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Thursday, 22 de February de 2007

A Rainha

rodrigo fiume, 2:34 am
Filed under: cinema
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a-rainha.jpgNão é bem um filme ruim. A recriação dos acontecimentos em A Rainha, de Stephen Frears, é bastante convincente. Parece até um documentário.

E Hellen Mirren como a Elisabeth II está mesmo perfeita. Tem tudo para juntar o Oscar à gama de prêmios que já recebeu pelo papel — no total, o filme teve 6 indicações: filme, diretor, roteiro original, figurino e trilha sonora original.

A Rainha retrata a comoção popular causada pela morte da princesa Diana, a relutância da família real em segui-la e o esforço oportunista do primeiro-ministro Tony Blair em consertar as coisas. O fato é que, por trás da frieza real atribuída à posição, o sentimento de Elisabeth é bem claro: Diana não era querida.

O “embate” entre o novo, representado pelo recém empossado Blair, e o velho, a milenar monarquia, confere certa diversão ao filme. Mas, pessoalmente falando, não vi tanta graça no todo. É uma situação que interessa mais aos britânicos ou aos que ainda prezam a monarquia nos dias de hoje.

Wednesday, 21 de February de 2007

O Labirinto do Fauno

rodrigo fiume, 2:03 am
Filed under: cinema
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labirinto-do-fauno-poster11t.jpgBelo filme. Embora se apóie em contos de fada, não é um filme infantil. É pesado, rude, violento.

Mãe e sua filha se mudam para uma área de conflitos na Espanha, durante a guerra civil. A mulher está grávida do comandante militar encarregado de extinguir os rebeldes. Na mansão, a menina descobre um labirinto de pedras.

O Labirinto do Fauno, do mexicano Guillermo del Toro, tem uma trama criativa. Os atores são muitos bons e o visual é bonito. Recebeu 6 indicações ao Oscar: filme estrangeiro, roteiro original, trilha sonora original, fotografia, direção de arte e maquiagem.

Na verdade, o filme trata da crueldade humana. Mostra-a sem concessões. E quando a realidade é o inferno, resta a fantasia.

Saturday, 17 de February de 2007

O DC-6 do John Wayne

yuri vieira, 5:59 pm
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Dia 28 de fevereiro será reprisado, no Telecine Cult, o filme Um fio de esperança (The High and the Mighty) (1954), protagonizado por John Wayne. Trata-se, salvo engano, do primeiro filme a explorar o drama de passageiros e tripulação de um vôo comercial em pane. Ou seja: é o avô da série de filmes Aeroporto dos anos 70, que, nos anos 80, desembocou em Apertem os cintos o piloto sumiu. Bom, minha intenção não é tratar exatamente do filme, mas sim do avião Douglas DC-6 utilizado nas filmagens.

Esse avião foi comprado em 1957 por uma das maiores empresas brasileiras de aviação à época, a Lóide Aéreo Nacional, da qual meu pai foi funcionário. Em 1961, o presidente Jânio Quadros foi informado de que o coronel Marcílio Gibson Jacques - veterano da Segunda Guerra e um dos proprietários da Lóide - estava contrabandeando motocicletas para o Brasil em caixas que supostamente traziam peças de avião. Filmes como O Selvagem, com Marlon Brando, haviam alavancado o interesse por motos, mas os impostos cobrados pelo governo brasileiro tornavam a compra desse sonho de consumo mais sonho que consumo. Jânio Quadros fez então aquilo que nossos políticos chamam de política, a saber, colocou o coronel Gibson contra a parede: ou ele vendia por uma quantia irrisória a Lóide Aéreo para a Vasp (uma autarquia do governo paulista) ou iria para a prisão por contrabando. Assim, neste mesmo ano, a Vasp, para espanto do mercado, comprou sua rival várias vezes maior e mais cara que ela própria. Mas essa é uma outra história…

O DC-6 do filme tornou-se, pois, propriedade da Viação Aérea de São Paulo, com quem permaneceu até mais ou menos 1968, quando então a Vasp passou a adquirir apenas jatos da Boing. O avião, aliás, tinha uma placa de metal logo à entrada da cabine: “Este avião serviu como palco do filme Um fio de esperança, protagonizado por John Wayne”. Em 1968, já funcionário da Vasp, meu pai tentou vender o avião para uma empresa de Buenos Aires, que preferiu adquirir um dos Vickers Viscount da empresa paulista. Hoje, se o avião ainda existir, deve pertencer a alguma empresa do Peru, Bolívia ou Colômbia - meu pai não se lembra quem ao certo o comprou. Em meio à desordem dos nossos aeroportos, isto talvez signifique que não somente a Vasp, mas também todo um leque de companhias de aviação nacionais, realmente perdeu seu último fio de esperança…

Saturday, 10 de February de 2007

Kiwi

yuri vieira, 3:08 pm
Filed under: Podcast e videos, cinema, interiores
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Este vídeo é para a Rosa Maria Lima, nossa correspondente na Nova Zelândia:

Aliás, eis um bom exemplo de roteiro de curta-metragem. O final deve ser impactante…

Friday, 9 de February de 2007

Pequena Miss Sunshine

rodrigo fiume, 2:08 am
Filed under: cinema
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505165little-miss-sunshine-posters.jpgO marido criou uma fórmula do tipo auto-ajuda sobre como vencer na vida. Ele mesmo não venceu. O pai dele foi expulso do asilo. Motivo: heroína. O filho dele, de 15 anos, fez voto de silêncio porque quer muito ser piloto de jato. Não diz uma palavra faz 9 meses. A mulher não agüenta mais a tal fórmula do marido. E tem ainda de se preocupar com o irmão, um estudioso de Proust suicida. 

Enfim, são todos fracassados — losers, na concepção simplista da cultura americana. E, no decorrer do filme, vemos que as coisas só pioram. Mesmo assim, são uma família. Bem divertida. Juntos, embarcam todos numa velha kombi rumo à Califórnia, onde a filhinha de uns 9 anos sonha em se tornar a Miss Sunshine do título. Ela é adorável. De certo modo, o filme também. 

É um filme pequeno, independente. Nenhum dos atores é uma grande estrela, mas são conhecidos e bem-conceituados — Alan Arkin e Toni Collette, principalmente. Estão todos ótimos e o conjunto funciona perfeitamente. Tudo isso levou Pequena Miss Sunshine ao Oscar como “gente grande”. Concorre em 4 categorias: filme, atriz coadjuvante (Abigail Breslin, a garotinha) , ator coadjuvante (Arkin, o avô) e roteiro original. 

Todãs as indicações são merecidas, mas  gosto desta última. A história é mesmo bem criativa e divertida. O concurso é uma das partes mais engraçadas — uma crítica ao culto à beleza. 

Rir de si mesma é um exercício que a cultura americana faz muito bem — como em Os Simpsons; Homer é o resumo do cidadão tolo, guloso e loser. Rir de perdedores é fácil. Talvez seja hora de os EUA rirem também de seus heróis.

Sunday, 4 de February de 2007

From Goyaz to Glauber Rocha - FICA

yuri vieira (SSi), 12:10 pm
Filed under: Podcast e videos, cinema, fotografia, meio ambiente
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Este vídeo é o resultado das oficinas de Fotografia em vídeo digital, ministrada por Dib Lutfi (diretor de fotografia do filme “Terra em Transe”, entre outros), e de Edição de vídeo, ministrada por João Paulo Carvalho (editor da sitcom “Armação Ilimitada”, entre outros trabalhos), oficinas estas que ocorreram durante o VIII Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), na cidade de Goiás-GO, entre 6 e 11 Junho de 2006. Trata-se duma carta dirigida a Glauber Rocha, de autoria do escritor Yuri Vieira e do cineasta Pedro Novaes, texto aliás bastante elogiado pelo escritor Zuenir Ventura e pelo crítico de cinema Ismail Xavier, presentes ao evento. Foi inspirada na carta “From New York to Paulo Francis“, escrita por Glauber no final dos anos 1960. A finalização é da editora Aline Nóbrega, a locução é de Pedro Novaes e a produção, da Cora Filmes. O FICA é uma realização da AGEPEL.

Monday, 29 de January de 2007

Sundance Independente?

pedro novaes, 8:11 am
Filed under: Imprensa, cinema
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Para o New York Times, já se foi o tempo em que o Festival de Sundance tinha algo de cinema independente.

Any Little Gems? Who Cares? Sundance Is a Hot Brand Now

By MANOHLA DARGIS

Before it was a brand, a media circus and an adjunct of Hollywood, the Sundance Film Festival was exhilarating, a blast. It was also small.

In 1993, the first year I attended the festival, it showed 71 new features culled from more than 350 submissions and attracted some 5,000 attendees. That year Robert Redford told Variety that the festival, then in its ninth year, was putting the brakes on growth because “when you start expanding on something, you run the risk of losing quality.” That was then, this is now: This year, the festival presented 125 features (from 3,287 submissions) for an estimated audience of 52,000, including some 1,000 accredited journalists from around the world and 900 registered film industry types.

(Continua…)

Sunday, 28 de January de 2007

Corrupção no Brasil vence Sundance

pedro novaes, 12:24 pm
Filed under: cinema
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Adivinhem quem deu show no Festival de Cinema de Sundance, maior palco do cinema independente mundial? Brasil nas cabeças! Mas não, o documentário “Manda Bala”, grande vencedor da competição oficial, não é made in Brazil. Trata-se de um filme americano, dirigido por Jason Kohn, cujo tema é a corrupção e violência em nosso país.

No release do Festival, “Manda Bala” é resumido assim: “No Brasil, conhecido como um dos países mais corruptos e violentos do mundo, MANDA BALA acompanha um político que utiliza uma fazenda de criação de rãs para roubas bilhões de dólares, um empresário rico que gasta uma pequena fortuna para blindar seus carros, e um cirurgião plástico que reconstrói as orelhas mutiladas de vítimas de sequestro.”

Esperemos que Jader Barbalho, neo-aliado petista, permita que chegue por aqui. Evidentemente, além das tentativas de censura de praxe, veremos campanhas e correntes de email pela Internet protestando e convocando um boicote nacionalista ao documentário, como recentemente com o filme B “Turistas”, em que um grupo de jovens recém chegado ao Brasil, atraído pela malemolência de nosso povo e pela tropicalidade, acaba caindo nas mãos de traficantes de órgãos. Afinal, como se sabe a violência e a corrupção são invenções da mídia e de uma conspiração da direita.

Os outros prêmios de Sundance ficaram com PADRE NUESTRO, dirigido por Christopher Zalla, que levou o Grande Prêmio do Júri para filme dramático; o Prêmio do Júri para o Cinema Mundial na categoria documentário foi para ENEMIES OF HAPPINESS (VORES LYKKES FJENDER), filme dinamarquês, dirigido por Eva Mulvad e Anja Al Erhayem; na categoria drama, o vencedor do prêmio equivalente foi o israelense SWEET MUD (ADAMA MESHUGAAT), dirigido por Dror Shaul.

São filmes para prestar atenção e não deixar passar se/quando estrearem por aqui.

Thursday, 25 de January de 2007

Babel e Crash: gêmeos siameses

pedro novaes, 10:49 am
Filed under: cinema
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Babel

Babel, o filme do mexicano Alejandro Iñarritu, vai ganhar o Oscar de melhor filme. Vai ganhar porque é irmão siamês de “Crash”, o filme de Paul Haggis, premiado com o Oscar de melhor filme no ano passado. A única diferença entre os dois é a de que as histórias entrelaçadas de pessoas relativamente comuns de diferentes origens étnicas e sociais, em Crash, têm apenas Los Angeles como locação, enquanto as tramas de Babel se desenrolam em quatro diferentes países: Estados Unidos, México, Marrocos e Japão. No mais, são filmes quase idênticos em conteúdo e que, mais importante para a premiação, fazem uma crítica à sociedade contemporânea e à cultura americana no limite do que Hollywood e a própria cultura americana já estão preparadas para suportar. Nenhum dos dois é um milímetro mais contundente do que aquilo que pode ser digerido.
Os pontos de vista de ambos podem ser qualificados como uma espécie de “niilismo com limites” ou “niilismo com uma ponta de esperança”. (Continua…)

Tuesday, 23 de January de 2007

Incompreensão

rodrigo fiume, 1:29 am
Filed under: cinema
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babel.jpgGostei de Babel, filme dirigido por Alejandro González Iñárritu, com roteiro de Guillermo Arriaga — ambos mexicanos e autores de 21 Gramas e Amores Brutos. É angustiante acompanhar a trama — ou tramas. O filme usa a referência bíblica para resumir a incomunicabilidade pelas diferenças. De idioma, de cultura, de pessoas.

Essas diferenças são bem montadas em histórias de culturas distintas, que, em algum momento, se relacionam — esse encontro usa o conceito de que as coisas estão relacionadas, já abordado em filmes como Antes da Chuva e Corra, Lola. É estranho ver, por exemplo, como, aos olhos do pai marroquino, a falta cometida pela filha que se deixa ver nua é tão grave quanto a do filho que dispara inconseqüentemente contra um ônibus de turistas.

A falta de comunicação aparece em várias formas: entre idiomas, entre pessoas (marido e mulher, pai e filha), entre nações (vizinhas ou distantes) e na metáfora da adolescente surda-muda.

A incomunicabilidade não é bem um tema novo (há Antonioni e seu silêncio, mas me vem à cabeça o divertido Denise Está Chamando, que mostra como as pessoas se falam no mundo tecnológico sem, de fato, se comunicar). É interessante, porém, tratá-lo numa época em que a tecnologia de comunicação está tão em alta, com e-mail, MSN, Skype, teleconferência, celular, TV a cabo, satélite, etc.

Temos hoje contato maior com pessoas e povos diversos, podemos conversar em tempo real (com imagem e som) com pessoas em outros continentes, temos acesso a uma gama incalculável de informações, mas isso não se reflete em conhecimento. E muito menos em compreensão. Teoricamente, está mais fácil se falar, mas, na prática, a incompetência humana nesse campo continua a eternizar um mundo, agora globalizado, de incompreensão.

Monday, 22 de January de 2007

Os Efeitos Colaterais da Alta Definição

pedro novaes, 8:03 am
Filed under: cinema, fotografia, tecnologia
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Com a adoção em escala crescente das tecnologias de vídeo e TV de alta definição, quem anda sofrendo um efeito colateral inesperado é a indústria pornô, noticia o New York Times de hoje. O problema é que a riqueza de detalhes e a perfeição das imagens acaba revelando de forma indesejada as imperfeições físicas dos atores: cicatrizes, rugas, celulite, estrias, etc. Além de intensificar o tempo de academia das estrelas, várias técnicas de filmagem e pós-produção já estão sendo desenvolvidas para contornar o problema.

Sunday, 21 de January de 2007

Crime Canhestro

pedro novaes, 8:19 pm
Filed under: cinema
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Crime

Eu ainda não tinha assistido a “Crime Delicado”, filme de Beto Brant. Depois de “O Invasor”, um dos melhores filmes brasileiros já feitos, e de “Ação entre Amigos”, que não chega à altura do primeiro, mas também é um ótimo filme, a expectativa era grande. Além disso, me chamou a atenção o fato inusitado de faltar uma perna à personagem central e, mais ainda, de que esta era representada por uma atriz estreante que de fato não tem uma das pernas – Lilian Taublib.
Infelizmente, o resultado é decepcionante.
Curiosamente, entretanto, uma pesquisa no Google me deixa virtualmente sozinho nesta opinião. A crítica adorou o filme. José Geraldo couto afirmou tratar-se de um filme “esplêndido, radical, único”. A Bravo disse que “se já era uma figura ímpar no cenário do cinema nacional por seus filmes anteriores, com Crime Delicado ele [Beto Brant] se firma como o cineasta mais ousado da nova geração”. E, finalmente, para a Revista Contracampo “desde Morte em Veneza, as ligações entre visão de arte e ideal de perfeição física não se friccionavam de forma tão instigante, não curto-circuitavam as relações de desejo e representação de forma tão letal” (???), finalizando com a constatação de que “uma tal entrega, só dá a constatar que estamos diante de um cineasta em plena maturidade.” (Continua…)

Saturday, 20 de January de 2007

Sundance Bombando

pedro novaes, 11:15 am
Filed under: cinema
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O Festival de Sundance, maior referência do cinema independente mundial, está bombando na cidade de Park City, Utah, entre 19 e 29 deste mês.
Para conhecer os filmes em competição e ler críticas sobre aqueles exibidos, a Internet Movie Database mantém um guia e um blog sobre Sundance.

Friday, 19 de January de 2007

Depois da Pantera

pedro novaes, 10:35 am
Filed under: cinema
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“Como manter um nível saudável de insanidade”, novo curta de Mariana Bastos e Rafael Gomes, diretores do aclamado “Tapa na Pantera”.

“Sai daí menino”

daniel christino, 2:44 am
Filed under: Cotidiano, Humor, cinema
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Pouco tempo atrás estavam reabilitando o Zé do Caixão pelo seu pioneirismo trash. Eu mesmo me espantei muito com alguns trechos de “A meia-noite encarnarei no seu cadáver” (a começar pelo título). Mas nada me diverte tanto quanto as pornochanchadas da década de 70. Dia destes trombei, no canal Brasil, com o filme “Histórias que nossas babás não contavam”. Humor picante, sacana sem ser pornográfico - ou melhor, sem aquela pornografia psicoanalizada tipo “A Hora da Estrela” e que tais com a Carla Camurati.

O figura mais engraçado do filme era o Costinha. Costinha é o feio fundamental. Um gênio kantiano da feiúra. Depois dele, tudo o que é feio ou engraçado - e as duas coisas estão muito ligadas - deveria definir-se como tal em função dele. A variedade de expressões faciais de que era capaz (todas igualmente feias) desafiava até os mais sofisticados efeitos especiais. Se o Costinha estivesse vivo, ele seria meu Gollum. Hehe.

Bem, tudo isso é preâmbulo para o vídeo que encontrei dele no YouTube estrelando um comercial da Loterj de 92. No vídeo há duas versões para o comercial - no geral uma tentativa mnemônica de se vincular aos comerciais da Bombril. A primeira é séria, a segunda um esculacho. É proibido para menores, já aviso. Reparem também que o diretor é o Cacá Diegues. Ei-lo:

Wednesday, 17 de January de 2007

F.I.M

pedro novaes, 1:26 pm
Filed under: cinema, internet, sites
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Para os cinéfilos, uma dica é a revista portuguesa F.I.M (Festival de Imagens em Movimento). Antes impressa, agora na forma de blog, é ótimo local para se manter informado sobre lançamentos, festivais e para ler boas críticas.



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