Sobre o Aquecimento Global e etc.
O Pedro me fez quebrar o silêncio de meses aqui. Mas é que meu santo nome foi citado em vão e eu não resisti a escrever algo no intervalo de tempo que ainda tenho antes do cinema de domingo. Tudo começou com uma troca de emails entre os membros do Garganta, iniciada por mim, já citada pelo Yuri neste post. Basicamente eu defendia o seguinte ponto de vista: é provável que estamos passando por um período de aquecimento no planeta, é pouco provável que o motivo sejam as atividades humanas, é altamente provável que, em estando aquecendo, o planeta não vai sofrer as calamidades alardeadas no filme do Al Gore, e, finalmente, é certo que essa história toda está sendo usada politicamente pelos socialistas para atacar os EUA, o capitalismo e a liberdade individual, como fez claramente um representante do Greenpeace num programa Roda Viva sobre o tema, a mais ou menos um mês atrás. Complementando, também disse que há problemas ambientais muito mais graves que o aquecimento global, como a perda da biodiversidade e solo, e que a melhor maneira da comunidade internacional lidar com esse provável aquecimento é se preparar pra ele e não gastar mundos e fundos para combatê-lo. Se for pra gastar é melhor gastar com o combate à AIDS, malária e desnutrição e investir em educação e saneamento básico. Minha argumentação partiu de Tomas Sowell, Bjorn Lomborg e Richard S. Lindzen, tentando demonstrar que a discussão sobre aquecimento global ocorre num nível muito diferente fora do Brasil, onde a mídia é parcial ao extremo. Não vou entrar em detalhes aqui. Quem quiser que leia os originais em latim, linkados acima. Só traduzi um trechinho de Lindzen sobre Al Gore, para que tenham noção do nível de incerteza sobre a questão:
O Sr. Gore nos garante que “o debate na comunidade científica está acabado”. (…) Quando a Newsweek tratou do aquecimento global numa edição de 1988, alegou-se que todos os cientistas concordavam. Daí para frente, periodicamente, era revelado que embora houvessem dúvidas persistentes até aquele momento, agora sim, os cientistas concordavam. Até o Sr. Gore qualificou sua afirmação na ABC minutos após tê-la emitido, clareando as coisas de uma forma muito importante. Quando o Sr. Stephanopoulos confrontou o Sr. Gore com o fato de que as maiores estimativas de aumento do nível do mar são muito menos assustadoras do que as que ele sugere no seu filme, o Sr. Gore defendeu sua afirmação ressaltando que os cientistas “não tem qualquer modelo que lhes dê um alto nível de confiança” e clamou - em sua defesa – que os cientistas “não sabem… eles simplesmente não sabem”.
Depois dessa, passo a abordar um outro ponto da argumentação do Pedro que não entendi mesmo, talvez por eu ser engenheiro ou “de direita”, sei lá. Ele disse que o que define a nossa modernidade é a distância entre o discurso e a prática. Ele criticou negativamente essa nossa característica moderna e ao mesmo tempo a usou como desculpa. Ou seja: minha prática é diferente do meu discurso, portanto criticar essa falha não é um procedimento válido, o Al Gore pode gastar mais energia que todo mundo porque eu sou falho, nós somos falhos e, portanto, todos inimputáveis. O radicalismo desse pensamento me assusta. Nossa imperfeição não pode ser usada como desculpa para fugirmos de uma análise objetiva da realidade. Unir o discurso com a prática é um objetivo civilizatório! Eu poderia resumir minha vida como uma tentativa de atingir esse objetivo, acentuada, inclusive, com a leitura de um livro que o próprio Pedro me deu de presente, chamado “O Monge e o Filósofo” (interessante ele ter citado no post um asceta tibetano como algo inalcançável e caricatural). A prática é a prova de ouro da verdade do discurso e se abandonarmos essa crença, se pararmos de defendê-la, de apontá-la como uma coisa boa e rejeitar conscientemente os hipócritas, estamos todos ferrados. A degeneração será absoluta e só restará a barbárie (Vírra!). Portanto, partindo do pressuposto que a busca da união entre discurso e prática ser um imperativo moral comum entre eu e Pedro, caso contrário eu nem seria amigo dele, é bastante relevante sim sabermos que o Al Gore é um perdulário ao passo que ele defende que a humanidade reduza drasticamente seu padrão de consumo. É um serviço ao bem comum esse texto que o Eduardo Ferreira fez. Mas talvez eu ache isso por também ser chatinho.







Olá!
Assiti ao documentário, concordo com vc (que acredito seja um liberal) que combater o aquecimento global pode ser ruim para a economia (devemos deixá-la livre, certo?).
Da mesma forma que vc deve provar que diminuir as emissões de carbono trariam recessão, e da mesma forma que os liberais econômicos acham que o feedback da economia deve ser livre, em um futuro, SE esse papo de aquecimento global for verdade (e parece que é), o mercado se auto-regulará… Certo?
Bom, essa explicação é linda, totalmente dentro do liberalismo econômico mais liberal. Mas de que adianta toda essa teoria se, SE ISSO FOR VERDADE, o mundo estará destruído?
Diabos, emitir um pouco menos de carbono não faz mal a ninguém. Quem sabe vc não crie um negócio de bilhões explorando esse nicho tão criticado? Acho que se alguém souber explorar o ecologicamente correto sem ser eco-chato, vai faturar bilhões.
Certamente o Al Gore tem lá suas pretensões políticas. O documentário em questão aborda isso de forma sutil mas é possível perceber sua intenção de voltar à Casa Branca, desta vez como o titular.
A causa dele faz sentido. Não é eco-chato e é em prol do desenvolvimento. Xiita mesmo são os que defendem que tudo isso será ruim pra economia.
Comentário de 12-3-2007 @ 10:30 am
IIIIÁAAA!! Consegui desviar do seu golpe Kid Paulo, mas meu shuriken não partirá com mira tão torta quanto seu shibarai! Você será mortalmente atingido agora por meus argumentos!
Não coloque palavras em minha boca, seu verme maldito! (Repare na falta de sincronia labial de minhas palavras). Oh, não, fomos atirados em um filme barato de kung fu!
Seu facínora, eu apenas constatei que uma das características fundantes da modernidade é a permissão dada ao homem para distanciar progressivamente suas palavras de seus atos. Em outras sociedades ditas “pré-modernas”, não ocorre isso. E não como um imperativo moral, do tipo “haja de acordo com suas palavras!”, mas como algo que naturalmente faz parte do ser dessas sociedades.
É evidente que faz parte de nosso objetivo, como pessoas, sermos mais coerentes.
Tudo o que eu disse é que, se levarmos a crítica do Ferreyra ao limite, ninguém pode criticar nada.
Eu prefiro e me disponho a ler outro tipo de críticas ao Al Gore e à visão do aquecimento global. Argumentos científicos, ou , melhor ainda, políticos, como os seus (melhor adaptar que tentar prevenir o inevitável, e não moralismo barato.
Tomou, papudo!? NOCAUTE!
Pedro Lee.
Comentário de 12-3-2007 @ 12:22 pm
… perfeito… adoro discussão! tomei na cara, me f*.
Só não precisava me xingar, certo?
Mande meus abraços ao Chun.
Alexandre
Comentário de 12-3-2007 @ 12:32 pm
Alexandre,
Primeiro, obrigado por seu comentário. Vc foi educadíssimo, mesmo não concordando com o que leu (isso é raro). Segundo, concordo com vc que o mercado de carbono seria um negócio de bilhões. Ressaltei isso na citada troca emails interna aos membros desse blog. Mas o que eu queria deixar claro neste post é que não há, de forma alguma, esse consenso sobre a realidade do aquecimento global e sua causa antrópica, alardeado na nossa imprensa tupiniquim. Terceiro, sou realmente um liberal, mas se vc entende um liberal como quem coloca o mercado acima de tudo, então eu não sou um liberal, na sua concepção. É justamente por não achar isso que defendo uma análise mais realista da questão. Segundo Lomborg esforços estão sendo feitos para que a comunidade internacional gaste 1% do PIB mundial (450 bilhões de dólares) por ano, num esforço nunca antes visto, para combater o aquecimento do planeta. Todos os estudos sérios (olhe no google: “Consenso de Copenhagen” e “Fundação Bill e Melinda Gates”) apontam que os esforços devem ser direcionados ao combate à doenças tropicais, desnutrição, falta de saneamento básico, barreiras comerciais e etc. É mais importante investir mais nisso agora, em termos de bem estar mundial, que no combate ao aquecimento. Quanto a este, é mais eficiente se preparar pra ele, como escrevi, porque é provável que ocorra (enquanto que a situação calamitosa da maioria da população mundial é uma realidade nua e crua). Por muito menos que 450 bilhões de dólares anuais, na verdade, segundo Lomborg, 75 bilhões, esses problemas seriam razoavelmente resolvidos em pouquíssimo tempo. Ah, e por último, caso não tenha percebido, 6 pessoas escrevem frequentemente nesse blog. O comentário do Pedro não foi dirigido a vc e sim a mim. E quem é amigo do Chun é o Yuri! abs.
Comentário de 12-3-2007 @ 3:02 pm
Paulo e Pedro,
Putz, desculpem-me… eu sei que o blog é escrito a várias mãos, acompanho já faz um tempo seus textos. Gosto bastante das idéias discutidas. A variedade de temas tráz riqueza ao Garganta de Fogo.
Qdo vi a resposta do Pedro estava imaginando que ele tinha sido o autor do post, viajei.
Realmente notei que aparentemente não se dirigia a mim (está claro, na primeira linha, oras!), mas a concepção impressa em minha mente dizia que ele estava falando comigo. Foi mal, Pedro!
Concordo que as questões sobre aquecimento global, Kyoto, créditos de carbono, “Uma verdade inconveniente”, etc, necessitam de uma análise mais realista do que simplesmente ficarmos discutindo ideologias superficiais.
Bom, encerro aqui! Abraços a todos vcs!
obs: conheço o Chun, mas cadê ele? Nunca mais escreveu, hehehe!
Comentário de 12-3-2007 @ 3:15 pm
Pedro, minhas asas são como uma couraça de aço, suas balas não me atingem!!!
Que palavras eu pus na sua boca? Só segui o que vc escreveu! E se tudo o que vc disse foi que se se levássemos a crítica do Ferreyra ao limite, ninguém poderia criticar nada, então de que valeu essa afirmação? O que foi provado? Que não se pode criticar nada? Faz-se um reductio ad absurdum (TIUEWM!) para demonstrar alguma coisa. Ou vc acha que deve-se sempre levar as coisas ao limite? Assim vc vai morrer de ansiedade, vilão, antes de acabarmos nos enfrentando no mano a mano, como nas maravilhosas sociedades pré modernas sem imperativo moral (engraçado isso, eu jurava que eles tinham moral, achava até que o homem fosse um animal moral. Vou tirar essa dúvida com o Daniel San).
{Seeenhoras e seeenhores!!, que recuperação ESPETACULAR do Kid Paulo!!! No último momento ele conseguiu fazer funcionar a sua famosa e temível super duper armadilha-para-matar-o-PedroLee-quando-ele-tinha -a-chance-de-fazer-isso-com-um-revolver!, e agora, o que será de Pedro Lee?, vc só vai saber no próximo capítulo desta série emocionante!, só superada pelo já lendário Debate Filosófico Entre o Surfista Prateado e o Fera.}
Comentário de 12-3-2007 @ 3:42 pm
Atenção! Atenção! Não percam!! No telecatch de hoje: Duelo de Titans de filmes japoneses de segunda categoria.
Do lado esquerdo, no corner verde, SpectrePedroman, o herói do meio ambiente, enviado pelos Dominantes do planeta Épsilon para protejer a Terra do hecatombe ambiental. Numa entrevista bombástica e difamática, ele nos explica porque resolveu encarar de frente as forças do mal: “Planeta: Terra. Cidade: Tóquio. Como todas grandes metrópoles do planeta, Tóquio se acha hoje em desvantagem em sua luta contra o maior inimigo do homem: a poluição. E, apesar dos esforços de todo o mundo, pode chegar um dia em que a terra, o ar e as águas venham a se tornar letais para toda e qualquer forma de vida. Quem poderá intervir? SpectrePedroman!!!
Do lado direito, no córner vermelho e prata está o astuto, o científico, o indifamático UltraPauloman. Ele não pode ficar muito tempo na terra em seu formato original, porque sua energia so dura 3 minutos sob o fraco sol do sistema solar, então ele secretamente fundi-se ao oficial Hayata, tenente da patrulha cientifica. Para lutar com os monstros gigantes, ultraPauloman tem um vasto arsenal de raios lasers e habilidades de luta. Sua principal arma é o Specium Mores Beam, um forte laser disparado de sua mão direita ao cruzar com a esquerda, fazendo um sinal de cruz.
Não percam esta disputa emocionante entre o hecatombe ambiental e o hecatombe moral. Você, caro espectador, não tem saída: ou perde a vida, ou perde a alma. Não se atrase e, em hipótese alguma, adquira seu ingresso de cambistas. Até lá.
Comentário de 12-3-2007 @ 4:21 pm
Estou vendendo por 300 dólares um mantra capaz de aniquilar o Paulo. Basta pronunciá-lo a meia voz e ele cairá morto… de ódio!
Quanto ao meio-ambiente, o que mais me impressiona são os lixões. Até quando poderemos esconder toneladas e toneladas de plásticos e etc. sob o tapete do solo? Fiquei de cara ao assistir a um trecho do novo documentário Xingu, que o Pedro está editando lá na produtora: os índios vão consumindo e atirando suas garrafas PET, rodas de bicicleta, pilhas, vidros de remédio, etc. e tal atrás das ocas. (Eu que pensava que eles iam tão longe quanto o bosquímano da garrafa de Coca-cola…) Como a aldeia retratada é formada por uma anel de ocas, isto significa que o anel mais exterior é um anel de lixo. Imagino que qualquer um que tente entrar ou sair da aldeia verá essa cena estranha: a poluição civilizada indígena. Andando por várias cidades brasileiras, e por algumas sul-americanas, me vem a idéia de que tal comportamento está arraigado em nossa alma. Acostumados por séculos a ter como lixo apenas cascas de banana, os latino-americanos estendemos esse status de biodegradável a todo dejeto. (Daí provavelmente a designação de república de bananas.) Não que outros povos não produzam lixo. Mas me faltam mais viagens para verificar se somos os únicos a ignorar as fronteiras entre espaço público (ruas, praças, estradas, etc.) e aterro sanitário. Ô, gente distraída! Distraída feito porcos… (Tenho engulhos estéticos quando passeio por lugares sujos. Os alunos do colégio aqui ao lado, no lugar dos índios, nem se dariam ao trabalho de ir para trás das ocas - jogariam tudo no centro da aldeia mesmo.)
Quanto ao aquecimento global, ainda espero alguém se pronunciar sobre aquele estudo que supostamente prova que o Sol também está se aquecendo. (Meu contato na Grande Fraternidade Branca corrobora tal afirmação, hehehe.) Se isso for verdade, só rezando. Ou, como certamente defenderão alguns multiculturalistas revolucionários, sacrificando, no alto dalguma pirâmide estatal, umas pessoas inconvenientes ao deus Sol Inti.
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Comentário de 12-3-2007 @ 5:01 pm
Hehehehhehe! Daniel San, seu comentário foi impagável. Vc está contratado para nosso mediador!
Comentário de 12-3-2007 @ 5:54 pm
Só quero te dizer que depois do seu último comentário, só me resta comprar o mantra do Yuri. Ele já aceitou R$ 50. Nada como um hippie reacionário pra negociar.
Só não sei se o mantra vai adiantar porque vc é surdo.
IAAAAAAÁ!
Comentário de 12-3-2007 @ 10:32 pm
Vc não entendeu: por R$50 eu vendo apenas a primeira letra do mantra. Acho que já é o suficiente para deixá-lo com dor de cabeça. Mais R$50 e eu vendo a primeira sílaba inteira, o suficiente para um acidente vascular. (Se isso funcionou com aquela arma secreta atirada em mil papeizinhos contra a Alemanha - aquela piada que matava de rir - então deve funcionar com o Paulo também.)
Acho que, em relação à degradação ambiental, sou meio Lin Yutang: só me incomoda o que de certa forma me atinge pessoalmente. Por exemplo: os sapos, graças aos agrotóxicos de uma propriedade vizinha, estão sumindo da fazenda da minha avó. Eu adorava o coral dos sapos quando criança, logo, agrotóxicos em excesso me incomodam. Eu gostava de me banhar no córrego da mesma fazenda. Porém, as criações de peixes dos vizinhos, suas piscinas, suas irrigações, a derrubada das matas ciliares transformaram o “rego” num fiozinho d’água, o que implica que meus sobrinhos não podem chapinhar naquelas águas tal como eu em criança. Logo, esse descaso me é um incômodo também. Eu adorava as manhãs de Julho em que os carros despertavam cobertos por crostas de gelo - a famosa geada. Mas isso já não ocorre há mais de uma década, o que é extremamente anti-poético e certamente demonstra que algo, no clima, mudou. (Se tal se deve apenas à ocupação humana duma área anteriormente selvagem, ou se ao incremento do efeito estufa, eu não sei.) Por fim, eu tinha medo do caipora. Mas andaram derrubando tanta mata por ali que já não sei se o tal espírito da floresta migrou até outra região. E assim por diante. Mas, acima das mudanças climáticas, tenho mais receio é dos delírios políticos que podem vir por aí. Aquele documentário que assisti no FICA - aquele que fala das mudanças sofridas pelo meio-ambiente europeu durante e após a queda do Império Romano, me provou que a Terra sabe muito bem como se virar com ou sem a ajuda do homem. (Ao final do Império Romano, entre outros exemplos, acreditava-se que o lobo europeu havia sido extinto, fato este desmentido pelos ataques do bicho na idade média, o que resultou inclusive em fábulas do tipo Chapeuzinho Vermelho.) Eu sou da turma do Jacques Bergier e do Louis Pauwels (vide O Despertar dos Mágicos) e acho que a Terra foi criada principalmente para cenário da vida humana. Não acho que somos apenas mais um bando de dinossauros, só que inteligentes, surgidos ao acaso. Mas creio também que o homem deve deixar, enquanto indivíduo, de ser estúpido e perceber que quanto maior a biodiversidade, maior a riqueza na nossa Casa. E isso antes que algum demiurgo político comece a legislar radicalmente sobre nossa relação com a Terra. Já anda rolando até esse papo de se condenar como genocidas os que não crêem na responsabilidade humana sobre as mudanças climáticas. Isso é um absurdo, pelo amor de Deus. Com exceção do Lula e do Chávez, eu ainda prefiro a companhia dum outro ser humano à de um mico-leão dourado…
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Comentário de 13-3-2007 @ 12:56 pm