Arquivo para a categoria "escritores"




Friday, 27 de October de 2006

Coleção Bactéria

daniel christino, 3:41 pm
Filed under: Arte, escritores, literatura, livros
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Título estranho, não? Peço licença ao Yuri para falar sobre o pessoal da Praça Roosevelt, dica do meu bróder Randall Neto - ele mesmo um escritor em vias de fato, se é que me entendem. Muito bem! Quem é o pessoal da praça roosevelt??? Um grupo de escritores que moram ou ciruclam na Vila Madalena e acabaram tornando a praça (e seus arredores) um ponto de encontro. Quase todos têm blogs e já produziram edições “mimeografadas” dos seus livros - eu mesmo tenho um do Randall que é muito bom. Mas o que motivou este post é uma poesia despretensiosa do Marcelo Montenegro que vai abaixo. Quem quiser saber mais pesquise na revista cultural online Cronópios. Vamos ao poemeto:

“Agora mesmo algum maluco
deve estar postando qualquer treco
genial na internet,
alguém deve estar pensando
em como melhorar aquele
texto enquanto lota o especial
de vinagrete, perseguindo
obstinadamente um acorde
voltando da padaria
Agora mesmo alguém
pode estar pensando
que guardamos só pra gente
o lado ruim das coisas lindas -
assim, trancafiado a sete chaves de carinho - alguém
pode estar sentindo tudo ao mesmo tempo
sozinho, assim brutamente
sentimental, feito coubesse toda a dignidade humana
num abraço tímido.
Agora mesmo alguém deve estar limpando
cuidadosamente o CD com a camisa,
pulando a ponta do pão pullman,
sentindo o baque da privada gelada,
perguntando quanto tá o metro
daquela corda de nylon, trepando
no carro, empurrando o filho
no balanço com uma mão
e na outra equilibrando
a lata e o cigarro, agora mesmo
alguém deve estar voltando,
alguém deve estar indo,
alguém deve estar gritando feito um louco
para um outro alguém
que não deve estar ouvindo.
Agora mesmo alguém
pode estar encontrando
sem querer o que há muito
já nem era procurado, alguém no quinto sono
deve estar virando pro outro lado,
alguém, agora mesmo, no café da manhã
deve estar pensando em outras coisas
enquanto a vista displicentemente lê
os ingredientes do Toddy”.
(Marcelo Montenegro) 

Monday, 23 de October de 2006

Olavo de Carvalho no You Tube

Para ajudar a divulgar o bate-papo com o escritor Olavo de Carvalho, subi as duas gravações para o You Tube. Os links são os seguintes:

http://www.youtube.com/watch?v=ZOL81avfyxw
http://www.youtube.com/watch?v=e6zWUyzfCLA

E vc pode ouvi-las novamente logo abaixo (na imagem, Olavo está sentado na cara da estátua do Lênin):

E abaixo o segundo bate-papo:
(Continua…)

Sunday, 22 de October de 2006

Um bate-papo com Olavo de Carvalho - II

Este podcast foi gravado logo após o debate entre Alckmin e Lula na Band. (Visite o site do Olavo.) Demorei a publicá-lo por pura falta de tempo, uma vez que passei quase duas semanas dirigindo o making of de um festival de cinema, o Goiânia Mostra Curtas. Peço que desculpem minha mudez ainda maior neste segundo bate-papo, afinal, além de achar muito melhor ouvir o que o Olavo tem a dizer, eu ainda estava morrendo de sono, já que eu acordara às quatro da manhã. (A gravação foi feita após as onze da noite.) Já o Olavo estava ainda mais desperto neste podcast do que no anterior

Caso queira baixar o arquivo em diferentes formatos, clique aqui.

Wednesday, 11 de October de 2006

Um bate-papo com Olavo de Carvalho (podcast)

Conforme prometi, eis meu primeiro podcast gravado em conjunto com o jornalista, escritor e filósofo Olavo de Carvalho. Vale lembrar que certos trechos mais apimentados e recheados com “insultos não fundamentados em fatos” foram excluídos, a pedido dele, em respeito ao ouvinte. Até o final da semana, publicarei outro bate-papo gravado logo após o debate entre Lula e Alckmin. Ah, vale lembrar: este arquivo tem uma duração aproximada de 46 minutos. (O arquivo também pode ser baixado através deste site.)

Wednesday, 4 de October de 2006

Veadagem de esquerda

Do sempre imperdível Olavo de Carvalho:

Cabeça de comunista é assim. Não se contenta com a perversão. Parte logo para a inversão. E não estou falando de inversão sexual, que é um fenômeno corriqueiro na sociedade. Comunista não se satisfaz com tão pouco: quer praticar veadagem é com o traseiro dos outros. O traseiro da pátria. O traseiro da humanidade.

Leia o artigo completo.

Monday, 25 de September de 2006

Cupins na Casa do Sol

yuri vieira, 8:14 pm
Filed under: Avisos, amigos, escritores
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Do meu amigo José Luis Mora Fuentes, responsável pela Instituição Hilda Hilst:

A Casa do Sol, sede da Instituição Hilda Hilst, foi construída pela escritora em 1966. Trata-se de uma construção diferenciada, estilo colonial mineiro, com 700m2, rodeada por árvores e um paisagismo diferenciado num terreno de 12.000m2. Foi aí que a escritora viveu por quase quarenta anos e onde realizou praticamente 80% do seu trabalho.
É Patrimônio Cultural que deve ser preservado.

PARTE DA MADEIRA E MÓVEIS QUE COMPÕE A CASA DO SOL VEM SENDO DEVORADA POR… CUPINS!

(Continua…)

Monday, 18 de September de 2006

Borges e a UnB

Talvez eu já tenha escrito sobre isso e, se o fiz, farei de novo. Porque merece. Para mim, o maior exemplo da jequice acadêmica nacional - e sua corrida interna por títulos, salários, regalias, puxa-saquismos, etc. - foi o fato de a UnB não ter aceito o escritor argentino Jorge Luis Borges como professor apenas porque ele não tinha curso superior… Pode uma coisa destas? E o cara já tinha aceito o convite, salvo engano, do Darcy Ribeiro. Bom, não preciso falar mais nada…

Friday, 15 de September de 2006

Frase de cinema — 21

rodrigo fiume, 11:28 pm
Filed under: cinema, escritores
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aspas_vermelhas_abre.gif Porque foi lá que eu tenho a impressão de que quase te perdi  aspas_vermelhas_fecha.gif

Eiji Okada, para Emmanuelle Riva, em Hiroshima, Mon Amour (1959) — homenagem ao lançamento em DVD

Thursday, 14 de September de 2006

A Montanha Aborrecida

yuri vieira, 2:11 am
Filed under: Cotidiano, escritores, literatura, livros
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Estou na página 311 de A Montanha Mágica, do Thomas Mann, e a sensação que tenho é de que o livro ainda não começou. A única coisa que rolou comigo até agora foi uma pleurisia. Somatização? Creio que não. Inverno seco, só isso. Sei apenas que se fosse Dostoiévski eu já estaria com os cabelos em pé. Os alemães costumam ter a carne literária meio dura mesmo. Demorei a curtir o Goethe, mas até hoje tenho em minha mente as imagens do Fausto, que li há uns dez anos. O Jünger é um excelente pensador, mas sua narrativa empolga tanto quanto uma ida ao dentista. Bem, vou dar um crédito ao mestre Mann, cuja Morte em Veneza muito me tocou. Afinal ainda faltam 675 páginas para o final d’A Montanha…

Monday, 11 de September de 2006

Meu primeiro podcast

daniel christino, 1:28 am
Filed under: escritores, livros
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Eis aí minha primeira tentativa de fazer um podcast. É um poema do Rilke sobre a história de Orfeu e Eurídice.

Sunday, 10 de September de 2006

A verdade constrangedora sobre Paulo e Sabina

ronaldo brito roque, 2:40 pm
Filed under: escritores, literatura
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A verdadeira história de Paulo e Sabina é bastante constrangedora. Paulo buscava mulheres mais bonitas e inteligentes que Sabina. Mas elas buscavam homens mais bonitos e ricos que Paulo. Então ele foi ficando com Sabina, que não era assim tão bonita, mas pelo menos beijava bem. Também não era muito inteligente, não gostava de ler, preferia ficar no msn conversando com as amigas. Às vezes esse gosto pela futilidade incomodava Paulo. Ele queria uma mulher culta, que pudesse conversar sobre Dostoievski, Aldous Huxley, sobre as teorias filosóficas que ele tanto apreciava. Sabina não gostava nem de filme de arte. Achava chato, muito parado, e ninguém pedia ninguém em casamento. Filme, para ser bom, tinha que ter pelo menos um pedido de casamento. Paulo tentou, pela internet, conhecer outra mulher. Tinha que haver pelo menos uma que gostasse de ler. E, de fato, havia muitas. Elas liam Clarice Lispector, eram introspectivas, tinham sensibilidade para descrever em detalhes o temperamento de uma pessoa. Paulo ficava encantado, mas quando via as fotos, percebia que não poderia namorar uma garota daquelas — porque eram feias. Acabou se acostumando aos papos chatos de Sabina. Como não tinha nenhuma cultura, ela só sabia conversar sobre o que os amigos e os parentes tinham feito durante a semana. Não falava sobre personagens interessantes de livros. Quando descrevia um filme, dizia apenas que era “muito legal” ou “muito ruim”, era incapaz de se lembrar de detalhes da trama. Se Paulo reclamava, ela respondia “Ai, eu sou burrinha, né? Ha, ha, ha…” Um dia Paulo explodiu, e acabou contando a verdade. (Continua…)

Sunday, 3 de September de 2006

Ronaldo no Cronópios

yuri vieira, 9:57 am
Filed under: amigos, escritores, literatura, sites
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Eis alguns contos do Ronaldo Brito Roque no Cronópios.

Saturday, 2 de September de 2006

Bruno Tolentino e o Cânone Ocidental

Morro de preguiça de ler meus vários diários/cadernos de anotações, mas às vezes abro um deles ao acaso. (Comecei a escrever diários aos 14 anos de idade, isto é, em 1985.) Hoje dei com essa anotação, de quando morava na Casa do Sol da Hilda:

25/08/00 - Hoje, o Bruno me emprestou The Great Divorce de C.S.Lewis. Acha que, de acordo com meus atuais interesses, é o melhor que posso ler. Ontem, aliás, o Bruno ficou lendo professoralmente, para mim, meu próprio exemplar de O Cânone Ocidental, do Harold Bloom. (Não estou com ele aqui agora para confirmar a grafia correta do nome, logo…) Bruno admira esse autor (seu ex-colega de docência), embora creia que não se pode avaliar e fruir completamente livros dos quais não se tem uma profunda vivência do idioma. Discorreu sobre vários escritores que, para ele, não deveriam - ou o contrário, deveriam - estar coligidos ali. Ele assume - por não ter amado, sofrido, pirado, trepado e cagado em alemão ou russo - ser incapaz de dizer se um autor qualquer, dentro dessas línguas, é grande, médio ou irrelevante. (E mais mil papos.)

Thursday, 31 de August de 2006

“Prefiro o aborrecimento”

rodrigo fiume, 4:03 pm
Filed under: Política, escritores
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Sobre aquela tal democracia:  

Pela chatice

Luis Fernando Verissimo, no Caderno 2 

“Curiouser and curiouser”, dizia a Alice a cada nova surpresa do país das maravilhas em que caíra. Nosso país também fica cada dia mais curioso.

É curiosíssimo, por exemplo, que se chegue simultaneamente a um descrédito quase total da classe política e a uma maturidade política inédita. Que se valorize como nunca a prática democrática e ao mesmo tempo se desespere como nunca dos praticantes. Você pode ter a explicação que quiser para o fato desta campanha eleitoral estar sendo, assim, tão chocha - resignação com a vitória já anunciada do Lula, candidatos insípidos com exceção da Heloísa Helena, etc. além de, claro, o próprio nojo com os políticos - mas o principal significado do aborrecimento generalizado é que, aleluia, o processo democrático se banalizou entre nós. Não é mais uma ruptura da normalidade, é a normalidade.

(Continua…)

Tuesday, 29 de August de 2006

Olavo, Hilda e… o diabo?

yuri vieira, 6:41 pm
Filed under: Livro de Urântia, amigos, escritores, livros
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Domingo, fiquei uma hora e meia ao telefone com o Olavo de Carvalho (viva o SkypeOut!) e, recheada por todo tipo de assunto, tivemos uma boa conversa entremeada por boas risadas. Quando chegamos ao tema “sociedades secretas”, perguntei se ele de fato não ouvira mais nada a respeito do famigerado Livro de Urântia - do qual ele leu, anos atrás, e instigado por mim, apenas um trecho. Ele acha que semelhante leitura é um desses empreendimentos que pode ocupar toda uma vida e, com grande probabilidade, redundar em nada; isso caso o livro se mostre na verdade justamente o contrário do que diz ser, a saber, uma “revelação”. (O Olavo, a Hilda Hilst e o Bruno Tolentino - afora alguns amigos e minha ex-namorada - ainda que eu não os tenha convencido a ler o livro por completo, foram as únicas pessoas que não riram da minha cara ao me ouvir falar dele. Gente fina é outra coisa.) Voltando. A certa altura, disse que me dedico a esse livro porque, entre outras coisas, ele fez parte do minha conversão à fé em Cristo. Disse o Olavo: “pois é, muita gente chega a Deus e a Cristo por intermédio do diabo…” Tive de rir, o cara é foda. Só esqueci de acrescentar que, sendo ou não autêntico, creio que esse livro ainda arrebatará o planeta inteiro, não importa se em 10, 100 ou 1000 anos, mais ou menos como faz o Orbis Tertius do conto do Borges. Aliás, acho que só ele pode enfrentar o Corão e os jihadistas. Bem, o Olavo acha que com esses aí só uma boa dose de mísseis, balas e bombas…

Em tempo: antes que algum amigo comum, meu e da Hilda, apareça para me dizer que ela não aprovava o Livro de Urântia, eu sei qual era de fato o caso. Quando mostrei o livro a ela, ela leu todo um “documento” sozinha - salvo engano, a parte que falava do “Monitor residente” - e, mais tarde, lemos outro juntos. Por fim, ela me disse: “Yuri, esse livro é tão louco, tãão louco, tããão louco - e eu sou tão velha, tãão velha, tããão velha - que eu tenho medo de, se continuar a leitura, ficar completamente gagá”. Rimos e, em seguida, ela me disse: “Fulano me disse que esse livro está te deixando pra lá de gling-glang”, e os olhos dela brilharam com aquela mistura de ironia e admiração que tinha por gente doida. Sim, meu bróder, a fofoca funcionou ao contrário.

Monday, 14 de August de 2006

Günter Grass foi da SS

yuri vieira, 4:35 am
Filed under: Política, escritores, literatura
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O escritor alemão Günter Grass, 78 - prêmio Nobel de 1999, autor de O Tambor e do chatérrimo A Ratazana - confessou esta semana ter feito parte da Waffen SS nazista. O tribunal da consciência dele deve ter-lhe dado um veredito.
Antes tarde do que nunca.



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