Arquivo para January, 2006




Friday, 13 de January de 2006

Homem de verdade

yuri vieira, 1:54 am
Filed under: Humor, Podcast e videos
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No blog do Lew Rockwell, Ryan W. McMaken cita este diálogo bem engraçado do sitcom Seinfeld:

“What is this? What are we doing? What in God’s name are we doing?”

“What?”

“Our lives! What kind of lives are these? We’re like children. We’re not men.”

“No we’re not. We’re not men.”

“We come up with all these stupid little reasons to break up with these women.”

“I know, I know! That’s what I do. That’s what I do!”

“Are we going to be sitting here when we’re sixty like two idiots?”

“We should be having dinner with our sons when we’re sixty.”

“We’re pathetic, you know that?”

“Yeah, like I don’t know that I’m pathetic.”

“Why can’t I be normal?”

“Yes! Me too! I want to be normal. Normal!”

“It would be nice to care about someone.”

“Yes! Yes! Care!”

Thursday, 12 de January de 2006

Anarco-indigenismo

pedro novaes, 3:36 pm
Filed under: Economia, Política, Índios
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Vamos voltar ao tema suscitado pelo Paulo ali embaixo com seu amigo David D. Friedman. Eu li alguns dos textos do cara e até achei legais, mas todos, sem exceção, são uma elocubração teórica só. Coisa típica de economista, embora ele não seja um.

E, não se enganem comigo, eu adoro Economia. No meu trabalho acadêmico e sobre políticas públicas, grande parte das minhas referências vem de economistas que eu admiro muito, como, do lado da Economia das Instituições, o Prêmio Nobel Douglass North, e, nos estudos do desenvolvimento, outro Nobel, o indiano Amartya Sen (aliás, motivo de grande revolta contra o Microsoft Word, que insiste em sempre corrigir automaticamente o nome dele para “Sem”).

Meu propósito é tentar chegar exatamente ao que nos une e desune aqui nesse blog em relação à sociedade ideal. Acho que isso é importante porque esses pontos de discordância estão exatamente ao redor de alguns dos grandes nós da modernidade.
(Continua…)

De Juquehy ao Tietê

rodrigo fiume, 11:13 am
Filed under: Cotidiano, Viagens
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Juquehy, 8jan6, 20h11Passei o fim de semana em Juquehy [clique na foto], praia bacana no litoral norte de São Paulo. Foi ótimo, diga-se. O lance foi a volta, na segunda-feira de manhã. É estranho passar pela Anchieta-Imigrantes. Depois da inauguração das novas pistas há uns 2 anos, o sistema ficou ainda mais impressionante.

Ao subir a Serra do Mar, vê-se um enorme complexo de pistas suspensas, encravadas no meio da mata preservada da reserva. Sem falar dos longos túneis que transpassam a montanha. No início da via, avista-se bem lá no alto o trajeto de curvas a percorrer; já em cima, bem lá embaixo o percurso vencido. Engenharia em seu sentido mais nobre. Às vezes fico extasiado com a capacidade humana.

O “estranho” a que me referi ali em cima é o que se vê além e depois disso. E por que motivo conseguimos construir algo tão impressionante e, ao mesmo tempo, o que há em seguida.

De início, cruza-se Cubatão. Preciso dizer algo? (Continua…)

Meu Aniversário

paulo paiva, 9:25 am
Filed under: interiores, memória
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Hoje é meu aniversário e resolvi postar um balanço de minha vida até o momento. Divirtam-se.

Quem sou eu? Hoje é clichê dizer que não se sabe quem é. Sou inseguro, disso tenho certeza, ou talvez nem tanta certeza assim. Minha vida é uma história de desilusão e de revelação, e, parece, só tenho encontrado comigo na medida em que essa história avança. Primeiro achei que eu era o centro do universo, mas minha irmã candidamente me revelou que não. Aí achei que eu era o cara mais feio e magro do universo, e uma namorada me revelou que não. Fiz o curso de engenharia achando que eu era engenheiro, mas as aulas de concreto armado me revelaram que não. Depois pensei que eu poderia me adaptar tranquilamente em qualquer lugar do universo, e minha estada na Alemanha me revelou que não, pois as adaptações são sempre turbulentas e falar alemão é difícil. (Continua…)

Wednesday, 11 de January de 2006

Ah, esses domínios

yuri vieira, 9:48 pm
Filed under: internet
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Enquanto aqui no Brasil ficamos presenciando o nascimento de sites com domínios do tipo www.chatice.com.br, www.coisa-mais-aborrecida.org.br, www.zé-sem-imaginação.nome.br, lá fora os caras vão ampliando o leque de alternativas válidas internacionalmente, isto é, de domínios que podem ser registrados e usados inclusive por nós do terceiro bundo. (Confira no Go Daddy.)

Agora, por exemplo, há a extensão “.eu“, a qual não é de uso exclusivo de europeus. Quando vi a dita cuja fui correndo registrar o nome “fod”. Ficaria lindo: http://fod.eu (Continua…)

Memory Places

pedro novaes, 5:24 pm - portugues
  • Lugares não são lugares. Lugares são memórias. Óbvio. É claro que lugares bonitos e paisagens grandiosas têm muita chance de figurar em nossa galeria pessoal de locais favoritos no coração. Mas é evidente que, se passamos por maus momentos nesses lugares ou se os cruzamos em meio a um mau estado de espírito, dificilmente eles constarão dessa lista. Por outro lado, locais aparentemente bestas e desprovidos de maiores atrativos podem se tornar grandiosos na lembrança, conforme o vivido. Um quarto sujo e mofado de hotel na decadente zona portuária de Cádiz pode ter sido o palácio de uma grande paixão; um boteco comum em São José dos Campos, palco de um memorável debate filosófico; os bancos apertados de um ônibus entre a Cidade do México e Guadalajara, a oportunidade de conhecer alguém que se tornaria um grande companheiro de aventuras.

    Quero compartilhar alguns dos meus lugares favoritos, começando com o especialíssimo Mirante das Três Gargantas. Seria bacana ouvir de outros seus lugares favoritos também.
    (Continua…)

    A Cópula, de Manuel Bandeira

    yuri vieira, 3:56 pm
    Filed under: escritores, literatura
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    Carol, uma amiga do Rio, me enviou “este surpreendente soneto de Bandeira, com nítida influência de Bocage, que faz parte da coleção de Obras Raras da Biblioteca da Universidade de Brasília. Foi publicado pela primeira vez na revista Bric a Brac, Brasília, 1986″.
    (Continua…)

    O Pai Universal

    yuri vieira, 2:42 pm
    Filed under: Livro de Urântia, Podcast e videos, amigos
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    Será que meus colaboradores haviam esquecido que eu, o editador deste blog, continuarei urantiano mesmo com a presença deles? (”Yurantiano”, dirá o Daniel.) Pois é, fiquem eles sabendo que o HAL9000 retornou dos confins do espaço e, após passar por uns maus bocados, também ele veio proclamar, de cima dos telhados digitais, o amor do Pai Universal por seus desencaminhados filhos terráqueos, quero dizer, urantianos.

    Escutem só.

    Para saber (em português) o que foi que o HAL9000 aprendeu após sofrer um boot da parte do Dave - não há nada como uma experiência de quase-morte - clique no link abaixo. (Por favor, amigos, respeitem a minha loucura e eu respeitarei as respectivas.)
    (Continua…)

    Barra do Superagüi

    pedro novaes, 8:40 am
    Filed under: Viagens, interiores
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    Visão de 270 graus: as ilhas, um vão - através do qual o imenso Atlântico se revela para além de um farol - a longa restinga, a vasta Serra do Mar em sucessivas camadas de montanhas - do preto ao cinza embaçado. Contra esse céu largo, o vôo de um biguá solitário, o mar, o mar, o mar e a luz amarela densa desse fim de dia deixando mais existentes as madeiras desse barco que singra as águas dessa baía, cortando esse ar frio e intenso. E essa mulher de sombrancelhas grossas do outro lado do convés me instilando sentimentos e fantasias de me largar no mundo, sem tempo, nem dia.
    (Continua…)

    Uma carta de amor por Rubem

    elv peka fluss, 1:21 am
    Filed under: escritores
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    Num certo momento da conversa, Rubem Braga olhou para mim e disse: “Você sabe escrever uma carta de amor?” Hesitei um pouco. Eu nem sou escritor! Pensei em silêncio e respondi: “Olha, já escrevi algumas, mas não sei bem se realmente sei escrever uma boa carta de amor…”

    Eu o tinha encontrado por acaso em Ipanema. Foi em 1987. Talvez 1988.

    De certa forma foi engraçado. Ele já era uma pessoa de idade. A conversa foi breve. Começou quando eu me apresentei, dizendo que gostava muito de suas crônicas, etc. Mas, como disse, meio assim de repente, ele olhou para a minha acompanhante e veio com essa pergunta da carta de amor para mim. Foi algo inesperado.
    (Continua…)

    Tuesday, 10 de January de 2006

    O Cachorro de Fogo

    yuri vieira, 9:21 pm
    Filed under: Avisos, amigos
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    Quando encontrei o Sérvio Túlio Caetano em sua rápida passagem pelo Brasil - o cara não abandona a França nem que a vaca tussa com a fumaça dos carros incendiados- enchi seus ouvidos com minha ladainha: “cara, você precisa partir pra animação, quando o fizer, irá arrebentar, começa com o flash, depois você vai avançando pra lá do Maya” e tal. E ele, que é um dos artistas do excelente site francês Coconino World - veja parte do louquíssimo portfolio dele aqui - e ele então fez uma cara como quem diz: “puts, vou ter de dominar mais uma ferramenta a partir do zero, saco…” E parecia que a coisa iria demorar, que ele continuaria por muito tempo ainda trabalhando “apenas” com ilustração e quadrinhos. Os meses passaram e, de repente, na virada do ano, não é que recebo uma animação de ano novo do cara? É esta aqui abaixo, o Cachorro de Fogo. (Clique sobre a imagem com o botão direito do mouse e selecione “play”.)

    Aposto que o cara fez tudo numa sentada. Claro que ele agora irá contribuir com o Garganta de Fogo, publicando aqui, por conta própria, mais animações em flash. O bicho vai pegar, esse cachorrinho aí é só a pontinhinha do iceberg criativo dele.

    Valeu, Sérvio!

    Juliette & The Licks

    yuri vieira, 8:17 pm
    Filed under: cinema, música
    Tags: 

    Juliette LewisSe eu ainda tivesse a cabeça que tinha quando, nos anos 80, acompanhava o movimento punk - inclusive indo a shows dos Inocentes, Garotos Podres, Replicantes, Cólera, etc. - se eu tivesse essa cabeça, estaria loucamente apaixonado pela fase vocalista da Juliette Lewis, aquela lolita que conhecemos no filme Cabo do Medo. Pena que essas garotas doidinhas já não me assustam mais. (A gente sempre se apaixona por quem nos causa temor y temblor. Ultimamente a Teresa de Ávila me parece infinitas vezes mais espantosa.) Juliette Lewis & The LicksMas até que a banda Juliette & The Licks faz, dentro de seu estilo podreira, um bom som. Lembra realmente a minha aborrescência. E a figura, claro, é das mais performáticas. E gata.

    Mensagens de secretária eletrônica

    yuri vieira, 6:25 pm
    Filed under: Humor, Podcast e videos
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    As mensagens de secretária eletrônica mais hilariantes que já ouvi são as criadas pelo Beto Hora. Já falei sobre isso aqui, mas é que ouvi-las novamente, num dia cinzento, é como tomar mais um chope num dia quente. (Ou como tornar a assistir, num dia de dor de cotovelo, àquele DVD do Friends.) Eis as minhas prediletas:

    Sinceramente, se alguém não der risada de pelo menos uma dessas mensagens, é porque, noutra encarnação, passou veneno nas bordas da Comédia de Aristóteles…

    De Gustibus Non Est Disputandum

    paulo paiva, 5:41 pm
    Filed under: Cotidiano, Economia, sites
    Tags: 

    Tem um blog que adoro. É um dos melhores da internet. Ele é escrito por Claudio e Leo, que, ao que parece, são professores de economia, ciência tão mal compreendida quanto importante. Segue um post que fez minha imaginação fervilhar, diante do assunto revolucionário que aborda:

    Hoje eu resolvi efetivar o que já pensava há tempos: exercer meu altruísmo. Como não sou muito confiante em nosso governo, resolvi ajudar quem precisa realmente através do KIVA.

    O que eu fiz foi comprar um cartão de US$ 25.00 e então “resgatá-lo” transformando o recurso em algo transferível em forma de empréstimo para algum micro-nano-pequeniníssimo empresário na África. Por enquanto não há negócios para empréstimos mas, assim que aparecer um, eu vou analisar e doar.

    (Continua…)

    Libertários vs. Libertários

    pedro novaes, 4:49 pm
    Filed under: Política, amigos
    Tags: 

    Eu não tenho dúvida de que aprender a julgar as pessoas com base em seus atos, e não em suas idéias, é um dos grandes desafios que todos nós temos. Possuímos toda uma retórica sobre a importância e o valor da democracia, mas, infelizmente, e aqui me incluo, somos virtualmente incapazes de verdadeiro respeito pelas opiniões e preferências das pessoas. Julgamos e condenamos, muitas vezes perpetuamente, com base em duas palavras e, pior, mas nessa não me incluo, volta e meia estamos prontos a querer calar o outro, cerceá-lo em suas idéias.

    É muito difícil manter uma postura realmente aberta e de genuína curiosidade diante das pessoas e do mundo porque isso pressupõe, em alguma medida, manter sempre em questão nossos valores e nossas próprias idéias, o que dá um medão. Mas é um trabalho que vale à pena. Aliás, talvez o único que realmente o valha porque fora dele é pura perdição. Não é à toa que nosso mundo ande tão mal das pernas, eternamente de TPM.
    (Continua…)

    A tela

    rodrigo fiume, 1:29 am
    Filed under: Cotidiano, tecnologia
    Tags: 

    Uma coisa curiosa tem me acontecido praticamente todos os dias. É uma bobagem, reconheço, mas não consigo deixar de reparar. Talvez seja um bom exemplo do poder da mídia. Já chego lá.

    Tem coisa mais sem graça do que papo de elevador? Puxa, aquela conversinha mole que a gente escuta meio com a orelha de lado naqueles poucos segundos que parecem não passar é de lascar. Tem sempre alguém dizendo como seu fim de semana foi chato ou detalhando uma receita culinária ou contando uma piada meio preconceituosa.

    Mas existe algo que empata. Silêncio de elevador. Eu entro e sempre topo com aquele sujeito com cara de bobo que, claro, não tenho a menor idéia de quem seja. Mas o fulano toda vez me cumprimenta. E sabe meu nome! “Bom dia, Rodrigo! Como vai?” E eu ali, sorrisinho de lado, botando os neurônios para processar, mas eles sempre travam antes de me dizer quem é o cara. Morro de medo de o sujeito perceber que não tenho a menor idéia de quem ele seja. Resta-me ficar em silêncio.

    E não é que descolei um elevador à prova de papo furado e de silêncio constrangedor? É no prédio onde fica o escritório da Reuters, colado à Ponte João Dias, em São Paulo.

    Cada elevador do edifício tem uma tela LCD conectada ao Portal Terra. Ou seja, você viaja até seu andar acompanhando as últimas notícias e, naturalmente, alguma publicidade.
    (Continua…)



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