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Wednesday, December 17, 2003

Matrix Revolutions ou Matrix Deceptions?

yuri vieira (SSi), 1:59 am
Filed under: Religião, cinema, interiores
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Não imaginei que ficaria tão decepcionado com a trilogia Matrix. E não é porque os últimos dois filmes “não têm conteúdo”, “são apenas filmes de ação” ou críticas do gênero. O primeiro Matrix foi uma espécie de clave de sol que a orquestra, nas duas sequências, interpretou como clave de fá. Se tivessem se afinado com o primeiro filme, eu até poderia não concordar com a cosmogonia dos caras, mas bateria palmas. E não tem nada a ver culpar o virtuosismo técnico do John Gaeta, dizer que os efeitos especiais oprimiram a idéia original. O problema é bem outro: os irmãos Wachovsky tentaram juntar zen-budismo com messianismo salvador, uma coisa que nem o Li Hongzhi da Falun Gong ainda se atreveu a fazer. E, claro, só podiam mesmo criar um monstro de mil e uma cabeças de Mister Smith. Aliás, o maior símbolo da decadência da trilogia é a figura de Morfeus. No primeiro filme, ele é um Mestre, um Iniciado em Altos Mistérios. No segundo não é senão um militar. E no último, apenas o namorado espantado de uma garota que dirige feito doida. Sim, os brothers rimaram Buda com bunda…
(Continua…)

Tuesday, November 25, 2003

Quem diria…

yuri vieira (SSi), 5:54 pm
Filed under: Política, cinema
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Eis um trecho do livro Hollywood Nua e Crua, de Dulce Damasceno de Brito, que a Cássia me indicou: “Foi o maestro Xavier Cugat quem contou a nós, correspondentes estrangeiros, a estranha história dos irmãos Castro, seus conterrâneos de Cuba. Mais tarde, vários atores e produtores confirmaram-na. Efetivamente, há provas cabais de que Raul e Fidel Castro queriam o sucesso a todo custo e, antes da revolução de Sierra Maestra, estiveram em Hollywood tentando o cinema. Nada conseguindo como atores, conformaram-se em ser figurantes e, assim, apareceram em uma dezena de filmes. E quando marcharam vitoriosos sobre Havana, Raul usava uma boina com esta etiqueta: PROPRIEDADE DOS ESTÚDIOS DA REPUBLIC PICTURES…”
Pois é, no fundo no fundo, é apenas vontade de aparecer. Qualquer dia o Gilberto Braga põe o Fidel na Celebridades

Friday, November 21, 2003

Matrix Revolutions

yuri vieira (SSi), 2:21 pm
Filed under: cinema
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Estou realmente decepcionado com essa trilogia. Começou ótima, foi ficando quase rarefeita na segunda parte, quando, de repente, foi salva pelo intrigante gongo do Arquiteto. E agora essa última parte de pseudo-cristianismo e de filosofia duplamente semi-nietzscheana: eterno retorno e niilismo mal resolvidos… Bom, outra hora falarei sobre isso.

Steadicam Zero

yuri vieira (SSi), 2:08 pm
Filed under: Avisos, cinema
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O Fome Zero não parece mesmo um projeto dos mais eficientes… Bom, pelo menos o $14 Steady-cam é de fato uma mão na roda para pobres cineastas digitais… Ah, o site HomeBuiltStabilizers também possui outros bons projetos.

Filmadora digital

yuri vieira (SSi), 2:02 pm
Filed under: Avisos, cinema
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Eis um site muito simples, mas com boas dicas de como escolher uma boa camcorder: DVFreak.com.

Thursday, November 20, 2003

Personal Antropologist

yuri vieira, 12:22 pm
Filed under: Política, amigos, cinema
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Há alguns meses, encontrei um amigo no casamento de uma amiga comum. Ele é antropólogo e estava acompanhado de uma “jovem liderança indígena” - o Ripa, que aparece no filme “Cronicamente Inviável” -, ou seja, um índio Xavante que sabe se aproveitar muito bem do apoio de ONGs e demais organismos internacionais. O que me chamou a atenção foi o fato de meu amigo estar com uma roupa puída, a gola encardida e o tal índio estar vestido como um VJ da MTV, sem falar do lindo celular e demais apetrechos tecnológicos. Em certo momento meu amigo me disse: “Ele vai à Europa, talvez me leve junto…” E aí tive um insight: meu amigo agora é um Personal Antropologist Tabajara!! No futuro, imagino, todo índio terá o seu, todo índio finalmente terá sua chance de ser um patrão…

Tuesday, November 18, 2003

O melhor manual de roteiro

yuri vieira (SSi), 12:14 pm
Filed under: cinema, livros, software
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Recebi o email de um internauta querendo saber qual é, na minha opinião, o melhor manual para confecção de roteiros. Olha, pra ser sincero, acho grande parte dos “manuais” que rolam por aí inúteis, uma vez que a maioria apenas se limita a listar mil e um termos técnicos e mostrar a diferença entre sinopse, argumento, roteiro cena por cena, decupagem técnica, etc. e tal. Tudo isso se aprende simplesmente escrevendo um roteiro, trabalhando. O melhor a fazer é comprar o roteiro de um filme que se curta - como o Pulp Fiction, que é fácil de encontrar - e lê-lo. Se quiser dicas de como estruturar uma história, como envolver o público, causar pathos, etc. leia então o melhor manual já escrito: A Poética, de Aristóteles. Platão dizia que a realidade é uma “mímese” do mundo das idéias, uma imitação. E a arte seria uma imitação da realidade. Na Poética, Aristóteles mostra como se dá a imitação dos “atos” humanos na epopéia, tragédia, comédia, etc. É uma leitura que vale a pena. Claro, se você já se tocou de que não basta imitar os atos, senão também o interior humano, leia os “roteiros” do melhor “roteirista” que existiu: Shakespeare. Quanto à formatação, resolva o problema adquirindo o Final Draft ou o Movie Magic Screenwriter. E pronto. O resto se resume em não esquecer a regra de ouro - “escreva somente o que pode ser visto e, se necessário, ouvido” - e em não encher o saco do diretor escrevendo literariamente, afinal, um roteiro de cinema é como um roteiro de viagem: é preciso dar espaço para que o verdadeiro viajante - o diretor - possa criar. Se um roteiro fosse literatura, seria literatura minimalista.

______
P.S.: Não deixe de ler o post “O melhor software para roteiristas“.

[Ouvindo: Manguetown - Chico Science]

Monday, November 17, 2003

A taça do mundo é nossa

yuri vieira (SSi), 9:55 am
Filed under: Cotidiano, Política, cinema
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Ainda não assisti ao supracitado filme do Casseta & Planeta, mas a mera leitura do nome do personagem do Bussunda já me fez dar risadas: Wladimir Illitch Stalin Tse Tung Guevara. Melhor que isso só o nome real - sim, REAL - do delegado da cidade natal de minha mãe: Hitler Mussoline. Tem pai que é cego…

Thursday, November 13, 2003

Glauber e Allen

yuri vieira (SSi), 1:58 am
Filed under: Imprensa, cinema
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Se Glauber Rocha tivesse se espelhado no exemplo de Woody Allen - que, com razão, sempre preferiu delirar diante da discrição profissional de um psicanalista que diante da voracidade espetacular de um jornalista - não teria desperdiçado tanta energia e atraído tantas invejas e ressentimentos. O peixe sempre morre pela boca. E Glauber, claro, era pisciano…

Wednesday, November 12, 2003

Glauber Rocha

yuri vieira (SSi), 10:15 am
Filed under: Religião, cinema
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Quem diria, Glauber Rocha concordava com Spengler: “O grande problema contemporâneo, que os críticos pseudo-materialistas não estão vendo, é que são as forças religiosas que movem o mundo, as forças subjetivas, psíquicas”.

Tuesday, October 14, 2003

Do diário secreto de Woody Allen

yuri vieira (SSi), 2:14 am
Filed under: Humor, cinema
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Seguem-se excertos do diário até então secreto de Woody Allen, que será publicado postumamente ou depois de sua morte, depende do que acontecer antes.

É cada vez mais difícil atravessar a noite. Ontem, eu tinha a estranha sensação de que vários homens tentavam invadir o meu quarto para me lavar com xampu. Mas por quê? Continuei a imaginar formas criadas pelas sombras, e às três da manhã as cuecas que eu pendurara numa cadeira pareciam o Kaiser de patins. Quando finalmente consegui dormir, tive o mesmo pesadelo apavorante de sempre: aquela marmota tentando tomar o meu prêmio na rifa. Desespero.

*

Acho que minha tuberculose piorou. Minha asma também. O chiado vai e vem, fico tonto toda hora. Começo a engasgar com violência e a desmaiar. Meu quarto é úmido, tenho arrepios e palpitações sem fim. Reparei, também, que estou sem guardanapos de papel. Quando isso terminará?

(Continua…)

Sunday, August 24, 2003

Pregação do semestre

yuri vieira (SSi), 5:09 pm
Filed under: Livro de Urântia, Religião, cinema
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Coloquei abaixo o trecho de um email, que escrevi a uma dessas listas de discussões inúteis (porque, claro, fui provocado), apenas porque nele cito um diálogo imperdível do imperdível filme Waking Life. (E, de quebra, um trecho da Ode à Alegria, de Schiller, musicada por São Beethoven na Nona.) Já o assunto principal da discussão não vem ao caso…
(Continua…)

Waking Life - trecho

yuri vieira (SSi), 3:11 am
Filed under: Religião, cinema
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Quem não assistiu a esse filme tem que assistir…

- So I’m walking along, and Lady Gregory turns to me and says, “Let me explain to you the nature of the universe. Philip K. Dick is right about time, but he’s wrong that it’s 50 A.D. Actually, there’s only one instant, and it’s right now, and it’s eternity. And it’s an instant in which God is posing a question, and that question is basically, ‘Do you want to be one with eternity? Do you want to be in heaven?‘ And we’re all saying, ‘No thank you. Not just yet.’ And so time actually is just this constant saying No to God’s invitation. That’s what time is, and it’s no more 50 A.D. than it’s 2001. There’s just this one instant, and that’s what we’re always in.” Then she tells me that actually, this is the narrative of everyone’s life. That behind the phenomenal differences, there is but one story, and that’s the story of moving from No to Yes. All of life is like, “No thank you, no thank you, no thank you,” then ultimately it’s, “Yes, I give in, yes, I accept, yes, I embrace.” That’s the journey. Everyone gets to Yes in the end, right?
- Right.

Tuesday, August 5, 2003

Um roteiro de curta-metragem

yuri vieira (SSi), 3:00 am
Filed under: Avisos, cinema
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Amigos, estou disponibilizando para download um roteiro que escrevi há três anos - Estou de Olho / Eye am the I - aliás, último trabalho que concluí enquanto ainda morava com a escritora Hilda Hilst. De lá pra cá, passou consecutivamente pela mão de três cineastas que, animadíssimos, quiseram “rodá-lo de qualquer maneira”. Por incidentes - e até acidentes - diversos, o dito cujo acabou não vindo à luz. O mais incrível é que foi aprovado por uma lei estadual e até pela Lei Rouanet. A turma da captação, claro, me deu o cano, até agora nada. E o já ex-diretor têm outras prioridades, já que finalmente encontrou a realização artística como DJ trance, tendo viajado a trabalho inclusive pela Alemanha e periferias semelhantes… Pois é, como não sou produtor executivo e muito menos gostaria de ser diretor iniciante de um roteiro tão complexo (embora seja um curta), fica ele aqui exposto aos interessados. Quem quiser plagiá-lo, fique sabendo que - além de ele já estar registrado há dois anos na Biblioteca Nacional - que isto seria ótimo, já que assim eu teria alguém para processar e finalmente descolar uma grana (ohohoho). Ah, mais uma coisa: se alguém aí resolver rodá-lo, já vou avisando que não mudarei o final do filho-da-mãe nem sob tortura. Boa leitura!

PS.: Para salvar o arquivo PDF em seu PC, clique no link acima com o botão direito do mouse e escolha “salvar destino como…”.

[Ouvindo: These Days - Nico]

Saturday, May 31, 2003

Notas sobre Matrix Reloaded

yuri vieira (SSi), 4:57 am
Filed under: cinema, especulativas
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Algo que venho notando na moçada da minha geração - nasci em 1971 - é que não conseguem evitar de forma alguma o impulso de ir ao cinema assistir Matrix, mas - uma vez acabado o filme - só sabem meter o pau, em geral um pau oco, ainda que cheio de sutilezas irônicas. Tudo bem, concordo que a vida em Zion é uma bela porcaria, mas a história é boa. Até o poeta Bruno Tolentino, com quem assisti ao primeiro filme lá na casa da Hilda Hilst, curtiu o dito cujo. Se bem que ele é suspeito: adora filme de Kung fu, diz que é ótimo para relaxar o cérebro…
(Continua…)

Monday, September 16, 2002

9/11

yuri vieira (SSi), 11:34 am
Filed under: Religião, cinema, especulativas
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O atentado visto do espaçoSemana passada assisti ao documentário dos irmãos Jules e Gedeon Naudet sobre o atentado ao World Trade Center. (Para um documentarista, nada como estar no lugar certo na hora certa - aliás, para os não-documentaristas, hora mais que errada.) Semelhante testemunho só seria rivalizado por alguém que tivesse filmado o naufrágio do Titanic ou, para ser mais exato - já que, indo além do que diz Baudrillard, um atentado terrorista pode parecer mas não é um evento da natureza, é só maldade mesmo -, ou por alguém que tivesse filmado a noite de 23 de Agosto de 1572, a Noite de São Bartolomeu, quando, instigado por sua mãe (Catarina de Médicis), o rei Carlos IX ordenou que se executassem todos os Huguenotes, todos os protestantes que se encontravam em Paris para o casamento de sua irmã com Henrique de Navarra. Morreram cerca de 25.000 pessoas. A grande diferença entre esses atentados de origem pseudo-religiosa estaria apenas na pirotecnia do mais recente, uma vez que este não se igualou ao primeiro, em número de vítimas, por uma mera questão de horário. E o mais interessante é que muita gente pressentiu o acontecimento…
(Continua…)



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