Um roteiro de curta-metragem
Amigos, estou disponibilizando para download um roteiro que escrevi há três anos - Estou de Olho / Eye am the I - aliás, último trabalho que concluí enquanto ainda morava com a escritora Hilda Hilst. De lá pra cá, passou consecutivamente pela mão de três cineastas que, animadíssimos, quiseram “rodá-lo de qualquer maneira”. Por incidentes - e até acidentes - diversos, o dito cujo acabou não vindo à luz. O mais incrível é que foi aprovado por uma lei estadual e até pela Lei Rouanet. A turma da captação, claro, me deu o cano, até agora nada. E o já ex-diretor têm outras prioridades, já que finalmente encontrou a realização artística como DJ trance, tendo viajado a trabalho inclusive pela Alemanha e periferias semelhantes… Pois é, como não sou produtor executivo e muito menos gostaria de ser diretor iniciante de um roteiro tão complexo (embora seja um curta), fica ele aqui exposto aos interessados. Quem quiser plagiá-lo, fique sabendo que - além de ele já estar registrado há dois anos na Biblioteca Nacional - que isto seria ótimo, já que assim eu teria alguém para processar e finalmente descolar uma grana (ohohoho). Ah, mais uma coisa: se alguém aí resolver rodá-lo, já vou avisando que não mudarei o final do filho-da-mãe nem sob tortura. Boa leitura!
PS.: Para salvar o arquivo PDF em seu PC, clique no link acima com o botão direito do mouse e escolha “salvar destino como…”.
Algo que venho notando na moçada da minha geração - nasci em 1971 - é que não conseguem evitar de forma alguma o impulso de ir ao cinema assistir Matrix, mas - uma vez acabado o filme - só sabem meter o pau, em geral um pau oco, ainda que cheio de sutilezas irônicas. Tudo bem, concordo que a vida em Zion é uma bela porcaria, mas a história é boa. Até o poeta Bruno Tolentino, com quem assisti ao primeiro filme lá na casa da Hilda Hilst, curtiu o dito cujo. Se bem que ele é suspeito: adora filme de Kung fu, diz que é ótimo para relaxar o cérebro…
Semana passada assisti ao documentário dos irmãos Jules e Gedeon Naudet sobre o atentado ao World Trade Center. (Para um documentarista, nada como estar no lugar certo na hora certa - aliás, para os não-documentaristas, hora mais que errada.) Semelhante testemunho só seria rivalizado por alguém que tivesse filmado o naufrágio do Titanic ou, para ser mais exato - já que, indo além do que diz Baudrillard, um atentado terrorista pode parecer mas não é um evento da natureza, é só maldade mesmo -, ou por alguém que tivesse filmado a noite de 23 de Agosto de 1572, a Noite de São Bartolomeu, quando, instigado por sua mãe (Catarina de Médicis), o rei Carlos IX ordenou que se executassem todos os Huguenotes, todos os protestantes que se encontravam em Paris para o casamento de sua irmã com Henrique de Navarra. Morreram cerca de 25.000 pessoas. A grande diferença entre esses atentados de origem pseudo-religiosa estaria apenas na pirotecnia do mais recente, uma vez que este não se igualou ao primeiro, em número de vítimas, por uma mera questão de horário. E o mais interessante é que muita gente pressentiu o acontecimento…
Ontem assisti a esse filme excelente: 





