Arquivo para a categoria " Arte"




Thursday, December 4, 2003

Honestidade intelectual

yuri vieira (SSi), 6:40 pm
Filed under: escritores, exteriores, interiores
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Foi durante uma conversa em que eu narrava minhas experiências de projeção astral que o Bruno Tolentino me definiu “honestidade intelectual”: nunca dizer que sabe o que não sabe, nem dizer que não sabe o que sabe. E eu lhe disse que aprendi isso com certa “brincadeira do copo”, quando então, em 1995, enganei dois amigos por quase duas horas de conversas com “espíritos”. Desmenti no dia seguinte, mas ainda hoje, sempre que “realmente me afogo”, eles pensam que sou aquele garoto que “finge se afogar”. Não pretendo mais perder meu crédito com ninguém. Aliás, o Waldo Vieira é honestíssimo e discorre acuradamente sobre os vários tipos e níveis de experiências extrafísicas. Acredite, Bruno: essas coisas acontecem.

Sunday, November 30, 2003

Maria e Bebel

yuri vieira (SSi), 1:30 pm
Filed under: Mídia, música
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A luz é mesmo mais rápida que o som. Já enjoei de ver a cara da tal Maria Rita em mil e uma revistas, cartazes e sites, e até agora não consegui parar para ouvir a mulher. Enquanto isso vou ouvindo a bossa eletrônica da Bebel Gilberto…

Saturday, November 29, 2003

Fotografias do Dante

yuri vieira (SSi), 10:12 pm
Filed under: fotografia
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Eis algumas fotografias do meu ex-sócio e (ainda) amigo Dante.

Tuesday, November 25, 2003

Quem diria…

yuri vieira (SSi), 5:54 pm
Filed under: Política, cinema
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Eis um trecho do livro Hollywood Nua e Crua, de Dulce Damasceno de Brito, que a Cássia me indicou: “Foi o maestro Xavier Cugat quem contou a nós, correspondentes estrangeiros, a estranha história dos irmãos Castro, seus conterrâneos de Cuba. Mais tarde, vários atores e produtores confirmaram-na. Efetivamente, há provas cabais de que Raul e Fidel Castro queriam o sucesso a todo custo e, antes da revolução de Sierra Maestra, estiveram em Hollywood tentando o cinema. Nada conseguindo como atores, conformaram-se em ser figurantes e, assim, apareceram em uma dezena de filmes. E quando marcharam vitoriosos sobre Havana, Raul usava uma boina com esta etiqueta: PROPRIEDADE DOS ESTÚDIOS DA REPUBLIC PICTURES…”
Pois é, no fundo no fundo, é apenas vontade de aparecer. Qualquer dia o Gilberto Braga põe o Fidel na Celebridades

Friday, November 21, 2003

Matrix Revolutions

yuri vieira (SSi), 2:21 pm
Filed under: cinema
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Estou realmente decepcionado com essa trilogia. Começou ótima, foi ficando quase rarefeita na segunda parte, quando, de repente, foi salva pelo intrigante gongo do Arquiteto. E agora essa última parte de pseudo-cristianismo e de filosofia duplamente semi-nietzscheana: eterno retorno e niilismo mal resolvidos… Bom, outra hora falarei sobre isso.

Steadicam Zero

yuri vieira (SSi), 2:08 pm
Filed under: Avisos, cinema
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O Fome Zero não parece mesmo um projeto dos mais eficientes… Bom, pelo menos o $14 Steady-cam é de fato uma mão na roda para pobres cineastas digitais… Ah, o site HomeBuiltStabilizers também possui outros bons projetos.

Filmadora digital

yuri vieira (SSi), 2:02 pm
Filed under: Avisos, cinema
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Eis um site muito simples, mas com boas dicas de como escolher uma boa camcorder: DVFreak.com.

Thursday, November 20, 2003

A viagem de Sun Ra

yuri vieira (SSi), 1:25 pm
Filed under: HQs, extraordinárias, música
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Eis um cartoon que descreve como o jazzista norte-americano Sun Ra saiu a buscar livros…

A ética do PT

yuri vieira (SSi), 12:37 pm
Filed under: Política, teatro
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Todo mundo sabe que para ser um bom político é preciso ser um ótimo ator. E todos devem se lembrar da campanha pela ética na política capitaneada pelo PT. Bem, veja o que respondeu o teórico do teatro Jerzy Grotowski, quando indagado sobre o porquê de não usar o termo “ética”em seu curso: “(…) não usei a palavra ‘ética’, mas sem dúvida, no fundo do que eu disse, havia uma atitude ética. (…) As pessoas que falam sobre ética geralmente querem impor um tipo de hipocrisia aos outros, um sistema de gestos e de comportamento que serve como uma ética”. Precisa dizer mais alguma coisa?

Personal Antropologist

yuri vieira, 12:22 pm
Filed under: Política, amigos, cinema
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Há alguns meses, encontrei um amigo no casamento de uma amiga comum. Ele é antropólogo e estava acompanhado de uma “jovem liderança indígena” - o Ripa, que aparece no filme “Cronicamente Inviável” -, ou seja, um índio Xavante que sabe se aproveitar muito bem do apoio de ONGs e demais organismos internacionais. O que me chamou a atenção foi o fato de meu amigo estar com uma roupa puída, a gola encardida e o tal índio estar vestido como um VJ da MTV, sem falar do lindo celular e demais apetrechos tecnológicos. Em certo momento meu amigo me disse: “Ele vai à Europa, talvez me leve junto…” E aí tive um insight: meu amigo agora é um Personal Antropologist Tabajara!! No futuro, imagino, todo índio terá o seu, todo índio finalmente terá sua chance de ser um patrão…

Tuesday, November 18, 2003

Cachorro da cachorra

yuri vieira (SSi), 1:20 pm
Filed under: amigos, música
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Não apenas a galera de Brasília, mas também a de outras cidades, deve se lembrar da excelente banda “Os cachorros das cachorras”. Os caras eram músicos de verdade, tocavam rock, jazz e alguns inclusive participavam da Orquestra Sinfônica de Brasília. O baixista, Alfredog Soriano - hoje, Alfredo bello - dividia apartamento comigo e mais dois amigos. Figuraça - às vezes ia no show de saia ou vestindo só a calcinha da mãe com um coração na bunda - sem falar em seu talento, força de vontade e disciplina. Chegou posteriormente a tocar com Oto e Naná Vasconcelos. Hoje, ele e sua garota, a percusionista Simone Soul, levam adiante o Projeto Cru. Não deixe de conferir.

O melhor manual de roteiro

yuri vieira (SSi), 12:14 pm
Filed under: cinema, livros, software
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Recebi o email de um internauta querendo saber qual é, na minha opinião, o melhor manual para confecção de roteiros. Olha, pra ser sincero, acho grande parte dos “manuais” que rolam por aí inúteis, uma vez que a maioria apenas se limita a listar mil e um termos técnicos e mostrar a diferença entre sinopse, argumento, roteiro cena por cena, decupagem técnica, etc. e tal. Tudo isso se aprende simplesmente escrevendo um roteiro, trabalhando. O melhor a fazer é comprar o roteiro de um filme que se curta - como o Pulp Fiction, que é fácil de encontrar - e lê-lo. Se quiser dicas de como estruturar uma história, como envolver o público, causar pathos, etc. leia então o melhor manual já escrito: A Poética, de Aristóteles. Platão dizia que a realidade é uma “mímese” do mundo das idéias, uma imitação. E a arte seria uma imitação da realidade. Na Poética, Aristóteles mostra como se dá a imitação dos “atos” humanos na epopéia, tragédia, comédia, etc. É uma leitura que vale a pena. Claro, se você já se tocou de que não basta imitar os atos, senão também o interior humano, leia os “roteiros” do melhor “roteirista” que existiu: Shakespeare. Quanto à formatação, resolva o problema adquirindo o Final Draft ou o Movie Magic Screenwriter. E pronto. O resto se resume em não esquecer a regra de ouro - “escreva somente o que pode ser visto e, se necessário, ouvido” - e em não encher o saco do diretor escrevendo literariamente, afinal, um roteiro de cinema é como um roteiro de viagem: é preciso dar espaço para que o verdadeiro viajante - o diretor - possa criar. Se um roteiro fosse literatura, seria literatura minimalista.

______
P.S.: Não deixe de ler o post “O melhor software para roteiristas“.

[Ouvindo: Manguetown - Chico Science]

Monday, November 17, 2003

Almada Negreiros

yuri vieira (SSi), 12:28 pm
Filed under: escritores
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A entrada anterior me fez lembrar de Almada Negreiros, poeta e pintor, amigo e retratista de Fernando Pessoa, que, ao entrar numa livraria, passou a contar quantos livros ainda precisava ler e quantos anos ainda tinha de vida. Sua conclusão: “Meu anos não dão nem pra metade da livraria…”

Trecho do Cânone

yuri vieira (SSi), 12:22 pm
Filed under: escritores, literatura
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Um trecho do “Cânone Ocidental” que eu já havia sublinhado e que a Hilda Hilst voltou a ressaltar em caneta verde limão: “Todos vivemos para sempre, por isso haverá tempo para ler todos e tudo, como há em Back to Methuselah [Retorno a Matusalém] de Shaw, umas das fontes básicas de O Imortal“.

Meu exemplar do Cânone

yuri vieira (SSi), 10:57 am
Filed under: Umbigo, amigos, escritores, livros
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Se eu continuar nessa minha dureza acabarei tendo de leiloar no Mercado Livre meu exemplar de “O Cânone Ocidental” (Harold Bloom). O fato de a Hilda Hilst o ter enchido de rabiscos e anotações provavelmente o torna caro aos fetichistas culturais de plantão. :) Sim, também o emprestei ao poeta Bruno Tolentino - que aliás foi colega de Bloom em Essex - quem talvez tenha deixado algumas marquinhas e impressões digitais… “Ah”, já dizia Dostoiévski, “o dinheiro… essa coisa maldita que a mim tanta falta faz…”

Sonho lúcido

yuri vieira (SSi), 10:19 am
Filed under: Avisos, escritores, extraordinárias
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Noite passada tive um desses sonhos extremamente nítidos. Num antiquário, eu remexia numa caixa de moedas seculares em busca de uma com a qual me identificasse. Ainda tenho a visão de duas delas com uma nitidez espantosa: uma espanhola do século XVII e uma de prata com a efígie de Lord Alfred Tennyson, a qual escolhi por ter me parecido tão bonita. Mas, de súbito, veio a pergunta: mas por que se eu nunca li Tennyson? E então percebi que estava sonhando. O que veio a seguir entrará provavelmente no meu livro “Eu odeio terráqueos!!”…



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