Anarquista
“O anarquista é o antagonista do monarca. (…) A contrapartida positiva do anarquista é o anarca. (…) O monarca pretende dominar muitos, ou melhor, todos. O anarca, somente a si mesmo.”
Eumeswil, Ernst Jünger.
“O anarquista é o antagonista do monarca. (…) A contrapartida positiva do anarquista é o anarca. (…) O monarca pretende dominar muitos, ou melhor, todos. O anarca, somente a si mesmo.”
Eumeswil, Ernst Jünger.
“O poder não se transmuta totalmente em política; sempre alguns fatores pessoais se infiltram de forma inevitável. Esta é a fronteira na qual tanto os tiranos quanto os demagogos descambam em déspotas. Surge então a obsessão, que ultrapassa o poder e freqüentemente beira o cômico. Apesar de sua voz fraca, Nero queria também ser o primeiro entre os cantores.”
Eumeswil, Ernst Jünger.
“A insatisfação de um homem espiritual é mais perigosa que a de um faminto.”
Ernst Jünger
“A obsessão de igualdade dos demagogos é mais perigosa que a brutalidade dos galões… embora para o anarca as duas coisas sejam meramente teóricas, porque igualmente as repele. O oprimido pode voltar a se erguer, caso tenha conservado a vida. O homem igualado fica arruinado física e moralmente. Quem é diferente não é nosso igual. Eis uma das causas das freqüentes perseguições aos judeus.
Iguala-se por baixo, como o barbear, a derrubada de árvores ou a instalação de baterias. Às vezes, o espírito do mundo parece se transformar em um arrepiante Procusto: alguém leu Rousseau e começa a praticar a igualdade cortando cabeças ou, como dizia Mimie le Bon, ‘fazendo rolar os abricós’. Em cambrai, as execuções da guilhotina serviam de aperitivo para a ceia. Os pigmeus encurtavam as pernas dos negros de estatura elevada para igualá-la à sua. Os negros brancos nivelavam as línguas cultas.”
Eumeswil, Ernst Jünger.
“Estavam falando do sentido autêntico do trabalho, daquilo que o Domo denominava seu ‘gênio’. Ele afirmava que o trabalho no qual este gênio aflora, seja o de um entalhador, de um pintor ou de um ourives, valia ’seu peso em ouro’ e deveria ser pago de acordo com este valor.”
Eumeswil, Ernst Jünger.
“‘Que o soldo é, não digo fictício, mas efetivo - isto é, está vinculado a uns lucros - nota-se bem no mundo do trabalho. No caso extremo, num blecaute, o soldo carece de valor ao passo que o ouro o conserva e até aumenta.’ (…) O anarca está do lado do ouro, mas não se deve tomar isto como se tivesse sede de ouro. Reconhece no ouro o poder central, imutável. Ama-o, não como Cortés, mas como Montezuma, não como Pizarro, mas como Atahualpa: são estas as diferenças entre o fogo plutônico e o resplendor solar, tal como era adorado nos templos do sol. A qualidade mais apreciada do ouro é sua luz: difunde-se apenas com sua existência.”
Eumeswil, Ernst Jünger.
“Que o ouro é melhor, o homem sabe e a mulher melhor ainda; e este saber sobreviverá aos Estados, por muitos que sejam os que desmoronem e floresçam.
Tirar o ouro dos indivíduos, negar-lhes o direito a ele, eis o que tentam os Estados, enquanto o indivíduo procura escondê-lo de suas vistas. Querem ‘o melhor para ele’… por isso lhe tiram seu ouro e o armazenam em cofres e pagam com papel, cujo valor diminui a cada dia.
Quanto mais domesticado é o homem, mais se deixa enganar por qualquer mentira. Mas o ouro é digno de fé. Tem seu valor em si, nele não há engodo.”
Eumeswil, Ernst Jünger.
“É uma verdadeira festa dar uma volta pelo mercado semanal(…). O mercado produz uma excitação vital, um torvelinho de liberdade e prazer. É o autêntico centro da sociedade… Tirar-lhe a liberdade e a abundância é o que tenta o Estado. Basta visitar o cemitério e o mercado de uma cidade para saber se tudo está em ordem, física e metafísica.”
Eumeswil, Ernst Jünger.
“Não há dúvida que os deuses apareceram, não só nos tempos primitivos como também mais tarde, na história. Comeram e combateram conosco. Mas de que serve para o faminto o esplendor de banquetes já passados? De que serve ao pobre o tilintar do ouro que percebe através do muro do tempo? O que se pede é sua presença.” Eumeswil, Ernst Jünger.
Aos que leram meu livro “A Tragicomédia Acadêmica”, e que também estão no Orkut, deixo aqui meu convite para participar da comunidade Comédia da vida universitária. []’s
Não, ao falar de “novo domínio” não me refiro a política, cultura ou religião. Apenas quero anunciar meu novo domínio internético - karaloka.net - no qual se encontra o mesmo site de sempre. Eu e meus ex-sócios do Projeto Solte Sua Imaginação - o fotógrafo paulistano Dante Cruz (atual www.pulsestudio.com.br) e o VJ Alexis Anastasiou - decidimos nos separar amigavelmente. A administração do nosso site estava um desgoverno só, com muito cacique pra pouco índio.
(Continua…)
Escrevo porque são palavras, se fossem apenas sons, musica-los-ia…
“O maior campo de concentração soviético, o Kolyma, era seis vezes mais extenso que a França. O Gulag (abreviação em russo para ‘ Administração Central dos Campos’) se tornou parte considerável da economia soviética e ícone central da ideologia do regime. Cidades inteiras foram construídas pelos prisioneiros, assim como quase todas as estradas da Sibéria, aeroportos e campos de petróleo.” - Anne Applebaum, prêmio Pulitzer de 2004, com o livro Gulag, a History, escrito depois de ler e reler os arquivos secretos da KGB, entre outros, da antiga União Soviética. O trecho acima foi retirado de uma entrevista dada à revista Super Interessante. Taí uma idéia pro PT acelerar a economia. Aposto que daria pra bancar Cuba…
“Regimes autoritários não nascem da noite para o dia. Eles começam como democracias que então são seqüestradas por aqueles que dizem precisar de maiores poderes para ajudar o povo” - Said Aburish, ex-acessor do governo iraquiano, biógrafo de Saddam Hussein.
Qualquer semelhança com Hugo Chaves e seus amigos brasileiros não há de ser mera coincidência…
Já falei sobre ela no ano passado, mas falarei de novo: as ilustrações da Helena de Barros para o livro “Alice no País das Maravilhas” são dez! Helena tem um bom gosto, um talento com as cores e com a composição, sem falar no domínio da perspectiva e do Photoshop, que deixam qualquer um babando. E como se isso não bastasse, ainda é uma gata. Quer mais?
Assisti ao filme do Glauber Rocha sobre o funeral do Di Cavalcanti em 1994, em Brasília. A cópia era pirata, uma vez que o curta é proibido no Brasil. (Nada como a Internet para garantir a liberdade de expressão. O arquivo está num servidor norte-americano.) A verve do Glauber é impagável.
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P.S. de 22Fev2006: O filme já não se encontra no site citado acima, mas pode ser assistido aqui mesmo.
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