Arte no calçadão
O artista Julian Beever é o tipo do cara com quem vale a pena se defrontar pelo caminho. Ele faz interferências nas calçadas européias que criam um efeito 3D dos mais loucos. A seqüência da caça ao ouro é muito boa.



O artista Julian Beever é o tipo do cara com quem vale a pena se defrontar pelo caminho. Ele faz interferências nas calçadas européias que criam um efeito 3D dos mais loucos. A seqüência da caça ao ouro é muito boa.



Não sei se a galera já percebeu, mas temos um novo colaborador no Garganta: o escritor, jornalista, artista plástico e fotógrafo paulistano J. Toledo, cronista do jornal Correio Popular de Campinas-SP. Toledo é autor da biografia Flávio de Carvalho - o comedor de emoções; do Dicionário de Suicidas Ilustres (para o qual eu e a Hilda Hilst contribuímos com o verbete sobre Mishima); das coletâneas de crônicas A Divina com mídia - crônicas bizantinas, Espiões da cidade e, publicado este ano pela Record, Dois uísques em Cafarnaum. O Toledo também assina a foto da Hilda com o dedo médio em riste na primeira página do site oficial dela. Enfim, o cara é excelente, ótimo papo e super gaiato. Eu e a Hilda costumávamos ler suas crônicas e telefonar para ele quase toda manhã. Juntamente com o Mora Fuentes, o Toledo era o Prozac dela.
Seja bem-vindo, Toledo.
Já que tá rolando essa onda de imagenzinhas bonitas, vou contribuir. Eis uma escultura do australiano Ron Mueck: Mother and Baby (2001).

E um video da exposição:
(Continua…)
O artista-plástico Zak Smith criou nada mais nada menos que 760 ilustações para O Arco-íris da Gravidade, de Thomas Pynchon. São imagens tão noiadas quanto a escrita deste quase canônico autor americano.
João Rocha, sobrinho de Glauber Rocha, nos escreveu para dizer que o site que mantém em homenagem ao tio - Tempo Glauber - sofreu uma reforma e voltou a fornecer para download o filme proibido Di Cavalcanti di Glauber - Ninguém assistiu ao formidável enterro de sua última quimera; somente a ingratidão, essa pantera, foi sua companheira inseparável. Valeu, João, e viva a liberdade artística!
Foi no Instituto de Artes da UnB - onde estudei Teoria, História e Crítica de Arte (uma habilitação que nem existe mais) - que conheci o trabalho do austríaco Gustav Klimt, um dos artistas mais representativos do Simbolismo e da Art Nouveau. Para mim, suas pinturas são poesia para os olhos. Clique nas miniaturas abaixo para ver algumas reproduções de seus quadros.
(Continua…)
Agenda cultural da semana:
Terça-feira, 07 de março
19h - As formigas e o Fel, livro de Renato Cunha, e também seu filme O Reinado Nosso de Cada Dia. Show com Miolo de Pote. Exposição fotográfica Reinado: Almir Israel, Ana Borges, Rinaldo Morelli, Suzana Dobal, Usha Velasco. Esquina da Palavra, CLN 406.
20h - lançamento do catálogo de Joana Limongi, com tudo (ou quase tudo) que pintou desde 1999 até agora. Rayuela, 412 sul.
Quinta-feira, 09 de março
18h - Umbigo, de Nicolas Behr, na Entrelivros, CLN 406. Segundo o poeta, “não é um livro: é um equívoco; não vá ao lançamento; se for, não compre, se comprar, não leia, se ler, problema seu; provavelmente o livro será recolhido pelo autor.
19h - Todo Sol Mais o Espírito Santo, de Lima Trindade, no Carpe Diem, CLS 104. Novo livro do escritor revelação baiano-brasiliense e também editor da revista eletrônica verbo21.
TUDO ISSO É IMPERDÍVEL!!
Assisti a esse curta-metragem do Glauber Rocha pela primeira vez em 1994, quando ainda morava na UnB. (Comentei a respeito noutra entrada.) Dei muita risada então. Fora de brincadeira, acho que é uma das melhores coisas que ele já fez. Sua narrativa é hilariante. (Sem falar que, no cortejo fúnebre do Di Cavalcanti, ele ainda aparece seguindo o caixão, todo discreto. Era o Dr. Jekyll dele. Já o narrador, piradão, é o Mr. Hyde.) Diz ele que, em 1976, estava em casa, coçando, quando ficou sabendo da morte do Di. Passou na casa de alguns amigos para pegar restos de película, chamou o cinegrafista e se mandou pro velório. Deu no que deu. A família pirou a cabeça com o resultado. E proibiu o filme de ser veiculado no Brasil. Isto até hoje.

Já escrevi sobre essa figura - Helena Barros - umas duas ou três vezes e só irei falar novamente porque ouvi de dois fotógrafos, aqui no estúdio, o comentário absurdo de que ela “usa muito Photoshop”. (!!) Acho que seria o mesmo que dizer: Caravaggio usa muita tinta, usa muito pincel. Acho a garota sensacional, uma puta artista. Na minha opinião, dizer que ela usa “muito Photoshop” não é mais que uma confissão de impotência, já que ela, além de fotógrafa, é uma desenhista de mão cheia. Só alguém capaz de pintar, desenhar e, ao mesmo tempo, fotografar (ver) é capaz de fazer o que ela faz. Esse tipo de argumento é parecido com aquele dos anos 60 e 70, segundo o qual quem tocava guitarra elétrica não tocava um verdadeiro instrumento. Ridículo. Todo trabalho de criação artística passa pelo domínio da técnica e de seus recursos e a tal “Helenbar” tem plena consciência de suas potencialidades. Não é porque ela escolheu o Photoshop que será menos artista. Aliás, o Photoshop é simplesmente o encontro da pintura com a fotografia. Basta olhar seu trabalho para ver que tenho razão. E não a elogio apenas - segundo me acusaram aqui - porque a acho uma gata, como se isso invalidasse seu talento. Ela é linda sim - e daí? - e seu trabalho, idem. Clique abaixo e veja mais fotos. (Continua…)
“Tudo pode mudar em nosso mundo desmoralizado exceto o coração, o amor do homem e seu empenho em conhecer o divino. A pintura, como toda a poesia, tem uma parte no divino; as pessoas sentem isso hoje, do mesmo modo que costumavam sentir outrora. Que pobreza cercou minha infância, que provações experimentou meu pai, com seus nove filhos! E, no entanto, ele estava sempre cheio de amor e, à sua maneira, era um poeta.
Foi através dele que pressenti, pela primeira vez, a existência de poesia neste mundo. Depois senti-a durante as noites quando contemplava o céu escuro. Aprendi então que também existia um outro mundo. Isso fez brotar lágrimas em meus olhos, tão profunda foi a comoção que se apossou de mim.”
Marc Chagall
Não, não é a famosa posição. É o site do meu pai com os quadros da minha mãe…
Como bem notou o Grimaldo, em época de Bienal de arte, o negócio é se preparar para enfrentar asneiras. Nunca me esqueci de uma crônica em que o Diogo Mainardi, em Veneza, dizia sentir vontade de bater nos artistas. Foi o que tentei fazer, em 1997, metaforicamente, claro, quando escrevi os contos O Culturaholic e Estilo Próprio.
Já falei sobre ela no ano passado, mas falarei de novo: as ilustrações da Helena de Barros para o livro “Alice no País das Maravilhas” são dez! Helena tem um bom gosto, um talento com as cores e com a composição, sem falar no domínio da perspectiva e do Photoshop, que deixam qualquer um babando. E como se isso não bastasse, ainda é uma gata. Quer mais?
Assisti ao filme do Glauber Rocha sobre o funeral do Di Cavalcanti em 1994, em Brasília. A cópia era pirata, uma vez que o curta é proibido no Brasil. (Nada como a Internet para garantir a liberdade de expressão. O arquivo está num servidor norte-americano.) A verve do Glauber é impagável.
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P.S. de 22Fev2006: O filme já não se encontra no site citado acima, mas pode ser assistido aqui mesmo.
Já que comentei sobre dois excelentes artistas plásticos que conheci recentemente (Luiz Costa e Siron Franco), decidi pagar um mico e mostrar umas das telas que pintei em Brasília (1996), enquanto cursava artes-plásticas na UnB. Eu a chamo de “Borboleta-Cacatua-Elefante”. :)) Caso vc preste um pouquinho de atenção, entenderá por quê. Ah, não adianta ninguém querer comprá-la, pois pertence à minha irmã, que é arquiteta, e que atualmente a usa para “decorar” sua sala de estar.
Clique em continua e veja a tela…

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