Tempo, estudo e coisas cretinas
Não me lembro quem disse que a grande diferença entre a literatura que se faz no Brasil e fora dele é somente uma: estudo. Acho que isso é coisa do Polzonoff, mas não tenho certeza. Certeza só na afirmação. Estou fora do país há quase dois meses e nem imaginava que, em tão pouco tempo, aprenderia tanta coisa. Estou cá a estudar inglês, porque ele ainda é catastrófico. Mas o interessante é que não se aprende somente gramática nas aulas de reading n’ writting, mas sim, como estruturar um texto, como descrever as coisas, como narrar uma estória. E claro que técnicas de escrita não levam o cidadão além dos limites superficiais da literatura, como poeminhas de amor nerudescos ou bobagens místicas coelhonianas. E não é nada senão o estudo que diferencia as coisas, que faz o sujeito ultrapassar a barreira das coisas comuns.Mas a sensação que tenho aqui é que eles (os americanos) podem querer ser tudo. Mesmo que não consigam, têm toda a estrutura e a oportunidades à disposição para tentar. Por isso, é triste vê-los perdendo tanto tempo com coisas cretinas, como, por exemplo, fingir que tocam guitarra num videogame; ou fazendo uma rodinha de amaconhados tocando violão.






