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E finalmente grandes empresas se unem para lançar um leitor de ebooks. Num aparelho de 300 gramas dá pra armazenar cerca de 500 livros. Agora só falta abaixarem o preço…
E finalmente grandes empresas se unem para lançar um leitor de ebooks. Num aparelho de 300 gramas dá pra armazenar cerca de 500 livros. Agora só falta abaixarem o preço…
Eis um documentário que os amantes platônicos do regime cubano - esses coitados mentais - precisam ver. Não sabemos o quanto a ditadura de Fidel é pior que a de Fugêncio Batista simplesmente porque antes havia liberdade de imprensa e, depois de Fidel, não. “É a diferença entre uma ditadura autoritária como a de Batista e a ditadura totalitária de Fidel”, avalia Jorge Masetti, co-diretor do documentário. Acredite, os cubanos estão comendo o pão que o diabo - ou seu filho, Karl Marx - amassou. Será que no filme aparece o Fidel comendo churrasco com seu fã predileto, o Lula?
Taí uma pergunta do Nelson Rodrigues - do conto A Dama do Lotação - que se encaixa perfeitamente bem ao comportamento de certos “funcionários” do Palácio do Planalto: “Como é possível que certos sentimentos e atos não exalem mau cheiro?”
Finalmente assisti à Paixão, mas, sinceramente, fiquei decepcionado. Certos detalhes importantes estragaram o todo da obra. E o que tenho a dizer - se é que direi - não tem nada a ver com essa conversa boba de anti-semitismo, de sadismo do diretor, da suposta homossexulidade do diabo, ou coisas do gênero. E olha que fiquei satisfeito e comovido com a representação de Jesus enquanto Deus e homem. Talvez minha crítica não seja senão a de um roteirista a outro. Coisa de chato. Ou seria de urantiano?
Já disse aqui uma vez e repito: Mano Brown, cuidado, de coração, não vá se meter com política. Para este país se reerguer, precisa ser puxado de cima, não pela política, que é do mundo, que é daqui de baixo, mas pelo espírito, que é do Alto. É preciso se guardar contra a lábia açucarada dos políticos, tenham eles saído do povo ou de uma elite qualquer. No final das contas, não sabem o que fazem. Quando dizem que querem reformar a sociedade, na verdade, “apenas” almejam reformar o homem, e não libertá-lo. O homem já está pronto e a prisão está dentro de cada um, não no mundo. Você tem voz, Mano Brown, e muita gente te ouve, portanto, cuidado, não se deixe usar.
(Continua…)
Depois daquela mulher nos EUA, agora foi a vez de um pastor mineiro partir desta pra melhor enquanto assistia ao filme do Mel Gibson (A Paixão). Isso é que uma obra capaz de provocar verdadeiro pathos. Ainda não a assisti, mas talvez seja bom já deixar o testamento pronto…
Oportuno memorial, escrito por Deonísio da Silva, a respeito da querHilda amiga.
Um texto da Marisa Moura sobre o agente literário, essa entidade mais rara no Brasil que político honesto. Aliás, tanto escritor ruim, feito na medida pra ser best seller - eu, por exemplo - e ninguém pra empresariar. É o fim da picada mesmo. ![]()
E por falar no J. Toledo, verei se em breve coloco no site da Hilda o depoimento que ele escreveu a respeito dela para o Blocos on line. Aliás, a Ana Peluso, que parece ser do mesmo planeta que eu, também fez sua homenagem.
Já que comentei sobre dois excelentes artistas plásticos que conheci recentemente (Luiz Costa e Siron Franco), decidi pagar um mico e mostrar umas das telas que pintei em Brasília (1996), enquanto cursava artes-plásticas na UnB. Eu a chamo de “Borboleta-Cacatua-Elefante”. :)) Caso vc preste um pouquinho de atenção, entenderá por quê. Ah, não adianta ninguém querer comprá-la, pois pertence à minha irmã, que é arquiteta, e que atualmente a usa para “decorar” sua sala de estar.
Clique em continua e veja a tela…

No começo deste ano, tive ótimas conversas com dois artistas plásticos de alto poder de cor: Luiz Costa e Siron Franco. Para quem não os conhece, vale ao menos uma visita a seus respectivos sites. (Agora vou ter de ir de qualquer jeito à casa do J. Toledo, perto de Campinas-SP. Conversamos há anos por telefone e email e até hoje não tomamos aquele uísque…)
Enquanto o filme não chega por aqui, o negócio é entrar na maratona de preparação: reler ao menos São Mateus e o correspondente capítulo do Livro de Urântia. Claro, e torcer pra que a burrice não vença e impeça a veiculação do filme no país. Aliás, um dos textos mais claros que li a respeito dessa, sejamos sinceros, polêmica pueril é este aqui.
Amigos, obrigado pelas palavras de carinho e conforto. Logo mais postarei meu próprio depoimento sobre essa figura maravilhosa que é - sei que ainda é - Hilda Hilst.
Quanto a você, Hildeta, saiba que apesar de todas as nossas conversas sobre morte, imortalidade da alma, Deus, transcomunicação instrumental, projeção astral, religiões, santidade, ovnis, cosmologias mil, enfim, sobre “aquelas coisas”, não pude deixar de chorar sua morte. O engraçado é que choro, imagino, mais por mim do que por você. Porque sei que você ficará muito bem, voltará a ter, como você desejava, suas formas jovens, voltará a ser na aparência a mulher linda que sempre foi interiormente. E eu ficarei aqui ainda um bom tempo, suponho. Nesse mundo louco. E você curtindo a liberdade do espírito. Fico até com ciúmes, imaginando que irá correndo atrás do seu pai, do Richard Francis Burton, do James Joyce, do Kafka, do Vinícius de Moraes, do Yogananda e de outros caras “deslumbrantes”. Espero que você possa se comunicar, conforme combinamos. Uma visita - vestida de vermelho, lembra? - um email, tanto faz. Não se esqueça de nós, do Dante Casarini, da Iara, do Zé Luis Mora Fuentes, da Olga, do Almeida Prado, do Toledo, do Vivo, do Araripe, da Inês Parada, do Gutenberg, do Jurandi, da Lygia Fagundes, da Shirley e de tantos outros seus amigos que merecem mais lembrança do que este que agora lhe escreve, apesar da minha sensação de ter entrado pra “família” no dia que me repetiu uma frase que, tenho certeza, já havia sido dita para alguns deles: “Yuri, obrigado por ser adepto da minha loucura”. Eu amo você, querida. Espero um dia me tornar um escritor digno da sua admiração. (Meu Deus, isto será dificílimo! Você é exigente demais. Tanta gente consagrada que você não curtia.) Em todo caso, já vou dizendo o que nunca senti ter moral para lhe dizer, mas que agora, sendo você uma recém nascida do espírito, irá entender: obrigado, Hildeta, por ter sido adepta da minha loucura. Se eu não a tivesse conhecido, se eu não tivesse descoberto que é possível ser um bom escritor em meio a todas “aquelas coisas”, e outras mais, eu teria ido parar num sanatório há algum tempo. Você me provou, nesses seis anos de amizade e dois de convivência diária, que é possível defrontar a loucura deste planeta sem perder a fé no Pai e na Arte. Aliás, obrigado também pelo chapéu de bobo, pela casa (do sol), pela comida e pela alma lavada. Nunca vou lhe esquecer. Fica com Deus.
Besos y besos y besos
Yuri
PS1.: Não sei se você percebeu, mas ontem eu e alguns amigos esvaziamos algumas garrafas de vinho - no apê do Pedro Novaes - em sua homenagem. A de vinho do Porto era da marca “Porto Seguro”. Pra lhe dar sorte.
PS2.: O Toledo já me havia escrito de madrugada avisando do seu passamento. Mas só fui me inteirar do ocorrido quando o Rodrigo Fiume, do Estadão, me telefonou. Eu estava justamente gravando um CD do Miles Davis pra você. Summertime é a primeira música. Vou mantê-lo para me lembrar que você partiu num verão.
PS3.: E veja se vai mudando de opinião com relação a que “gostar de mulher por cima é coisa de viado”. Poxa, tá querendo refutar todo o Kama Sutra, é? Diz isso pro Burton aí em cima pra você ver se ele não lhe dá uns tapas…
É tentação e perdição. Ou prenúncio do Paraíso. Aliás, curto muito essa canção do Zé Ramalho e do Otacílio Batista. Cantada na voz de Amelinha, em tom trovadoresco, nos causa a sensação de habitantes de uma das vilas “guimarães róseas” dos gerais, a ouvir de uma mensageira o relato de distantes e importantes ocorrências. Sem falar que o título-refrão, em contraste com o conteúdo da letra, é de um senso de humor absurdo. Leia e depois vá atraz do som.
Mulher Nova, Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor
(Zé Ramalho e Otacílio Batista)
Numa luta de gregos e troianos
Por Helena, a mulher de Menelau
Conta a história de um cavalo de pau
Terminava uma guerra de dez anos
Menelau, o maior dos espartanos
Venceu Páris, o grande sedutor
Humilhando a família de Heitor
Em defesa da honra caprichosa
“O efeito de qualquer escrito no espírito do público pode medir-se matematicamente pela profundeza de seu pensamento. Que tiramos de sua leitura? Se nos leva até fazer-nos pensar, se nos faz despertar ante a voz da eloquência, então seu efeito será amplo, lento, permanente sobre o espírito dos homens; mas se não nos instrui, morrerá tão depressa quanto as moscas. A maneira de falar e de escrever que nunca passa de moda é a de falar e escrever sinceramente. Se a argumentação não tem força suficiente para influir em minha própria conduta é duvidoso que influa sobre a dos outros. Mas olhemos a máxima de Sidney: ‘Olha em teu coração e escreve’.” (Emerson)
Ana Paula Arósio continua linda e tão cheia de talento quanto o Tarcísio Meira, mas eita nome de mini-série mais brega, meu! Deveria é se chamar “Celebridades do Passado Paulista”, já que apresenta mil e uma figurinhas, tipo Oswald de Andrade (e demais membros da gangue de 22), Santos Dumont (coloque uma foto ao lado do vídeo: o ator é pura reencarnação do dito cujo!), Assis Chateaubriand, etc. e tal. O enredo, contudo, é mais uma variação sobre o mesmo tema: amor romântico, tiranos sádicos e injustiçados sociais. Em tempo: a idéia de colocar uma governanta alemã iniciando um jovem nos mistérios da sexualidade e da hipocrisia humana foi extraída do romance “Amar, Verbo Intransitivo“, com a diferença de que no livro de Mário de Andrade essa “missão” só é sugerida ao final. A TV não nasceu mesmo para sutilezas.
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