Grilo na cuca
Setembro e Outubro são os meses em que as cigarras e grilos enlouquecem no Centro-oeste do Brasil. E, caso você se coloque em meio à orquestra, enlouquece junto.
Setembro e Outubro são os meses em que as cigarras e grilos enlouquecem no Centro-oeste do Brasil. E, caso você se coloque em meio à orquestra, enlouquece junto.
Chega. Cansei de ser uma mulher bonita e gostosa. Voltarei a ser o escritor macho e tarado por uma mulher bonita e inteligente de sempre. Credo, foi uma experiência quase traumática. Não consegui entrar mais que cinco ou seis dias, com um belíssimo avatar feminino esculpido por mim, no Second Life. (Poxa, o Second Life, lembra? Aquela realidade virtual online com milhares de participantes mundo afora.) A quantidade de zé-manés que abordam as mulheres bonitas e gostosas é tão asfixiante, que até estou com pena da Gisele Bündchen. É horrível, quase um filme de terror: A Volta dos Manés Vivos! Cruzes. Você ali a fazer compras, olhando um vestidinho ou um sapato de salto bem sexy, descontraído, quero dizer, descontraída, e os caras a puxar conversa da forma mais descerebrada do planeta: “How you doing, baby? What a nice body you have! Wanna have some fun?” Só faltava escreverem em suas testas: “I wanna fuck you right now, bitch!” Pior ainda são os brasileiros: “E aí? Que é que vc manda, hem? Pô, maior corpo bonito vc tem, gata. Quer andar no meu helicóptero?” Caramba: “maior corpo bonito vc tem”? Andar de helicóptero num lugar onde as pessoas voam? Neguinho acha que ficar empurrando os brinquedos e passatempos dele pra cima da mulher é algo super sedutor. Que papo mais mané. Só respondi à segunda pergunta — a esse “o que é que vc manda?” — e o mandei catar coquinho. Poxa, e a minha beleza interior cheia de pelos no peito? E o meu interesse barbudo por assuntos filosóficos, artísticos, religiosos e políticos? Isso não vale nada? Ok, ok. Ao me apresentar como uma mulher linda e gostosa, o que eu poderia esperar desse estudo antropológico informal? Atrair um gênio? O Woody Allen? Os gênios costumam ser tímidos e certamente devem morrer de medo de serem rejeitados por uma mulher linda e gostosa, sobretudo se for uma que não tenha nada na cabeça. Imagine que coisa terrível para eles: a beleza a vencer a inteligência! E, se a mulher linda e gostosa for também inteligente, mais fácil será ela dar atenção ao gênio do que o inverso, mas… enfim. O fato é que fiz um avatar tencionando criar a garota “fisicamente” perfeita, a garota dos meus sonhos, e acabei criando a garota dos sonhos de um bando de marmanjos. Logo eu que imaginei ter um gosto diferenciado… Será que não passa pela cabeça dessa gente que pode haver um antropólogo por trás da avatar fêmea? Que moçada mais doida.
A experiência toda me lembrou uma conversa que tive, durante uma rave em São Paulo, com uma amiga, a modelo paulistana Jennifer Vaz, que já enfeitou a capa da revista Trip uma vez. (Sim, as diáfanas “vantagens” de ter sido sócio dum estúdio fotográfico. No fundo é tudo “vaidade, vaidade das vaidades.”) A garota — linda e divertida, uma geminiana — me dizia que as raves estavam se tornando insuportáveis devido à quantidade de cantadas babacas e assédios inconvenientes que vinha sofrendo. E eu lá, dançando ao lado dela, sutilmente demarcando um território que não me pertencia, me sentindo um privilegiado. Exato! Nada mais nada menos que um imbecil disfarçado, um mané, um agente inimigo infiltrado. Sim, é preciso orar e vigiar muito para não cair em armadilhas egóicas desse gênero. Contudo, apenas esta semana fui sentir na minha pele virtual feminina o drama da coisa toda. Como os homens somos chatos e nojentos quando pensamos apenas com a cabeça de baixo! Pobres mulheres lindas… Um inglês, por exemplo, depois de um papo interessante sobre a situação no Iraque — ele contava fatos vividos por amigos pertencentes às tropas inglesas –, passou a botar o pinto para fora cada vez que me reencontrava, como se isso fosse um ato extremamente sedutor. É difícil evitar um comportamento maquiavélico e sádico nesses momentos, usando e abusando de idiotas desse tipo. São muitos os presentes que se pode ganhar de um otário apaixonado, tantos quanto as deusas certamente recebiam em seus altares pagãos. Mas a consciência, mesmo numa realidade virtual, começa a falar mais alto e fica difícil prosseguir com a tortura e a manipulação. Sobretudo quando finalmente aparece um cara legal — do tipo que poderia ser seu amigo no mundo real — e estraga seu disfarce, obrigando a gente a evitá-lo. Só que aí — quem diria? — o cara fica enlouquecido e passa a agir como um babaca qualquer. Fueda, é de dar dó. Em suma, a situação ficou tão apremiante que o único recurso válido foi mesmo o lesbianismo, já que ao menos as mulheres queriam ter comigo uma conversa edificante. Se bem que, pensando melhor, o lesbianismo é que foi o ponto de partida da coisa toda. Sim, foi para conseguir entrar numa área de lésbicas — não duvidaria nada se alguém me dissesse que as lésbicas ali são todas homens no mundo real — foi para entrar ali que uma amiga me aconselhou a criar um avatar mulher. Mas disso eu já falei…
Enfim, o negócio é o seguinte: o poder, seja lá qual for — o poder da força, da beleza, do dinheiro, da inteligência, etc. — traz em si ou uma benção ou um terror. No meu caso, ser uma mulher virtual gatíssima foi muito interessante, uma vez que a beleza abre mil portas (fui convidado a conhecer várias residências e áreas privativas, meu inglês melhorou bastante, um belga teve paciência para ouvir o tatibitate que sobreviveu das minhas aulas de francês e até um alemão quis me ensinar sua língua), mas — puta que o pariu! — há coisa pior nesse mundo do que homens estúpidos? Os piores são aqueles caras sarados, com cem músculos até no dedinho do pé, e apenas vinte palavras no vocabulário. Eu pergunto: de que vale ser um cara marombado num mundo virtual? Mulheres, por favor, me respondam: haverá algo mais broxante do que um cara mais sarado que o Rambo, mas sem um pingo de inteligência, imaginação e senso de humor? Sim, eu sei, a recíproca é verdadeira. Mas estou tratando dos coitados que vinham cantar minha falecida avatar. Com meia dúzia de palavras eu facilmente destruía cada um deles. (Segundo os hindus, além de a vida neste mundo concreto também ser uma ilusão, as batalhas no céu teriam sido travadas com mantras, isto é, com palavras.) E não adianta dizer que eram provavelmente todos moleques. A média de idade no Second Life é de 30 anos! Cada otário! Cheguei ao ponto de virar puta, afinal, se os caras queriam tanto me comer que pelo menos pagassem. Sim, o horror! o horror!, vida de puta, mesmo virtual, é o fim da picada. Um absurdo ter de dizer o que não se quer dizer, gemer quando não se quer gemer, apenas para conseguir uma grana para comprar aquele vestido lindo! Que deprimente! Pobres mulheres lindas, a que riscos e tentações estão submetidas! Que Deus as proteja. Estou morrendo de dozinha de vocês. Se precisarem dum ombro amigo, falem comigo, ok? Muah hahaha!
P.S.: Qualquer dia narrarei as experiências em seus pormenores…

“Outro dia eu até me lembrei da promessa de campanha do Lula. Ele pode até ter criado dez milhões de empregos. Só que foi na China e não aqui. Caímos numa verdadeira arapuca.”
Rodrigo Loures, presidente da federação industrial paranaense, em entrevista à Isto É Dinheiro Nº471
No dia 15 de Setembro, a jornalista italiana Oriana Fallaci encerrou sua missão: partiu desta pra melhor. Bom, melhor em termos, vá lá saber o que é o pós-vida de uma atéia honesta e corajosa, talvez ela preferisse ter deixado de existir, sei lá, mas… enfim, a mulher trabalhou muito por aqui entrevistando, conforme diz a revista Época citando a própria, “os filhos da puta estúpidos que mandam em nossas vidas”. (Faltou entrevistar o Chávez e o Lula, provavelmente.) Eu a li pela primeira vez ainda garoto graças à coleção de revistas Playboy que meu pai mantinha. Sempre que rolava uma entrevista com algum ditador, terrorista, líder revolucionário, aiatolá e assim por diante, lá estava a assinatura dela: Oriana Fallaci. Uma mulher de fibra que, ainda pré-adolescente, participou da resistência florentina contra os alemães na Segunda Guerra. Indignada com a violência e com os ataques à liberdade, tornou-se correspondente de guerra e, por fim, uma entrevistadora que parecia jogar pimenta na cara dos entrevistados. Há uma entrevista com ela, na revista Época, concedida ao jornalista dinamarquês Flemming Rose, o editor do Jyllands-Posten, o mesmo que lançou o concurso de caricaturas de Maomé. Sim, porque seus últimos três livros são alertas contra a islamização da Europa que, conforme me disse o Olavo de Carvalho outro dia, foi prevista por Frithjof Shuon, discípulo de René Guénon, ainda no início do século XX. (Citei alguns dos artigos da Oriana sobre o mesmo tema, por ocasião dum comentário do jornalista Janer Cristaldo.) Bom, leia este trecho da entrevista publicada pela revista Época:
Rose - Você se encontrou com o Papa Bento XVI no ano passado. Sobre o que vocês conversaram?
Rapaz, quase não dá pra acreditar, mas parece que é verdade. A Câmara Municipal de São Paulo realmente aprovou o fim de todo o tipo de propaganda externa na cidade: outdoors, bilboards, banners, faixas, letreiros em táxis, ônibus e até aviões. Na mesma leva, os tamanhos de totens e painéis em fachadas de comércio foram significativamente reduzidos. O projeto original do prefeito Gilberto Kassab (PFL) foi tornado ainda mais restritivo pelos vereadores.
As empresas de publicidade estão esperneando. A ver se o judiciário não mela a história e se a Prefeitura realmente fiscalizará.
De tão positivo, nem parece verdade. Aqui o link da matéria na Folha de hoje.
O mais interessante do Second Life não é o que ele é hoje mas o que ele será amanhã. Com o avanço da tecnologia e a aceleração do tráfego de dados, num futuro não muito distante, essa realidade virtual mostrará sua face revolucionária. A internet nunca mais será a mesma. (Voltarei mais vezes a essa questão.)
Muita “gente graúda” já percebeu isso e está criando sua própria região no Scond Life, tal como a New York Law School, que construiu uma réplica da Suprema Corte dos EUA, um anfiteatro/cinema, afora outras coisas.
Quem já assistiu ao filme Guerra nas Estrelas, ou à saga Matrix, sabe que os Jedi e os combatentes de Zion fazem reuniões às quais comparecem virtualmente. (Os Jedi aparecem como hologramas.) É o que ocorre no Second Life. Cada personagem que vemos é o avatar de alguém que realmente existe em algum lugar do mundo. Não é um vídeo-game. Por isso, a New YorK Law School está levando a coisa a sério e planejando para breve palestras e debates em seu anfiteatro, abertas ao público em geral, assim como a apresentação de filmes, que defendam a liberdade e a democracia.
Algumas imagens:
A pedido não direi seu primeiro nome, mas posso dizer que finalmente conheci uma brasileira boa de papo no Second Life: signorina Corleone. Ela é cheia de viagens mirabolantes e, sendo filha de argentinos, me pediu para conversamos apenas em espanhol. Quando comentei que fui convidado a me retirar de uma região porque tratava-se duma área para lésbicas, me disse: “Uê, registra outro nome no site do Second Life, entra como mulher e vai lá”. Tão óbvio… Por que eu não pensara nisso antes? Aliás, já comecei meu laboratório como mulher. Criei uma avatar de forma a me deixar… hmmmm… excitado. Sim, o efeito é devastador. Os homens se jogam aos pés da minha personagem. Muitas mulheres também. (Sou uma mulher linda, inteligente, irônica e fatal, hehe.) Um londrino chegou a se oferecer como professor particular para ajudar a melhorar meu inglês, o que aceitei de pronto. Muito louco estar pela primeira vez “do lado de lá”, do lado da “coisa mais linda que eu já vi passaaaaar”. A beleza feminina, mesmo a virtual, deixa a todos completamente retardados. Tudo bem, eu também fico pasmado frente à beleza real delas, mas me cuidarei mais no mundo do Second Life. Vai saber se a linda garota aí no monitor, lá do outro lado da rede, não tem um peito mais cabeludo que o deste maquiavélico escritor…
Não direi o nome da minha avatar nem mostrarei sua foto porque quero sacanear alguns amigos. Imagine que engraçado se ela seduzisse o Daniel Ahmed, por exemplo, e o fizesse transar virtualmente. Seria a “Brincadeira do Copo II - a Missão”… Rindo, contei meus planos diabólicos à bela signorina Corleone. A figura, mais que depressa, começou a me presentear com alguns vestidos sedutores. Apenas uns três ou quatro, claro, ela não pretende me encontrar por aí usando a mesma roupa. Ganhei um igual ao que ela usa nesta foto no Santuário do Rock. (Continua…)
O governo boliviano deu uma leve recuada em suas ofensivas contra a Petrobrás nos últimos dias. (Por enquanto.) Indagado a respeito pela Agência Estado (li no jornal O Popular), o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, saiu-se com uma pérola:
AE: A eleição presidencial no Brasil de alguma forma influenciou esse processo de nacionalização?
Villegas: Sim. Compreendemos que o Brasil está num processo eleitoral. Nós, como governo, alentamos que ganhe o presidente Lula. Não somente para a Bolívia, mas para a América Latina. Isso é importante.
Alguém ainda duvida que essa gente é toda ela farinha, digo, cocaína do mesmo saco? Com este post, inauguro a tag “América Latrina”.
Do meu amigo José Luis Mora Fuentes, responsável pela Instituição Hilda Hilst:
A Casa do Sol, sede da Instituição Hilda Hilst, foi construída pela escritora em 1966. Trata-se de uma construção diferenciada, estilo colonial mineiro, com 700m2, rodeada por árvores e um paisagismo diferenciado num terreno de 12.000m2. Foi aí que a escritora viveu por quase quarenta anos e onde realizou praticamente 80% do seu trabalho.
É Patrimônio Cultural que deve ser preservado.PARTE DA MADEIRA E MÓVEIS QUE COMPÕE A CASA DO SOL VEM SENDO DEVORADA POR… CUPINS!
Conforme comentei, essa pressão do Ministério Público sobre o Orkut e a Google poderia não visar apenas combater crimes, mas iniciar uma caça às bruxas contra o pensamento discordante, isto é, tornar-se pura ação totalitarista. Quem não quis apoiar a Google, a liberdade de expressão e de opinião, agora poderá ter dificuldades para reclamar. Os totalitaristas começaram a mexer em seus (nossos) direitos digitais. (O Alerta Total já tinha avisado que a Polícia Federal estava de olho na comunidade Fora Lula 2006.) Ou terão sido hackers? Não parece, mas a verdade é que até agora ninguém se pronunciou. Veja esta matéria:
Comunidades somem do Orkut sem deixar rastros
Bastou uma madrugada e pronto. Pelo menos dez grandes comunidades do Orkut foram apagadas, sem explicação. A maioria tratava de temas políticos e era relacionada à oposição.
A maior de todas as comunidades varridas da rede na madrugada de sábado, a “Fora Lula 2006″, tinha 180 mil integrantes. Diferentemente do costume em casos assim, nenhum grupo de “defacers” (hackers que desfiguram páginas) assumiu a autoria da ação.
“Foi um ataque à liberdade de expressão”, afirmou ao G1 o publicitário Fernando Nascimento, 21 anos, criador e moderador da “Fora Lula 2006″. “Já sabia que isso poderia acontecer, não fui pego de surpresa”, completou.
O moderador da também apagada “Serra 45″, Thierry Besse, 21 anos, teve o próprio perfil apagado. A comunidade que ele mantinha, com 11 mil participantes, sumiu. Para Thierry, que é filiado ao PSDB, os ataques tem caráter criminoso.
O rol de comunidades apagadas não inclui apenas aquelas de aspecto político-ideológico (como “Heloísa Helena Presidente”, “Mamãe, eu sou reaça”, “Olavo de Carvalho”, “PSDB Nunca Mais” e “Anti-PT”), mas também outras que tratam de cerveja (”Kaiser” e “Skol”) e confissões (”No Escuro”), entre outros temas menos cotados. Os grupos mais populares já começaram a ser reconstruídos. Do zero.
Borracha no Orkut
Uma comunidade do Orkut pode ser apagada de duas maneiras. A primeira depende da ação do próprio moderador. A segunda, da administração do site que, por solicitação dos usuários, barra conteúdo ofensivo.
Os representantes do Google não foram encontrados para comentar esta reportagem.
Veja abaixo a lista das comunidades apagadas do Orkut:

A relação entre áreas de proteção à natureza e comunidades locais em países do Terceiro Mundo é algo pra lá de complicado. Qualquer um que conheça nossos parques nacionais e tenha olhos de ver sabe disso. A proteção à natureza por aqui frequentemente tem como efeito colateral prejuízos aos modos de vida e à cultura de inúmeras comunidades locais. A ortodoxia conservacionista leva muitas vezes à geração ou ao aumento da pobreza, em função das restrições impostas a atividades econômicas de subsistência.
Mais recentemente, entretanto, novas formas de pensar a conservação em parceria com estas comunidades têm levado a resultados muito interessantes, tanto para as populações, quanto para a natureza. As reservas extrativistas, surgidas a partir do movimento dos seringueiros na Amazônia, são um modelo absolutamente inovador e brasileiro de conservar a natureza e melhorar a qualidade de vida das populações. Ao invés de tomar sua terra para que o Estado a conserve, faz-se o inverso: asseguram-se a estas populações os direitos sobre o território e elas, com o devido apoio, se encarregam de preservar. (Continua…)
Vocês acham que exagerei no título? Pois vejam só o que Nosso Líder disse, em matéria da Folha:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em comício em Araraquara (SP), ter mais ética e moral do que todos os adversários juntos. ‘Se colocar todos eles num balaio, não valem o que eu valho. Do ponto de vista moral e ético.’
É de doer, né não? Quando li, lembrei de uma frase que Stalin ordenou que fosse colocada em sua biografia oficial: “Stalin jamais deixou que seu trabalho fosse prejudicado pela mais leve sombra de vaidade, presunção ou idolatria”*. Ha! ha! Demais! E sabe a quem Lula se comparou dia desses? A Jesus Cristo! E sabem o que dá a cruza de Stalin com Jesus? Um Anticristinho. Meu Deus!!! a luz da razão quase me cega nesse momento! Preciso usar óculos escuros quando penso.
*Tirei a frase de Stalin do livro “Auto-Engano“, de Eduardo Giannetti, que recomendo veementemente. A frase é tão famosa que gerou o termo Paradoxo de Stalin.
A Elon University fez uma pesquisa com 742 pessoas-chave na área de internet, visando traçar um cenário para a internet em 2020. Segue alguns excertos, bastante interessantes, sobre algumas previsões. O documento original pode ser encontrado aqui.
“In 2020, it may no longer be ’screens’ with which we interact. What I mean by ’screen time’ in 2020 is time spent thinking about and interacting with artificially-generated stimuli. Human-to-human non-mediated interaction counts as ‘face time’ even if you do it with a telephone or video wall.” – Glen Ricart, Internet Society board member, formerly of DARPA
Júlio Daio Borges, do excelente Digestivo Cultural, escreveu sobre a relação entre os jornalistas e os Blogs. Veja só um trecho:
Os jornalistas passaram a vida inteira escutando que não podem – em hipótese alguma – citar a concorrência. Se a concorrência “der” antes, azar – “vá lá e dê de novo (como se fosse você o primeiro a dar). E jamais confesse isso em público.” Se a concorrência tiver mais razão, “cozinhe” a notícia e dê de novo (“como se a notícia fosse sua”). Admitir um erro é a suprema humilhação. “A concorrência, oficialmente, não existe para nós.” (Estenda esse raciocínio, também, a seus colegas de trabalho… Todos.)
Acontece que a internet é o contrário disso tudo. O link é a moeda de troca da internet. Tanto para quem “linca” quanto para quem “é lincado”. Link não é nota de rodapé; link não é referência bibliográfica; link não é, muito menos, auto-referência (embora, às vezes, aconteça…). Link é link. E existe toda uma arte em lincar… Os jornalistas não aprenderam ainda; porque eles nunca aprenderam a citar!
Você pode encontrar o texto completo aqui .
Aí, Júlio, linkei direitinho, né?
O post do Yuri sobre o demônio do Lula querendo acordar e o do Paulo reproduzindo o artigo do Reinaldo Azevedo sobre “Origens do Totalitarismo” primeiro me deprimiram, depois me deram uma preguiça danada.
Aí fiquei pensando pra onde vou me mandar na hora em que essa escumalha fechar o Congresso e começarem os fuzilamentos. Até troquei uma idéia com o Paulo sobre o assunto e chegamos à conclusão de que primeiro nos exilaríamos nos Estados Unidos só de implicância. Eu faria até um discurso exaltando o capitalismo, o que não combina comigo, antes de levantar o dedo e bater a porta atrás de mim. Depois, provavelmente iria para Buenos Aires tirar onda usando meu cachecol com ar blasé, tomando mate e fazendo de conta que lia Ernesto Sábato em bancos de parque, enquanto remoía meu ódio e me autoflagelava por já ter dito palavras como “neoliberal”, por ter feito parte de uma chapa do DCE e, pior, por ter digitado 13 duas vezes em 2002.
Mas depois fiquei racional e lembrei que o verdadeiro equilíbrio do poder aqui, o fiel da balança desta pobre democracia, não está nos checks and balances e blá blá blá, mas em que tem o cacete guardado, isto é, nos milicos. Essa escumalha do PT e o demônio do Lula só podem aprontar qualquer aventura deste naipe se os militares concordarem em ficar quietos nos quartéis ou até em sair de lá para ajudar a fechar o Congresso. Se não, não vai.
Eu queria saber um pouco mais sobre o perfil dos comandantes das forças armadas e sobre as idéias que circulam pela caserna hoje. Eu acho que, neste segundo mandato, se esta turma do PT sentir que tem suporte dos tanques, o bicho pega. Mas eu acho que não tem. Acho que os milicos, para o nosso bem, não se aventuram.
Por via das dúvidas, vou reforçar os contatos com meus amigos nos EUA e na Argentina e mandar lavar meu cachecol.