Frase de cinema — 23
Tutte le volte che ho cercato de comunicare con qualcuno… l’amore è andato via ![]()
(Todas as vezes que tentei me comunicar com alguém… o amor foi embora)
Tutte le volte che ho cercato de comunicare con qualcuno… l’amore è andato via ![]()
(Todas as vezes que tentei me comunicar com alguém… o amor foi embora)
Você provavelmente já leu sobre as incríveis proezas do inigualável Chuck Norris. Por exemplo: “Chuck Norris não dorme, ele espera”; “Chuck Norris contou até o infinito, duas vezes”; “Chuck Norris conseguiu dar um cavalo-de-pau no Enduro do Atari”; “Chuck Norris ganhou de si mesmo jogando par ou ímpar no espelho….apostando ímpar”. E não é que Chuck Norris ganhou uma coluna regular no WorldNetDaily. Sobre o que Chuck Norris irá escrever? Não ouse repetir a pergunta. (Continua…)
Hoje [ontem, ok? ainda não dormi...], aproveitei o feriado em homenagem ao aniversário do Yuri e, bem no meio da tarde, assisti a um filme da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Escolhi um que, muito provavelmente, não poderia ver nem no circuito nem em DVD — afinal, a Mostra é para isso, não?, para ver filmes impossíveis de ver. É claro que a escolha é um chute. A minha foi o romeno Como Eu Festejei o Fim do Mundo. É a indicação da Romênia para ser candidato ao Oscar.
É bom filme, talvez mais para o regular, por ser um pouco convencional demais. O bacana foi poder ter contato com uma cultura distante e recente, no caso a da Romênia de 1989, que seria o último ano de uma longa ditadura.
A história é sobre uma adolescente (a atriz parece a brasileira Maria Flor), que começa a sentir algo errado no ar do país, e seu irmão pequeno e bem engraçado, de uns 6 ou 7 anos. Ela se chama Eva. Ele, Lalalilu.
(Continua…)
Em entrevista a mim, para a Cora Filmes e o Icuman - durante o Sexto Goiânia Mostra Curtas -, André Abujamra, após falar da importância da trajetória do artista, dá o seu recado aos eternos dependentes do apoio estatal. Mais tarde coloco o vídeo no You Tube.
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André Abujamra é músico, ator, produtor e diretor de cinema. Formou a dupla Os Mulheres Negras em 1985, tocou na banda Vexame e integrou a banda Karnak, que durou 10 anos. Dirigiu alguns vídeo clips, entre eles os de João Suplicy, Charles Brown Jr. e alguns do próprio Karnak. Foi ator e diretor do Grupo Boi Voador, tendo atuado nos filmes “Sábado” e “Boleiros”, de Hugo Giorgeti, “Quando dois corações se encontram”, de Torero e “Durval Discos”, de Ana Muylaert. Em televisão compôs trilhas e vinhetas para diversos programas como o “Provocações”, de Antônio Abujamra, “Telecurso 2000″, “Programa Multishow” e “Castelo Ratimbum”. Compôs mais de 50 trilhas para teatro e cinema, como para os filmes “De passagem”, “O Caminho das Nuvens”, “Bicho de 7 Cabeças”, “1,99″, “Cafundó”, “Carlota Joaquina”, “Carandiru”, “Domésticas” e “Durval Discos”. É produtor musical nos Estúdios Voz do Brasil e atualmente realiza um trabalho solo de música pop, intitulado “O Infinito de Pé”.
Amigos
Tenho recebido alguns emails indagando a respeito do segundo bate-papo com o Olavo de Carvalho, que já está gravado e que prometi para o final da semana passada. A questão é que trabalhei toda a semana, dirigindo o making of do 6º Goiânia Mostra Curtas e, por isso, não me sobrou tempo. A coisa foi pauleira. (Meu segundo trabalho junto à Cora Filmes. Valeu, Pedro!) Integravam nossa equipe o Paulo Paiva e a Cássia Queiroz, como produtores, e o Eduardo Castro, como cinegrafista, que, aliás, é um diretor premiado. Seu documentário “A Resistência do Vinil” é excelente e um outro sobre a guerrilha do Araguaia (117 horas gravadas) será uma verdadeira bomba. Neste festival, gravamos entrevistas com Paulo César Pereio (vulgo, o Neusa), André Abujamra (que irá gravar um podcast conosco), Luis Carlos Lacerda (o Bigode), Joel Pizzini, José Eduardo Belmonte, Christian Saghaard, Edgar Navarro, Ava Gaítan Rocha (filha do Glauber e também ela diretora), Di Moretti, Jomard Muniz de Britto, Sung Sfai, etc., etc. Terei de editar mais de 16 horas de gravação… ai ai.
Enfim, esta semana terei mais tempo e assim que possível publicarei o segundo bate-papo e também um vídeo que gravei há quase cinco anos: Minha amiga extraterrestre, uma entrevista de outro mundo. Aguardem.
Eu fiquei impressionado quando vi, na propaganda do PT, o Lula ser aplaudido de pé na ONU. Pensei, “nossa, essa gente não tem a menor noção do que está acontecendo aqui”. E ainda fiquei me remoendo ao imaginar o efeito da cena sobre a jegaiada que ainda apóia esse cara. O que eu não sabia é que era tudo uma lição de casa da matéria do tio Eisenstein, uma cena forjada para parecer real, enfim, uma mentira deslavada. Leia este trecho do Daniel Sant’Anna:
Um bom exemplo desse problema é a utilização de imagens do presidente Lula, discursando na ONU. Sua campanha pela reeleição utilizou-se dessas imagens (que são reais: Lula de fato esteve lá) adicionadas da imagem da mesma assembléia, aplaudindo de pé (imagens reais, também). O problema reside no fato, já conhecido, de que os aplausos utilizados não foram direcionados a Lula, e sim a um outro discurso, o de Kofi Annan.
Esboços por Frank Gehry — Documentário
Titulo Original: Sketches of Frank Gehry
Tenho certeza de que mais da metade da platéia era de arquitetos. Eu mesmo só ouvi falar de Frank Gehry porque fiz alguns anos da faculdade de arquitetura, antes de passar para letras. Mas o documentário também é interessante para não arquitetos, porque aborda um problema tocante a todos que trabalham ou desejam trabalhar com arte: como sobreviver fazendo uma obra que não corresponde aos anseios do mercado? É claro que Gehry não dá a receita, mas sua vida serve de exemplo. Ele era um arquiteto careta, fazia simplesmente o que o mercado pedia, até que resolveu seguir sua intuição e ser ele mesmo. Daí para frente todo mundo começou a pagar para que ele fosse exatamente ele mesmo; e veio a conseqüência fatal: ele se tornou o arquiteto milionário e famoso que é hoje.
Mas o que eu achei mais interessante é um detalhe que talvez nem tenha interessado aos muitos arquitetos da platéia. Gehry só se tornou Gehry depois que se divorciou. Parece que o freio para a sua ousadia não vinha propriamente das exigências do mercado, mas da caretice da sua mulher. Depois de uma consulta com um analista — que mais tarde se tornaria famoso exatamente por causa disso — Gehry largou a mulher e três filhos, e foi fazer a arquitetura que realmente queria fazer. O mundo ganhou prédios lindos, e Gehry, além de ganhar o privilégio de ser exatamente quem ele queria ser, mais tarde veio a ganhar também um novo amor — esse certamente muito mais verdadeiro que o anterior.
(Continua…)
O aspecto revolucionário do Second Life está em seu potencial, não naquilo que ele já é. Há três anos, entrei num “mundinho virtual” que imagino tenha sido o próprio. Era apenas um chat com “bonequinhos”, uma chatice de tão lento e tosco. Nada além disso. Mas, conforme avança a tecnologia, conforme aumenta a capacidade de processamento dos computadores servidores e clientes, conforme aumenta a velocidade da transmissão de dados, a coisa vai assumindo proporções espantosas. Hoje, um arquiteto já pode comprar um terreno ali e reconstruir virtualmente todos os seus projetos já realizados em vida, um condomínio, com casas planejadas apenas por ele, que pode ser seu portfolio profissional, seu mostruário. “Ah, você quer conhecer meu trabalho? Visite meu bairro: ‘arquiteto fulano (123, 87, 67)’”. E pronto. Um decorador pode se associar ao arquiteto e botar mãos à obra. Artistas plásticos (olha a chance dos escultores) e fotógrafos expõe seus trabalhos. Salas de cinema virtuais exibem filmes de verdade. (Já imaginou? Um festival de cinema ali dentro? Com entrega de prêmios e tudo mais?) A exposição de trabalhos em 2D pode parecer redundante, afinal, a internet já tem tudo desse campo. Mas o louco do Second Life é que ele reforça a ação do acaso no relacionamento virtual. Na internet, em geral, as pessoas saem pesquisando o perfil uma das outras no Orkut, ou através de blogs, e já entram em contato com o próximo condicionadas por aquilo que acreditam saber dele. No Second Life, não. Você encontra os demais como quem se esbarra na rua com um desconhecido e, sem qualquer razão que não seja a pura cortesia, troca com ele uma idéia. Amizades podem sair daí. Sociedades. Parcerias. “Ei, vai rolar um vernissage agora, vamos?” E vocês saem voando juntos.
Uma das coisas mais interessantes no Second Life é sua semelhança com os sonhos e projeções astrais. Para quem não vê o mundo como eu vejo, isso pode soar como uma grande besteira. Então apenas esqueça tudo o que já ouviu a respeito desses “esoterismos” e entenda: agora você poderá experimentar, em grau menor, o que certos místicos afirmam experimentar, a saber, o relacionamento com pessoas reais num ambiente onde tudo o que é imaginável é também possível. Sim, é virtual, é ilusão, a maya da Maya, mas as pessoas são reais e também as reações delas a suas ações. O sentimento de vergonha existe ali dentro, você se sente embaraçado ao cometer uma gafe em público e há aquela mesma timidez de sempre ao se aproximar duma “mulher bonita” pra puxar conversa. Retorna aqui toda aquela metáfora do mundo da Matrix no tocante a esse mundo real. Tal como num RPG, ou num simulador de vôo, é possível ter experiências ali dentro que nos aprimorem. Não importa se o mundo é feito da mesma matéria dos sonhos ou da mesma matéria dos pixels, os espíritos são os mesmos e não importa o meio que usam para se manifestar. Sem falar que Freud está ali o tempo todo: você pode expressar seus desejos mais recalcados. Daí toda a perversão que também existe no Second Life. Tal como colocou Swedenborg ao falar da vida após a morte, nessa realidade virtual cada qual se encaminha até as regiões com a qual se sente mais afim. Você pode ter ótimos diálogos, aprender outras línguas, ir a saraus de poesia, passar a tarde inteira fazendo compras, procurar um “emprego” ou expor seu trabalho, explorar sozinho ou acompanhado as curiosidades daquele mundo ou simplesmente ficar num inferninho de sexo explícito. Você é quem sabe.
Enfim, há muito o que falar sobre mais esse “fenômeno da internet”. Mas deixarei isso a cargo do Yuri Chandra, meu avatar no sistema, uma mistura daquelas coisas lindas que eu imagino ser com aquelas horríveis que trago em mim, o meu Mister Hyde pessoal.
Ontem assisti à “Cidade Perdida“, de Andy Garcia. Muito bom. Quatro estrelas. O filme retrata o período do final dos anos 50, imediatamente anterior à revolução cubana, até pouco tempo após sua efetivação. O que mais ressalta é a beleza da música cubana, que cria um ambiente perfeito, às vezes contrapondo, às vezes não, às cenas mais importantes do filme. Outro viés de análise é o político. Por este, o filme é cinco estrelas. Eu já tinha lido por aí que era a única fita do mainstream que retratava a revolução cubana de maneira claramente desfavorável. Estava esperando uma metralhadora giratória, mas o que vi foi mais para um tiro de precisão. A maior parte da crítica à revolução cubana se concentrou no seu aspecto sedutor e na progressiva perda das liberdades individuais, quando vitoriosa, representada pela trajetória de Fico, o personagem principal da estória, um poeta e dono de casa de espetáculos. Fulgencio Batista, o presidente cubano corrupto e violento, e Che Guevara, o guerrilheiro cubano corrupto e violento, foram retratados sem meias palavras. Nada supera ver Che Guevara na tela grande (uns 8 anos após “Os diários de motocicleta”) discursando sobre a justificação dos meios pelos fins, após matar friamente um soldado agonizante, da mesma forma como fizeram em outra cena os capangas de Fulgencio. Todas as palavras de ordem, que ainda ecoam por aqui, estão lá. É um filme que precisa ser visto.

A relação entre áreas de proteção à natureza e comunidades locais em países do Terceiro Mundo é algo pra lá de complicado. Qualquer um que conheça nossos parques nacionais e tenha olhos de ver sabe disso. A proteção à natureza por aqui frequentemente tem como efeito colateral prejuízos aos modos de vida e à cultura de inúmeras comunidades locais. A ortodoxia conservacionista leva muitas vezes à geração ou ao aumento da pobreza, em função das restrições impostas a atividades econômicas de subsistência.
Mais recentemente, entretanto, novas formas de pensar a conservação em parceria com estas comunidades têm levado a resultados muito interessantes, tanto para as populações, quanto para a natureza. As reservas extrativistas, surgidas a partir do movimento dos seringueiros na Amazônia, são um modelo absolutamente inovador e brasileiro de conservar a natureza e melhorar a qualidade de vida das populações. Ao invés de tomar sua terra para que o Estado a conserve, faz-se o inverso: asseguram-se a estas populações os direitos sobre o território e elas, com o devido apoio, se encarregam de preservar. (Continua…)
You make me want to be a better man ![]()
A muuuuito tempo atrás (uns 5 anos) existia um site chamado “Moviecritic”, que recomendava filmes baseado no ranking que você dava a filmes que assistiu. Seu ranking era cruzado com o de outros usuários, de forma que as recomendações de filmes eram dadas estatisticamente com base em gostos similares ao seu. Era muito funcional e bastante preciso. Ele simplesmente desapareceu e eu fiquei tentando imaginar o porquê de uma idéia tão boa ser abandonada. Acabei descobrindo que a IBM tinha comprado o algorítimo base da coisa e, por interesses diversos e má visão de futuro, desativou o site. Recentemente, um mané, em um fórum na internet, aproveitou para desancar o “Capitalismo”, que tinha sido o responsável por acabar com o site (Pfff!). Entretanto, era simples questão de tempo para algum empreendedor retomar a idéia. Vezenquando, eu buscava algo similar na net. Pois olha só, acabei de descobrir o substituto e é muito bom: o Movielens, que, ainda por cima é da safra Web 2.0. É um projeto ligado a uma universidade americana e tem grande chance de se tornar um grande sucesso. A interface é bastante intuitiva e suas previsões também são acuradas. Confiram!
Porque foi lá que eu tenho a impressão de que quase te perdi ![]()
Dadinho é o caralho, meu nome
é Zé Pequeno, porra! ![]()
270 people a day. What a tragedy…… ![]()
Não sei se vc já assistiu a algum filme, no Telecine (Net), com legendas absurdas e ridículas, tais como se tivessem sido escritas por um hacker de 11 anos de idade ou um aborrescente viciado em Messenger. Mais ou menos assim:
“K-r4mb4 vc p 4ki? Kd su4 n4mor4d4?”
“El4 n4um veiu. Eh q el4 t4h n4qles di4s, s4c4?”
Meu Deus, já vi diálogos escritos assim em três diferentes filmes. Não consegui assisti-los sequer por dois minutos. Será que o responsável pela legendagem dormiu no teclado, deixando o serviço a cargo do filho? Será que o diretor do departamento responsável tem 13 anos de idade e picha paredes nas horas vagas?
Claro, não vejo nada de mal em quem escreve assim ao comunicar-se pela internet, mas… usar semelhante grafia nas legendas de um filme estrangeiro? É o fim da picada. Me dói como se cada letrinha extirpada ou cambiada fosse uma célula dos meus nervos óticos. Imagine então um estrangeiro que apenas recentemente aprendeu o português. Caso se depare com um filme desses - do qual tampouco domine a língua falada - adeus aprendizado do português. Vai ficar perdidinho, babando no controle remoto.
Alguém deveria mandar o autor dessas legendas pra FEBEM o mais rápido possível.