Arquivo para a categoria "literatura"




Saturday, April 17, 2004

Bandeira

yuri vieira (SSi), 3:42 am
Filed under: Política, escritores, livros
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Essa observação lembra a que fiz anteriormente a respeito da linda idéia do Senador Suplissimpsons de acrescentar a palavra “Amor” à nossa bandeira: “Quando se grava nas bandeiras o lema humanidade, isso significa não só excluir o inimigo da sociedade, como também privá-lo de todos os direitos humanos”. (Eumeswil, de Ernst Jünger, pág.135.)

Outros leitores

yuri vieira (SSi), 2:28 am
Filed under: Livro de Urântia, escritores, extraordinárias
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Ao contrário do que pensam alguns dos meus amigos, não são apenas escritores malucos - como Benítez ou mesmo euzito - que se interessam pelo Livro de Urântia. Em fevereiro, estive em Brasília, juntamente com Nemias F. Mól, na casa do diplomata Frederico Abbott. (Veja seus dados biográficos). Motivo da visita: o Livro. Conversamos por horas. Foi Frederico que me falou pela primeira vez sobre o suposto Príncipe Planetário ainda a solta por aí.

Friday, April 16, 2004

Mais Tolentino

yuri vieira (SSi), 1:55 am
Filed under: amigos, escritores
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Outro cara bacana é o secretário do Bruno, o Antônio Ramos, que também morou lá na Hilda Hilst. Ex-presidiário (era usuário e não traficante), ex-interno de sanatório espírita, ex-obreiro evangélico, ex-morador de rua e sempre marceneiro. (Reformou o teto e as portas da casa da Hilda.) Conversamos muito: inteligente, fraco para tentações, mas grande coração. Tipo o cara ali do espelho. Tanto estudante querendo ser secretário do Bruno e ele escolhe logo o carinha que dormia na Praça da República. E tem gente que ainda acha o poeta um escroto sem coração. Até parece.

Herman Coelho 2

yuri vieira (SSi), 1:46 am
Filed under: escritores, literatura
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Ei, fãs do Paulo, não se irritem com o Tolentino. Foi um dos únicos intelectuais de peso a defender o direito de o Paulo Coelho escrever e publicar o que bem entender. Para ele, terríveis mesmo são os irmãos Campos. E, nisto, dou o maior apoio. Ô gente enjoada. Concretismo é que é um verdadeiro punhetismo literário.

Herman Hesse

yuri vieira (SSi), 1:41 am
Filed under: escritores, literatura
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E por falar no Bruno Tolentino e no Herman Hesse, me lembrei que, segundo o Bruno, este alemão não é senão Paulo Coelho pra intelectual. :) Será que é por isso que tem gente que quer comer o fígado do Bruno?

O Idiota, again

yuri vieira (SSi), 1:38 am
Filed under: amigos, literatura, livros
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Um amigo meu, Edmilson, que estudava Engenharia Florestal na UnB, sempre me consultava sobre quais livros deveria ler. Eu dizia, “Pesadelo refrigerado”, e ele lia, “Crime e Castigo”, e ele tchuns, “Lobo da Estepe”, e ele pá. Ô cara pra confiar. Só que me arrependi depois de lhe indicar “O Idiota”, do Dostoiévski. Sempre que ele me via no ceubinho (UnB), berrava: “E aí, seu IDIOTA?” Todo mundo olhava, eu embaraçado, e só a gente entendendo. O pior é que sou um idiota mesmo…

Procura-se Tolentino

yuri vieira (SSi), 1:28 am
Filed under: amigos, escritores
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Gente, quem encontrar o Bruno Tolentino numa dessas esquinas da vida, diga a ele que não me esqueci da promessa que ele me fez lá na casa da Hilda. Poxa, ô cara difícil de se achar. Pior do que eu. Esses meus chapas escorpianos…

Mais festinha

yuri vieira (SSi), 1:26 am
Filed under: amigos, baladas, escritores
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Pois é, dia 21/04 é aniversário da Hilda Hilst e talvez o pessoal faça uma festinha lá na Casa do Sol. Conseguirei comparecer?

Tuesday, April 13, 2004

Eumeswil

yuri vieira (SSi), 7:58 pm
Filed under: Política, escritores, livros
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Nesses momentos de turbulência política, nada como ler Eumeswil, romance de Ernst Jünger, escrito quando este tinha 82 anos de idade. (Morreu as 102, em 1998, após testemunhar todo o século XX.) Trata-se das elucubrações de um historiador que trabalha como barman do tirano de sua nação (Eumeswil).

Wednesday, April 7, 2004

e-livro

yuri vieira (SSi), 4:02 pm
Filed under: Mídia, livros, tecnologia
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E finalmente grandes empresas se unem para lançar um leitor de ebooks. Num aparelho de 300 gramas dá pra armazenar cerca de 500 livros. Agora só falta abaixarem o preço…

Sunday, March 28, 2004

Casa Civil fedida

yuri vieira (SSi), 11:37 pm
Filed under: Política, escritores
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Taí uma pergunta do Nelson Rodrigues - do conto A Dama do Lotação - que se encaixa perfeitamente bem ao comportamento de certos “funcionários” do Palácio do Planalto: “Como é possível que certos sentimentos e atos não exalem mau cheiro?”

Sunday, March 21, 2004

Mais Hilda Hilst

yuri vieira (SSi), 1:19 pm
Filed under: amigos, escritores
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Oportuno memorial, escrito por Deonísio da Silva, a respeito da querHilda amiga.

Wednesday, March 17, 2004

Agente literário

yuri vieira (SSi), 11:54 am
Filed under: literatura, livros
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Um texto da Marisa Moura sobre o agente literário, essa entidade mais rara no Brasil que político honesto. Aliás, tanto escritor ruim, feito na medida pra ser best seller - eu, por exemplo - e ninguém pra empresariar. É o fim da picada mesmo. :)

Friday, March 12, 2004

Depoimento sobre HH

yuri vieira (SSi), 6:04 am
Filed under: amigos, escritores, literatura
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E por falar no J. Toledo, verei se em breve coloco no site da Hilda o depoimento que ele escreveu a respeito dela para o Blocos on line. Aliás, a Ana Peluso, que parece ser do mesmo planeta que eu, também fez sua homenagem.

Thursday, February 5, 2004

Hilda Hilst vestida de vermelho

yuri vieira (SSi), 10:18 am
Filed under: amigos, escritores, memória
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Yuri e HildaAmigos, obrigado pelas palavras de carinho e conforto. Logo mais postarei meu próprio depoimento sobre essa figura maravilhosa que é - sei que ainda é - Hilda Hilst.

Quanto a você, Hildeta, saiba que apesar de todas as nossas conversas sobre morte, imortalidade da alma, Deus, transcomunicação instrumental, projeção astral, religiões, santidade, ovnis, cosmologias mil, enfim, sobre “aquelas coisas”, não pude deixar de chorar sua morte. O engraçado é que choro, imagino, mais por mim do que por você. Porque sei que você ficará muito bem, voltará a ter, como você desejava, suas formas jovens, voltará a ser na aparência a mulher linda que sempre foi interiormente. E eu ficarei aqui ainda um bom tempo, suponho. Nesse mundo louco. E você curtindo a liberdade do espírito. Fico até com ciúmes, imaginando que irá correndo atrás do seu pai, do Richard Francis Burton, do James Joyce, do Kafka, do Vinícius de Moraes, do Yogananda e de outros caras “deslumbrantes”. Espero que você possa se comunicar, conforme combinamos. Uma visita - vestida de vermelho, lembra? - um email, tanto faz. Não se esqueça de nós, do Dante Casarini, da Iara, do Zé Luis Mora Fuentes, da Olga, do Almeida Prado, do Toledo, do Vivo, do Araripe, da Inês Parada, do Gutenberg, do Jurandi, da Lygia Fagundes, da Shirley e de tantos outros seus amigos que merecem mais lembrança do que este que agora lhe escreve, apesar da minha sensação de ter entrado pra “família” no dia que me repetiu uma frase que, tenho certeza, já havia sido dita para alguns deles: “Yuri, obrigado por ser adepto da minha loucura”. Eu amo você, querida. Espero um dia me tornar um escritor digno da sua admiração. (Meu Deus, isto será dificílimo! Você é exigente demais. Tanta gente consagrada que você não curtia.) Em todo caso, já vou dizendo o que nunca senti ter moral para lhe dizer, mas que agora, sendo você uma recém nascida do espírito, irá entender: obrigado, Hildeta, por ter sido adepta da minha loucura. Se eu não a tivesse conhecido, se eu não tivesse descoberto que é possível ser um bom escritor em meio a todas “aquelas coisas”, e outras mais, eu teria ido parar num sanatório há algum tempo. Você me provou, nesses seis anos de amizade e dois de convivência diária, que é possível defrontar a loucura deste planeta sem perder a fé no Pai e na Arte. Aliás, obrigado também pelo chapéu de bobo, pela casa (do sol), pela comida e pela alma lavada. Nunca vou lhe esquecer. Fica com Deus.
Besos y besos y besos
Yuri

PS1.: Não sei se você percebeu, mas ontem eu e alguns amigos esvaziamos algumas garrafas de vinho - no apê do Pedro Novaes - em sua homenagem. A de vinho do Porto era da marca “Porto Seguro”. Pra lhe dar sorte.

PS2.: O Toledo já me havia escrito de madrugada avisando do seu passamento. Mas só fui me inteirar do ocorrido quando o Rodrigo Fiume, do Estadão, me telefonou. Eu estava justamente gravando um CD do Miles Davis pra você. Summertime é a primeira música. Vou mantê-lo para me lembrar que você partiu num verão.

PS3.: E veja se vai mudando de opinião com relação a que “gostar de mulher por cima é coisa de viado”. Poxa, tá querendo refutar todo o Kama Sutra, é? Diz isso pro Burton aí em cima pra você ver se ele não lhe dá uns tapas… :)

[Ouvindo: Angel - Massive Attack]

Friday, January 9, 2004

Escrever sinceramente

yuri vieira (SSi), 11:21 pm
Filed under: escritores, literatura
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“O efeito de qualquer escrito no espírito do público pode medir-se matematicamente pela profundeza de seu pensamento. Que tiramos de sua leitura? Se nos leva até fazer-nos pensar, se nos faz despertar ante a voz da eloquência, então seu efeito será amplo, lento, permanente sobre o espírito dos homens; mas se não nos instrui, morrerá tão depressa quanto as moscas. A maneira de falar e de escrever que nunca passa de moda é a de falar e escrever sinceramente. Se a argumentação não tem força suficiente para influir em minha própria conduta é duvidoso que influa sobre a dos outros. Mas olhemos a máxima de Sidney: ‘Olha em teu coração e escreve’.” (Emerson)



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