analista de política para a América Latina, Graça Salgueiro.” (Podcast original.)

Vá até lá e ouça os demais.

Tuesday, 7 de November de 2006

Quarto bate-papo com Olavo de Carvalho - “lado B”

Nesta continuação do quarto bate-papo, Olavo fala sobre literatura, escritores, jornalistas, EUA, ONU, globalização, capitalismo, Brasil, censura, dialética revolucionária, as duas faces de Lula, Cuba, turismo sexual, controle da Internet, homossexualismo em Cuba, etc. Os arquivos mp3 podem ser baixados deste site.

Monday, 6 de November de 2006

Privatizar o Controle de Vôo

pedro novaes, 7:01 am
Filed under: Economia, Política
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É lógico que isso não vai acontecer, mas seria uma excelente oportunidade para o Petismo dar um belo exemplo. Minha solução para o problema do controle de tráfego aéreo do país: privatizar o sistema. Há maneiras muito bonitas de fazer isso numa engenharia que assegure excelentes serviços (fazer melhor que o Estado certamente não será difícil), preços razoáveis a serem pagos pelos contribuintes e/ou usuários do transporte aéreo e sem que as empresas operadoras do sistemas tenham um monopólio poderoso demais.

Há diversos países em que estes sistemas são operados por concessionários privados com alta eficência. As principais distorções são evitadas, primeiro, regionalizando o controle (como já ocorre no país) e dando concessões a diferentes empresas para que seus serviços possam ser comparados. Em segundo lugar, quem ajudaria a garantir bons serviços seriam, mais que o Estado (não tenhamos ilusões sobre este ente), as empresas aéreas, interessadas em segurança e agilidade para garantir seu negócio e aumentar seus lucros.

Carlos Sardenberg
(dica do Gustibus) traça um panorama bastante detalhado da situação do controle de vôo no país, mostrando as raízes do caos atual.

Thursday, 26 de October de 2006

Google Checkout na Namíbia

yuri vieira, 1:47 am
Filed under: Cotidiano, Economia, internet
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Se você mora na Namíbia, em Ruanda, na Albânia, em Benin, na Bolívia, nos EUA (claro) e em vários outros países do mundo, você pode registrar seu cartão de crédito no Google Checkout - o PayPal da Google - e usá-lo para fazer compras e pagar serviços online. Mas se você mora no Brasil, esqueça, você não pertence a este planeta. Isso tá me cheirando a uma vingancinha da Google graças às atitudes exacerbadas do Ministério Público do Brasil contra o Orkut. Será? Sei apenas que continuo muito puto com a inexistência de uma conexão entre Google Adsense, Google Checkout e os cartões de crédito brasileiros. Ô periferia! Até agora não embolsei um mísero centavo com essa publicidade do site. Nem voltarei a reclamar da ausência de um Citybank nesta joça de cidade - o que me impede de descontar o cheque do Adsense - e das taxas absurdas que outros bancos cobram, fazendo com que eles se dêem melhor do que eu com este blog. Prefiro deixar a coisa acumular…

Wednesday, 25 de October de 2006

A batalha pelo futuro I

daniel christino, 1:35 am
Filed under: Economia, Política
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Lula será reeleito. Dito assim parece até um vaticínio do Jucelino - farei um post sobre essa tara do pessoal por metafísica barata um dia, podem esperar! -, mas é o que indicam as pesquisas neste final de campanha. Até o obstinado Reinaldo Azevedo já derrubou o rei. Segundo os mais alarmados, viveremos dias sombrios nos próximos anos, cercados pelo mal e governados por uma quadrilha de imorais. Dá quase para se ouvir: “a única saída é o aeroporto”. Quer saber? Morro de preguiça desse tom apocalíptico. (Continua…)

Wednesday, 11 de October de 2006

Um bate-papo com Olavo de Carvalho (podcast)

Conforme prometi, eis meu primeiro podcast gravado em conjunto com o jornalista, escritor e filósofo Olavo de Carvalho. Vale lembrar que certos trechos mais apimentados e recheados com “insultos não fundamentados em fatos” foram excluídos, a pedido dele, em respeito ao ouvinte. Até o final da semana, publicarei outro bate-papo gravado logo após o debate entre Lula e Alckmin. Ah, vale lembrar: este arquivo tem uma duração aproximada de 46 minutos. (O arquivo também pode ser baixado através deste site.)



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