Saturday, September 16, 2006

Recomendações de filmes

paulo paiva, 12:17 pm
Filed under: cinema, sites
Tags: 

A muuuuito tempo atrás (uns 5 anos) existia um site chamado “Moviecritic”, que recomendava filmes baseado no ranking que você dava a filmes que assistiu. Seu ranking era cruzado com o de outros usuários, de forma que as recomendações de filmes eram dadas estatisticamente com base em gostos similares ao seu. Era muito funcional e bastante preciso. Ele simplesmente desapareceu e eu fiquei tentando imaginar o porquê de uma idéia tão boa ser abandonada. Acabei descobrindo que a IBM tinha comprado o algorítimo base da coisa e, por interesses diversos e má visão de futuro, desativou o site. Recentemente, um mané, em um fórum na internet, aproveitou para desancar o “Capitalismo”, que tinha sido o responsável por acabar com o site (Pfff!). Entretanto, era simples questão de tempo para algum empreendedor retomar a idéia. Vezenquando, eu buscava algo similar na net. Pois olha só, acabei de descobrir o substituto e é muito bom: o Movielens, que, ainda por cima é da safra Web 2.0. É um projeto ligado a uma universidade americana e tem grande chance de se tornar um grande sucesso. A interface é bastante intuitiva e suas previsões também são acuradas. Confiram!

Mais posts:

« « Frase de cinema — 21| Gonçalves » »




15 Comments

  1. lgustavo escreveu,

    tem certeza que o endereço está certo? Não abriu aqui.

    Comentário de 16-9-2006 @ 3:50 pm

  2. Paulo Paiva escreveu,

    Cara, acabei de conferir e funcionou. Talvez tenha sido uma falha momentânea no site.

    Comentário de 17-9-2006 @ 9:26 pm

  3. Carlos escreveu,

    Tô tentando, mas tá difícil. Tem q se cadastrar e tudo mais. Navegabilidade difícil!

    Comentário de 19-9-2006 @ 4:44 pm

  4. daniel christino escreveu,

    Eu não resisto!!

    Paulo, o programa é “Free, personalized, non-commercial, ad-free”. Nada particularmente muito capitalista, não acha? E a coisa fica pior. É patrocinado pela Universidade de Minnesota, pública (ou seja, funcionando prioritariamente com verbas estatais). Neste caso, pelo menos, não foi o Capitalismo que veio nos salvar.

    Comentário de 19-9-2006 @ 10:44 pm

  5. Paulo Paiva escreveu,

    Ai Daniel, vc por acaso acha que o trabalho voluntário seria “proibido” no mundo capitalista? Era só o que faltava. A própria definição de trabalho voluntário, ou seja, um trabalho que não é remunerado, encontra sua apoteose no próprio sistema capitalista! Afe, vai ser socialista assim lá na Coréia do Norte! Eu daria 4 meses pra vc, no meu sistema de ranking para socialistas (ver meu comentário no post do Yuri, “Humanose”). Além do mais, esses caras já tem um link do imdb em todo filme. Daqui um pouco eles já estarão fazendo grana com marketing, ou não. O que não implica em nenhuma imcompatibilidade com o Sistema Capitalista Mau, my friend.

    Comentário de 20-9-2006 @ 2:03 am

  6. daniel christino escreveu,

    Vamo lá Paulo. Há um problema de fronteira aí e um raciocínio circular.

    Primeiro o problema de fronteira: o que é e o que não é capitalismo? Sem uma definição clara, cai-se no segundo problema: tudo o que é gerado dentro do sistema capitalista é, por isso mesmo, capitalista. E gira a rodeira…

    Se a gente definir capitalismo sem o aporte político (apenas economicamente) a China é capitalista - aliás, fiquei um tempão conversando com un Chinês no SL sobre estas questões - assim como a ditadura militar também era. Quando falo capitalismo penso no mercado, isto é, um sistema de trocas regido monetariamente. No caso do exemplo acima, quem está bancando não está recebendo nenhum em troca (monetariamente). Se qualquer sistema de troca for capitalista, então a bomba de sódio e potássio também é; ou as trocas de calor entre a pele e o ambiente; ou mesmo a troca de olhares. Não dá, né. Por isso qualifiquei as trocas como monetárias. Se você tiver uma definição melhor, sou todo ouvidos.

    Outra coisa. Irritante esse negócio de dizer que eu acho isso ou aquilo “proibido”. Nem tudo que é permitido é necessariamente derivado do poder ou razão que o permitiu. Além disso eu não disse nada sobre proibir isso ou aquilo. Se você quiser colocar palavras na minha boca, Paulo, vai ter que me pagar (monetariamente). Hehehehe.

    Comentário de 21-9-2006 @ 4:31 am

  7. Paulo Paiva escreveu,

    Daniel, suas palavras o denunciaram. Da forma que vc escreveu, foi como se vc estivesse “provando” pra mim que o fato de uma iniciativa dessas vir de uma universidade pública necessariamente significava que 1. essa iniciativa não era adequada ao sistema capitalista e 2. o capitalismo não é tão bom assim, pois uma “outra coisa” fez um bem à comunidade, insinuando, é claro, uma alternativa (um mundo mais fraterno e a merda que segue essa frase). E não venha me dizer que eu coloquei palavras na sua boca. Por qual outra razão vc usou a frase “Eu não resisto?”. Obviamente vc queria pisar no meu calo, que, neste caso seria minha defesa do sistema capitalista, exemplificada no meu post sobre o Magnatune. Mas vc está certo (Aha! Surpresa!). É preciso definir capitalismo. Eu uso essa palavra em contraposição ao socialismo visando causar um auê. Por exemplo, eu adoro me definir como pró americano, pró israel e pró capitalismo, quando estou num boteco com meus amigos esquerdistas. Gosto de ver as ondas de choque se propagando. Mas tudo isso precisa ser definido, é claro. Quanto ao capitalismo que defendo, ele está mais próximo do existente nos EUA e muito longe do da China. Capitalismo sem liberdade é pura opressão. Nos EUA e em alguns poucos países no mundo, o capitalismo se apoia em 5.000 anos de história. Os desvios são em razão da “mente revolucionária”, que joga, sem pejo algum, o aprendizado de 5.000 anos no lixo e cria “algo novo” a partir da destruição. Putz, estou me tornando um conservador de marca maior, né, não? Quem diria… abs.

    Comentário de 22-9-2006 @ 8:26 am

  8. daniel christino escreveu,

    Pequeno barraquinho com o Paulo, finalizando.

    Você ainda precisa comer muita poeira, Paulo, para ser um enrolador do naipe do Olavo. Sabe como é, arrancar da cartola das minhas palavras intenções escondidas como se fossem contradições das quais não me dou conta. Como quem procura me esclarecer sobre um erro oculto e perigoso; como quem procura me avisar sobre o buraco de Tales (isso aqui é um biscoito fino, se é que você me entende).

    Em toda esta nossa pobre dialética, Paulo, eu pretendia dizer, de uma forma excessivamente sutil admito, que você está correndo o risco de ser reducionista e simplificador quando tenta transformar qualquer iniciativa privada (individual) num elogio ao capitalismo.

    Por fim, sobre sua audácia intelectual, sugiro - como já o fiz ao Yuri - um debate num nível um pouco mais articulado do que a mesa de bar. Pode ser instrutivo.

    Comentário de 23-9-2006 @ 12:02 am

  9. Paulo Paiva escreveu,

    Cara, de fato, preciso “comer mais poeira”. Mas não para me tornar um “enrolador” como o Olavo. Disso discordo, pois, pra mim, ele é o maior intelectual brasileiro. Agora, Daniel, vir com argumento de autoridade pra cima de mim, bitcho? Como se vc não pudesse ter “intenções escondidas como se fossem contradições das quais não me dou conta”. Vc é perfeito, por acaso? E eu sou um pobre diabo que não estudou o suficiente pra debater com vc? Vai conversar então só com professor de filosofia, porra. Ou então, desca de seu pedestal para conversar com os simples mortais. Vc não precisará de abdicar de seus “biscoitos finos”…

    Comentário de 23-9-2006 @ 7:42 am

  10. Paulo Paiva escreveu,

    Continuando, mais uma coisa: Sim, estou tentando transformar qualquer iniciativa privada (individual) num elogio ao capitalismo, porque são somente em sociedades capitalistas liberais (fora as sociedades indígenas, atualmente conservadas numa bolha) que a liberdade individual viceja.

    Comentário de 23-9-2006 @ 8:02 am

  11. daniel christino escreveu,

    Paulo, você fez algum curso por e-mail sobre como interpretar equivocadamente cada palavra que eu digo? Meu Deus do Céu!! A referência à mesa de bar era dirigida não à capacidade das pessoas, mas ao nível de articulação. Tipo: “Eu uso essa palavra em contraposição ao socialismo visando causar um auê”. Em mesas de bar, Paulo, aprofundamento só no copo de cerveja. Graças a Deus.

    Bem…concordo que o Olavo é um grande intelectual, mas esse negócio do “maior”, “mais fodão”, “mais incrível” é pura babação de ovo. Além do mais, você poderia me mostrar como é que se desce de um pedestal reformulando lá o seu superlativo para “o maior intelectual que eu já li”. Fica menos pedante.

    Apelo à autoridade? Paulo, pra cima de você? Se sentiu, em algum momento, que eu me colocava acima de você foi porque VOCÊ se sentiu inferior e não porque EU me considero superior. O que me parece estranho vindo de alguém que usou expressões como “suas palavras o denunciaram”, “vai ser socialista assim lá na Coréia do Norte”.

    Pensar a partir do Olavo não significa emular o estilo argumentativo do cara, forçando textos denuncistas, como se a alma estivesse aí para ser decifrada em cada expressão, parágrafo ou texto. As pessoas geralmente são mais complexas e interessantes do que imaginamos e não se devassa o mundo interior de ninguém por motivos ideológicos. Mas aí já meto o carro na frente dos bois, pois o contato com o Olavo o está fazendo assumir - juntamente com os argumentos - o ethos enunciativo do cara. Mas já me perco em minhas digressões.

    O que importa é o seguinte: nem todas as esferas da existências estão submetidas à economia - embora estas esferas se toquem, produzindo relações difíceis de caracterizar. A moralidade não está submetida à lógica do Capitalismo - como também ao Socialismo. E a exceção é justamente o mais interessante: as sociedades indígenas. Só que as exceções vão desaparecendo para que a lei funcione com perfeição cada vez maior. Talvez devêssemos nos perguntar, com maior frequência, porque não possuimos a competência indígena específica para existir. Isso não significa ser socialista. Talvez devêssemos pensar a experiência do Pedro como um verdadeiro Second Life e tentar entender melhor o que fizemos ao longo da história. Isso não é esquerdista ou socialista, é bom senso. Porém, devo admitir, nem todos nós somos atormentados pelo bom senso.

    Comentário de 23-9-2006 @ 7:12 pm

  12. yuri vieira escreveu,

    Pra mim, conforme disse o Pedro (pelo menos conforme eu entendi dele e também do Ricardo Calaça, antropólogo), a sociedade indígena só é como é porque ninguém ali tem vida privada. Para mim, viver assim seria insuportável. E acho impossível uma sociedade assim dar à luz um Shakespeare, um Dante, um Platão, um Dostoiévski, etc. todos personalidades do tipo que só podem vir à baila graças a uma extrema experiência interior, a uma total independência intelectual frente à coletividade circundante. Quando aparecer um Shakespeare da aldeia, me mudarei pra uma.
    ()’s

    Comentário de 25-9-2006 @ 8:25 pm

  13. paulo paiva escreveu,

    Yuri, obrigado por colocar um comentário no meio. Senti uma vontade irrefreável de responder ao Daniel, de dizer que ele está targiversando, mas eu não vou falar não, senão esse troço vai longe e não tem cerveja. Finito.

    Comentário de 25-9-2006 @ 10:39 pm

  14. eneida escreveu,

    gostaria de encontrar sites que eu possa buscar os filmes pela sinopse, pois trabalho indicando filmes para escolas e empresas, obrigada

    Comentário de 29-9-2006 @ 11:47 am

  15. paulo paiva escreveu,

    Eneida, talvez este site ajude:
    http://www.allmovie.com/
    Nele vc pode pode iniciar por um filme e ir navegando por palavras chave, no menu à esquerda. É o que mais se aproxima do que vc quer.

    Comentário de 29-9-2006 @ 6:58 pm

Sorry, the comment form is closed at this time.



83 queries. 9.171 seconds. | Alguns direitos reservados.