Arquivo para a categoria " Arte"




Wednesday, 9 de October de 2002

Eu odeio terráqueos!!

yuri vieira (SSi), 6:27 pm
Filed under: Cotidiano, literatura, livros
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Só pra avisar que esse meu livro on line está com novo visual. Quem quiser conferir, clique aqui. Aos que estão sempre me indagando sobre a continuação, por favor, tenham calma. Estou reestruturando a história. (Ou, dizendo melhor, é ela quem está me reestruturando…)

[Ouvindo: DJ Marky Mark - Prodigy Medley]

Tuesday, 1 de October de 2002

O Céu e o Inferno

yuri vieira (SSi), 11:05 am
Filed under: Religião, escritores, extraordinárias
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Quem quiser ler a conferência de Jorge Luis Borges sobre o livro Céu e Inferno de Emanuel Swedenborg, clique aqui . (Também é possível baixar o arquivo em PDF.) Incluí ainda algumas notas de rodapé que cotejam certos temas, levantados ou por Borges ou por Swedenborg, ao conteúdo do Livro de Urântia. Espero que agradem.

Caso vc nunca tenha ouvido falar de Swedenborg antes, clique aqui e leia uma introdução ao texto acima.

[Ouvindo: Armoured D - Dillinja]

Thursday, 19 de September de 2002

Ovos de páscua

yuri vieira (SSi), 5:18 am
Filed under: literatura
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Algumas pessoas - na verdade, apenas três - me escreveram perguntando o que foi feito dos dois últimos capítulos do meu livro on line L.S.D.eus - Contos Extáticos. Bom, devo dizer que não precisam se preocupar, ainda está tudo sob controle e não estou, como pode parecer à primeira vista, rejeitando os textos que ali se encontravam nomeados como capítulos 3 e 4. Acontece que esse livro não é senão um trabalho surpreendido em pleno processo de criação. O que fiz, na verdade, foi transformar os tais “capítulos 3 e 4″ em um único “ovo de páscoa“. Hã! Cumé qui é?!… (Continua…)

Monday, 16 de September de 2002

9/11

yuri vieira (SSi), 11:34 am
Filed under: Religião, cinema, especulativas
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O atentado visto do espaçoSemana passada assisti ao documentário dos irmãos Jules e Gedeon Naudet sobre o atentado ao World Trade Center. (Para um documentarista, nada como estar no lugar certo na hora certa - aliás, para os não-documentaristas, hora mais que errada.) Semelhante testemunho só seria rivalizado por alguém que tivesse filmado o naufrágio do Titanic ou, para ser mais exato - já que, indo além do que diz Baudrillard, um atentado terrorista pode parecer mas não é um evento da natureza, é só maldade mesmo -, ou por alguém que tivesse filmado a noite de 23 de Agosto de 1572, a Noite de São Bartolomeu, quando, instigado por sua mãe (Catarina de Médicis), o rei Carlos IX ordenou que se executassem todos os Huguenotes, todos os protestantes que se encontravam em Paris para o casamento de sua irmã com Henrique de Navarra. Morreram cerca de 25.000 pessoas. A grande diferença entre esses atentados de origem pseudo-religiosa estaria apenas na pirotecnia do mais recente, uma vez que este não se igualou ao primeiro, em número de vítimas, por uma mera questão de horário. E o mais interessante é que muita gente pressentiu o acontecimento…
(Continua…)

Thursday, 5 de September de 2002

Criticando um crítico

yuri vieira (SSi), 3:59 pm
Filed under: Política, cinema, especulativas
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Eugênio Bucci, em sua crítica ao filme Cidade de Deus (Jornal do Brasil-04/09), pega como mote o comentário do personagem Buscapé - “se o tráfico de drogas não fosse crime, o bandido Zé Pequeno seria o homem de visão do ano” - para com ele concluir que todo executivo, que todo empresário, enfim, que todo empreendimento capitalista é killer, é do mal. Ora, aquela afirmação corresponde a esta: se expressar preconceitos não fosse uma miopia mental, certos colunistas ganhariam o Prêmio Esso de jornalismo. E, no entanto, o fato de ele ser sim um colunista equivocado não atenta contra a profissão do jornalista em si mesma. Afinal, a maldade evidente do personagem Zé Pequeno nasce de sua motivação interior, ela já existia antes de que ele se tornasse um “negociante de drogas”. Querer excluir todo mercado, todo executivo, todo empresário da face da Terra, a partir desse raciocínio, seria o mesmo que banir todas as facas de todas as cozinhas apenas porque é possível cortar gargantas com elas. Capital é ferramenta.
(Continua…)

Tuesday, 27 de August de 2002

A morte dos presidentes

yuri vieira (SSi), 2:44 am
Filed under: Política, extraordinárias, livros
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O texto abaixo também foi retirado daquele meu livro de cabeceira da infância: “O Grande Livro do Maravilhoso e do Fantástico” (Reader’s Digest).

Os assassínios dos presidentes Abraham Lincoln e John F. Kennedy estiveram ligados por uma espantosa série de coincidências.

Abraham Lincoln foi eleito pela primeira vez para o Congresso em 1846. O mesmo aconteceu a John Kennedy exactamente 100 anos depois. Lincoln foi eleito como 16.º presidente dos EUA no dia 6 de Novembro de 1860. Kennedy foi eleito como 35.º presidente a 8 de Novembro de 1960. Após a sua morte, sucederam a ambos homens do Sul com o nome de Johnson, respectivamente Andrew Johnson, nascido em 1808, e Lyndon Johnson, em 1908. John Wilkes Booth, o homem que matou Lincoln, nasceu em 1939, enquanto Lee Harvey Oswald, o assassino de Kennedy, nasceu em 1939. Eram ambos homens do Sul e foram abatidos a tiro antes de serem julgados.

Booth cometeu o seu crime num teatro e correu depois para um armazém. Oswald disparou contra Kennedy da janela de um armazém e refugiou-se num teatro.

No dia em que foi assassinado, Lincoln declarou a um guarda, William H. Crook: “Creio que há homens que me querem tirar a vida… E não tenho dúvida de que o farão. Se tem de ser feito, é impossível impedi-lo.”

E Kennedy, insuspeitadamente, disse a sua mulher, Jackie, e ao seu conselheiro pessoal, Ken O’Donnell: “Se alguém quiser realmente matar o presidente dos Estados Unidos, não lhe será muito difícl. Tudo o que tem a fazer é subir um dia a um edifício alto, com uma espingarda de mira telescópica, e nada poderá evitá-lo.”

Esse “dia” foi esse mesmo dia. Kennedy foi morto duas horas e meia depois.

Lincoln e Kennedy, ambos reconhecidos defensores dos direitos civis (embora o Lincoln fosse um totalitarista, digo eu, Yuri), foram mortos a uma sexta-feira, atingidos na nuca. As mulheres acompanhavam-nos.

Lincoln foi assassinado no Teatro Ford. Kennedy num automóvel fabricado pela Ford Motor Company - modelo Lincoln.

Outra infeliz coincidência é que Lincoln tinha um secretário de nome Kennedy, que o aconselhou a não ir ao teatro de Wasshington nesse dia fatal… E Kennedy tinha um secretário chamado Lincoln, que o desaconselhou fortemente de ir a Dallas.

[Ouvindo: Seven Steps to Heaven - Miles Davis]

Friday, 23 de August de 2002

Quer ajudar? Então não atrapalha!

yuri vieira (SSi), 8:41 pm
Filed under: Economia, Política, cinema
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Fim de semana passado, tive uma dessas discussõezinhas de bar com um amigo que trabalha no governo. Assunto: leis de incentivo ao Cinema. Ele me dizia que não tínhamos - eu e minha namorada, que é da Associação Brasileira de Documentaristas - por que reclamar dessas leis, uma vez que o papel delas é tão somente o de dar um empurrãozinho no Cinema, o de educar os empresários, fazendo-os perceber que apoiar a Cultura vale a pena. Meu Deus, eu dizia, como é que isso é possível? Se eu fosse empresário - e eu seria um empresário inteligente - e, sob o pretexto de me ensinar a apoiar a cultura do meu país, chegasse alguém com uma das seguintes propostas: a) reverter parte dos impostos da minha empresa para a produção do filme; ou b) dar uma grana do meu próprio bolso em troca de uma série de vantagens junto a regulamentos e/ou a tributos estatais X, eu abriria um bocão e diria: “guerapááááááá…” (Sabe, né, o guerapá daquele idiota da propaganda que ouvia “guerapá” ao invés do “Get up” do James Brown.) Ôrra, meu, além de o governo andar estrangulando cada dia mais o empresariado com mil impostos - daí a origem do desemprego -, ainda faz com que inocentes úteis, como eu, saiam por aí achando que é legítimo esse tipo de proposta indecente. Não seria mais fácil seqüestrar a esposa do cara, com permissão do governo, claro, e exigir como resgate que ele banque um filme? (Olhaí o argumento, já dá um roteiro.) Dito isto, meu amigo me pergunta, então, o que é que eu queria que o governo fizesse. Ora, em primeiro lugar o trabalho desses caras, desses empresários, não tem nada a ver com cinema, o negócio deles é sapato, rapadura, cuecas, camisinhas. O que a gente precisa é de gente nova, de gente que se tornasse empresário ao decidir se meter no babado, na produção de filmes. Para tanto o governo deveria fazer, não no mínimo mas no máximo, apenas o seguinte:
(Continua…)

Thursday, 8 de August de 2002

O Livro de Urântia

yuri vieira (SSi), 5:14 pm
Filed under: Livro de Urântia, Religião, livros
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Um dos livros mais impressionantes que já li em toda a minha vida é O Livro de Urântia, o qual se apresenta como uma revelação epocal mas que poderia muito bem ter sido criado por uns três ou quatro Jorges Luises Borges. Sim, porque somente uma sociedade secreta - como a descrita no conto Tlön, Uqbar, Orbis Tertius - poderia chegar a escrever semelhante texto. (Além, é claro, dos supostos mandatários de Deus.) Mas a grande diferença entre o conto e o livro é que, enquanto no conto borgeano há a exigência por parte do patrocinador de que o “Orbis Tertius” não seja cúmplice do “impostor Jesus Cristo”, no Livro de Urântia Jesus é exaltado de maneira nunca antes vista. Ali, Jesus é mostrado como o próprio Filho Criador do “Universo Local”, o que faz com que ele tenha soberania espiritual sobre milhares e milhares de planetas semelhantes à Terra (chamada pela “comissão reveladora” de Mundo da Cruz ou Urantia). Por outro lado, também somos informados de que, assim como Jesus, existem outros setecentos mil Filhos Criadores, todos governantes espirituais de um Universo Local!

O livro, com suas duas mil e cem páginas, está sudividido em quatro partes principais:

I - O Universo Central (também chamado de Universo Mestre ou Modelo, já que é nele que os Filhos Criadores se inspiram) e os Supra-Universos;
II - O Universo Local;
III - A História de Urântia;
IV - A vida e os ensinamentos de Jesus, (que, aliás, supostamente inclui TODOS os passos de sua fantástica vida humana).

O calhamaço passaria talvez por ser um livro base para criação de RPGs (Role Playing Game), afinal, descreve não somente todas as hierarquias celestes, mas também a organização e constituição de toda a Criação Divina, o que foi a Rebelião de Lúcifer, quem era o Príncipe Planetário, quem é o Monitor Misterioso que vive em nossas mentes, quem realmente foram Adão e Eva (os quais, quando aqui chegaram, já encontraram montes e montes de tribos e raças), como é a vida num planeta vizinho e, enfim, o principal: qual é o papel que nós, seres evolucionários do tempo-espaço, temos, caso queiramos, a desempenhar em todo esse incrível drama universal. Bom, nem preciso dizer que, se um dia esse livro se tornar tão difundido quanto o Orbis Tertius de Borges, certamente mudará, como este faz no conto, toda a face da Terra. E creio não estar exagerando. A soma de seu conteúdo extremamente sedutor e persuasivo com nosso sentimento de orfandade cósmica é pura dinamite…

Mais tarde tratarei das obscuras origens desse livro - ocorrida entre 1925 e 1935 - e colocarei, neste site, um texto no qual faço uma analogia entre ele e o conto Tlön, Uqbar, Orbis Tertius (1940) de J. L. Borges. Também tento mostrar como a leitura de Krishnamurti pode ser um excelente antídoto contra a fuga da Realidade que esse livro, ao contrário da intenção de seus autores, é capaz de ser - isto é, se não for lido integralmente. E é sempre bom dizer que o Livro de Urântia, sendo enorme como é e tão cheio de temas e “informações” polêmicas e cabeludas, precisará de mais mil comentários para dar uma mínima noção de seu conteúdo. A propósito: eu o estou lendo desde 1997…

Se quiser você poderá lê-lo na Internet, o que, em vista de seu tamanho, me parece bastante incômodo. Bom, leia pelo menos o índice completo em espanhol, em inglês ou em francês, e depois me diga: não é puro Realismo Fantástico?

P.S.: Saiu a versão em português.

[Ouvindo: Superbooster - The Infinity Project]

Sunday, 4 de August de 2002

O fantasma de Dante Alighieri

yuri vieira (SSi), 2:05 am
Filed under: escritores, extraordinárias, livros
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Dante AlighieriO texto abaixo foi extraído de um dos livros de cabeceira da minha infância: “O Grande Livro do Maravilhoso e do Fantástico” (Seleções do Reader’s Digest).

“Quando, em 1321, Dante Alighieri morreu, não foi possível encontrar partes do manuscrito da sua obra-prima, A Divina Comédia. Durante meses, os seus filhos, Jacopo e Piero, revistaram a casa e todos os papéis do pai.

“Tinham desistido da busca quando Jacopo sonhou que vira o seu pai vestido de branco e inundado de uma luz etérea. Perguntou à visão se o poema fora completado. Dante acenou afirmativamente e mostrou a Jacopo um local secreto no seu antigo quarto.

Tendo como testemunha um advogado amigo de Dante, Jacopo dirigiu-se ao local indicado no sonho. Por detrás de um pequeno cortinado fixado na parede encontraram um postigo.

“No interior do esconderijo havia alguns papéis cobertos de bolor. Retiraram-nos cuidadosamente, limparam-nos com uma escova e conseguiram ler as palavras de Dante. Assim se completou A Divina Comédia. Se não fosse uma visão fantasmagórica surgida num sonho, um dos maiores poemas do mundo teria provavelmente permanecido incompleto.”

P.S.: Leia A Divina Comédia, aqui.

[Ouvindo: Endorphin - Satie 1]

Wednesday, 31 de July de 2002

Waking life

yuri vieira (SSi), 9:09 am
Filed under: cinema, extraordinárias, literatura
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Waking Life, The MovieOntem assisti a esse filme excelente: Waking life. O engraçado foi a intimação que recebi - para assistir ao dito cujo - de um amigo que vive querendo me empurrar o livro “O mundo assombrado pelos demônios”, do Carl Sagan, toda vez que lhe falo de minhas projeções astrais e sonhos lúcidos. Quando eu tocava no assunto era apenas conversa fiada do Yuri. E olha que tentei convencer vários diretores de cinema (aliás, um bando de video-clipeiros e publicitários desmiolados) a rodar um filme ou animação com o que agora está se transformando no meu livro Eu odeio terráqueos!!, que não é senão uma variação do mesmo tema desenvolvido pelo filme supracitado. Como neste nosso país praticamente não há produtores independentes - com ou sem visão - a vanguarda tem de ficar para os americanos. (Na verdade, o assunto já é mais que batido, mas a forma como é colocado, nem tanto.) E meu amigo, que torcia o nariz quando lhe falava de técnicas para adquirir a lucidez durante o sonho, só foi pensar seriamente no assunto após ficar chapado com tudo o que os personagens falam no filme. Perguntei: “peraí, você não leu meu livro, né?” E ele: “não”. “Pois é”, eu disse, “se tivesse lido você sacaria por que é que não achei esse filme uma coisa doutro mundo. Eu também vivo meus sonhos…”

Num próximo post entrarei mais demoradamente nesse tema - sonhos lúcidos - e comentarei o filme. (Assista ao trailer. Mas atenção: Você precisa ter o QuickTime instalado.)

[Ouvindo: Stutter - Elastica]

Tuesday, 23 de July de 2002

Se não aqui, ao menos lá

yuri vieira (SSi), 12:12 am
Filed under: Imprensa, Umbigo, literatura
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Bom, vou começar esta semana convidando meus poucos e fiéis leitores para a leitura da entrevista que concedi ao suplemento literário do jornal Nicaragüense La Prensa. Já vou dizendo que deveria ter me demorado mais em algumas questões, evitando assim ser mal interpretado em certos assuntos. O problema é que tive apenas um dia para responder - em espanhol - ao pacote de perguntas enviado pelo Ezequiel D’León Masís, aliás, gente finíssima. Ao ler novamente minhas respostas não fiquei plenamente satisfeito - comigo, é claro - mas… fazer o quê? Bom, taí pra quem quiser ver o que eu pensava de certas coisas naquele dia. (E você aí, rapaz!, é, você mesmo, não vem me dizer que por causa dessa última oração sou eu também um relativista! O Mais Importante será sempre o mais importante para mim.)

Ps.: A foto que ilustra a matéria foi tirada no dia do aniversário de 70 anos da Hilda Hilst (04/2000) - na casa dela, claro - por um alemão que me enganou com seu notebook-câmera-fotográfica. (Logo a mim que assistia a todos os episódios do Agente 86…)

Sunday, 7 de July de 2002

Crítica literária

yuri vieira (SSi), 9:10 am
Filed under: escritores, literatura
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A quem interessar a leitura de ótimos textos de crítica literária sugiro os seguintes: O construtor do labirinto: Machado Inconstruído, de Pedro Sette Câmara; A Loucura Perpétua de Mario Vargas Llosa, O Sol Negro (sobre Ernesto Sábato), Elegia ao Fim de um Mundo (sobre J.R.R. Tolkien), As Veredas da Graça (sobre Guimarães Rosa) e O Construtor de Labirintos (sobre James Joyce), estes últimos de autoria de Martim Vasques da Cunha.

Friday, 5 de July de 2002

Richard Wilhelm

yuri vieira (SSi), 5:57 pm
Filed under: Umbigo, extraordinárias, livros
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Tenho estado ocupado com a ilusão de que conseguirei fazer TUDO AO MESMO TEMPO AGORA: escrever dois livrecos on line, dois roteiros de cinema, uma peça de teatro e, como se não bastasse, traduzir este site para o espanhol. Estou com a cuca fundida, sem falar que - ao invés de dar seis passos no andamento de pelo menos um desses projetos - dou apenas um em cada um dos seis. Disciplina, cazzo! Disciplina!

Bom, pra compensar minha ausência, segue este “causo” - citado por Colin Wilson - a respeito de Richard Wilhelm, amigo de Carl G. Jung e tradutor do I Ching:

“Richard Wilhelm encontrava-se em um longínquo vilarejo chinês que sofria com a estiagem. Um fazedor de chuva foi mandado de um vilarejo distante. Pediu uma cabana nos arredores da vila e ali ficou por três dias. Caiu, então, uma forte chuva, seguida de neve - uma ocorrência jamais verificada naquela época do ano. Wilhelm perguntou ao velho homem como ele fizera aquilo; o velho respondeu que não havia feito. ‘Veja o senhor’, disse ele, ‘venho de uma região onde tudo está em ordem. Chove quando deve chover, o que é muito agradável quando se precisa. As próprias pessoas estão bem. Mas as pessoas neste vilarejo estão fora do Tao e de si mesmas. Logo que cheguei fui imediatamente afetado por este estado; por esta razão, pedi uma cabana nos arredores da vila, para que pudesse ficar sozinho. Quando retornei ao Tao, a chuva caiu.”

[Ouvindo: Over The Rainbow - Miles Davis, Ornette Coleman]

Monday, 24 de June de 2002

Un cuento en español

yuri vieira (SSi), 9:40 pm
Filed under: Imprensa, literatura
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Ezequiel Masis, columnista del suplemento literario del diario La Prensa (Nicaragua), me ha escrito unas palabras muy amables. No me acuerdo si ya le dije a él, pero estoy con ganas de hacer una versión en español de este sitio. Para sembrar tal idea, empezaré poniendo aqui un cuento (de 1998) que escribí originalmente en español. Llamase “Fin del Mundo“. (No es gran cosa, tiene muchos errores, pero…ahí va!)

Thursday, 13 de June de 2002

Sobre eBooks

yuri vieira (SSi), 5:21 pm
Filed under: livros, tecnologia
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Ontem, falei ao telefone com uma amiga que, apesar de ter “adorado” os primeiros capítulos do meu livro L.S.D.eus, acredita que só terá saco para lê-lo até o fim se o imprimir, uma vez que “ler no computador é muito chato, muito cansativo“. Bom, claro que não é má idéia imprimir o texto, mas, se a gente fosse fazer isto pra todo texto interessante que encontra, haja tinta, haja papel. Eu também concordo que ficar sentadão de frente pro computador - com as pernas esticadas cheias de sangue parado, a coluna torta - pode ser bem extenuante, principalmente para escrever. (Eu, por exemplo, arranjei uma cadeira onde posso ficar sentado de joelhos - provavelmente por algum tipo de atavismo - feito um japonês no ritual de chá. Um dia ainda compro um tatami e um notebook. Uma rede - de deitar, não uma LAN, de deitar mesmo - também funciona, tipo Gilberto Freyre.) Mas não acho que, para ler, seja tão ruim assim. Quem gosta de ler lê até de ponta-cabeça, sem falar que, para as novas gerações, um computador pode até ser mais comum que um livro. Eu - que leio na tela desde meu pré-histórico CP400-color - já cheguei a ler livros de 400 páginas na tela(PDF), como aquele que citei noutra mensagem, “El Mandril de Madame Blavatsky - Historia del Guru Occidental” ou “A Autobiografia de um Iogue Contemporâneo”, do Yogananda. Mas mal posso esperar o momento de poder comprar um PalmTop, um HandHeld ou um desses livros eletrônicos, como o coreano HieBook. Num aparelho desses você pode armazenar toda uma biblioteca. Imagine, viajar com 300 livros ocupando o espaço de um só! Os indecisos, claro, voltariam sem ter lido nada, mas… Enfim, quem quiser mais informações sobre eBooks, programas e aparelhos leitores, visite a eBooksBrasil.com. É possível começar lendo Shakespeare ou, se for adepto do pop, o último episódio de “A Caverna do Dragão“.

P.S.: esse cinco a dois foi demais!

Friday, 7 de June de 2002

Liga contra o futebol

yuri vieira, 8:23 am
Filed under: Arte, Esportes, escritores, literatura
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Um escritor pode tratar de todos os assuntos. E pode ser falível em boa parte deles. Lima Barreto, por exemplo, foi um grande escritor, mas não deixou de dizer umas coiselhas a respeito do futebol em si que - por mais que ainda concordem com ele certos inimigos desse esporte - hoje, após o pentacampeonato, soam cômicas, quase patéticas. Porém, como disse, era um grande escritor e não pôde deixar de prever grande parte do que hoje desembocou na CPI do futebol. Veja por si mesmo.



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