Monday, February 20, 2006

Vamo cumê farinha com estilo

Alex Cojorian e a Crônica do Caos Brasiliense, 1:40 pm
Filed under: Cotidiano
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Quarta-feira, vinte horas, uns minutos a mais ou a menos, a rampa lateral que leva ao terraço do Teatro Nacional, o jardim descuidado de seixo rolado e de yuka, aquela planta espinhosa mexicana, o relevo de quadriláteros da fachada; depois o elevador, escadas, e subitamente estamos curtindo a Cidade do alto da pirâmide modernista, numa panorâmica que domina toda a esplanada.

Dali resplandecem os muitos, os ordenadíssimos quadriláteros de luzes e pistas largas, a rodoviária do Plano, os retângulos multicores de estampa e neon da fachada do Conjunto, e entre uma coisa e outra, o espírito retém o choque entre o nobre azul noturno que preenche o espaço desta cobertura e os simplórios amarelo e vermelhos dos ônibus e calçadas lá de baixo, onde ainda acontece o final do movimento de volta ao lar… Dali se contempla a abóbada ingente de concreto armado por Neymeyer para o Museu da República, que, com os guindastes em torno – é um pouco ridículo isso, eu sei, mas sempre que vejo, talvez pela impressão monumental, recordo sempre do planeta-astronave de Guerra nas Estrelas, aquela “estrela da morte”! Embora aqui não haja nada de temível, só de alienígena e monumental…

Do outro lado, lua cheia nascendo no horizonte, brisa fresca e céu de almirante prometendo navegação tranqüila. Gente, gente, gente. Mídias, jornalistas, artistas, amigos, produtores, realizadores: é a prévia do primeiro DVD do Casa de Farinha. Embalando a noite, o Criolina do Barata & galera. Afora a banda – Andréa, Marta, Cláudia, Débora, André, Lupa – está lá o diretor, William Allves (o “irmão gêmeo”…), todo vaidoso do trabalho finalizado, está lá o Buffet da Cristina Roberto, e os chefes “Jean Vincent” e Analícia, deleite e sofisticação para os nossos delicados paladares, drinques e canapés, bandejas e copos, infinitamente, tudo e todos, até o clima delicioso do verão, contribuindo para estender a noite sempre um pouquinho mais adiante – e se a carreira do Casa de Farinha for tão próspera quanto esta noite, vamos perder de vista os nossos amigos.

A semana foi deles: terça na fnac, quarta a prévia, quinta o lançamento oficial abarrotando e fazendo tremer de novo a Villa-Lobos, junto com o público e a presença de dona Selma do Coco, Lia de Itamaracá, Escurinho, e as Fiandeiras de Sagarana, e, de quebra, ainda uma canja no sábado, aniversário de João e Cristina – a semana foi tua também, dona Cristina! Parabéns! Cá entre nós, CF e discotecagem do Barata são mais chocantes que rolistônis – será que alguém ainda pergunta “que time é teu? Bítous ou rolistônis?” Tanta coisa boa na mesa e tem gente querendo requentar o pf; mas gosto é gosto…

Mais tarde, ainda nessa mesma madrugada de quarta pra quinta, cruzamos com o Henriquera, o produtor mais alucinado (ganha de você, Lê Brasil!) do cinema brasiliense: “Pô, véi, eu sou maloqueiro, véi!” Diz que filiou-se ao PFL (?!?!): vai se candidatar nas próximas eleições, e depois… ah, ele que conte pra vocês… Só tu mesmo, malungo!…

Agora dêem licença, porque o carnaval tá aí, e meu pirão primeiro!

Serviço de bordo:
DVD, shows, autógrafos e outras propostas: 8163 5676 contato@casadefarinha.mus.br
Cristina Roberto Buffet: 3363 7383 cristinaroberto@uol.com.br

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1 Comment »

  1. Rômulo Augusto escreveu,

    è isto mesmo eu tava lá e senti que BSB é nossa e linda.
    Foi tudo bem servido. E na manhã a ressaca foi igualmente bem servida.
    Amigos ímpares em uma cidade ímpar emprestada aos políticos.
    Abs.
    Rômulo Augusto
    Ator

    Comentário de 23-2-2006 @ 10:10 am

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