Washington Novaes no FICA
Ó teu pai aí, Pedro.
FICA - Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, em Vila Boa de Goiás (segundo as más línguas, “Goiás Velho”).
(Via Blog do Altino.)
Ó teu pai aí, Pedro.
FICA - Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, em Vila Boa de Goiás (segundo as más línguas, “Goiás Velho”).
(Via Blog do Altino.)
A evolução é algo realmente espetacular. Certos caminhos que ela escolhe podem, milênios depois, favorecer o sucesso ou o fracasso de uma espécie. Lembrei disso lendo na Reuters uma notícia sobre um tipo de big brother sobre pandas, na China.
Esse bicho fofinho, que todos adoram e é símbolo da luta pela preservação das espécies, corre risco de extinção em boa parte por uma escolha em seu caminho evolutivo — estou excluindo aqui o bicho-homem, já que esse é uma ameaça a qualquer ser vivo que exista. (Continua…)
Enquanto o pau quebra em São Paulo, quebra também em Santarém. Protestos do Greenpeace contra a Cargill suscitaram a ira dos sojeiros e de parte da população local. A Cargill é um dos maiores conglomerados de agronegócios do mundo, que construiu e controla um grande porto sem licenciamento ambiental na cidade, através do qual é exportada grande parte da soja plantada na Amazônia.
Houve muitas agressões pelos sojeiros que, entre outros absurdos, dispararam rojões contra os membros do Greepeace. Alguns ativistas saíram feridos. Há um clima de forte intimidação, truculência e cerceamento da liberdade de expressão.
Hoje, o navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, bloqueou o porto e conseguiu impedir por três horas os transbordos de soja. Como resultado, 16 ativistas foram presos e encontram-se detidos na Polícia Federal, em Santarém, incluindo o diretor do Greenpeace Amazônia, Paulo Adário. (Continua…)
Completam-se hoje 20 anos do maior acidente nuclear da história, a explosão do reator da Usina de Chernobyl, na Ucrânia, à época parte da URSS. Pouco mais de um ano depois, deflagrava-se o maior acidente radiativo já ocorrido no Brasil e quiçá também um dos maiores do mundo: a tragédia latino-americana do Césio 137, em que catadores de sucata romperam a cápsula com material radiativo de um aparelho radiológico abandonado, levando à morte de quatro pessoas e à contaminação de milhares de outras bem aqui, a alguns quilômetros da minha casa.
Vinte anos depois, a humanidade se vê às voltas com a possibilidade da retomada da opção nuclear e de nova corrida armamentista. Aquela para a geração de energia, em função do aquecimento global fomentado pela queima dos combustíveis fósseis; esta, em função da loucura fundamentalista.
O dia enseja uma reflexão. Por isso, acho que vale publicar um texto meu escrito há cerca de um ano e meio atrás, após um passeio de bicicleta passando pela famigerada Rua 57 num feriado de finados. Assim como vale à pena assistir ao filme The Last Atomic Bomb, do americano Robert Richter, sobre as vítimas da bomba atômica de Nagasaki, um triste e bonito manifesto pelo fim das armas nucleares, selecionado para o VIII Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, que acontecerá entre 6 e 11 de junho na Cidade de Goiás (GO) (há uma cena
muito impressionante do encontro e diálogo entre um sobrevivente de campo de concentração nazista e uma velhinha japonesa sobrevivente da bomba de Nagasaki - de arrepiar).
VIAGEM URBANA NO DIA DE MORTOS
(Texto escrito em dezembro de 2004)
Neste feriado de mortos, tive uma viagem urbana.
Tenho duas pessoas que moram dentro de mim. Por isso, gosto da cidade, da urbanidade, assim como gosto do mato. Sou cético e, ao mesmo tempo, profundamente esperançoso.
Duas coisas me atraem na cidade: a decadência em toda a sua humanidade, assim como a humanidade em toda a sua decadência.
Não, não é sacanagem. A população de tigres na Índia reduziu-se em 90% no último século para os atuais estimados 2.000 em liberdade. Uma das principais causas do processo de extinção dos tigres, além da redução de seu território, é a sua caça. Algumas de suas partes são vendidas no mercado negro por até 50.000 dólares, pois seriam “afrodisíacas”! Imaginem só quais as partes… Mas graças à medicina alopática, os chineses estão agora preferindo utilizar o Viagra, diminuindo a pressão de caça e dando uma folga pros bichanos. Agora só falta alguém reclamar do “imperialismo ianque que destrói a medicina tradicional…” Pffff!
Segue um (Continua…)
“SE NÃO FORMOS CAPAZES DE REDUZIR EM 78% ATÉ 2050 NOSSA EMISSÕES DE GASES-ESTUFA, AS CONSEQUÊNCIAS SERÃO CATASTRÓFICAS.”
A frase acima foi dita ontem por Sir Nick Stern, que está de passagem pelo Brasil. Secretário de Orçamento e Finanças do Tesouro de Sua Majestade, ex-vice-presidente sênior e Economista-Chefe do Banco Mundial, foi encarregado por Tony Blair para a produção de um review sobre a “Economia das Mudanças Climáticas”. O trabalho, aguardado com ansiedade, deve ser concluído até o final de setembro para a nova rodada de negociações do G8 no México, como desdobramento da Cúpula de Gleneagles, na Escócia, ano passado, onde esteve presente “Nosso Grande Líder”.
Sir Stern está percorrendo alguns países importantes do ponto de vista da questão climática para falar sobre seu trabalho e colher opiniões e dados. Por participar de um projeto financiado pelo DEFRA, equivalente do Ministério de Meio Ambiente na Inglaterra, pude ouvi-lo em uma de suas reuniões ontem na Embaixada Britânica, em Brasília. (Continua…)
De uma carta-aberta enviada ao senador Tião Viana (veja mais abaixo o conteúdo na íntegra) por um brasileiro residente na Austrália:
Causa-me nojo saber que o Ministério do Meio Ambiente. num esquema de corrupção jamais visto e comandado pela senadora Ana Júlia Carepa, do Pará, com a conivência da ministra Marina Silva (!?!?!?), que comanda um dos ministérios mais corruptos deste país, vai investir num projeto de reflorestamento que prevê o plantio de 200.000 árvores, envolvendo uma equipe de técnicos e cuja duração será de dois anos, tudo isto às custas do contribuinte brasileiro, NO HAITI!, enquanto que a Amazônia está sendo destruída sob os auspícios de pessoas como a ministra Marina Silva e a senadora Ana Júlia Carepa a fim de amealhar dinheiro aos montes para os cofres do PT.
Fácil fazer caridade com o dinheiro público, né não? No fundo, o Lula queria era ser o Bush…
(Continua…)
Reproduzo abaixo artigo meu publicado hoje no jornal O Popular (Goiânia):
A despeito da generalização do discurso em torno da noção de “desenvolvimento sustentável”, a realidade é que, na prática, nossa sociedade ainda se orienta essencialmente pela lógica segundo a qual desenvolvimento e conservação do meio ambiente são coisas opostas.
O Vinícius, nosso leitor, chama a atenção para a resenha feita pelo Rodrigo Constantino do livro do Eduardo Giannetti, O Valor do Amanhã, mencionado no post abaixo. Coincidentemente comprei-o hoje e espero, em breve, poder comentá-lo.
Pensador muito completo, Giannetti tem, além de tudo, o dom, raro entre economistas, de se expressar com clareza para iniciados e não-iniciados neste mundo relativamente hermético.
Eu não sei se o livro, cujo subtítulo é “Ensaio sobre a Natureza dos Juros”, trata, em algum momento, da questão ambiental. Se não, mais interessante ainda. A questão ambiental é, em essência, um problema de juros.
Eu gostaria muito de ver o Giannetti comentando o livro do Zé Eli, mas não sei se poderei estar lá.
Na segunda-feira, dia 20 de março, Eduardo Giannetti (professor do Ibmec e autor de O Valor do Amanhã e Felicidade, entre outros livros) e Sérgio Besserman, ex-presidente do IBGE, debaterão o livro Meio Ambiente & Desenvolvimento recém-lançado pelo professor José Eli da Veiga (FEA/USP). O imperdível debate acontece, a partir das 11 horas, na sala A-1 da FEA, Cidade Universitária, São Paulo.
O livro é evidentemente leitura obrigatória, sobretudo para fundamentalistas do mercado, que não acreditam na realidade da questão ambiental, e ecochatos, que não acreditam na realidade da economia. (Continua…)
Ando me sentindo um pouco sufocado entre o anaerobismo da esquerda, de um lado, e o fundamentalismo dos mercados do outro. Quem dera o mundo fosse simplificável à possibilidade de um Estado monolítico e da iluminação de sábios como os petistas, ou de um mercado onipresente. Oito ou oitenta.
O Rodrigo Constantino, do Instituto Millenium, cujo blog foi recomendado no post abaixo, explica didaticamente como a propriedade privada é a solução para quase tudo, inclusive para a devastação da Amazônia. Eu quero concordar em parte com ele. (Continua…)
Da página de notícias do portal Terra:
Tremor de terra assusta moradores em Goiás
Um tremor de terra assustou os moradores da região de Alto Paraíso, em Goiás, na madrugada de sexta-feira. O tremor que atingiu 2,6 graus na escala Richter ocorreu às 4h42 e acordou grande parte dos habitantes com um forte estalo.
Salton Sea é um pepino ambiental americano tão grande e surreal que faz a gente se sentir menos mal de ser brasileiro. Trata-se de um lago de cerca de 600 km2 no deserto do sul da Califórnia, não muito distante da luxuosa Palm Springs e de San Diego.
Para começar, o lago se formou a partir de uma megacagada de engenharia, durante um desvio do Rio Colorado para fins de irrigação no começo do século XX. Alimentado e salinizado pela água que escoa de grandes projetos agrícolas nos solos salinos do deserto do Imperial Valley, Salton Sea tornou-se um paraíso para as tilápias e corvinas.
Entre 1930 e 1960, empreendimentos imobiliários e hordas gigantescas de turistas prometiam transformar as cidades da orla em novas Palm Springs. (Continua…)
Não ando com muito saco pra ficar escrevendo sobre meio ambiente, mas essa merece pela raiva que dá do Estado. Está n’O Eco, um dos melhores veículos de comunicação sobre a matéria.
Muita gente deve conhecer a Fazenda Imperial, no Distrito Federal. Trata-se de uma área de 4 mil hectares absolutamente preservada na qual seus proprietários estabeleceram um bem sucedido empreendimento de ecoturismo. Pois é. E acaba de ser aprovada na Câmara dos Deputados uma ampliação em 14 mil hectares do Parque Nacional de Brasília, o que é muito bom, exceto pelo fato de que, com isso, o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama pretendem passar para suas eficazes mãos algo que a iniciativa privada tem preservardo muito bem, obrigado. (Continua…)
37° no termômetro da Henrique Schaumann. Depois de sushi à sombra das árvores no Sumaré, me abrigo no ar condicionado do Arteplex e nas paisagens gélicas de A Marcha do Imperador…
Não sei dizer se foi o melhor documentário que já vi. Mas com certeza foi o mais bonito.
As paisagens do filme de Jean Luc Jacquet são magníficas. E, de fato, a vida do pingüim imperador vale um romance. A idéia de misturá-los (vida e drama) como forma narrativa para mostrar como eles vivem — e sobrevivem — no mais inóspito dos hábitats funciona perfeitamente. Não por acaso foi o segundo documentário mais visto de todos os tempos, atrás apenas de Fahrenheit 9/11, de Michael Moore.
No deserto branco, o embate entre a vida e o inverno é tocante. Quem vencerá?
Ontem, um comentário do Yuri no meu post sobre o portal Às Claras, me levou a chafurdar no estranho mundo da extrema-direita norte-americana e a pensar sobre como, nos extremos, as coisas se encontram.
O site Discover the Networks, cujo grande mentor é David Horowitz, ex-marxista convertido neoconservador, faz um mapeamento das conexões políticas e econômicas do que eles chamam de “esquerda americana”. Entre lá e digite “Bill Clinton”, “George Soros”, “Gore Vidal”, “Noam Chomsky” ou ainda qualquer nome de palestino conhecido em solo americano e descubra quem financia quem e quem é amigo de quem. Tirando o fato de que sempre alguém tem que me explicar o que é esquerda hoje em dia, saí tentando entender do que se tratava.
(Continua…)
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