Controle, controle, controle…
Este post pretende complementar o post do Yuri sobre a necessidade dos Estados - acho que até meio independente dos partidos a navegá-los - de manter controle sistêmico sobre seus cidadãos. Niklas Luhman (que o pessoal da sociologia deve conhecer bem) gostava de comparar o “sistema” Estado ao “sistema” indivíduo, afirmando que ambos deveriam chegar a um eqüílibrio necessário: se há Estado demais, o indivíduo desaparece e estamos sob um regime totalitário; se há indivíduo demais, o Estado desaparece, e estamos na barbárie.
Pois é, agora os Estados Unidos, bastião do liberalismo (se anárquico ou não eu deixo pro Paulo falar) mundial, estão querendo controlar o que dizem e escrevem seus cidadãos e, pasmem, com a aquiescência dos mesmos. Segundo notícia do Estadão, “mais da metade dos americanos se mostraram favoráveis a que o Governo conte com uma ordem judicial para obter informações secretas de seus cidadãos”. Em que medida uma ordem judicial poderia garantir a liberdade individual do cidadão é um mistério, mesmo assim é uma barreira formal que acabará caindo. Se quisermos ser um pouco mais sofisticados em qualquer análise política, não convém identificar atores reais com valores morais rígidos (bem e mal), ou perderemos a heurística dos conceitos.







