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Saturday, February 10, 2007

D. Harlan Wilson no Second Life

dryapchat.jpg
Hoje, às 19 horas (horário de Brasília), estarei na leitura pública do escritor norte-americano D. Harlan Wilson, que apresentará seu livro “Dr. Identity”, a ocorrer na StarFleet Academy SLQ Library. Quem quiser aparecer por lá, por favor, não faça como nosso amigo Vinicius, isto é, não fique falando comigo em português no chat aberto enquanto todos estão quietos assistindo ao evento. Até lá.
:)

Saturday, January 27, 2007

MOJO Books

daniel christino, 1:49 am
Filed under: Cotidiano, literatura, livros, música
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A idéia é boa, mas ainda não tive oportunidade de ler. Mais para o meio de fevereiro sai uma história de uma ex-aluna minha da Alfa sobre Josh Rouse (quem?) e fiquei interessado; quem sabe baixo algumas músicas antes de ler o texto. A arte pop se reinventa.

Thursday, January 25, 2007

Cachorro e Fumaça

ronaldo brito roque, 8:28 am
Filed under: literatura
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Ele se trancou por instinto. Dentro da bancada, a caixa de fósforos esperava, segura e silenciosa. O som da pequena explosão era tão reconfortante quanto o gosto de tabaco. O tantinho de fumaça aquecia o céu da boca, antes de virar uma mancha suave no teto branco. É muita ingenuidade achar que se fuma escondido. O cheiro fica impregnado nas coisas, ansioso, esperando a ocasião de se tornar delator. E era essa a obviedade que agora se revelava, clara e repentina como a chama. Ele viu a forma como ela se lamentava, entrando no banheiro de manhã, pensando que ele não tinha mais jeito. Viu a resignação suave e amarga que ela mesma via quando se olhava no espelho. Talvez ela lembrasse de um amor antigo, um rapaz idealista, que falasse contra o cigarro e seus pretensos comerciais. Talvez se consolasse lembrando que esse garoto tinha se tornado um mero professor universitário, pobre e chato. Seu marido, pelo menos, tinha dinheiro para o apartamento de praia e as viagens de reveillon. Antes de borrifar o maldito esprêi de lavanda, ela certamente pensava no champanhe e no sol que não teria, se tivesse casado com o outro. E essa idéia agora o divertia. (Continua…)

Wednesday, December 20, 2006

Sobre o podcast com o Olavo

yuri vieira, 11:25 pm
Filed under: Avisos, Podcast e videos, livros, software
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Tenho recebido muitos emails indagando a respeito da continuação do podcast com o Olavo de Carvalho. A alguns respondi, à maioria deixei em espera, mas vejo que será melhor esclarecer aqui o problema. Conforme disse num post anterior, tenho sim um bate-papo já gravado, que ainda não pude editar apenas porque a atualização do meu Windows, que é original (droga!), está entrando em conflito com meus programas de edição de áudio e de som. Tentei reinstalá-los algumas vezes, mas o defeito sempre retorna e os programas travam. Não estou nem um pouquinho afim de reformatar o HD ou de soluções drásticas do gênero, das quais corro como o diabo da cruz. O pior é que essa última gravação ficou com um chiado horrível durante as minhas falas, uma vez que o Windows também prejudicou o Voice Changer, o software de gravação que utilizo. Enfim, embananou tudo, o que, somado a outras questões de ordem pessoal e/ou profissional, me fez adiar o prosseguimento deste projeto sem uma noção exata de prazos. Isto não me abalou muito porque tal situação coincidiu com o lançamento da rádio online do Olavo, o que significa que o objetivo básico foi alcançado: ter sido um estímulo a mais para que ele se decidisse por soltar o verbo, de viva voz, através da internet. Claro, ainda pretendo retomar nossas conversas, mas sem correrias. Eu e o Olavo estamos concordes em que essas gravações foram apenas uma amostra do que ainda poderá vir.

Meus agradecimentos a todos os interessados e me desculpe se não pude responder a todos pessoalmente.

Sunday, December 17, 2006

O Festival de Literatura do Second Life

yuri chandra, 9:28 pm
Filed under: Second Life, escritores, literatura, livros
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No Primeiro Festival Literário do Second Life, entre outras pessoas, conheci Jeremy Neumann, avatar de Jeremy Ettinghausen, editor da afamada Penguin Books, de Londres, a primeira editora a criar seu QG virtual no SL. Para meu azar, escrevo apenas neste, como dizia a Hilda Hilst, código secreto que é a bela (sem ironia, é bela mesmo) língua portuguesa. (Mas que é secreta, ah, isso é.) Enfim, encontrei o figura e eu, sem nenhuma tradução d’A Tragicomédia Acadêmica para lhe apresentar… Se eu conseguisse falar com o Bruno Tolentino, que foi professor de literatura em Oxford, e que gostou desse meu primeiro livro, talvez… ah, deixa pra lá.

Olha aí (acima) a foto do Jeremy feita logo após a palestra do Will Fresse, avatar de Will Francis, agente literário que trabalhou junto à Random House e atualmente está na Greene & Heaton. (Ótima palestra por sinal.) A todos eles, incluindo aí o Fleet Goldenberg, o Erik Gordon Bainbridge e a Dee Dwi - falarei deles em outra oportunidade -, presenteei com a camiseta que fiz usando a imagem do Dostoiévski a agarrar uma garota, isso na frente, e o nome Karaloka.net, nas costas. (Não é por falta de marketing que eu não me dou bem. É por pura indisciplina e, principalmente, por interferência negativa dos Illuminati, hehehe.) Infelizmente não pude assistir à palestra da Coelacanth Seurat, a respeito de bibliofilia, e do Atrus Blackthorne, sobre o trabalho de escritor freelancer, pois foram simultâneas a outras palestras. (Leia sobre a programação do Festival aqui.)

Veja mais algumas fotos do Primeiro Festival de Literatura do Second Life:
(Continua…)

Fazer cinema no Brasil… um cu!

Pedro
O roteiro de curta-metragem Espelho (antigo No Espelho do Cinema) foi um presente de dia dos namorados que dei à Cássia há dois anos, quando ainda estávamos juntos. Se o roteiro foi aprovado numa lei de incentivo (20 mil e não 30) o mérito é todo dela, porque, além de eu achar uma chatice toda a burrocracia envolvida, sem falar das panelinhas, me sinto sim um peixe completamente fora d’água nessa questão vampiresca, tanto que não receberei cachê pelo projeto, pelo roteiro e pelo trabalho que eu por ventura ainda venha a ter com ele. Já disse a ela que não quero nada e vc pode confirmar. Quanto ao meu PC, eu o paguei com dinheiro que recebi de um trabalho como monitor do Dib Lutfi (aliás, fui praticamente diretor da coisa, porque ele mesmo pediu para ser dirigido ou a coisa não iria andar) e como roteirista do making of do FICA, juntamente com uma grana emprestada por minha irmã. (Meu eterno obrigado a vc pela oportunidade, não esqueço essas coisas.) Se o dinheiro era do Estado ou da sua produtora, Pedro, isso não importa para quem vende a própria força, talento e capacidade de trabalho, o que é muito diferente de a pessoa ganhar aquilo que ela mesma estipula num orçamento muitas vezes arbitrário. (Aliás, quatro anos atrás, fiz 19 roteiros para uma agência publicitária de Brasília, que fazia a campanha do Detran e do Procon, e nunca fui pago, não porque abri mão da grana, mas porque eram desonestos mesmo. Prometeram, prometeram e no final nada. Quem mandou eu confiar em petistas e não exigir contrato de trabalho? Quem trabalha tem de receber, porra!) E, falando em orçamento arbitrário, o Eduardo Castro, que está montando aquele documentário explosivo sobre a Guerrilha do Araguaia, me falou sobre um certo documentário bobo, a que assisti no Festcine, que, segundo ele, não custou mais de R$3000 mas recebeu da lei R$50.000. Onde foi parar essa grana? Está certo isso?

Na minha opinião, o Ricardo deveria receber não 80 mil reais, mas 80 mil dólares para fazer seu curta. Só que esse dinheiro deveria vir de empreendedores, não de produtores indiretos e compulsórios, tal como é agora, mas de gente que queira viver do cinema e ter lucro com ele. (Daí meu manifesto para estudantes de administração e empreendedores em geral. Porra, já existiram empresas de cinema nos anos 50 do século passado, por que não podem existir agora?) E se um curta não dá retorno financeiro, é porque se trata dum cartão de visitas, dum trabalho de marketing para quem o fez. E isso também seria vantajoso para quem quisesse se estabelecer como produtor de cinema.

Eu acho que esse sistema de incentivo está viciado sim, e tem muita gente por aí comprando até carro com a grana. (Eu ando de Caravan 1983 até hoje.) Conheço gente em Brasília que abriu editora e, para cada livro que lança, entra com um projeto diferente numa lei de incentivo. E ainda ganha mais que o triplo do autor! Ou seja: é uma empresa privada cujo capital de giro vem sempre do Estado! Isso é muuuuito esquisito e só funciona para quem tem o famigerado Q.I., o Quem Indica. A Cássia mesmo tentou me convencer várias vezes a publicar meus livros através dessas leis, mas nem fodendo, não me meto mesmo com isso, prefiro ficar na internet. Só não me tornei editor (de mim mesmo) este ano porque minha família não aprovou a venda de um terreno nosso, que eu propus especificamente para isso, por 80.000 reais. Dinheiro nosso!!! Aceitei a decisão porque afinal tenho três irmãs, meus pais estão mais vivos do que eu e, por isso, não posso pretender ser o único herdeiro de algo que ainda pode ser usufruído por toda a família. Além de publicar dois novos livros que tenho engatilhados, eu iria reeditar A Tragicomédia Acadêmica e sair arregimentando vendedores (estudantes interessados, Centros Acadêmicos, etc.) pelas universidades do país, divindo o lucro pau a pau. Mas… a vida não é mole, principalmente para quem tá cagando e andando para esses incentivos que só têm incentivado uma maioria de gente muito ruim, sem qualquer talento, pretenciosa, amoral e com o ego nas nuvens. Até parece que isso irá levar o cinema a algum lugar. Faz-me rir…
(Continua…)

Saturday, December 16, 2006

Primeiro Festival Literário no Second Life

Hoje irá rolar um festival de literatura no Second Life. Haverá oficinas, debates e palestras. Veja abaixo a circular do grupo de que participo, o Writers of SL. (Não irei traduzir, afinal, será tudo em inglês mesmo. Quanto à camiseta da foto abaixo, eu mesmo a fiz. Trata-se de Dostoiévski abraçado a uma gata.)

SL Literary Festival
Saturday, December 16

Schedule of workshops, classes and speakers

Classes generally run one hour each and will be located on the South Lawn.

3:00 PM

PUBLISHING
INDUSTRY/AGENTING

William Fresse
, real life literary agent Will Francis at Greene & Heaton Literary Agency in London, will speak about the publishing industry, what agents do and the process of taking a book from typescript to publication. Question and answer period afterward.

Will Francis
joined Greene & Heaton, a London-based literary agency, in 2003 after working at Random House and PFD, and is actively building a list of his own clients. He is interested in literary fiction, crime, science fiction and fantasy, as well as a wide range of non-fiction, including history, biography, politics, philosophy, popular science, popular culture, art and literary criticism. His clients include Jonathan Jones, Tim Radford and Jordan Goodman.

Book Collecting & Care
An introduction to book collecting and the care of books: different styles of collecting, how to chooses the best books, where to find them, how to get the best value for money and how to care for your collection so it stays looking its best! Will include a handout with information and resources.

Coelacanth Seurat in RL is a professional editor/writer and collects and sells rare books. In SL, she runs an experimental bookstore, Coelacanth Books, in Changmi (98, 252, 95) and writes for several in-world publications.

4:00 PM

FREELANCE WRITING
AND EDITING FOR RENT MONEY

(Continua…)

Tuesday, December 5, 2006

A imitação do Amanhecer

daniel christino, 11:07 am
Filed under: Arte, escritores, literatura, livros
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Depois da via crucis do Pedro com o Banco do Brasil, vamos a algo mais inspirador. Comprei “A imitação do amanhecer” do Bruno Tolentino. Entre uma e outra leitura teórica, é um bálsamo voltar à erudição sem pedantismos do Bruno. Poesia é um negócio doido. Tematicamente, o livro fala de Alexandria - aliás, a capa é muito bonita, desenhada a partir de uma gravura de Johann Bernhard Fischer von Erlach, toda em tons de cinza levemente azulado, com o nome do autor, em violeta, e o nome do livro, em preto, alinhados ao topo e à direita da página, margeados pelo imponente e mítico farol; obra da designer Paula Astiz. Mas do que fala mesmo a poesia??? (Continua…)

Monday, December 4, 2006

Luiz Fernando Veríssimo, o socialista de meia tigela

paulo paiva, 9:59 pm
Filed under: Política, escritores
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Eu gostava muito do Luiz Fernando Veríssimo, mas desde que Lula assumiu o poder ele se tornou um de seus defensores mais dissimulados! Começo a descrer que a inteligência é sempre associada ao senso de humor. Vejam só esse artigo do Rodrigo Constantino, um dos melhores colunistas do Instituto Millenium, onde ele analisa um artigo de Veríssimo sobre o grande Milton Friedman (requiescat in pace).

O Inferno de Verissimo

Terça-feira, 28 de Novembro de 2006
por Rodrigo Constantino

Verissimo deveria se dedicar apenas às comédias do cotidiano, pois escreve muita besteira quando tenta falar de política e economia. Mesmo sabendo disso, ao contrário de muitas pessoas que conheço, me dou ao trabalho de ler o que ele escreve. Tenho aquela sensação de adrenalina pela irritação, com a qual acabo criando um hábito. Sua última coluna, “Céu ou Inferno”, publicada no Estadão e no Globo no dia 23 de novembro, me gerou essa reação em doses intoxicantes.

Verissimo faz, na coluna, um julgamento sobre o possível destino da “alma” de Milton Friedman, questionando se seu pensamento, cujo impacto reconhece, teria contribuído para um mundo melhor ou pior. Para dar a resposta, o gaúcho mostra que para ele, a defesa da ideologia é mais importante que a verdade dos fatos.

Não inocentemente, chama o comunismo soviético de “capitalismo de estado”, comparado ao “capitalismo de consumo” que teria vencido a Guerra Fria. Ao fazer isso, faz coro com intelectuais que afirmam que o comunismo nunca existiu, fingindo ignorar que ele jamais existirá. E não existirá porque não passa de uma utopia, impossível na prática. Essa mesma troca de nomes também revela a recusa em admitir que a tentativa de chegar ao modelo de sociedade comunista defendido por Verissimo sempre usou e usará meios que levam inexoravelmente ao terror, escravidão, miséria e genocídio. É até por isso que socialistas evitam debater meios e se concentram na defesa dos fins que acreditam monopolizar.

(Continua…)

Monday, November 27, 2006

Um conselho ao escritor iniciante

yuri vieira, 4:44 pm
Filed under: escritores, literatura
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Acabo de receber mais um daqueles emails que sempre me fazem rir cada vez que chegam por aqui: um escritor iniciante me pedindo conselhos. Ora, não sou eu mesmo um escritor iniciante? Não publiquei apenas um livro? Que conselho poderia eu dar a quem quer que seja? Qualquer um pode conferir através das resenhas espalhadas pela imprensa e pelos cadernos literários: muitos escritores na casa dos 50 anos ainda são chamados de iniciantes, mesmo após terem publicado cinco ou seis livros. E isso simplesmente porque a literatura é a droga da arte mais difícil que existe, uma vez que, além de talento, também exige experiência de vida. Daí que, para acabar de vez com essa história, transmitirei o conselho que a Hilda Hilst, entre cômica e séria, me repetiu diversas vezes: “Você quer vencer como escritor? Então escreva em inglês, porque português, apesar de ser uma língua bonita, ninguém entende e quem entende não entende de mais porra nenhuma…”

É isso. :P

O bate-papo desta semana

yuri vieira, 11:08 am
Filed under: Avisos, Podcast e videos, escritores
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Quero apenas avisar que o podcast com o Olavo de Carvalho, gravado ontem, não será publicado antes do final da semana. Primeiro porque estou com um trabalho atrasadíssimo a entregar pra Cora Filmes. (Não me demita, Pedro!) Segundo porque, infelizmente, meu Windows XP é oficial, original, legalizado, o que significa que o sacana baixou e instalou as atualizações da semana passada que, por sua vez, entraram em conflito com meu programa de gravação e também com os de edição de som e vídeo, os quais tive de desinstalar. Ou seja, tá tudo muito enrolado por aqui.

Também continuo recebendo muitas perguntas direcionadas ao Olavo. Quero dizer que, apesar de curtir a repercussão do podcast, eu e o Olavo já havíamos combinado deixar o bate-papo sem amarras, correndo solto. Na única vez em que tentei lhe fazer as peguntas que encontrei previamente num fórum do Orkut, fiquei foi mais gaguejante e perdido do que de costume, já que, ao mesmo tempo que não via como interromper o fluxo impagável do seu raciocínio, também sentia que não devia ignorar as perguntas dos ouvintes, muito melhores do que as que sou capaz de fazer. Bom, aconteceu que não consegui fazer as perguntas e ainda perdi o fio da nossa conversa, percebendo, com isso, que só funciono mesmo é na base do improviso. E, aliás, essa é uma das razões pela qual o Olavo irá estrear sua rádio online no dia 4 de Dezembro: para responder a todas as perguntas que recebe por email. Além disso, ele poderá conversar ao vivo com até 5 pessoas ao mesmo tempo - via telefone, SkypeOut, etc. (Agradeçam ao Sílvio Grimaldo, foi ele quem apresentou o BlogTalkRadio ao Olavo.)

Enfim, espero que os ouvintes entendam minhas dificuldades e limitações.

Thursday, November 23, 2006

Ateus e Muçulmanos

ronaldo brito roque, 11:12 pm
Filed under: Religião, literatura
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Marcelo era ateu, mas de um ateísmo singular, que não vinha do seu professor de história, nem do seu psicanalista. Vinha de sua avó. A velha era católica demais, ia sempre à missa, falava dos santos e do Juízo Final. Por isso todos ficaram revoltados quando apareceu o tumor.

— Logo ela, que tem tanta fé! Por que Deus faz uma coisa dessas?!?

O rapaz estava entrando na adolescência, e queria compreender a contradição. Se Deus existia, por que deixava sofrer os que criam nele? Seu pai não soube responder:

— Essas coisas transcendem o entendimento, meu filho.

Mas o jovem estava angustiado. Queria se livrar logo da contradição. Resolveu dar a Deus um ultimato:

— Cure minha avó, e acreditarei em Você!

A velha morreu no dia seguinte, logo depois de deixar um bilhete aos netos:

Meus queridos, não esqueçam suas orações.

Todos se comoveram, menos Marcelo, que a essa altura já tinha cedido à descrença total.

— Pobre velha. Morreu com sua ilusão.

— Não diga isso, meu filho!

Por dentro, todos pensavam como ele, mas em público preferiam passar como crentes.

Veio o vestibular, vieram o primeiro carro e a primeira namorada. Marcelo agora acreditava na ciência e nas leis impessoais que regiam o universo. Deus era a ilusão de que os desafortunados precisavam para levar a vida. Ele vivia por outros motivos: as mulheres, por exemplo. Eram gostosas de beijar, de tocar, e cediam facilmente quando estavam bêbadas. Era uma lei da ciência: mulher + álcool + carro = sexo = prazer. Ele só não entendia era por que elas eram tão pegajosas, por que faziam tanta questão da fidelidade. Era mais uma coisa que transcendia seu entendimento. Assim como a rápida ascensão do islamismo no seu país. Marcelo continuava achando que religião não passava de ignorância.

— Essa gente precisa de ilusões cada vez piores… Que tristeza!

Mas, quando soube que os muçulmanos eram polígamos, a idéia imediatamente lhe agradou.
(Continua…)

Wednesday, November 22, 2006

Olavo de Carvalho fala sobre Religião/B

Neste sexto podcast, “lado B“, Olavo discorre sobre os seguintes tópicos: pensamento epidérmico e pensamento profundo; diferença entre Deus e Alá; fraternidade; a conversão acentuadamente “civil” islâmica e a conversão estritamente espiritual cristã; o Verbo Divino; Fé e confiança; a conversão não é instantânea; a Salvação; o pensamento de Jacques Derrida como testemunho da perdição da alma; a Imortalidade; o Livro de Urântia (Urantia Book); a Bíblia e a literatura; a Bíblia como chave para interpretação da vida pessoal; alma fechada e alma aberta; a diferença entre o poeta e o louco; “Deus não é objeto para o pensamento”; “o desconstrucionismo, o marxismo e a psicanálise defendem-se da crítica tal como o faz o homossexualismo”; unidade planetária e globalização; abismos culturais; George Soros; “os quatro graus de credibilidade”; maturidade intelectual; uma dica de filme; o lançamento de sua rádio online.

Para baixar este arquivo, e os anteriores, visite o Archive.org.

Monday, November 20, 2006

Olavo de Carvalho fala sobre Religião e Sociedades Secretas

Neste sexto bate-papo (”lado A”), o filósofo Olavo de Carvalho discorre sobre os seguintes temas: Islã, Frithjof Schuon, religião comparada, judaísmo/hinduísmo/budismo, conceito de religião, revelação e doutrina, Cristianismo, o indivíduo, fé e crença, a filosofia perene, Martin Heidegger, religião evolutiva?, Islã e terrorismo, queda do Império Romano, os feudos, a Igreja Católica, racionalismo e moral cristã, Emmanuel Swedenborg, a Bíblia, ateus, sociedades secretas, Maçonaria, os Illuminati, René Guénon, o caos e a unidade do Islã, califado mundial, etc.

Para baixar este arquivo, e os anteriores, visite o Archive.org.

Saturday, November 11, 2006

Um filósofo na Playboy

yuri vieira (SSi), 5:09 am
Filed under: Imprensa, colírio, escritores
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Leia o artigo aqui.

Mi encuentro con Cristo

yuri vieira, 12:52 am
Filed under: Religião, escritores, literatura
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O texto abaixo é uma entrevista concedida por Bruno Tolentino a Vando Velentini. Foi publicada na revista Huellas em Setembro de 2003.

Mi encuentro con Cristo

Una educación moderna, intelectual, revolucionaria, que desembocó en una vida propia del Dr. Jekill y Mr. Hyde. El encuentro con grandes poetas de todo el mundo y, finalmente, el descubrimiento de la fe. Esta es la historia de un poeta y de su regreso a la Iglesia

a cargo de Vando Valentini

Bruno Tolentino nace en Brasil en 1949, dentro de una rica y tradicional familia de Río de Janeiro. Desde su infancia convive con poetas y escritores de los ambientes intelectuales cariocas, muchos de los cuales visitan frecuentemente su casa. Desde su más tierna edad cultiva la lengua y la cultura francesa e inglesa, como era costumbre en las casas aristocráticas brasileñas de la época. En 1964, a raíz del golpe de estado militar, deja Brasil y viaja a Europa. Vive en Italia dos años, siendo huésped de Ungaretti; después, en Bélgica y en Inglaterra. Elizabeth Bishop le presenta a Wystan Hugh Auden, quién le ofrece un pues-to de profesor en la universidad de Oxford, donde permanecerá quince años. En 1987 es condenado por tráfico de drogas, y pasa 22 meses en prisión. Regresa a Brasil en 1993 y en 1995 gana el premio “Jabuti” con el libro As horas de Katarina. En 1998 se traslada a Sao Paulo donde dirige la revista de cultura Bravo hasta 2000.

Usted nació en Río de Janeiro en el seno de una familia religiosa, pero en su juventud abandonó la Iglesia católica. ¿Cómo ha vivido su relación con Dios y el hecho de ser poeta?

Cuando apenas tenía veintitrés años me dijeron que era un buen poeta, pero esto no es algo que pueda considerarse mérito mío. Más bien era la consecuencia de mi educación, de los lugares que frecuentaba; y sin duda en este proceso formativo tiene que ver la gracia del Espíritu Santo. A los veinte años gané el premio Revelação con el libro Anulação y Outros Reparos (Anulación y otras observaciones); he escrito otros dos libros en Francia: Le Vrai Le Vain (Lo verdadero lo vano) y Au Colloque des Monstres (En el coloquio de los monstruos). Con la conversión mi poesía ha madurado hasta llegar a ser infinitamente más importante. Entre los 17 y los 39 años viví a mi manera; desde los cuarenta he iniciado mi camino de retorno a la Iglesia. El Espíritu Santo siempre ha colaborado conmigo, pero sólo en ese momento comencé a colaborar con Él.

Usted dice, si he comprendido bien, que en la conversión lo que ya existía antes se hace todavía más verdadero…

(Continua…)



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