Por que os argentinos são melhores contadores de histórias?
Neste final de semana assisti ao ótimo “O Cachorro” (“El perro”), filme do argentino Carlos Sorin, diretor do também muito bom
“Histórias Mínimas”. Trata-se da história - quase um filme infantil - de um aposentado solitário, cuja vida muda quando ganha um cachorro de raça que começa a ser premiado em exposições. O Cachorro tem a mesma característica de muitos dos melhores filmes do cinema contemporâneo argentino: a capacidade de extrair profundidade de histórias muito simples e, de forma conectada a isso, a sutil maestria de contar histórias muito humanas sem decair para o lacrimogêneo, para o sentimentalismo barato e para as emoções fáceis. Vejo este traço comum em vários filmes recentes muitos bons como o próprio “Histórias Mínimas”, “O Filho da Noiva”, “Lugares Comuns”, “Cleópatra” e “Kamchatka”, entre outros. (Continua…)







