Arquivo para a categoria " Arte"




Friday, 16 de May de 2008

Les petit enfants…

diogo chiuso, 6:03 pm
Filed under: Arte, cinema
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Eu sou meio tonto com esses dois filmes: A vida é bela (do Benini) e La Môme (de Olivier Dahan, sobre a vida da minha querida Edithinha Piaf). Claro que Marion Cotillard fez um trabalho magnifíco encarnando La môme Piaf (ficando até feia e ranzinza), mas la petite Pauline Burlet me emociona cantando La Marseillaise.

Já em La Vita è bela, o pequeno Giorgio Cantarini não fez por menos. A controversa cena final, que muitos detestaram (e acusam Benini de ter apelado para ganhar o Oscar, embora os americanos tenham mesmo salvado a Europa do nazismo, mas isso já é outra história). Sem problemas, você pode até achar que o tanque americano dando uma carona para o pequeno Giosué é um símbolo do imperialismo Yankee ou qualquer bobagem deste tipo, mas não pode negar que, de qualquer forma, o reencontro com a mãe dá aquela humidecida nos olhos.

Monday, 12 de May de 2008

Metrô — 18

rodrigo fiume, 1:43 am
Filed under: fotografia
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Estação Sé, São Paulo

Tuesday, 6 de May de 2008

Joss Stone - “Son of a Preacher Man”

yuri vieira, 6:05 pm
Filed under: Podcast e videos, colírio, música
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Oh, my God!!!

Friday, 2 de May de 2008

Albert Hofmann e Alex Grey

yuri vieira, 5:49 am
Filed under: Arte, Ciência, plásticas
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Dia 29 de Abril, eu estava conversando aqui em casa com o Sérvio Túlio Caetano — que é um excelente desenhista, pintor, ilustrador, etc. — quando decidi lhe mostrar o site do Alex Grey, na minha opinião, um dos grandes artistas plásticos do nosso tempo. Eis uma de suas telas:

Alex Grey - Kissing

Ao entrar em seu site, descobri que Albert Hofmann — o químico que sintetizou o LSD e “curtiu” seus efeitos pela primeira vez — havia falecido naquele mesmo dia. Veja aqui uma foto dos dois ao lado da tela abaixo, pintada pelo mesmo artista.

Alex Grey -Albert Hofmann

Sobre Hofmann e o LSD, se vire. (Não posso falar dessas coisas, cazzo, me dá flashback…)

Albert! Vaya con Dios, hermano!

Saturday, 26 de April de 2008

Tempo, estudo e coisas cretinas

diogo chiuso, 10:20 pm
Filed under: Educação, literatura
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Não me lembro quem disse que a grande diferença entre a literatura que se faz no Brasil e fora dele é somente uma: estudo. Acho que isso é coisa do Polzonoff, mas não tenho certeza. Certeza só na afirmação. Estou fora do país há quase dois meses e nem imaginava que, em tão pouco tempo, aprenderia tanta coisa.  Estou cá a estudar inglês, porque ele ainda é catastrófico. Mas o interessante é que não se aprende somente gramática nas aulas de reading n’ writting, mas sim, como estruturar um texto, como descrever as coisas, como narrar uma estória. E claro que técnicas de escrita não levam o cidadão além dos limites superficiais da literatura, como poeminhas de amor nerudescos ou bobagens místicas coelhonianas. E não é nada senão o estudo que diferencia as coisas, que faz o sujeito ultrapassar a barreira das coisas comuns.Mas a sensação que tenho aqui é que eles (os americanos) podem querer ser tudo. Mesmo que não consigam, têm toda a estrutura e a oportunidades à disposição para tentar. Por isso, é triste vê-los perdendo tanto tempo com coisas cretinas, como, por exemplo, fingir que tocam guitarra num videogame; ou fazendo uma rodinha de amaconhados tocando violão.

Wednesday, 23 de April de 2008

Novo site oficial de Hilda Hilst

yuri vieira, 8:46 am
Filed under: Avisos, escritores, literatura, sites
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O Instituto Hilda Hilst lançou, neste mês em que a Hilda completaria 78 anos de idade, o novo site oficial da escritora. José Luis Mora Fuentes e Daniel Bilenky, que já vinham fazendo um ótimo trabalho na Casa do Sol, sede do Instituto, estão de parabéns por mais esse projeto. Desejo todo sucesso neste e em futuros empreendimentos. O sonho da Hilda começa a tornar-se realidade…

O site que fiz em 1999 continuará online apenas por razões históricas, uma vez que foi o primeiro site oficial da Senhora H.

Monday, 21 de April de 2008

Metrô — 17

rodrigo fiume, 1:37 am
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Estação Sé, São Paulo

Monday, 14 de April de 2008

Metrô — 16

rodrigo fiume, 1:35 am
Filed under: fotografia
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Estação Trianon-Masp, São Paulo

Sunday, 13 de April de 2008

Dante

rodrigo fiume, 7:59 pm
Filed under: fotografia
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Wednesday, 9 de April de 2008

Tlön, Urântia, Borges, Deus

 

“Não rir, não lamentar, nem detestar, mas compreender.” Baruch Espinosa

Em 1941, Jorge Luis Borges publicou El Jardín de los senderos que se bifurcan e, neste livro, o conto “Tlön, Uqbar, Orbis Tertius”, que mais tarde também apareceu em Ficciones(1944). O conto narra, de início, as supostas peripécias de Borges e de seu amigo Bioy Casares, outro conhecido escritor argentino, em busca do porquê de o verbete “Uqbar” constar na enciclopédia deste último mas não no volume correspondente da de Borges. Uqbar, segundo a Anglo-American Cyclopaedia, seria um país localizado na Ásia Menor, com sua própria história, geografia, literatura, língua, etc. O termo Tlön surge aí pela primeira vez, relacionado a uma “região imaginária” presente com certa freqüência nas epopéias e lendas de Uqbar. No entanto, por mais que os dados do verbete tragam certa verossimilhança, a tal enciclopédia não lhes parece senão uma falaz reprodução da Encyclopaedia Britannica(1902) — certamente criada com o único intuito de divulgar semelhante fraude. Afinal, além desse país não ser mencionado por nenhum atlas oficial, a estranha história de Uqbar e Tlön leva-os tão somente a infrutíferas pesquisas. Assim, anos mais tarde, ainda segundo o próprio conto, tendo esquecido o assunto, o narrador descobre entre os pertences do engenheiro inglês Herbert Ashe — um amigo de seu pai, falecido havia pouco — um livro de 1001 páginas intitulado A First Encyclopaedia of Tlön. vol. XI em cuja primeira página se vê um “óvalo azul” com a inscrição: “Orbis Tertius“. E não pára aí. Aos poucos, toda uma enciclopédia sobre o planeta Tlön vem à luz, magnetizando as atenções gerais. Sim, ao invés de um único verbete perdido numa enciclopédia comum, despontam, ao redor do globo, volumes e mais volumes de uma enciclopédia tratando unicamente da vida num estranho planeta. Borges, então, passa a descrever detalhes minuciosos das crenças, da ciência, da filosofia, da psicologia, da história, da literatura, enfim, dos mais diversos âmbitos da vida inteligente de Tlön. E avisa: com o correr dos anos, todo esse conteúdo chegou a afetar a humanidade a tal ponto que nosso mundo simplesmente passou a ser Tlön, uma vez que, nas escolas, nas universidades e na vida cotidiana, a Terra deixou de ter qualquer importância, não se estudando, respeitando ou vivendo senão os aspectos e atributos desse novo orbe: “El contacto y el hábito de Tlön han desintegrado este mundo”. E então, sem deixar de lembrar que no latim inventar e descobrir são sinônimos, Borges indaga: “¿Quiénes inventaron a Tlön?”

Em 1997, recebi em meu apartamento, na Universidade de Brasília, a visita de uma amiga que me apresentou um livro de 2100 páginas, em inglês, com três círculos azuis concêntricos na capa e o título The Urantia Book. Comecei a folheá-lo distraído e, sem que me apercebesse, acabei virando a noite sobre ele. Quando finalmente me senti cansado, o sol já dourava o lago Paranoá. Minha inclinação pela literatura de cunho fantástico não me permitiria outra atitude: tive a sensação de estar com o Graal dos livros de literatura fantástica em minhas mãos. Do que tratava? Bem, a mera leitura de seu índice me causou vertigens, haja vista suas 59 páginas. Sim, 59 páginas apenas de sumário. Havia capítulos e seções com títulos tais como: “Os níveis espaciais do Universo Mestre”, “O circuito de gravidade mental”, “Os sete Superuniversos do Espaço-Tempo”, “Os mundos Vorondadec”, “A respiração do espaço”, “A energia, a mente e a matéria”, “Os ultimátons, os elétrons e os átomos”, “As Personalidades do Universo Local”, “As sedes centrais das constelações”, “As hostes seráficas”, “A união trinitária da Deidade”, “A natureza da Ilha Eterna”, “Os domínios do Absoluto Não Qualificado”, “O sistema Paraíso-Havona”, “Os artesãos celestiais”, “O superuniverso de Orvonton”, “As Esferas Arquitetônicas”, “Os Serafins Transportadores”, “Os Sete Espíritos Reitores”, “O Espírito Materno do Universo”, “A estabilidade dos sóis”, “A origem dos mundos habitados”, “Os manipuladores da energia”, “Tipos físicos planetários”, “Os mundos dos que não respiram”, “As criaturas volitivas evolucionárias”, “A rebelião de Lúcifer”, “A origem de Monmátia - o sistema solar de Urântia”, “Os níveis da realidade no Universo”, “A associação terciária transcendental da realidade”, “O conceito filosófico do EU SOU”, “A supervisão da evolução”, “O fim da idade dos répteis”, “A origem das raças de cor”, “Os Príncipes Planetários”, “Os Adãos Planetários”, “Os sete Mundos das Mansões”, “O governo de um planeta vizinho”, “Dalamátia — a cidade do Príncipe”, “Os edenitas entram na Mesopotâmia”, “Os adanitas entram na Europa”, “A encarnação de Maquiventa Melquisedec”, “A verdadeira natureza da religião”, “A ciência e a religião”, “A finalidade do destino”, “As auto-outorgas de Cristo Miguel”, “A viagem de Jesus a Roma”, “O significado da morte na cruz”, “O totalitarismo secular”, “O problema do cristianismo”, “O futuro”… Eu lia trechos e mais trechos de arrepiar os cabelos, como, por exemplo, a informação de que, na sede central do Universo Local, mais de um bilhão de seres materiais, “moronciais” e espirituais assistiram, ao vivo, juntos e embasbacados, no anfiteatro em torno ao “Mar de Cristal”, ao martírio e à crucificação do Soberano de Nebadon no mísero planeta Urântia, um dos planetas isolados pela rebelião de Lúcifer, que havia sido escolhido previamente como cenário para a experiência material de seu próprio Criador. Sim, o livro narra a vida de Jesus na Terra — Urântia — sem saltar um dia sequer… Embora a princípio tudo se assemelhasse à mera explanação da excêntrica doutrina de mais uma possível seita de fanáticos cristãos, eu lia aquelas páginas como quem se depara com o guia do mais vasto, completo e coerente mundo de Role Playing Game. O texto parecia elaborado por uma equipe de seis Jorges Luises Borges e quatro J.R.R.Tolkiens juntos. E, no correr dos últimos onze anos, tal impressão não se desvaneceu, ao contrário, amplificou-se, uma vez que uma coesa unidade de conceitos e princípios perpassa toda a obra. O responsável por aquilo tudo não há de ter sido nenhum idiota. A obra traz conhecimentos avançados sobre teologia, religião comparada, filosofia, antropologia, sociologia, política, física, astronomia, biologia e, ousarei dizer?, história. Até mesmo o prêmio Nobel de química Kary Mullis publicou artigos confessando sua surpresa diante de dados científicos exatos apontados pelo livro com décadas de antecedência. Na minha singela opinião, ou o livro é resultado de toda uma vida de elucubrações espantosas — a obra dum anônimo e delirante gênio — ou é a evidência de que alguma sociedade secreta decidiu entrar para valer na guerra cultural que assolou todo o século XX e que continua a agir por trás de todos os grandes conflitos deste novo milênio. As alternativas me assombram. Principalmente porque há também a opção — nem um pouco impossível, vale lembrar — defendida pelo próprio livro: trata-se da “Quinta Revelação Epocal”. Quem enfim teria inventado (descoberto?) O Livro de Urântia?

(Continua…)

Monday, 7 de April de 2008

Metrô — 15

rodrigo fiume, 1:23 am
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Estação Trianon-Masp, São Paulo

Monday, 31 de March de 2008

Metrô — 14

rodrigo fiume, 1:21 am
Filed under: fotografia
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Estação Trianon-Masp, São Paulo

Thursday, 27 de March de 2008

Sertão Filmes

pedro novaes, 10:00 am
Filed under: Podcast e videos, cinema
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O demo reel da Sertão Filmes, nossa produtora, está no ar agora no You Tube.

Wednesday, 26 de March de 2008

Arthur C. Clarke morreu*

paulo paiva, 4:24 pm
Filed under: Avisos, Humor, escritores
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Fontes humanóides declararam que nosso enviado especial ao Planeta Terra, Bzork Lorg, atuando sob o pseudônimo de Arthur C. Clarke, voltou de sua missão de preparação do Planeta Terra para O Que Há De Vir. Em sua missão ele se encontrava em estado de semi-consciência. As mesmas fontes reportaram que o seu retorno à sua Personalidade Original foi mais engraçada que o comum, o que fez com que seu registro rendesse vários programas de alta popularidade no YouWormTube.

*Fragmento captado por mim no dia 20 de março de 2008, um dia após a morte de Clarke, direto do rádiotelescópio instalado no fundo do quintal de minha casa, feito de uma bacia de alumínio, uma pilha amarelinha, fios de cobre e um Hamster. A demora na postagem foi em decorrência das dificuldades de tradução (tenho dificuldades com os estalos emitidos pelo locutor). Os termos e nomes foram adaptados para melhor entendimento dos falantes de português.

Monday, 24 de March de 2008

Metrô — 13

rodrigo fiume, 1:19 am
Filed under: fotografia
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Estação Sé, São Paulo

Saturday, 22 de March de 2008

Surfando Gigantes

pedro novaes, 7:07 pm
Filed under: Esportes, cinema, montanhismo
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Giants

Ontem tarde da noite, finalmente assisti, por acaso na tv a cabo, a Riding Giants, o celebrado documentário de Stacy Peralta sobre o mundo do surf. Não há muito o que dizer: simplesmente imperdível. De arrepiar. Incrível a quantidade de material de todas as épocas em excelente qualidade fotográfica. Parece que em todos os momentos importantes da história do surf havia uma câmera rodando. Os depoimentos de todos os grandes caras são ótimos: profundos, fortes e reflexivos. E as ondas muito muito muito grandes!

Eu sempre penso que ainda não há um documentário equivalente sobre escalada. Ainda que Touching the Void seja maravilhoso, não tem a mesma pretensão de traçar um panorama histórico e fazer uma espécie de reflexão filosófica sobre o que leva homens a arriscarem suas vidas, no caso em montanhas, assim como Riding Giants o faz em relação às ondas do oceano. Na verdade, tenho um projeto assim engavetado sobre escalada em rocha no Brasil, em parceria com o Armando Galassini, o Alexandre Portela e o Sério Tartari, três monstros da escalada nacional. Chama-se “Tragados pelo Tempo”, mas ainda não está na hora.



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