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Friday, 21 de September de 2007

Um clandestino

yuri vieira, 3:06 pm
Filed under: Cotidiano, internet, tecnologia
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O anti-spam do Gmail costuma funcionar perfeitamente e é mais comum vê-lo barrar mensagens legítimas, escritas por amigos e conhecidos, do que deixar passar um email indesejado. Mas a mensagem abaixo entrou clandestinamente na minha caixa de entrada, chamando minha atenção pela forma com que os caras conseguiram burlar os filtros de palavras-chave. Claro, deve ser a coisa mais batida do mundo, mas pelo menos para mim foi uma novidade. O mais engraçado é imaginar a fé do remetente em nossa boa vontade de decifrá-lo. Trata-se dum convite para quem quiser ganhar dinheiro com o câncer alheio… (Só podia ser uma coisa… assim… agradável.)

Rum’or N-e-w,s,:
O_n’cology M-e*d+. I_n*c’. (_OTC: O NCO) a Ca+ncer Tr eatme*nt Sol_utio-ns Gro-up is s,a i,d to h’a.v-e
exp++erienced o_v_e r a 100 0% inc+_rease in reve*n,ues f’o r t-h*e fisca+l 3′r’d q,uarter en_ding J_u+l_y+,
2′0-0-7 compar*.ed w,i*t-h t.h+e pri*or y+e-a.r whi,le fi’scal fo,urth qu_arter resu+lts f+o r 2_0+0+7 a r.e on
tr ack to exc_eed t_h_i,s ye,ar’s thi*rd q*uarter resu.lts.
O.N’C-O add,itionall-y plan,s to in-cre-ase se,rvice off_.erings whic-h a’r*e c-urre’ntly und*erwa-y.
Don’’t w,a’i_t f+o’r t_h’e n-e’w s to c*o+m*e o’u,t a,n+d l_o,s,e t,h.e oppor+t-unity to g,e+t in fron_t of the
genera_l inve,st_ing publi,c. On*co,logy M’e,d is in a mul,.tibillion do,llar ind,us+try w’h+e’r_e
t-h,e-y a+r e ga+ining m+arket s,hare rapi+dly.
C.a-l l y-o’u+r br,oker n’o,w f*o.r O+N’C.O+.

Pronto, agora vc já sabe que técnica usar para escapar do Echelon. Aposto que é invenção do Bin Laden.

Friday, 14 de September de 2007

Efeitos do Second Life… o retorno

yuri vieira, 8:25 am
Filed under: Humor, Podcast e videos, Second Life, software
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Este vídeo é em homenagem ao Daniel, que não percebe que o Second Life apenas deixa as pessoas muito mais inteligentes e com o comportamento mais normal do mundo…

As abelhas e a fome mundial

Parece enredo de desenho animado: “Vamos acabar com o mundo, Pinky?” “Mas como, Cérebro?” “Vamos desenvolver um vírus que irá matar todas as abelhas do mundo! Ahahahaha!!” E o pior é que pode funcionar

Os EUA já perderam 80% de suas colméias. As abelhas morrem às toneladas - aliás, desaparecem, pois morrem longe de “casa”, abandonando as rainhas (estarão sendo abduzidas?) - e o melhor suspeito até agora é um vírus israelense. Coisa mais esquisita. Alguns estados norte-americanos já perderam 90% das abelhas. A França mais de 70%. Vamos ficar sem mel? Não, ficaremos sem produtos agrícolas, já que, segundo os botânicos, 75% dos vegetais que consumimos são polinizados por abelhas. E, pelos cálculos do Einstein, os seres humanos sobreviveriam apenas mais cinco anos sem essas venenosas.

Com essa, nem o Nostradamus contava.

Tuesday, 28 de August de 2007

Fetiche por película

yuri vieira, 4:48 pm
Filed under: cinema, tecnologia
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Você acaba de rodar seu curta-metragem com a avançadíssima Sony HVR-Z1 e, então, após queimar seus olhos semanas seguidas na ilha de edição (um Mac, obviamente), descobre que praticamente todos os festivais brasileiros de cinema importantes não aceitam inscrições de filmes digitais. (Eu sei, em sentido estrito, não existe “filme digital” mas apenas “vídeos”. Ok. E daí?) “F…-se”, você pensa. E, ao investigar, descobre que ainda há muitos dinossauros que desconsideram a produção digital como sendo cinema de verdade… (!) Ora, será que quando criaram a brochura os defensodres do códice saíram por aí a dizer que aquele objeto não correspondia a um livro de verdade e, por conseguinte, tampouco era literatura? Claro que não, trata-se de um falso problema. A grande e irônica prova disso é que 90% dos leitores de hoje jamais saberiam apontar a diferença entre um códice e uma brochura. Você sabe? (Se eu não tivesse escrito, em 1994, na Universidade de Brasília, um trabalho sobre a história do livro, é provável que eu tampouco conheceria tal distinção.)

Em 1992, Coppola lançou Dracula, o primeiro longa-metragem de um grande estúdio editado não-linearmente, isto é, digitalmente. Coppola… Não-linear… Drácula… Correto. Foi gravado em formato digital? Não, foi captado em película, mas já era então possível processar, em computadores, os dados registrados por películas. Para os entendidos: já era possível “renderizar” um filme de alta definição. Logo, o problema nunca foi a capacidade de processamento dos computadores, nunca foi a idéia de que um computador jamais conseguiria trabalhar com toda a informação contida numa película, do contrário não assistiríamos a nenhum filme hoje, haja vista que todos sem exceção são editados não-linearmente. Até o Spielberg, que torce o nariz para as câmeras digitais de alta definição do seu amigo George Lucas, edita digitalmente. O cara filma em película, transfere tudo para o computador, edita e, por fim, devolve o produto final para película. É este o procedimento. Enfim, o único e verdadeiro problema sempre foi este aqui: as câmeras digitais são capazes de captar imagens com a mesma qualidade da película? Resposta: já estão praticamente cabeça com cabeça. Em dez anos, quem quiser continuar preso ao alto preço da película só terá uma justificativa para isto: puro fetiche. Melhor faria se todas as noites ficasse nu e se masturbasse em sua própria cama enrolado em 60 metros de película virgem…

Como eu dizia, você procura um bom festival brasileiro que aceite filmes digitais e não encontra mais que três ou quatro. Gramado? Brasília? Não, não aceitam. Pedem um DVD apenas para apreciar a obra e, caso selecionada, exigem a presença da famigerada e nobre película. Sim, para exibição só recebem películas de 16mm ou 35mm, uma coisa super glamurosa. (Sacou a contradição? Se eles defendem tanto a qualidade da película contra a do digital, por que usam o DVD para avaliar previamente a qualidade dos trabalhos? Na verdade, a questão é outra…) E a piada de humor-negro por trás disso tudo é que a transferência de vídeo digital para película não sai por menos de R$1000 o minuto, uma coisa linda que o faz pensar se vale a pena vender a casa da sua mamãezinha apenas para satisfazer seu ego de artista. Como você é filho duma geração muito bacana e por isso ainda curte sua mãe, passa alguns dias melancólico, imaginando o quão diferente sua vida seria hoje se sua mãe tivesse sido uma louca espancadora de crianças…

Passada a decepção, você inicia uma peregrinação virtual pelos sites dos mais diversos festivais internacionais e descobre que até o Oscar aceita filmes digitais. (!) E não é só: Festival de Berlim? Aceita. De Biarritz? Aceita. De Clermont-Ferrand? Aceita. De Sundance? Aceita - assim como mais algumas centenas de outros festivais espalhados pelo mundo, o que você poderá verificar tranqüilamente através do site Withoutabox.com. No fundo, creio que tudo não passa mesmo de pura e simples pobreza de terceiro-mundistas. Não, pobreza mental não: pobreza material. Se os vídeos digitais tornam a produção de um filme muito mais barata, por outro lado exigem que o exibidor adquira um novo e esfuziante projetor digital, que, com o passar de dois ou três anos, deverá ser novamente trocado por outro projetor digital ainda mais esfuziante e ainda mais capaz. Quem tem dinheiro para isso num país onde se trabalha quatro meses apenas para pagar impostos? No final das contas, a culpa não é dos organizadores de festivais e de seu suposto fetiche por película: é dureza mesmo. Daí meu conselho: se você acredita no seu filme digital, gaste dinheiro com a tradução e a legendagem e o envie para festivais internacionais. Afinal, para que servem esses festivais? Não é para garimpar talentos? E quem disse que o talento depende do suporte material da obra artística?

Monday, 27 de August de 2007

zunePhone

rodrigo fiume, 10:50 pm
Filed under: Humor, Podcast e videos, tecnologia
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Saturday, 4 de August de 2007

Prática de conversação online

yuri vieira, 5:48 pm
Filed under: Second Life, software, tecnologia
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Apenas para avisar aos poucos que se interessam por tecnologias revolucionárias: o Second Life agora tem Voice Chat, isto é, você pode bater-papo nas mais diversas línguas sem tirar a bunda da cadeira. Sim, você pode treinar seu ouvido e sua dicção com pessoas que vai encontrando ao acaso. Sem falar que, agora, as palestras e discussões literárias, políticas e filosóficas ficarão mais dinâmicas. (Antes só o palestrante tinha acesso à transmissão de áudio, as perguntas eram feitas por escrito.) Como também há o recurso do chat comum, sempre que você não entender algo, seu interlocutor pode - como diziam lá no Equador - “dibujar” pra você, colocar tudo em letras de forma. Uma ótima escola de línguas para autodidatas. (Agora só falta a força de vontade.)

Aliás, cá entre nós, a técnica de aprender idiomas fazendo sexo - aprimorada por Sir Richard Francis Burton no século XIX - terá agora toda a segurança da virtualidade. Brave New World

Monday, 30 de July de 2007

Demitidos!

yuri vieira, 2:38 pm
Filed under: amigos, meio ambiente, Índios
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Pô, ninguém mais escreve nada neste blog? Estão todos demitidos! Demitidos!! (Hehehe.)

Ontem, por exemplo, estreou na TV Cultura o documentário Xingu, do jornalista Washington Novaes - do qual o Pedro foi assistente de direção - e ele, o Pedro, nem pra soltar uma notinha aqui… Bem, cheguei a tempo de assistir à metade final, pois tive de acompanhar meu pai ao hospital. Sabe como é esse pessoal urbano que resolve morar num sítio: meu pai se feriu ao tentar depilar a perna com uma motosserra…

(Demitidos! Demitidos!!)

Saturday, 14 de July de 2007

Meu livro no Flashpaper

Você conhece o Macromedia Flashpaper? Achei esse programa simplesmente genial. Você pode embutir um livro inteiro em seu site ou blog. Através da barra de ferramentas, é possível ampliá-lo e ocupar toda a tela do navegador, imprimi-lo, fazer buscas, etc. Muy bueno.


Tuesday, 12 de June de 2007

Aquecimento Global para Desinformados

pedro novaes, 10:34 am
Filed under: meio ambiente, tecnologia
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Nada como uma visão equilibrada e bem informada, em meio à enxurrada de burrices que são ditas sobre mudanças climáticas e aquecimento global. No Valor de ontem:

DUAS DÚVIDAS CONVENIENTES

Por José Eli da Veiga

Viva a campanha de Al Gore contra o aquecimento global. Ninguém fica indiferente se assistir a alguma de suas chocantes conferências, ou ao premiado filme de Davis Guggenheim, cujo DVD (Paramount, R$ 40) merece promoção massiva, como as de vacinação. Mais: toda biblioteca deveria receber pelo menos um exemplar do instigante livro “Uma verdade inconveniente” (Ed. Manole, 2006). Afinal, o grande mérito dessas três peças é tornar acessíveis as evidências acumuladas nos impeditivos e indigestos relatórios do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC).

Ao mesmo tempo, nada disso deve impedir que se admita a existência de sérias controvérsias científicas sobre duas questões que Al Gore prefere fazer de conta que seriam “favas contadas”. Como não há nada pior para a propaganda do que alguma “sombra de dúvida”, a campanha só induz à crença de que já existam certezas absolutas sobre o grau da participação humana no aquecimento, e sobre o preço que deverá ser pago para combatê-lo.

Se comparado ao número de cientistas que validam a visão do IPCC, é diminuto o dos que consideram as causas naturais do aquecimento mais influentes que as provocadas pelas atividades humanas. Nem por isso todos os seus argumentos podem ser desqualificados, como mostra o documentário “The Great Global Warming Swindle”, lançado no início de março pelo canal 4 da televisão britânica (http://video.google.com/). Mesmo que no futuro venha a ficar inteiramente confirmado que a razão está com o IPCC, tal probabilidade não anula a atual controvérsia científica. Claro, é compreensível o temor de que essa dúvida sobre o grau da responsabilidade humana atrapalhe o processo de engajamento multilateral. Mas, se tiver êxito, a opção em curso de tentar “tapar o sol com a peneira” engendrará marcos institucionais equivocados, além de vulneráveis, como já ocorreu com o pioneiro Protocolo de Kyoto.

Também é ingenuidade supor que a significativa queda de resistência do governo Bush na recente reunião do G-8 resulte de algum tipo de reconhecimento tardio da gravidade dos alertas do IPCC. Para os dirigentes republicanos, assim como para boa parte dos democratas, a redução da dependência energética americana de fontes fósseis é antes de tudo uma questão de segurança nacional, não de altruísmo global. Ficarão mais inclinados a aceitar acordos internacionais para limitar emissões se os novos arranjos criarem mercados para as tecnologias que engendrem gradual descarbonização de sua matriz energética. E continuarão a brigar por regras que também gerem demanda por tais tecnologias nos emergentes mercados chineses, indianos, mexicanos, brasileiros etc. Daí a condição de só admitir acertos que também comprometam a semiperiferia.

(Continua…)

Friday, 8 de June de 2007

Esse estranho aquecimento global

yuri vieira, 6:13 am
Filed under: Ciência, Cotidiano, meio ambiente
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Durante as últimas semanas, ouvimos que:

1) “Curitiba chega a zero grau no Maio mais frio desde 1997“;

2) “Santa Catarina tem o mês de Maio mais frio em 39 anos“;

3) “Este é o mês de Maio mais frio dos últimos sete anos em SP“;

4) Nevou em Junho na Califórnia.

Pergunta: será o “aquecimento global”?

Bem, segundo o blog Pensadores Brasileiros, os termômetros usados para medir esse tal aquecimento são dispostos em locais bem esquisitos. Aposto que alguns ficam dentro de saunas…

Friday, 1 de June de 2007

Poder Criador

yuri vieira, 2:53 am
Filed under: Ciência, Religião
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Escreveu o físico Max Planck:

“Apenas aqueles que pensam por metades se tornam ateus, aqueles que se aprofundam em seus pensamentos e vêem as maravilhosas relações entre as leis universais reconhecem um poder Criador.”

Monday, 28 de May de 2007

Estadão no Second Life

rodrigo fiume, 8:47 pm
Filed under: Imprensa, Mídia, Second Life, internet, sites, tecnologia
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Do Portal Estadão

Estadão fará jornal no Second Life Brasil

Batizado de Metanews, o jornal terá como jornalistas os avatares

SÃO PAULO - O jornal O Estado de S. Paulo será o primeiro órgão de imprensa do País a produzir e editar um jornal no Second Life - ambiente virtual semelhante ao mundo real conhecido como metaverso. O Estado fechou uma parceria com a KAIZEN Games, companhia responsável pelo Second Life Brasil, e será o jornal oficial desse universo virtual.

Batizado de MetaNews, o órgão de imprensa virtual começará a funcionar a partir do mês que vem e terá como jornalistas os avatares (a representação do usuário no metaverso). Todos os residentes do Second Life Brasil poderão enviar reportagens, matérias, fotos e vídeos.

Texto completo aqui

A décima primeira solução

ronaldo brito roque, 12:57 am
Filed under: Cotidiano, meio ambiente
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A revista Veja Rio publicou outro dia (domingo, 20/05/2007) uma reportagem abordando os principais problemas do trânsito do Rio, e sugerindo 10 soluções para melhorar a situação. Me chamou a atenção a ingenuidade das soluções sugeridas, por isso resolvi escrever este texto, propondo uma décima primeira solução, que, tenho certeza, não será implementada a curto prazo, mas pelo menos quem for minimamente inteligente vai ver que tenho razão.

Desde que eu fazia arquitetura venho defendendo que a solução para o tráfego de qualquer cidade grande não é espacial. Todas as metrópoles, mesmo as que têm ótimos metrôs, têm engarrafamentos. Quando você estuda história do urbanismo, descobre que na Roma Antiga já existia esse problema. É um erro achar que engarrafamento é coisa moderna. Tem um documentário (infelizmente não lembro o nome) que mostra que, assim que saiu o primeiro Ford vendido a prazo, as cidades abençoadas por essa grande oportunidade comercial passaram a ter engarrafamento em menos de um mês. As pessoas primeiro acharam que o problema se resolveria com o aumento da largura das ruas. Mas depois viram que isso não resolvia, porque quando você faz uma cidade confortável, mais pessoas passam a morar lá, mais pessoas compram carros, e logo a rua já está estreita de novo. Fazer mais metrôs, mais ruas, mais ônibus não vai resolver o problema. Eu não esqueço de um sujeito boboca que eu conheci uma vez que dizia que para solucionar esse problema as pessoas tinham que aprender a deixar o carro em casa e pegar o metrô. Ora, e por acaso o metrô já não está lotado? Alguém quer pegar o metrô, em São Paulo ou no Rio, nos horários de pico? Os ônibus também já estão lotados. E, mesmo que não estivessem, quem ia querer largar o seu carro para pegar um ônibus?! Ônibus é ruim demais, pelo amor de Deus!

O engraçado é que tem um monte de engenheiro (todos pagos pela prefeitura) trabalhando para resolver o problema, mas eles não conseguem achar a solução. Ela está lá, gritando, debaixo do nariz deles, mas eles não conseguem enxergá-la, primeiro porque são cegos, e depois porque querem ir embora às 18h e folgar aos domingos, como todo mundo.
(Continua…)

Friday, 25 de May de 2007

Algumas verdades inconvenientes

1) Sim, Hollywood ficou toda prosa com o filme do Al Gore. Contudo, ninguém me tira da cabeça que o cinema americano - com suas enormes explosões, incêndios e tiroteios - é responsável por pelo menos 50% do efeito estufa. O que quer dizer que, se não fosse o cinema deles, a Terra seria mais fresquinha. Sacou? Sem os filmes do Rambo, do governador Schwarzenegger e, sei lá, sem os filmes sobre a guerra do Vietnã, seria possível até mesmo nevar aqui no Centro Oeste. (Na fazenda da minha saudosa avó materna, geava. O tempo passou, a véia morreu e não geia mais.)

2) O Jornal Nacional mostra uma reportagem falando coisas terríveis sobre a poluição dos rios e a porcaria que são as tais garrafas plásticas e demais dejetos não-degradáveis encontrados em meio à natureza. (São mesmo, principalmente quando muito distantes da possibilidade de serem recolhidos e reciclados.) Em sua locução, a Fátima Bernardes faz a mesma cara de quando o Brasil perde um jogo na Copa, aquele olhar de amiga de defunto recém empacotado. Intervalo comercial: Coca-cola, guaranás x, y, e z. Todos em garrafas PET. Volta o jornal e aparece o William Bonner todo sorridente mostrando uma apreensão de toneladas e toneladas reluzentes de CDs e DVDs piratas sendo esmigalhadas por tratores ou seja lá o que for aquele monstro de ferro e aço. O pátio da polícia federal fica repleto de pequenas montanhas de lixo plástico e… alumínio? Não sei. Sei apenas que não falam nada a respeito do destino de tanto lixo. Por que não? Meu Deus! Por que nããão? À noite, a cabeça cheia de circunferências metálicas de brilhos iriados, os olhos teimam em arregalar-se. Tento dormir. Não consigo.

3) Prosseguindo minha pesquisa no Google, volto a encontrar vários sites se referindo ao aquecimento do próprio Sol. (Sim, basta digitar “solar warming“.) Isso me deixa preocupadíssimo, afinal ninguém parece dar atenção ao tema, o Al Gore não passa nem triscando nele, e o Sol impávido segue sua órbita ao redor do centro da Via Láctea, um colosso a ignorar nossos temores. Porra, penso, cadê a ONU? Alguém precisa multar o responsável pelo Sol, ameaçá-lo com uma comissão de astrônomos e, por que não?, de astrólogos. Caso o Sol prossiga com sua maldade, seria necessário enviar os capacetes azuis para tomá-lo de assalto, invadi-lo e fincar lá a bandeira das Nações Unidas. Hmmm. Sim, sim. É fato, os sacanas dos americanos certamente não cederão os foguetes da NASA. The bastards! Será preciso recorrer à Rússia, um povo muito mais racional…

4) Hugo Chávez acusa os futuros produtores de etanol de roubar terras necessárias à agricultura de alimentação, mas não se dá conta de que, segundo aquele pessoal da ONU que o convidou para xingar o Bush de diabo lá em Nova Iorque, o aquecimento global - responsável pela tal desertificação e pelo desarranjo climático destruidor das hortas das velhinhas camponesas de todo o mundo - é supostamente causado pela queima do petróleo que sustenta seu governo corrupto. Ou será que ele já tem a confirmação de que a culpa é apenas do Sol?

Tuesday, 22 de May de 2007

Negócio da China 2

yuri vieira, 6:48 pm
Filed under: Cotidiano, Economia, Política, livros, tecnologia
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Já havia comentado neste blog a respeito de certa tática sui generis dos capitalistas chineses. Semana passada, tomei conhecimento de outra. Amigos recém chegados da França e da Espanha trouxeram a confirmação de algo que já tinha ouvido por alto aqui no Brasil. É o seguinte: um cidadão chinês vem ao nosso paiseco - ou à França ou à Espanha ou a sei lá qual buraco deste mundo - encontra um imóvel numa área adequada para instalar um comércio e, então, cheio de “boas” intenções, entra em contato com o governo de seu país. (Lembre-se: o capitalismo chinês é do pior tipo, um capitalismo de Estado. E, sendo a China comunista, nem é preciso esclarecer uma vez mais este ponto: ao contrário do socialismo, o capitalismo é menos um sistema que um instrumento. Ou ainda: é menos um sistema operacional que um mero sofware. Sacou a analogia?) Enfim, ele recebe do governo chinês a verba necessária para adquirir o imóvel e iniciar uma empresa. Em outras palavras: ele se torna apenas um pau mandado daquele governo. E sua contrapartida não é senão o compromisso de vender apenas produtos fabricados e importados da China…

Se as pessoas se chateavam tanto com o capitalismo americano e europeu - que ao menos trazia a indústria para cá, fornecendo-nos empregos e retirando tão somente parte dos lucros (merecido, vale dizer) - agora sim irão ver o que que é bom para a tosse. E pensar que Spengler previu tudo isso em seu livro “O homem e a técnica”, publicado em 1931…

Friday, 18 de May de 2007

Emagreça em três minutos e meio

yuri vieira (SSi), 2:40 pm
Filed under: Podcast e videos, fotografia, software
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Essa gente fica enviando spam ao meu orkut, sugerindo mil “técnicas” de emagrecimento - logo eu, que preciso engordar - mas nenhuma delas há de ser tão boa quanto a deste vídeo.



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