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Monday, 26 de November de 2007

7º bate-papo com Olavo - lado B

Agora, meu sétimo bate-papo com o Olavo de Carvalho, já publicado aqui, também está no You Tube.

Saturday, 24 de November de 2007

Melhor direção no 3º FestCine Gyn

yuri vieira, 1:52 am
Filed under: Avisos, Umbigo, cinema
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12.jpgEu tenho andado tão “anti-blog” ultimamente - temos gastado proveitosamente nossas palavras no grupo de discussão dos colaboradores do Garganta - que sequer me dei ao trabalho de dizer que eu e a Cássia ganhamos, no III FestCine Goiânia, o prêmio de Melhor Direção em curta-metragem por nosso filme ESPELHO. O juri era formado por Neuza Borges, Cecil Thiré, Germano Pereira, Guilherme de Almeida Prado, Telma Reston e Anselmo Pessoa Neto. Recebemos o prêmio das mãos do ator e diretor Cecil Thiré, que tem um olhar azul aparentemente cheio de histórias pra contar. Não pude deixar de mandar lembranças pra mãe dele, a atriz Tônia Carrero.

Enfim, foi nosso primeiro prêmio com o ESPELHO. Agora veremos o que rola nos próximos festivais.

Wednesday, 14 de November de 2007

Bolsa de Apostas

pedro novaes, 9:17 am
Filed under: cinema
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Encerrou-se ontem à noite, a mostra competitiva do III Festcine, de ótimo nível, conforme afirmado no post anterior. Abaixo minhas apostas para a premiação a ser anunciada logo mais à noite:

LONGA METRAGEM DE FICÇÃO

- Melhor Filme de ficção – R$ 30.000,00 (trinta mil reais): Via Láctea
- Melhor Direção – R$ 20.000,00 (vinte mil reais): Sandra Kogut, por Mutum
- Melhor Ator –R$ 5.000,00 (cinco mil reais): o menino Thiago da Silva Mariz, em Mutum
- Melhor Atriz –R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Tainá Muller, em Cão sem Dono
- Melhor Ator Coadjuvante – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Marcos Contreras, o Lárcio, de Cão sem Dono
- Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Janaína Kaemer, a Ana, de Cão sem Dono
- Melhor Roteiro – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Aleksei Abib e Lina Chamie, por Via Láctea
- Melhor Fotografia – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Walter Carvalho, por Baixio das Bestas
- Melhor Direção de Arte – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Marcos Pedroso, por Mutum
- Melhor Música ou Trilha Sonora Original – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Siba Veloso e Fuloresta do Samba, em Baixio das Bestas
- Melhor som – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Louis Robin e Beto Ferraz, por Via Láctea
- Melhor Montagem – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): André Finotti, por Via Láctea

LONGA METRAGEM DOCUMENTÁRIO ( 35MM OU DIGITAL)

- Melhor Longa-metragem Documentário – R$ 30.000,00 (trinta mil reais): Jardim Angela
- Melhor Direção – R$ 10.000,00 (dez mil reais): Marina Person, por Person
- Melhor Roteiro – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Marina Person, por Person
- Melhor Fotografia – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): José Roberto Eliezer, por Person
- Melhor Som – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Rita Cadillac, a Lady do Povo
- Melhor Montagem – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Marcelo Moraes, por Jardim Angela

CURTA METRAGEM GOIANO

Melhor Curta Goiano – R$ 10.000,00 (dez mil reais): Espelho, do nosso Yuri em parceria com a Cássia Queiroz
Melhor Direção – R$ 5.000,00 (cinco mil reais): Amarildo Pessoa, por “Última Clareza” (aposto que vão dividir os prêmios)
Prêmio Estímulo Secretaria Municipal da Cultura à Produção de Curta-Metragem – R$ 10.000,00 (dez mil reais): 14 Bis

A boa safra do cinema nacional

pedro novaes, 8:58 am
Filed under: cinema
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Dá a sensação de que a safra recente do cinema nacional está de ótimo nível. Assisti a quase todos os longas - documentários e ficções - selecionados para o 3º Festival de Cinema Brasileiro de Goiânia e gostei muito do que vi. Achei o nível geral dos longas excelente. Não há nenhum lançamento, mas são todos filmes que estrearam no circuito de festivais ou comercial de um ano pra cá, alguns bem recentemente.

Já disse aqui neste blog em outra ocasião que acho os brasileiros muito bons documentaristas, mas ficcionistas apenas medianos. Teorizei inclusive que isso poderia se dever a algum traço cultural que nos torna mais propensos a dar tapas na cara do espectador, enquanto nossos amigos argentinos teriam a sutileza requerida para a ficção.

Os filmes que andei vendo confirmam nossa boa veia documental, mas desmentem a idéia de que ótimas ficções seriam exceções bissextas a confirmar a regra. Abaixo o que vi nestes últimos dias e comentários ligeiros. Tentarei escrever mais detidamente sobre pelo menos alguns deles.

DOCUMENTÁRIOS:

Person: o documentário de Marina Person sobre seu pai, o cineasta Luis Sérgio Person, é maravilhoso: sensível, inteligente e emocionante - uma homenagem nada superficial que só uma filha poderia fazer.

Encontro com Milton Santos, de Silvio Tendler: um panfleto esquerdista que sequer faz jus ao pensamento do grande geógrafo. Um engodo que evidentemente tem recebido aplausos em vários festivais. É a exceção negativa da ótima seleção do festival. Não faz jus à obra do próprio Tendler - perdoe-se seu comunismo -, diretor, por exemplo, do ótimo “Glauber Labirinto do Brasil”.

Rita Cadillac - a Lady do Povo, de Toni Venturi: belo tributo à eterna chacrete, hoje também atriz pornô. É um documentário muito bom, mas que não está à altura de seus concorrentes.

Jardim Angela, de Evaldo Mocarzel: grande surpresa. Feito com pouquíssimos recursos e nenhuma mise-en-scéne, sustenta-se na força dos depoimentos de seus personagens, jovens moradores do Jardim Angela, região paulistana que no passado esteve entre as áreas mais violentas do mundo. É espetacular. Merece compor uma tríade dos melhores documentários sobre o tema da violência urbana no Brasil com “Notícias de uma Guerra Particular” e “Ônibus 174″.

FICÇÃO

Via Láctea, de Lina Chamie: sua seleção para a mostra “Un Certain Regard”, em Cannes, este ano, já era evidência de se tratar de um filme incomum. Foi outra surpresa. Imperdível. Lindo.

Mutum, de Sandra Kogut: baseado no conto “Campo Geral”, de Guimarães Rosa, o filme consegue, mais que contar uma história, fazer o espectador mergulhar na atmosfera da fazenda no sertão mineiro. Os papéis infantis, todos com crianças selecionadas em escolas na região do norte de Minas, onde se realizou a filmagem, são incríveis. Todas as crianças dão um show de interpretação. “Mutum” também esteve em Cannes, na quinzena dos realizadores, além de ter sido o grande vencedor do Festival do Rio deste ano. Imperdível.

Cão sem Dono, de Beto Brant e Renato Ciasca: como o último filme de Brant foi muito fraco (”Crime Delicado”), eu não tinha expectativas em relação a este, sobretudo também porque a crítica foi fria. Fiquei entretanto muito positivamente surpreso. O elenco está excelente. As interpretações são tão naturalistas que, volta e meia, dá a sensação de se estar em um documentário. Além de que Tainá Muller, a protagonista, é uma deusa…

Baixio das Bestas, de Cláudio Assis: achei bobo, um filme feito por um adolescente revoltado, que está muito abaixo do nível do belo e forte “Amarelo Manga”, do mesmo diretor. Salva-se a impecável fotografia do mestre Walter Carvalho.

Monday, 12 de November de 2007

Salles, no NYT

rodrigo fiume, 11:53 am
Filed under: cinema
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Notes for a Theory of the Road Movie

By WALTER SALLES
Published: November 11, 2007

What is the origin of road movies? A year ago, I interviewed Wim Wenders on this topic for a documentary about “On the Road,” Jack Kerouac and the legacy of the Beat generation.

(Texto original)

Sunday, 11 de November de 2007

As mulheres em “Tropa de Elite”

yuri vieira, 1:22 am
Filed under: Podcast e videos, cinema
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As atrizes Maria Ribeiro e Fernanda Machado falam sobre suas personagens no filme do José Padilha.

Friday, 9 de November de 2007

Espelho quebrado

yuri vieira, 4:56 pm
Filed under: cinema, música
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Esta música faz parte da trilha sonora do nosso curta-metragem ESPELHO. Chama-se “Espelho quebrado - 7 anos de Hammond” e foi composta por Emanuel Mastrella e Victor Pimenta originalmente para o filme.

Wednesday, 7 de November de 2007

Não Por Acaso

rodrigo fiume, 6:08 pm
Filed under: cinema
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 nao-por-acaso.jpgÉ um filme bonito. O acaso combinou muito bem com os dois protagonistas, muito racionais. Ambos almejam o controle de suas vidas.

 As duas histórias que derivam de um acidente de trânsito — o engenheiro de trânsito que reencontra a filha, agora adolescente, e jogador de sinuca que busca reviver em outra mulher a namorada — são tocantes. Os atores são ótimos, especialmente Leonardo Medeiros.

O filme mostra uma São Paulo nem feia nem bonita, bem diferente da que normalmente aparece no cinema, aquela dos cartões-postais e da violência da periferia.  E tem uma trilha sonora bacana, mesmo que basicamente incidental.

Tuesday, 6 de November de 2007

No 3º FestCine e no Pará

yuri vieira, 6:54 pm
Filed under: cinema, fotografia
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Nosso curta-metragem ESPELHO será exibido no próximo Sábado, dia 10 de Novembro, às 19h30, no Cine Goiânia Ouro, durante o 3º FestCine Goiânia. (Veja aqui o convite para a bertura do FestCine, nesta quarta-feira.)

Estamos também aguardando o resultado da seleção de outros festivais que aceitam videos digitais. Por enquanto, fomos convidados a participar da Mostra do Labirinto Cinema Clube, em Parauapebas - PA. Lá, nosso curta será exibido na sexta-feira, dia 16 de Novembro, no espaço do Centro de Desenvolvimento Cultural de Parauapebas. Veja aqui e aqui o folder com a programação que, para minha surpresa, inclui meu nome nos agradecimentos. (Eu é que agradeço, Ivan!)

Caso alguém queira ver algumas fotos do nosso making of

Monday, 22 de October de 2007

Hitler e o Xbox

yuri vieira, 9:01 am
Filed under: Games, Humor, cinema
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E pensar que esta era a seqüência mais patética do filme…

LMAO!!!

Acho que dá para fazer uma sacanagem dessas com aquele vídeo do Fidel brigando com o jornalista cubano

Saturday, 6 de October de 2007

Do uso da voz over em cinema

pedro novaes, 9:48 am
Filed under: cinema
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O Ronaldo Britto Roque, amigo e colaborador deste blog, tem um ponto de vista inflexível a respeito do uso do off no cinema. Considera ele que “filme não pode ter narração em off. A cena tem de sintetizar a narrativa dramaticamente. Narrativa em off é coisa para rádio.” Esta discussão evidentemente é antiga, mas nunca perde sua atualidade, pois remete à reflexão sobre a própria natureza do cinema, seus meios e seu propósito.

Embora eu concorde, de forma geral, com a observação do Ronaldo, existem muitas exceções a esta regra. Há grandes filmes que fazem uso do off, ou do voice over, para ser mais tecnicamente preciso.O “voice over” acontece quando um personagem ou narrador que não está em cena fala, enquanto o “off screen” - de onde vem o termo “off” - refere-se a um personagem em cena, mas fora da tela no momento - a mãe que grita lá do quarto ou o diálogo de um personagem, enquanto o editor opta por mostrar a cara do seu interlocutor, por exemplo. Portanto, a rigor, estamos discutindo o voice over, e não o off, embora seja corrente o uso deste termo para esta ou aquela situação.

Para citar casos de filmes memoráveis onde o voice over aparece e é usado de forma criativa certamente devemos começar com aquele que é considerado o maior de todos, o “Cidadão Kane”. Em tempos mais recentes, Charlie Kaufman, um dos roteiristas contemporâneos mais inovadores, também faz uso constante do voice over em filmes como “Adaptação” e “O Senhor das Armas”. Além deles, cabe ainda citar os geniais “Dogville” e “Manderlay”, de Lars Von Trier. Voltando a Hollywood, achei interessantes também os voice overs de “Pecados Íntimos”, oscarizado este ano. Neste filme, a narração, um pouco na linha das experiências de Lars Von Trier, assume um tom irônico e meio farsesco, compondo um contraponto com as imagens que faz o filme crescer. (Continua…)

Tuesday, 2 de October de 2007

Ainda o Meirelles

pedro novaes, 7:55 am
Filed under: cinema
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Tem post novo no blog do “Blindness”, o filme de Fernando Meirelles baseado no romance de José Saramago, que acaba de entrar na fase final de filmagem, trocando as ruas de Montevidéu pelas de São Paulo. Conforme observado pelo Yuri num post anterior, o Meirelles escreve muito bem e deixa entrever a ossatura que constitui um grande diretor.

No post anterior em seu blog, falava, por exemplo, da opção por abolir qualquer preocupação com a continuidade espacial das tomadas, pois na cegueira a espacialidade ganha uma conotação absolutamente diferente. Ele sentiu isso participando dos laboratórios conduzidos com a equipe pelo preparador de atores Chris Duvenport.

Neste post novo, ele externa sua última paranóia: a de que há pouco cocô nas cenas, quando uma das imagens marcantes do romance de Saramago, para quem leu, é seguramente a descrição da prolificidade de excrementos no hospício e nas ruas da cidade barbarizadas pela humanidade cega.

“Falta cocô? Será que me acovardei e estou fazendo um filme limpinho? Será que a situação que deveria ser insustentável vai perder o peso por causa da minha calhordice asséptica?”, preocupa-se Meirelles. Diante disso, resolveu rodar algumas tomadas de detalhes de excrementos e de corredores muito emporcalhados.

O cuidado e o esmero que estas dúvidas e o questionamento cotidiano ensejam parecem um indicador de que veremos um grande filme.

Thursday, 27 de September de 2007

Olho de Vidro

yuri vieira, 7:42 pm
Filed under: Avisos, cinema, sites
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O blog sobre cinema da Sertão Filmes, editado pelo Pedro Novaes e do qual eu e o Paulo Paiva somos colaboradores, já está em seu novo endereço. Agora só falta recolocar os links e demais firulas bloguísticas. Cada dia está com um visual distinto, mas uma hora haverá de encontrar sua própria cara. (No começo, não curti esse título, mas o Pedro insistiu e já estou começando a achá-lo engraçado.)

Wednesday, 26 de September de 2007

Música e Cinema

pedro novaes, 12:33 pm
Filed under: cinema, música
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Há uma excelente safra de documentários musicais no circuito de cinemas. Aliás, em minha opinião, alguns dos melhores documentários da safra nacional recente enquadram-se neste gênero: no front aberto por Meu Tempo é Hoje, dirigido por Isabel Jaguaribe, sobre Paulinbo da Viola, surgiram mais recentemente Cartola, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, o já premiadíssimo Fabricando Tom Zé, de Décio Mattos Jr., e ainda Pedrinha de Aruanda, do Andrucha Wadington, e Brasileirinho, dirigido pelo finlandês Mika Kaurismaki. O mais recente da leva é o doc de Patrícia Pillar sobre Waldick Soriano, um de nossos reis do brega.

Ainda não tive a oportunidade de assistir ao Fabricando. Por estes dias, entretanto, finalmente vi Pedrinha e Brasileirinho. Dois filmes diferentes e maravilhosos. Pedrinha, sem a preocupação de ser exaustivo ou biográfico, abre, de maneira sutil e envolvente, uma parte do universo de Maria Bethania. É um documentário extremamente simples e despretensioso, o que me parece sua grande virtude. Andrucha deve se ter dado conta de que não caberia a ele aparecer, tentando construir uma estética diferente ou rebuscada para alguém que não precisa de nada disso. Bethania se sustenta por si mesma - basta ligar a câmera. Mais de metade do documentário se resume a uma mesma sequência, em que Caetano, Dona Canô e a filha cantam juntos na varanda da casa de Santo Amaro da Purificação. É muito bonito.

Brasileirinho, diferentemente, não é um documentário sobre alguém, mas sobre um gênero de música, talvez o mais genuinamente brasileiro: o choro. Para tanto, percorre o universo do centro e dos subúrbios cariocas e exibe perfomances memoráveis e monumentais de grandes nomes como o Trio Madeira do Brasil, Joel Nascimento, Yamandu Costa, Paulo Moura, Zé da Velha, Silvério Pontes, Jorginho do Pandeiro, Guinga e outros. Memorável. Também sem pretensão de malabarismos estéticos, que são deixados a cargo das perfomances musicais. O CD da trilha está a venda. Vale à pena.

Tuesday, 25 de September de 2007

O blog do Fernando Meirelles

yuri vieira, 4:27 pm
Filed under: cinema, livros, sites
Tags: ,

O Pedro Novaes me enviou o link do blog Blindness, uma espécie de “diário de viagem” do diretor Fernando Meirelles pelas entranhas da produção de seu filme mais recente, uma adaptação do romance do José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira. Em geral, quando leio textos de pretensos diretores de cinema, me lembro daquela sentença do Fernando Pessoa na boca de Bernardo Soares: “Ofende-me o entendimento que um homem seja capaz de dominar o Diabo e não seja capaz de dominar a língua portuguesa”. Aqui, Pessoa se referia a um livro sobre ocultismo pessimamente escrito. Mas fico particularmente irritado quando alguém tenta dominar o diabo da técnica cinematográfica sem antes dominar a escrita. O Fernando Meirelles prova que não é um desses: o cara manda bem.

Para quem tem interesse nos bastidores de uma produção cinematográfica, para quem trabalha ou quer trabalhar com cinema, o blog é uma mão na roda. Aliás, uma amiga que trabalhou durante dois anos na produtora O2 me disse que, lá, o Meirelles é visto como uma espécie de guru interno. Já um de seus sócios, segundo ela, é o mauzão da área. (Parece que as demais sócias são mulheres.) Ao fim e ao cabo, os caras são espertos e sabem que não são apenas as duplas policiais que devem ter um cara que bate e um que fala manso. Cinema também é diligência.

Com relação a diretores que sabem escrever, sugiro ainda os livros/textos de Andrei Tarkovsky, Andrzej Wajda, Glauber Rocha e François Truffaut.

Friday, 21 de September de 2007

Perro Loco!!!

daniel christino, 12:55 am
Filed under: Arte, cinema
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Perro Loco

Moçada de Goiânia, convidaram-me para ser jurado no I Festival de Cinema Universitário Latino Americano, o Perro Loco, que está rolando por aqui. Passei a tarde toda assistindo a filmes de ficção, documentários e animações do Brasil, Argentina e Cuba. Aliás, um curta-metragem cubano foi exibido na abertura do festival e seu diretor é meu companheiro de juri. Depois volto com mais informações sobre a experiência de ser jurado (logo eu, que não juro nem de pé junto…). Mais informações aqui



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