Paris é uma festa
Nada como sobrevoar Paris numa manhã de denso nevoeiro…

Nada como sobrevoar Paris numa manhã de denso nevoeiro…

Wagner James Au é o colunista oficial do mundo virtual do Second Life. Em seu blog você poderá inteirar-se dos mais variados temas e acontecimentos, tais como a batalha entre estilistas de moda, a apresentação integral do documentário Route 66: An American Bad Dream num cinema virtual, as discussões em torno da criação duma Câmara do Comércio - o comércio no SL é real - e informações sobre avatares de personalidades: até um ex-governador da Virgínia está presente ali dentro.
Eis aí minha primeira tentativa de fazer um podcast. É um poema do Rilke sobre a história de Orfeu e Eurídice.
A verdadeira história de Paulo e Sabina é bastante constrangedora. Paulo buscava mulheres mais bonitas e inteligentes que Sabina. Mas elas buscavam homens mais bonitos e ricos que Paulo. Então ele foi ficando com Sabina, que não era assim tão bonita, mas pelo menos beijava bem. Também não era muito inteligente, não gostava de ler, preferia ficar no msn conversando com as amigas. Às vezes esse gosto pela futilidade incomodava Paulo. Ele queria uma mulher culta, que pudesse conversar sobre Dostoievski, Aldous Huxley, sobre as teorias filosóficas que ele tanto apreciava. Sabina não gostava nem de filme de arte. Achava chato, muito parado, e ninguém pedia ninguém em casamento. Filme, para ser bom, tinha que ter pelo menos um pedido de casamento. Paulo tentou, pela internet, conhecer outra mulher. Tinha que haver pelo menos uma que gostasse de ler. E, de fato, havia muitas. Elas liam Clarice Lispector, eram introspectivas, tinham sensibilidade para descrever em detalhes o temperamento de uma pessoa. Paulo ficava encantado, mas quando via as fotos, percebia que não poderia namorar uma garota daquelas — porque eram feias. Acabou se acostumando aos papos chatos de Sabina. Como não tinha nenhuma cultura, ela só sabia conversar sobre o que os amigos e os parentes tinham feito durante a semana. Não falava sobre personagens interessantes de livros. Quando descrevia um filme, dizia apenas que era “muito legal” ou “muito ruim”, era incapaz de se lembrar de detalhes da trama. Se Paulo reclamava, ela respondia “Ai, eu sou burrinha, né? Ha, ha, ha…” Um dia Paulo explodiu, e acabou contando a verdade. (Continua…)
Dadinho é o caralho, meu nome
é Zé Pequeno, porra! ![]()
Amigos, ando meio sumido porque tomei a pílula vermelha e fui tragado pela realidade virtual do Second Life. Aguardem fotos e crônicas a respeito. O bicho é revolucionário…
_____
Clique aqui e leia mais sobre o Second Life.
O artista Julian Beever é o tipo do cara com quem vale a pena se defrontar pelo caminho. Ele faz interferências nas calçadas européias que criam um efeito 3D dos mais loucos. A seqüência da caça ao ouro é muito boa.



Cansei de receber emails e de abrigar comentários como se este blog fosse o site pessoal do clarividente Jucelino Nóbrega da Luz. Tive até mesmo de esclarecer isso ao final dum post. (Nada contra o cara.) Mas ontem recebi um email engraçado, dizendo que - se eu não sou o Jucelino - ao menos sou “um pouco clarividente”. E a pessoa faz alusão às alucinações do protagonista do meu conto Genus irritabile vatum (2001), que vê a cidade de São Paulo ser atacada e aterrorizada por hordas de bandidos. Ora, eu não sou clarividente, apenas tenho uma imaginação um tanto paranóica. Escreveu Clarice Lispector: “Imaginar é adivinhar a realidade”. Logo, imaginar paranoicamente é adivinhar uma realidade ainda pior que a atual. (O contrário é metanóia, estou trabalhando nisso.) Sempre que estou em São Paulo - onde já fui assaltado três vezes e espancado uma - meu radar fica à plena carga. (E ele funciona!) Também me cansei de andar por várias quebradas da zona sul, tendo até mesmo me deparado com cadáveres. (De perto, apenas um.) Ainda em criança, presenciei perseguições da ROTA e me espantei diversas vezes com aquele indefectível policial dependurado da janela do passageiro, a metralhadora em punho. Já posso dizer que sou do tempo em que as crianças - jogando queimada ou apostando corridas com carros de rolimã - ficavam nas ruas paulistanas até as dez da noite. Aliás, quando escrevi o conto, nunca ouvira falar do PCC. Mas conhecia os “sinais de alerta” dos Racionais MC e semelhantes, o apoio de boa parte da sociedade ao crime (via consumo de drogas ilícitas), o apoio dos políticos (via corrupção e leis politicamente corretas) e a sensação instintiva e cutânea de que São Paulo é sim um barril de pólvora. Só isso. (Continua…)
A felicidade da mulher moderna não depende do homem, mas da empregada.
Alguém me enviou esse vídeo que demonstra claramente a pobreza mental dos nossos políticos. Dá pena. O cara é louco, louco, louco, loouco, looouco, looouco, loouco, louco, se pensa que esse discurso levaria meu voto. E se ele estiver mentindo?
“Compre batom! Cooompre batom!”
Comprei A Foreign Sound (2004) faz tempo, mas não ouvi muito. Estou dando uma nova chance ao álbum. Tem de tudo ali. De Nirvana a Cole Porter. Caetano é um compositor genial, mas não um intérprete genial. Ficaram todas as interpretações meio parecidas demais, com aquele prolongamento final do verso bem característico dele. E não têm nada de novo. Vão achar que quero sacaneá-lo, mas parece que ele pendeu mais pro lado da diva do que do crooner. Além do mais, Feelings e Diana são difíceis de engolir.
Duvido que eu consiga ouvir até o fim da semana (ou: não vale o dinheiro do CD).
Ouça o álbum: A Foreign Sound.
Noah Kalina, um novaiorquino, tirou uma foto por dia ao longo de 6 anos e fez a seguinte montagem, que ele postou no You Tube. Muito interessante!
Eis alguns contos do Ronaldo Brito Roque no Cronópios.
Morro de preguiça de ler meus vários diários/cadernos de anotações, mas às vezes abro um deles ao acaso. (Comecei a escrever diários aos 14 anos de idade, isto é, em 1985.) Hoje dei com essa anotação, de quando morava na Casa do Sol da Hilda:
25/08/00 - Hoje, o Bruno me emprestou The Great Divorce de C.S.Lewis. Acha que, de acordo com meus atuais interesses, é o melhor que posso ler. Ontem, aliás, o Bruno ficou lendo professoralmente, para mim, meu próprio exemplar de O Cânone Ocidental, do Harold Bloom. (Não estou com ele aqui agora para confirmar a grafia correta do nome, logo…) Bruno admira esse autor (seu ex-colega de docência), embora creia que não se pode avaliar e fruir completamente livros dos quais não se tem uma profunda vivência do idioma. Discorreu sobre vários escritores que, para ele, não deveriam - ou o contrário, deveriam - estar coligidos ali. Ele assume - por não ter amado, sofrido, pirado, trepado e cagado em alemão ou russo - ser incapaz de dizer se um autor qualquer, dentro dessas línguas, é grande, médio ou irrelevante. (E mais mil papos.)
Esse cara parece um deputado brasileiro jogando golfe…
76 queries. 1.683 seconds. | Alguns direitos reservados.