Uma pergunta aos liberais
Bem, aí vai uma pergunta que meus amigos conservadores (liberais) nunca conseguiram me responder satisfatoriamente: quem paga o pato se o Estado suspender sua rede de proteção social, baixar os impostos e desburocratizar o mercado? Em quanto tempo estas medidas trarão “benefícios a todos”? Temos o direito de exigir que outros banquem nosso futuro em nosso lugar? Para não ficar numa eterna masturbação doutrinária tomemos um exemplo concreto: como ficam os moradores da Vila Coronel Cosme quando suspendermos sua bolsa-família? E não me venham com respostas do tipo “o dinheiro será aplicado em saúde e educação” porque isso não vai acontecer. E não vai porque até hoje não aconteceu, mesmo com empresas e pecuaristas enchendo a burra de dinheiro (meu deus, o bairro fica atrás da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura). Enfim, aos amigos que tanto acreditam no mercado, quantas gerações deverão pagar o preço pela nossa modernização e com quanto você vai contribuir? Ou vocês acham que um choque liberal pode ser feito sem nenhum sacrifício?

Gosto, particularmente, de viagens pessoais. Por isso me interessei por Hora de Voltar, filme idependente dirigido e roteirizado por Zach Braff, um cara que faz a série televisiva Scrubs – que eu nunca vi. Passou esta madrugada num dos Telecines. Como nunca tinha ouvido falar de Braff ou deste filme, fui me surpreendendo com a história. É despretensiosa e funciona bem. 
Agora vou começar a ter medo de barata. Ou paranóia. Imagine, a barata pode estar nos vigiando, pode ser uma agente secreta da Kaos, pode nos dedar. Bom, ainda bem que existem os spammers… Você não está entendendo, né? É o seguinte: 





