¿Que pasa?
Este site, que costuma receber em média 1000 visitas/dia, de repente passou a receber mais de 2000/dia. Ontem chegamos a 3000. Humm. (Cofiando o cavanhaque.)

Este site, que costuma receber em média 1000 visitas/dia, de repente passou a receber mais de 2000/dia. Ontem chegamos a 3000. Humm. (Cofiando o cavanhaque.)

Quando você finalmente aderir ao Second Life, esta é a região em que irá nascer: The Help Island, que não é senão uma espécie de umbral para a Main Land, onde você realmente irá iniciar sua segunda vida. A área circular da foto vive em constante efervescência. É nela que pipocam a uma taxa de vinte por minuto os novos avatares. (O Second Life possui atualmente 806.237 habitantes, dentre estes, se nos basearmos na comunidade do Orkut - Second Life Brasil - 918 são brasileiros.) Estou quase criando um avatar apenas para ficar vagando pela Help Island e gritando aos recém chegados: “Abandonai todas as esperanças vós que entrais, pois em breve estareis irremediavelmente viciados e perdereis vossas primeiras vidas!” E a isto se seguirá uma gargalhada tétrica: ahahahahaha!


Pra quem não sabe, esse é um feitiço básico que aprendi na infância - não me lembro se em São Paulo ou se com meus primos no Rio de Janeiro - utilizado para azedar os planos alheios. Hehe, costuma dar certo…
Eis o diálogo, via podcast da Veja, entre os dois “golpistas” da hora, que têm todo o meu apoio.
Um singelo vídeo para meditação pré-eleitoral…
Olhaí por que deram um chá de sumiço no Boris Casoy. O governo federal ameaçou retirar sua verba publicitária da Record, caso o Boris não fosse afastado, e os pastores cretinos, que pelo jeito não entendem mesmo nada de consciência, baixaram a cabeça. Lula é de fato um ditador em fase larvar. E ainda estou com saudade do Boris…
O World Trade Center foi destruído por fanáticos religiosos, mas esse atentado terrorista jamais será apagado de nossas memórias. No Second Life, por exemplo, há ao menos quatro réplicas virtuais das torres gêmeas. Estive em três delas e, na mais caprichada, cheguei a conversar com seu diretor/construtor, o inglês Jon Vang Padan, 40 anos de idade. Jon mora num subúrbio a 12 milhas do centro de Londres e decidiu criar seu memorial na área virtual de Solchan - The JV Center - em homenagem a um amigo norte-americano, um bombeiro morto juntamente com dois irmãos na queda da última das torres. Seu memorial apresenta não apenas a reprodução em grande escala das torres, mas ainda diversas fotografias reais - feitas antes e após os ataques - e uma maquete. Pretende acrescentar vídeos e textos assim que lhe sobrar algum tempo.

Esboços por Frank Gehry — Documentário
Titulo Original: Sketches of Frank Gehry
Tenho certeza de que mais da metade da platéia era de arquitetos. Eu mesmo só ouvi falar de Frank Gehry porque fiz alguns anos da faculdade de arquitetura, antes de passar para letras. Mas o documentário também é interessante para não arquitetos, porque aborda um problema tocante a todos que trabalham ou desejam trabalhar com arte: como sobreviver fazendo uma obra que não corresponde aos anseios do mercado? É claro que Gehry não dá a receita, mas sua vida serve de exemplo. Ele era um arquiteto careta, fazia simplesmente o que o mercado pedia, até que resolveu seguir sua intuição e ser ele mesmo. Daí para frente todo mundo começou a pagar para que ele fosse exatamente ele mesmo; e veio a conseqüência fatal: ele se tornou o arquiteto milionário e famoso que é hoje.
Mas o que eu achei mais interessante é um detalhe que talvez nem tenha interessado aos muitos arquitetos da platéia. Gehry só se tornou Gehry depois que se divorciou. Parece que o freio para a sua ousadia não vinha propriamente das exigências do mercado, mas da caretice da sua mulher. Depois de uma consulta com um analista — que mais tarde se tornaria famoso exatamente por causa disso — Gehry largou a mulher e três filhos, e foi fazer a arquitetura que realmente queria fazer. O mundo ganhou prédios lindos, e Gehry, além de ganhar o privilégio de ser exatamente quem ele queria ser, mais tarde veio a ganhar também um novo amor — esse certamente muito mais verdadeiro que o anterior.
(Continua…)
Eis a imagem do horror para os petistas. Mais detalhes aqui.


A Banff Mountain Photography Competition é o principal concurso internacional de fotografias sobre montanhas. Realizado pelo Banff Center e pela National Geographic Society, acaba de divulgar as imagens premiadas na edição deste ano. O grande prêmio foi para a imagem acima, capturada por Andrew Querner, durante uma escalada no Cirque of the Unclimbables, Canadá. A expressão de incerteza de seus companheiros em meio ao clima inclemente durante uma escalada radical resume de maneira incrível a experiência do montanhismo. Para conhecer os ganhadores nas outras categorias, clique no link acima.
Lutar contra o islamismo é coisa de mulher. Eu sou homem. Se eu vivesse num estado islâmico, teria muitas vantagens. Em primeiro lugar, poderia ter quatro mulheres. Talvez eu não quisesse quatro, isso é muita areia para o meu caminhãozinho, mas certamente eu ia querer uma jovem segunda esposa quando minha mulher chegasse aos quarenta. Outra coisa boa é que eu não ia ter de ficar me explicando o tempo todo na minha própria casa. Minha palavra seria lei. Quando eu dissesse que ir à Disney não é bom para as crianças, não precisaria explicar as razões. Minha mulher teria de aceitar e pronto. Quando eu dissesse que minha filha não pode ficar na danceteria até as duas da manhã, também não haveria debate. Filha, esteja em casa às dez! Sim, papai. Isso é o sonho de todo pai de família, e nós o realizaremos graças ao islamismo.
Outra coisa boa dessa religião é não haver mulher na faculdade. Seria uma maravilha. Eu não ouviria professoras idiotas falando bem de Lênin e Che Guevara. Eu não ouviria professoras idiotas dizendo que não existe certo e errado, não existe melhor nem pior, tudo é a mesma coisa, toda moral se equivale. Se toda moral se equivale, então eu apóio os muçulmanos e você vai para casa cozinhar para seu marido. É a lição que elas merecem. Defenderam o relativismo por tanto tempo, agora vão defender a moral cristã em nome de quê? Se todas as morais se equivalem, me dá minhas quatro esposas e vai para o fogão! É disso que elas precisam.
(Continua…)
Acabei de assistir ao debate. Eu estava tomando umas num boteco, comemorando o lançamento do documentário do Pedro Novaes, quando resolvi, num ímpeto, ir pra casa assistir ao dito cujo. Saí à francesa, pois tal motivo é considerado ridículo hoje em dia, mas fui. Cheguei logo no início e, para minha decepção, e de muitos brasileiros, o Ali Babá não foi. O primeiro bloco foi chatérrimo, mas o restante foi bem melhor. Todos carcaram o ferro no Lula, é claro, com a Heloísa Helena mais contundente, apesar de mais maluca e destrambelhada. Ela é uma máquina de juntar palavras que, no conjunto, não fazem muito sentido. O Alkmin se saiu muito bem, bastante claro, direto e soube capitalizar pra ele vários ataques de HH. Demonstrou vários dados sobre o desempenho econômico pífio do Brasil e se saiu bem na questão da segurança, descolando seu governo da armação do crime organizado. O Cristovam não parou de martelar o tema da educação, que seria a sua “revolução doce” (ai, ai). Ele e o Alkmin fizeram apelos bastante razoáveis por um segundo turno. Quem assistiu ao debate só vota em Lula se for um demente moral. buenas noches e rezem pelo segundo turno!
Chamem-no de bundão ou fujão — e é mesmo; Lula sempre pregou o debate, não é verdade? Mas o fato que é sua ausência reduzirá significativamente a audiência do debate na TV Globo (todos queriam ver mesmo era o embate, o confronto). E isso lhe é bastante favorável, embora democraticamente lamentável. O eleitor, mais uma vez, ficará sem explicações.
O culto às celebridades é realmente algo espantoso. Às 19h39, enquanto escrevo esta nota, dois dos cinco textos mais lidos da Folha Online se referem ao famoso vídeo da Daniela Cicarelli com o namorado — perdem apenas para o informe sobre a desistência de Lula em comparecer ao debate de hoje à noite. Um detalhe: ambos os textos têm mais ou menos dez dias. Um é do dia 18 e o outro do dia 19. Resistem firmes e fortes entre os campeões de acesso. No dia 19, dia seguinte à divulgação da notícia pela mídia brasileira, textos sobre o flagra da modelo ocupavam as quatro primeiras posições.
O aspecto revolucionário do Second Life está em seu potencial, não naquilo que ele já é. Há três anos, entrei num “mundinho virtual” que imagino tenha sido o próprio. Era apenas um chat com “bonequinhos”, uma chatice de tão lento e tosco. Nada além disso. Mas, conforme avança a tecnologia, conforme aumenta a capacidade de processamento dos computadores servidores e clientes, conforme aumenta a velocidade da transmissão de dados, a coisa vai assumindo proporções espantosas. Hoje, um arquiteto já pode comprar um terreno ali e reconstruir virtualmente todos os seus projetos já realizados em vida, um condomínio, com casas planejadas apenas por ele, que pode ser seu portfolio profissional, seu mostruário. “Ah, você quer conhecer meu trabalho? Visite meu bairro: ‘arquiteto fulano (123, 87, 67)’”. E pronto. Um decorador pode se associar ao arquiteto e botar mãos à obra. Artistas plásticos (olha a chance dos escultores) e fotógrafos expõe seus trabalhos. Salas de cinema virtuais exibem filmes de verdade. (Já imaginou? Um festival de cinema ali dentro? Com entrega de prêmios e tudo mais?) A exposição de trabalhos em 2D pode parecer redundante, afinal, a internet já tem tudo desse campo. Mas o louco do Second Life é que ele reforça a ação do acaso no relacionamento virtual. Na internet, em geral, as pessoas saem pesquisando o perfil uma das outras no Orkut, ou através de blogs, e já entram em contato com o próximo condicionadas por aquilo que acreditam saber dele. No Second Life, não. Você encontra os demais como quem se esbarra na rua com um desconhecido e, sem qualquer razão que não seja a pura cortesia, troca com ele uma idéia. Amizades podem sair daí. Sociedades. Parcerias. “Ei, vai rolar um vernissage agora, vamos?” E vocês saem voando juntos.
Uma das coisas mais interessantes no Second Life é sua semelhança com os sonhos e projeções astrais. Para quem não vê o mundo como eu vejo, isso pode soar como uma grande besteira. Então apenas esqueça tudo o que já ouviu a respeito desses “esoterismos” e entenda: agora você poderá experimentar, em grau menor, o que certos místicos afirmam experimentar, a saber, o relacionamento com pessoas reais num ambiente onde tudo o que é imaginável é também possível. Sim, é virtual, é ilusão, a maya da Maya, mas as pessoas são reais e também as reações delas a suas ações. O sentimento de vergonha existe ali dentro, você se sente embaraçado ao cometer uma gafe em público e há aquela mesma timidez de sempre ao se aproximar duma “mulher bonita” pra puxar conversa. Retorna aqui toda aquela metáfora do mundo da Matrix no tocante a esse mundo real. Tal como num RPG, ou num simulador de vôo, é possível ter experiências ali dentro que nos aprimorem. Não importa se o mundo é feito da mesma matéria dos sonhos ou da mesma matéria dos pixels, os espíritos são os mesmos e não importa o meio que usam para se manifestar. Sem falar que Freud está ali o tempo todo: você pode expressar seus desejos mais recalcados. Daí toda a perversão que também existe no Second Life. Tal como colocou Swedenborg ao falar da vida após a morte, nessa realidade virtual cada qual se encaminha até as regiões com a qual se sente mais afim. Você pode ter ótimos diálogos, aprender outras línguas, ir a saraus de poesia, passar a tarde inteira fazendo compras, procurar um “emprego” ou expor seu trabalho, explorar sozinho ou acompanhado as curiosidades daquele mundo ou simplesmente ficar num inferninho de sexo explícito. Você é quem sabe.
Enfim, há muito o que falar sobre mais esse “fenômeno da internet”. Mas deixarei isso a cargo do Yuri Chandra, meu avatar no sistema, uma mistura daquelas coisas lindas que eu imagino ser com aquelas horríveis que trago em mim, o meu Mister Hyde pessoal.
Ontem assisti à “Cidade Perdida“, de Andy Garcia. Muito bom. Quatro estrelas. O filme retrata o período do final dos anos 50, imediatamente anterior à revolução cubana, até pouco tempo após sua efetivação. O que mais ressalta é a beleza da música cubana, que cria um ambiente perfeito, às vezes contrapondo, às vezes não, às cenas mais importantes do filme. Outro viés de análise é o político. Por este, o filme é cinco estrelas. Eu já tinha lido por aí que era a única fita do mainstream que retratava a revolução cubana de maneira claramente desfavorável. Estava esperando uma metralhadora giratória, mas o que vi foi mais para um tiro de precisão. A maior parte da crítica à revolução cubana se concentrou no seu aspecto sedutor e na progressiva perda das liberdades individuais, quando vitoriosa, representada pela trajetória de Fico, o personagem principal da estória, um poeta e dono de casa de espetáculos. Fulgencio Batista, o presidente cubano corrupto e violento, e Che Guevara, o guerrilheiro cubano corrupto e violento, foram retratados sem meias palavras. Nada supera ver Che Guevara na tela grande (uns 8 anos após “Os diários de motocicleta”) discursando sobre a justificação dos meios pelos fins, após matar friamente um soldado agonizante, da mesma forma como fizeram em outra cena os capangas de Fulgencio. Todas as palavras de ordem, que ainda ecoam por aqui, estão lá. É um filme que precisa ser visto.
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