Arquivo para a categoria "cinema"




Monday, January 23, 2006

Que viva o imperador

rodrigo fiume, 1:26 am
Filed under: cinema, meio ambiente
Tags: 

37° no termômetro da Henrique Schaumann. Depois de sushi à sombra das árvores no Sumaré, me abrigo no ar condicionado do Arteplex e nas paisagens gélicas de A Marcha do Imperador

Não sei dizer se foi o melhor documentário que já vi. Mas com certeza foi o mais bonito.

As paisagens do filme de Jean Luc Jacquet são magníficas. E, de fato, a vida do pingüim imperador vale um romance. A idéia de misturá-los (vida e drama) como forma narrativa para mostrar como eles vivem — e sobrevivem — no mais inóspito dos hábitats funciona perfeitamente. Não por acaso foi o segundo documentário mais visto de todos os tempos, atrás apenas de Fahrenheit 9/11, de Michael Moore.

No deserto branco, o embate entre a vida e o inverno é tocante. Quem vencerá?

[Ao som de: Nina Simone / The Best of (s/d; Sum Records), em homenagem ao Pedro]

Saturday, January 14, 2006

A Brave New World

sunami chun, 2:45 am
Filed under: Games, cinema, especulativas
Tags: 

Um filme que marcou muito minha infância foi “O Vingador do Futuro”. Nele, Schwarzenegger tem uma experiência de imersão total numa máquina de realidade virtual e vive uma aventura hollywoodiana, em contraponto à sua vida monótona. Já em “Matrix”, outro filme que enreda na mesma pergunta - “O que é a realidade e o que é fantasia?” -, Neo já nasce e vivencia diariamente uma ilusão, de onde terá que lutar para escapar e salvar a humanidade. São, enfim, dois filmes de ficção com visões hipotéticas de para onde a tecnologia poderá nos levar.

E independentemente de se para um futuro dramático como em “Matrix”, ou cômico como no caso de “O Vingador do Futuro”, a questão que merece consideração é que a tecnologia é a vedete dessa transformação e ela está mais próxima do que parece. No mundo dos Games.
(Continua…)

Friday, January 13, 2006

Casa Vazia

pedro novaes, 2:38 pm
Filed under: Arte, cinema
Tags: 

Casa VaziaAssisti ontem a Casa Vazia, filme do diretor sul-coreano Kim-ki Duk, premiado com o Leão de Prata de Melhor Direção no Festival de Veneza de 2004. O filme é muito bom, mas não me emocionou tanto quanto o maravilhoso “Primavera, Verão, Outono, Inverno e Primavera”, do mesmo diretor.

Em Casa Vazia, Sun-Hwa é um jovem que passa seus dias invadindo residências cujos ocupantes estão fora. Enquanto passa seu tempo, ele lava as roupas dos moradores e conserta eletrodomésticos quebrados. Numa dessas casas, encontra Tae-Suk, abusada por um marido violento, e os dois iniciam uma silenciosa história de amor.
(Continua…)

Tuesday, January 10, 2006

Juliette & The Licks

yuri vieira, 8:17 pm
Filed under: cinema, música
Tags: 

Juliette LewisSe eu ainda tivesse a cabeça que tinha quando, nos anos 80, acompanhava o movimento punk - inclusive indo a shows dos Inocentes, Garotos Podres, Replicantes, Cólera, etc. - se eu tivesse essa cabeça, estaria loucamente apaixonado pela fase vocalista da Juliette Lewis, aquela lolita que conhecemos no filme Cabo do Medo. Pena que essas garotas doidinhas já não me assustam mais. (A gente sempre se apaixona por quem nos causa temor y temblor. Ultimamente a Teresa de Ávila me parece infinitas vezes mais espantosa.) Juliette Lewis & The LicksMas até que a banda Juliette & The Licks faz, dentro de seu estilo podreira, um bom som. Lembra realmente a minha aborrescência. E a figura, claro, é das mais performáticas. E gata.

Sunday, January 8, 2006

Mundo menstruado

yuri vieira, 4:25 pm
Filed under: cinema, especulativas, livros
Tags: 

Assisti por acaso, no Telecine Cult, à parte final da adaptação de O Diário de Anne Frank, cujo livro li ano passado ou retrasado, sei lá. (Para quem não sabe é o diário real da adolescente judia que passou uns dois anos escondida, com outros judeus, em Amsterdam, durante a ocupação nazista. Morreu poucos meses antes do final da guerra num campo de extermínio.) Pois então, no filme, o diálogo final de Anne com um seu amigo reafirma, tal como no livro, e apesar dos pesares, sua fé no ser humano e na bondade de Deus. (Daí, creio, o valor do seu testemunho.) Mas o que me chamou a atenção não foi isto, mas a forma como ela consola seu interlocutor, dizendo que o mundo está apenas passando por uma “fase”, tal como ela e sua mãe passam às vezes. Ou seja - pensei com meus botões -, o mundo está menstruado, daí as cólicas e todo esse derramamento de sangue que vemos no dia a dia. E parece que ela tem razão. Só que atualmente o planeta não está apenas com TPM ou naqueles dias. Anda com diarréia humana, febre vulcânica, sarna florestal, tremores tectônicos, vômitos marinhos e coisas do gênero também. Segundo o Dr. Jucelino - suposto médico da “mãe terra” - o mundo vai passar por muitos maus bocados ainda. Talvez esteja para dar à luz, vai saber. O que estará para nascer?

P.S.: Por falar no Dr. Jucelino, acabo de ver que a entrada sobre ele é, por enquanto, uma das mais acessadas. Está com 89 comentários, a maioria deles bobos, egotistas, mas alguns bem intrigantes.

Tuesday, December 6, 2005

Robin Williams no Actors Studio

yuri vieira, 9:43 am
Filed under: Humor, cinema, teatro
Tags: 

Comentei ano passado sobre a entrevista dada por Robin Williams ao James Lipton no Inside Actors Studio. Foi fenomenal, nunca ri tanto na minha vida, as lágrimas correram. Mas o que eu não sabia é que um membro do público teve de sair de ambulância daquele teatro: deu tanta risada que lhe acometeu uma hérnia, isto é, quase morreu de rir - literalmente. Preciso dizer algo mais?

Monday, November 7, 2005

Go home? Yes! Yes!!

yuri vieira, 8:59 pm
Filed under: cinema
Tags: 

Nessa última semana assisti a dois filmes de guerra desses que nos deixam em pânico junto com os soldados: Black Hawk Down, do Ridley Scott, e… sim, American Soldiers, de Sidney J. Furie. É óbvio que o Ridley Scott deixa o Mister Furie no chinelo, mas não é este o ponto que me chamou a atenção. O primeiro filme trata de uma missão na Somália durante a qual cai um - e depois mais um - helicóptero americano. O segundo mostra um grupo rastreador de minas terrestres no Iraque, durante esta última guerra. (É foda ser americano. A confa lá nem acabou ainda e os caras já escreveram o roteiro, aprovaram e rodaram o filme. Power!! Power!!) Pois é, nos filmes que costumava assistir com meu pai quando criança - Os canhões de Navarone, A raposa do mar, A Batalha britânica, O Expresso de Von Ryan, etc. - testemunhávamos heróicos soldados levando a cabo, cheios de honra e valor, suas complicadas e perigosas missões. Às vezes o objetivo era um só - fugir - como em Fugindo do inferno, mas isso não porque estavam loucos para voltar pra casa (coisa de frescos), senão porque queriam voltar a combater o inimigo. Mas veio a guerra do Vietnã e… todo mundo já sabe o resto. O Horror! O Horror! Hoje, nos filmes, principalmente nos dois desta semana, a única missão que parece valer à pena, para os soldados, é obedecer aos brados anti-americanos de Go home! Go home! e… sair correndo pra casa. (Ninguém mais quer saber da Carta ao Ocidente do Soljenitsin, aquela onde ele descreve vítimas de totalitarismo esperando em vão a chegada da salvadora cavalaria americana.) Os filmes de Ridley Scott e de Sidney J. Furie só começam depois que suas respectivas missões falham e os soldados, metidos na maior das enrascadas, precisam escapar de seus inimigos: missão lado B - go home!

“Americans, go home!!” e lá vai tiro.

“We’re trying!! we’re trying!!”, respondem os gringos - e sebo nas canelas.

A idéia é boa porque, além de criar uma situação na qual aflora o caráter de cada personagem, qualquer um poderá se identificar com aqueles homens desesperados, até mesmo um membro da Al Qaeda ou um guerrilheiro somali. Sim, porque no final das contas, na tela, a humanidade do inimigo desaparece e só vemos verdadeiros ogros (orcs, se preferir) tentando liquidar com os pobres sujeitos (gente como a gente), os quais obviamente - são americanos - matam muito mais. Para um membro da Al Qaeda, por exemplo, não há humanidade num norte-americano, logo… podem identificar-se também com os soldados norte-americanos do filme! E, cara, que meda, que nóia. A morte - ou pior, a imensa dor de perder um braço, uma perna, um olho - à espreita a cada segundo. Às vezes tenho a sensação de que o campo de batalha é um dos únicos lugares reais deste planeta. Infelizmente. Porque ali as pessoas desabrocham. Como no Amor…

Wednesday, November 2, 2005

Homenagem ao José Mojica Marins

yuri vieira, 6:02 pm
Filed under: Política, cinema
Tags: 

Uma notícia para o dia de Finados: acabo de falar ao telefone com a Neide - escudeira do José Mojica Marins - e ela me disse que ambos estão viajando esta semana para Brasília, onde o “Zé do Caixão” receberá a medalha de Honra ao Mérito Cultural das mãos do nada honorável Lula. (O “nada honorável” é meu, não dela ou do Mojica.) O fato é que o Mojica merece, já estava passando da hora de ser reconhecido oficialmente. (Se é que isto tem lá alguma importância…)

Friday, September 9, 2005

Tempo é Arte

yuri vieira, 2:16 am
Filed under: Arte, cinema
Tags: 

No filme Tão perto, tão longe, de Wim Wenders, a certa altura vemos, num muro de Berlim, a frase “Zeit ist kunst”, isto é, “Tempo é Arte”, o mesmo lema do calendário Maya. Wim Wenders e aprendenders…

Thursday, September 8, 2005

Os livros do Coronel Kurtz

yuri vieira, 6:14 am
Filed under: cinema, livros
Tags: 

Alguém notou quais eram os livros lidos pelo Coronel Kurtz no filme Apocalipse Now? From the ritual to romance, de Jessie L. Weston, The Golden Bough, de James G. Frazer e, claro, a Bíblia…

Wednesday, August 31, 2005

Filmes de Kung Fu

yuri vieira, 6:10 am
Filed under: Esportes, cinema, escritores
Tags: 

Quando criança, eu adorava o seriado Kung Fu, com David Carradine, que revi prazeirosamente no Equador, em 1989, durante o programa de intercâmbio estudantil. Eu ainda não sabia que o filme fora um projeto pessoal do Bruce Lee - outro herói da minha infância - o qual, a princípio, estava presente no casting como intérprete do protagonista. (E, se soubesse da troca, em nada seria afetado meu interesse.) Mas os produtores norte-americanos erraram feio ao concluir que um ator chinês não criaria identificação junto ao público ocidental. Logo, descartaram a proposta e Bruce Lee morreu antes de ver realizado o seu sonho.

Outro que curte filmes de Kung Fu é o poeta Bruno Tolentino. “São as minhas novelas”, me disse ele, referindo-se à escritora Hilda Hilst, que costumava assistir telenovelas como forma de “relaxamento”. Na Casa do Sol, em 1999, eu o convenci a assistir “Matrix”, na Direct TV. Assistimos juntos. E ele aprovou as coreografias e a estória. (Refiro-me apenas ao primeiro filme.) Disse ele: “Esse filme certamente faria o Olavo (de Carvalho) escrever umas boas páginas…”

Segundo Li Hongzhi, líder da Falun Dafa, muitos pretensos mestres e professores de Kung Fu são desafiados à noite, enquanto dormem, por verdadeiros mestres já falecidos. Lutam no astral em ambientes tão virtuais e de força de gravidade tão baixa quanto os do filme Matrix. E esses egocêntricos lutadores, após apanhar a noite inteira, despertam na manhã seguinte com os ossos moídos, os músculos doloridos, a memória do sonho embaralhada. Já fizeram algum filme com este argumento? Duvido.

Monday, August 15, 2005

Quer saber o que é fé?

yuri vieira, 3:39 pm
Filed under: cinema
Tags: 

O Marido da Cabeleireira, filme de Patrice Leconte: ao final, um “louco” demonstra o que é a Fé.

Wednesday, July 6, 2005

Araponga

yuri vieira (SSi), 1:11 am
Filed under: Política, cinema, meio ambiente
Tags: 

Dois dias em Brasília, onde voltei a ajudar o Pedro Novaes com seu documentário. Entrevistamos diversas figuras ligadas às questões ambientais e inclusive estive presente a uma reunião no Ministério do Meio Ambiente com representantes do Banco Mundial. (Logo eu que não represento absolutamente nada!) Vi que não era mentira: meu bróder Paulo Paiva, que expunha seu projeto eco-mirabolante, realmente é um engenheiro idealista! Mas o melhor mesmo foi rever o Maurinho Oliveira, amigo das antigas, do saudoso grupo Trilhas e Cavernas, que eu não encontrava havia uns dez anos, hoje assessor do João Paulo Capobianco, Secretário de Biodiversidade. Mas quando eu disse que estava na reunião como representante da Abin, o Maurinho acreditou! Pensou que eu realmente havia prestado concurso na tal Agência. E, se até ele engoliu, quantos mais não terão embarcado na piada? Aquele gordito grisalho que vezenquando me observava com o canto dos olhos? Desconfiaaado. Divertido com a situação, cheguei a simular uma troca de pastas enquanto o Paulo estava no banheiro do Ministério. Foi minha estréia oficial como agente secreto… deste blog!!

Wednesday, June 8, 2005

Dúvida

yuri vieira (SSi), 12:33 am
Filed under: cinema, especulativas
Tags: 

É o Woody Allen quem paga para ser ouvido ou é o psicanalista quem paga para ouvi-lo? (Melissa, minha irmã, acredita que o psicanalista, cansado de woodyallenzices, cobra o triplo dele. Será?)

Tuesday, May 31, 2005

Tarantino e CSI

yuri vieira (SSi), 1:56 am
Filed under: cinema
Tags: 

Assisti a apenas uns três episódios do tal “CSI: Crime Scene Investigation” e achei-os bons. Mas nada que me tornasse um adicto. Agora, o episódio final da temporada, dirigido por Quentin Tarantino, será imperdível.

Sunday, May 15, 2005

Nova crônica

yuri vieira (SSi), 9:50 pm
Filed under: Avisos, cinema
Tags: 

Começa assim a nova crônica publicada hoje: “O primeiro telefone celular a gente nunca esquece. O primeiro que usei na vida não era meu. Foi em 1995 e o celular pertencia ao cineasta Nélson Pereira dos Santos…”



Page 16 of 20« First...«1415161718»...Last »

82 queries. 1.538 seconds. | Alguns direitos reservados.