Eu sou um liberal democrata
Ainda não sei muito bem o que fazer com isso, mas pretendo descobrir.
Ainda não sei muito bem o que fazer com isso, mas pretendo descobrir.
Nesse final de semana, conversei por um bom tempo com a Andréa Leão e o Paulo Paiva sobre Auster, DeLillo, Pynchon e seus romances noiados. Depois, em casa, reli o ótimo ensaio do Martim Vasques da Cunha, O Triunfo da paranóia. Foi a cereja daquela conversa. Em meio à sua análise sobre Pynchon, ele cita este trecho duma palestra de Eric Voegelin:
“A alienação e a paranóia não são apenas problemas individuais, mas eles dominam a cena contemporânea na forma de várias ideologias, que sempre tentam perseguir alguém, ou sentem-se perseguidas por alguém, ou ambos os casos. E foi nesta ocasião que eu me deparei com o problema da paranóia no sentido teorético, o que não havia ficado claro para mim antes, porque a paranóia é geralmente tratada pelos psicopatologistas. Mas isto não é um problema, uma vez que se você tem várias pessoas em um estado paranóico (em termos práticos), isto é mais do que o caso de um paciente com uma psicopatalogista. Há alguma estrutura fundamental da consciência envolvida nesta situação.
Pô, o Sílvio Santos é campeão de audiência até no You Tube. Esse vídeo já foi visto 191.052 vezes mundo afora.
Essa outra, da noiva, também é engraçada.
(Continua…)
Um
Havia o escuro. Abriu os olhos e nada notou. Estava só, num lugar sem fim. Assustou-se e contemplou o escuro à frente. Podia ver-se, mas mais nada via. Não havia céu nem chão; apenas a amplidão. Estendeu a mão à frente, caminhou tentando tocar em algo, correu, pulou. Nada. Olhou a seu redor e só a si pôde ver. Vislumbrou o sem-fim.
Olhou o chão inexistente sob os pés. Deu um passo, foram dois, três, sete, dez… Apenas sentia o pé, a pressão na sola, cada passo, não o piso. Agachou-se. Hesitou por um instante e esticou a mão, devagar. Temeu o que não via e levou os dedos, depois a palma aberta, ao chão, que não existia. Passou a mão sob os pés, sem tocá-los. Tocou então toda a sola.
Levantou-se. Tocou os lábios, olhou a mão, cheirou-a e o braço, sentiu-se, notou cada parte, o pé, pés, as pernas, braços, ventre, abdome, peito… O peito. Pôde senti-lo apressado, assustado, tenso. Há vida, há vida.
Fechou os olhos. Cerrou-os então com força, toda que pôde, e viu um mosaico mutante, vermelho, formar-se à sua frente. Não mais via a si. Via apenas os tons avermelhados modificarem-se e repetirem-se. Manteve os olhos fechados, para não mais ver a amplidão.
Abriu os olhos apressado. Um som!
Apenas para corroborar minha concepção de que o Planeta Terra (ou Urântia, para os iniciados) é literalmente o lugar em que Judas perdeu as botas, o cu do universo, a periferia da periferia da periferia da periferia - ainda que vc more em Londres, Roma, Paris ou Nova Iorque - veja algumas informações (ou imaginações, diria o Daniel) sobre as transmissões cósmicas de dados, através das quais, imagino eu, zilhões de neguinhos teriam acesso ao “blog” do Anjo Gabriel:
(…)
5. Os diretores de teledifusão. As transmissões do Paraíso, dos superuniversos e dos universos locais estão sob a supervisão geral desse grupo de conservadores do pensamento. Eles servem como censores e editores, bem como coordenadores das transmissões materiais, fazendo uma adaptação, para o superuniverso, de todas as transmissões do Paraíso, adaptando e traduzindo as transmissões dos Anciães dos Dias para as línguas individuais dos universos locais.
Recebi um email malcriado - cazzo, pelo visto já começou tudo de novo - dizendo que este site não tem a menor relevância, já que os blogs do sicraninho, fulaninho e beltraninho (aliás, todos listados aí na coluna ao lado) possuem uma visitação muito superior à nossa. Critério interessante esse. Sem querer desmerecer a suposta “concorrência” - dois dos citados são realmente muito bons - isso é o mesmo que falar que Paulo Coelho é melhor que Guimarães Rosa só porque foi lido por mais gente. Segundo esse raciocínio, o blog da amiga da Jamila - como se chama mesmo a figura? - ah, sim, o blog da Bruna Surfistinha é milhares de vezes mais “relevante” que todos os nossos juntos.
(Continua…)
Stan Getz/Charlie Byrd “Desafinado” || Lionel Hampton “On The Sunny Side Of The Street” || Ella Fitzgerald “’s Wonderful” || Duke Ellington “I Got It Bad (And That Ain’t Good)” || Bill Evans and Jim Hall “Skating In Central Park” || Artie Shaw “Scuttlebutt” || Julie London “June In January” || Barney Kessel “Love”
Fonte: Poolside Jazz.
Vou preservar nossa fonte, não darei seu nome - eu corto o pescoço mas não digo que artista é - mas o cara mantém ralações estreitas com a turma poderosa de Brasília. Segundo ele, há uma jogada das mais maquiavélicas por trás do pagamento adiantado da dívida brasileira com o FMI. O acordo seria o seguinte: o governo teria pago toda a grana que devia, inclusive a dos próximos anos, e o FMI teria deixado nas mãos dele o montante correspondente aos juros, que agora será usado para bancar a campanha do PT para presidente. (Ahá!) Se nós não fôssemos apenas um blog maroto - e este país o desmoralizado Brasil - tal informação, se confirmada, seria o início dum watergate e nossa cabeça estaria finalmente a prêmio. Mas… quem somos nós? Um bando de blogueiros zé-ninguém. Entonces ¿quién habrá de escucharnos?
Eis uma definição de liberalismo político com a qual fica difícil não concordar, embora, ao que parece, alguns críticos associem-na à social-democracia. Em todo caso…
Todos os valores sociais - liberdade e oportunidade, progressos e riquezas e as bases do respeito a si mesmo - devem distribuir-se igualmente, a menos que uma distribuição desigual de quaisquer e de todos esses bens seja vantajosa para todos (…)
A justiça é a primeira virtude das instituições sociais, como a verdade o é de todos os sistemas de pensamento.
John Rawls
Como podem ver, depois de muito hesitar, resolvi marcar posição no debate. Vamos ver no que dá.
Ou é piada ou é a melhor, a melhor mesmo, coincidência que eu já vi. Acho que está mais para piada. Por favor, siga alguns poucos passos para entender do que estou falando. Vá até a página do Google e digite a palavra “failure”. Depois, clique em “Estou com sorte”. É bem engraçado o que aparece. Será que o Google tem algo a ver com isso? Ou foi um hacker? De qualquer forma, acho que já merece o prêmio (se houver) de a melhor piada do ano.
Olá Rodrigo
Fiquei feliz com seu comentário, afinal, mostrou mais consideração pelo nosso projeto - o Garganta de Fogo é sim um projeto e sem apoio estatal
-, pelo Alex e até por mim mesmo, já que, se eu fosse tão pseudo como vc parece colocar, não teria provocado tão longo e cuidadoso comentário da sua parte. Cuidadoso é a palavra certa. Muita gente entra aqui, passa a mão na cabeça do autor do texto, sai de fininho e a gente nem fica sabendo se curtiu mesmo o que leu ou se só está sendo legal com o amiguelho. Não é bom para o ego ficar a receber tão somente carícias de seda. William Blake é autor de um dos dísticos deste site (veja na coluna à direita o “Bem Dito”): “Oposição é verdadeira amizade”. Você pode sair pelo blog a ler os demais autores e confirmar. Eu posso ter lhe parecido um escroto - tal como avisei logo no primeiro comentário - mas permito que escrevam por aqui o que bem entendem, ao ponto de alguns ultrapassarem limites, tal como minha amiga Jamila, que praticamente me chama de burro neste outro post. Claro que já estou elaborando a resposta, na qual, entre várias outras coisas, explico o porquê de o termo eDitador ser uma mera piada - todos publicam antes mesmo de eu saber que estão escrevendo - e que quem realmente manda por aqui (até mesmo em mim) é a amizade que tenho por todos. Eu sou o eDitador apenas porque sou o único do site que conhece e é amigo de todos os demais há muitos anos já. Por isso, Rodrigo, encare isso aqui como uma mesa de boteco, onde todos discutem fundados na amizade e confiança mútua, sem deixar que faíscas mais luminosas e quentes afetem de fato a relação.
(Continua…)
Para os que admiram seu trabalho genial e inigualável e para os que querem se iniciar na obra de Hitchcock, este site é muito bom.
Sabiam que a sonda Mariner I, lançada em 1962 pela NASA, saiu de seu curso e teve que ser destruída por causa da ausência de um hífen numa linha de código FORTRAN? US$ 80 milhões de dólares e anos de trabalho na latrina.
E que, mais recentemente, a Mars Climate Orbiter, se perdeu no espaço porque os engenheiros da NASA se esqueceram de converter unidades britânicas para unidades métricas num arquivo-chave de dados?
Isso me faz perder o sono pensando nas minhas humildes planilhas estatísticas. E se um comando de uma operação estiver errado em uma fórmula de cálculo? E se isso comprometer todos os meus dados, toda a minha linha de raciociocínio, todas as minhas conclusões, o trabalho for publicado e depois alguém apontar o erro e meu nome ficar manchado?
Acho que vou revisá-las mais uma vez.
Francis Bacon disse que:
“For myself, I found that I was fitted for nothing so well as for the study of Truth; as having a mind nimble and versatile enough to catch the resemblances of things … and at the same time steady enough to fix and distinguish their subtler differences; as being gifted by nature with desire to seek, patience to doubt, fondness to meditate, slowness to assert, readiness to consider, carefulness to dispose and set in order; and as being a man that neither affects what is new nor admires what is old, and that hates every kind of imposture.”
Mais ou menos isso:
“Descobri que nada me era mais adequado do que o estudo da verdade; dotado de uma mente ágil e versátil o suficiente para captar as semelhanças entre as coisas…e ao mesmo tempo firme o suficiente para separar e distinguir suas diferenças mais sutis; abençoado pela natureza com o desejo de buscar, paciência para duvidar, gosto por meditar, lentidão para afirmar, disponibilidade para levar em conta, cuidado ao descartar e ordenar;e sendo um homem que nem se assusta com o novo, nem tampouco admira o que é velho, e que detesta todo tipo de impostura.”
Do site Critical Thinking on the Web, que vale a visita.
Meu Deus, se tem uma coisa que eu acho o fim é neguinho achar que os liberais são “do mal”. Isto demonstra uma total falta de entendimento de que a discussão básica entre socialismo X liberalismo é, no fundo, a busca do maior bem para o homem!
Segue uns excertos de um artigo do Rodrigo Constantino, que vi no site do Diego Casagrande, intitulado as 7 lições de Ludwig von Mises, um dos maiores expoentes do Liberalismo (aqui eu coloquei só 4):
Capitalismo: A origem desse sistema foi voltada para a produção em massa, visando a atender o excesso populacional proveniente do campo. Desde o seu começo, portanto, as empresas têm como alvo a satisfação das demandas das massas, e seu sucesso é totalmente dependente da preferência dos consumidores. Há mobilidade social, pois ganha quem melhor satisfaz as demandas. Assim, o desenvolvimento do capitalismo consiste em
Leia sobre a banda escocesa Mogwai.
E ouça algumas músicas (instrumentais) gravadas num show em Chicago.
Like Herod
Mogwai fear Satan
Para ouvir todo o show, em stream, clique aqui.
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